O Prometido
12 Isso é um babuíno?
Notas iniciais
Bem, eu atualizei hoje por dois motivos: (a) Porque eu consegui fazer uma capa descente e (b) pela SUPER recomendação da Athena.
Esse capítulo é pra ela, mesmo estando um pouco bizarro, mas o próximo também vai ser pra ela porque ela é uma fofa lindja!
Espero que gostem. E eu vou atualizar de quartas e sábados agora, o.k.?
E, ah, tenho alguns avisos ali embaixo.
Depois do beijo, o mundo pareceu pular algumas horas, porque eu não me lembro de ter ido pra cama, mesmo sendo acordado por uma ninfa. Eu me vesti – durmo pelado, problema? – e fui até a sala de jantar do casarão.
O cosplay do Alex Pettyfer estava comendo uma maçã enquanto contava uma piada pras meninas. Quando me viu, abriu um sorriso e terminou a piada.
– Dormiu bem, cunhado? – ele perguntou. Porra Apolo, tu só sabe me infernizar!?
– Como uma rocha. – respondi e voltei a comer minha torrada.
Depois de um tempo, terminamos de comer e começamos a nos preparar para voltar à missão. Estava terminando de prender a bainha da espada no meu cinto quando Piper me puxou, seus olhos curiosos.
– Por que cunhado? – ela perguntou.
– Longa história – me virei para ouvir Apolo conversando com alguém... de cabelos longos cor de chocolate e olhos quentes.
– Boa sorte semideuses. Se cuide Hudson. – e ela saiu mais rápido que entrou.
– Muito bem, vamos descer – Apolo apontou para baixo. Tudo escureceu.
Se eu soubesse que demoraria apenas 15 segundos de viagem eu já teria feito amizade com um deus bem antes.
Apolo nos deixou na frente da estátua e evaporou. Drew e Piper se entreolharam.
Acho que meu pequeno e perfeito show foi demais para elas.
Mas, me digam, quem não choraria ao saber que morreria na missão? Eu só não aguentei chorar mais, pois sabia que voltaria dos mortos.
Funguei e me virei para as meninas. Drew pigarreou, Piper esfregou o pé no chão.
– Alguma ideia de para onde ir? – perguntei recomposto. A visão que Apolo me mostrou enquanto me abraçava foi muito boa.
Andamos uns dez minutos em volta da estátua, e nada. Nem um sinal do deus, do monstro ou dos diabos a quatro.
– Que merda! – resmunguei quando sentamos em uma lanchonete e fizemos o pedido – Ele devia estar aqui.
Piper se espichou para frente – Como você pode ter tanta certeza?
Contei a elas sobre a Voz me falando para irmos até aqui. Drew se retesou em sua cadeira como se a mesma queimasse – Estamos dando um tiro no escuro. Não sabemos para onde ir, o que encontraremos ou se viveremos.
Pigarreei – Bem, na verdade, só eu vou morrer, então não se preocupem.
– Muito reconfortante – as duas disseram em uníssono e nós caímos na gargalhada até o pedido chegar.
Hambúrgueres, batatinhas fritas, cebolas empanadas e Cocas geladas para nós. Brindamos e comemos “acidentalmente” derrubando uma parte da comida no chão em honra aos deuses. Se eles gostassem ou não eu não liguei.
Acabamos de comer já eram sete da noite. Andamos por alguns galpões abandonados e nos enroscamos em nossos sacos de dormir. As meninas dormiram quase imediatamente, e eu fiquei encostado na parede do armazém. Por fim dormi, e tive meu melhor sonho em noites.
Eu estava em outro galpão, totalmente abandonado. Estátuas de concreto em tamanho natural estavam salpicadas aqui e ali, todas quebradas e pixadas. Uma estátua de um sátiro estava sem os braços, um deles enroscado nos chifres. Uma de um casal estava cheia de molho seco, ou aquilo era sangue.
No fim do galpão, um trono dourado estava jogado de lado, com uma mulher de concreto sentada nele e outra mulher em pé ao lado da estátua, acariciando sua cabeça cinza. Ela era linda, alta, com cabelos castanhos avermelhados curtos e encaracolados, pele azeitonada e vestindo uma túnica romana sem mangas. Segurava um punhal de prata com a mão livre.
– Enfim consegui falar a sós com você – ela disse irritada.
– Senhora – me ajoelhei.
– Levante-se, nós devíamos ser mais íntimos – ela corou.
– Como posso ter intimidade com uma super modelo? – perguntei sarcástico.
Diana corou mais ainda, então ela tremulou e se tornou uma adolescente, como se fosse uma imagem mais nova da de antes. Vestia jeans, uma camisa preta com uma lua e tênis pretos com os cadarços fluorescentes.
– Melhor assim – dissemos juntos. Diana tomou um tom de tomate em toda a cara. Eu só pude rir.
Ela fechou a cara e eu peguei em sua mão. Ela se assustou, mas pareceu gostar, pois apertou minha mão com força – Eu preciso te ajudar, você não pode morrer – ela me disse, uma lágrima brotando de seu olho e descendo por sua face.
Eu limpei sua lágrima com o polegar e o passei em meu olho direito. – Vai ficar tudo bem. Eu juro.
Ela me beijou, um beijo doce, apaixonado. Sussurrou ao meu ouvido Use o anel e meu sonho se desfez.
– Hal, acorde! – Drew estava me balançando.
– Que inferno, ela tava me beijando– resmunguei.
– O que? – Piper entrou na conversa. Para-quedas! – Quem te beijou?
– Ninguém importante – desviei. Piper e Drew se entreolharam – Tudo bem.
Comemos barrinhas de cereal e fomos à procura do anjo do amor. Já eram 10:00 quando resolvemos pegar um ônibus em direção ao Brookling, ideia da Piper. Chute desgraçado o dela!
Chegamos ao meio dia e encontramos uma amiga da Drew.
Ela usava jeans, botas de combate e uma camiseta branca com um Ankh amarelo enorme. Uma mochila pendia de seu ombro esquerdo e um livro estava em sua mão. Parecia velho, feito de papiro.
Quando ela nos viu, engasgou. Drew arreganhou um sorriso – Ora, ora, se não é Sadie Kane a estranha do Egito!
Sadie bufou – Drew, a rainha do perfume importado, o que faz aqui? Não devia estar em um navio ou no seu acampamentozinho?
Troquei olhares nervosos com Piper. Sabíamos que aquela conversa acabaria em pancadaria. Postamo-nos do lado de Drew. Só assim Sadie pareceu nos notar – Quem são esses? Seus novos guarda-costas?
Drew corou – São meus meio-irmãos. Estamos procurando o pessoal do acampamento.
Sadie arregalou os olhos – Meio-irmãos? – por que ela parecia tão surpresa?
Então ela fechou a cara – Carter Kane, seu camelo desgraçado! Quem está cuidando dos meninos?
Um cara alto, magro e de cabelo encaracolado passou por mim e abraçou Sadie – Calma maninha! Walt tá cuidando de tudo. Eu só tava andando um pouco.
– Andando um pouco? Carter, você tem que cuidar deles! Só o Walt não vai dar conta. O Felix vai congelá-lo antes que ele diga pinguim! – ela disse isso sem respirar.
– Sadie ele é o Olho de Anúbis! Não vai morrer tão fácil. Nós, mais do que ninguém deveríamos saber disso – então ele nos notou, e ficou mega branco – Por todos os deuses, eles ouviram tudo?
– Não Carter, eles são homens da caverna surdos e desmiolados que eu puxei do Duat. Claro que ouviram tudo! E não são mortais, bem pelo menos não parecem ser.
– Quem são, ou melhor, o que são vocês? – perguntei empunhando meu gládio.
Carter puxou uma espada curvada não sei da onde e a apontou para o meu pescoço – Para trás demônio, ou eu te mato.
Abaixei minha espada – Demônio? Ah, cara, ele me chamou de demônio? Carter eu sou um... É... Eu sou um semideus. Todos nós somos semideuses, eu acho.
Carter abaixou a espada e me olhou intrigado – Que diabos é um semideus?
– Deuses, Carter, meio humanos meio deuses! Às vezes você é tão burro! – Sadie reclamou.
– Ah, claro. Mas deuses não podem ter filhos com mortais, só podem tornar humanos em seus olhos. Certo? – Carter disse com cara de boboca.
Quando Sadie ia xingá-lo por ser tão idiota um babuíno desceu um prédio, pulou em um poste e pousou na cabeça de Carter, desequilibrando-o.
– Que ouve Khufu? – disse Sadie tentando tirá-lo da cabeça de Carter.
– Agh! – Khufu disse e Sadie assentiu.
– Carter levante-se. Se levanta panaca! – Carter se levantou e Khufu começou a procurar piolhos em sua cabeça – Volta pra Casa do Brookling e manda todo mundo ir pro primeiro Nomo. Tio Amos chamou a gente. E fala pro Walt levar aquele amuleto que eu usei semana passada na esfinge de Moscou – Carter assentiu e correu em direção a um prédio grande e acabado.
Sadie se voltou para nós e sorriu – Desculpem-me o mal entendido. Não posso conversar agora, meu tio precisa de ajuda. Eu te ligo, pode ser Drew?
Drew assentiu atrás de mim – Claro, eu te explico tudo se você me explicar o que ouve aqui e onde foi parar aquele gato que dançou com você no baile.
Sadie deu um sorriso sacana, como se O-Gato-do-Baile fosse sua propriedade – Eu te explico tudo – e correu na mesma direção de Carter.
Assoviei – Gente louca!
Drew caiu na gargalhada – Verdade, mas aquele Carter até que é gatinho. Pena que tem namorada.
Sorri – Tarada!
Piper pigarreou – Drew, de onde você os conhece?
– Sadie estuda comigo, Carter é o irmão mais velho dela, eles moravam com o tio depois que o pai morreu em uma escavação. Agora moram com uma amiga da família enquanto o tio termina uma escavação importante no Egito.
– Oh! Vida agitada a deles! – disse.
Piper sorriu – É, vamos, temos que achar um deus.
– Pra variar – resmunguei.
Notas finais
Bem, eu planejei postar dois capítulos por semana, então se eu não conseguir postar Quarta, eu faço maratona de Sábado, e eu acho melhor, porque meu namorido/vizinho vai se mudar pro Canadá e eu tô ajudando ele.
É, esse era o aviso.
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Beijos, amo vocês.
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