O Prometido

5 Espada, faca ou um coice de pégaso?


Notas iniciais
FELIZ PÁSCOA PESSOAL! Bom, tô de volta aqui, me entupindo de chocolate e lambuzando o teclado. Porém não, minha glicose tá alta *chorando*
Mãs, vamos lá pra mais um capítulo dessa bagaça que eu amo!
Espero que gostem...

Fiquei o dia todo parecendo um zumbi. Percy não tava muito melhor. Muito menos o chalé 11.

Como primeira atividade do dia, Percy me levou ao arsenal, uma mistura de garagem com museu. Lá tinha de tudo: espadas, facas, machados duplos capazes de fatiar concreto, arcos de chifres de gazelas, veados, antílopes e flechas, muitas flechas.

Havia também uma área afastada onde se encontravam bestas medievais, espingardas, pistolas e uma metralhadora com batatas.

– Última chance contra Canadenses – disse Percy apontando para a metranca.

Fitei-o perdido. – Canadenses?

– Lestrigões, Hal. Meu namorado tem uma cabeça de algas – Annabeth entrou no meio da conversa, deu um beijo um pouco exagerado no Percy e o fitou, fazendo uma careta para suas olheiras e depois para as minhas.

– Deuses, o que houve aqui? – ela perguntou arqueando as sombracelhas.

– Não dormimos – dissemos em uníssono.

– Ah! Esclarecido. Está escolhendo suas armas?

– Meio que isso – disse sorrindo.

– Hum... Espere – ela adentrou na sala das armas. Quando voltou, estava suja de poeira e cheirando a bolor. Segurava uma aljava com penas vermelhas, um arco de chifre de gazela, uma espada com lâmina em forma de folha feita de prata que faria a coleção de armas do meu pai deitar e chamar a mamãe e uma faca do tamanho do meu antebraço.

– O arco e a aljava são presentes de Ártemis ao acampamento, a espada é... – ela nem terminou.

– Grega provavelmente feita de... Prata? – Completei tirando a espada da bainha.

– Isso... E a faca também é um presente de Ártemis. Faça bom proveito. – Annabeth abriu um largo sorriso.

Peguei as armas. Amarrei o gládio do lado esquerdo do meu corpo e a faca do lado direito, todos presos pelo passante da calça. Pus o arco na aljava e pendurei-a no ombro.

– Valeu! – Disse.

– Falta uma coisa... Percy? – Annabeth abriu um sorriso maldoso.

– Oi? Ah, claro – Percy retribuiu o sorriso de forma mais maldosa.

– Gen...Gente? Do que vocês estão falando? – gaguejei preocupado.

– Uniforme! – os dois gritaram.

– Ah! Ufa! – suspirei.

Corremos os campos de morango em direção à Casa Grande ver Quíron, o cavalo mutante carrancudo. O acampamento ainda estava vazio, as ninfas estavam preparando o café, os sátiros cantavam e tocavam para os pés de morango e jogavam areia em uma estátua de cinco metros de um sátiro gorducho com uma armadura de casca de árvore que não cobria sua barriga.

Percy pegou um punhado de areia, fez uma prece silenciosa e jogou a areia nos pés de bode da estátua.

– Quem é esse? Pã? – perguntei.

– Esse é Leneu, ele era do Conselho dos Anciões do Casco Fendido. Morreu na Guerra dos Titãs. Foi uma das últimas mortes que tivemos. – Disse Annabeth.

– Ah!

Quando chegamos à porta da Casa Grande, não resisti à curiosidade.

– Por que Quíron me olhou com aquela carranca ontem?

Os dois se entreolharam nervosos.

– É... Ah... Ahn... Eles... É... Ele devia estar... Nervoso? – Percy disse olhando para Annabeth, que balançou a cabeça miseravelmente.

– Oh, deuses Percy, sua cabeça só tem algas! Ele tinha recebido uma mensagem do Olimpo. Todos os deuses estão preocupados. Não encontram Eros. – Ela mal terminou de dizer e a porta se abriu, assustando todos nós.

No vão da porta estava aquele cara gorducho das vinhas. E ele não parecia muito bem. Para começar, a criatura estava de pijamas, e esses não eram muito bonitinhos. Tinham um tom de roxo vivo, feito de seda o que o fazia parecer um embrulho de presente tamanho XXG. E ele ainda usava uma pantufa horrenda de pele de tigre falsa e segurava uma xícara de café forte o suficiente para matar um touro de AVC, e seus cabelos estavam em uma posição engraçada, como se ele tivesse levado um choque usando aqueles rolinhos de salão.

– O que você quer Peter? – ele resmungou.

– É Percy, senhor – Disse Percy mordendo a língua para não falar nada de mais.

– Que seja. O que diabos vocês querem?

– Eu preciso de uniformes, senhor – Disse para o velhote barrigudo.

– Ah, claro. Campista novo? Que se dane! Tome. – Ele estalou os dedos e dez camisetas apareceram nas mãos de cada um de nós. Depois disso ele fechou a porta na nossa cara e saiu cantando em grego.

– Sr. D... Cada dia mais... – Percy girou o dedo na orelha – Legal! – Ele gritou para a porta, mas ela não respondeu, felizmente.

Fui me trocar para começar a aula de escalada, meu maior desastre...

Sabe quando você acorda com o pé esquerdo? Então, eu nem acordei e já estava azarado ao extremo.

Estava lá, bem na minha subindo a parede de escalada com bastante facilidade até aquele maldito pégaso me acertar e me derrubar.

Deixem-me contar melhor. Eu entrei no chalé 11 para me trocar. Coloquei a camisa laranja berrante e fui para a parede de escalada. Eu queria estar usando uma camisa preta e tal, mas fazia um calor infernal no acampamento e eu não tinha roupas...

Cheguei à parede de escalada e me preparei. A aula era sem aparelhos de segurança, ou seja, treinamento para missões. Retirei meus tênis e minhas meias e deixei todos sem entender bulhufas. Eu era o primeiro, então me joguei na parede e comecei a subir. Mal tinha percebido e já estava na metade da coluna, a quase dez metros do chão, quando ouço um Cuidado! Sai da frente! E um relinchar enlouquecido vindo na minha direção. Só tive tempo de ver o garanhão negro vindo na minha direção e chegando mais perto até que... BUM!

Lembro-me de ter ficado sem peso, só senti um grande puxão e percebi que minha queda tinha freado. Não abri os olhos até Percy me dizer preocupado. Quando abri meus olhos, vi todos os campistas me encarando. Uma menina de cabelos repicados estava me olhando com um ar preocupado – Piper – foi ela que trombou comigo?

Tinha também um cara louro – Jason – que me encarava sério, como se tivesse salvado minha vida.

– Que houve? Por que estão me olhando assim? Eu só caí! – murmurei.

Piper abriu um sorriso de calma. Todos se dispersaram, apenas Jason ficou lá, me olhando, sério, como se eu tivesse morrido.

– Você ta bem? – ele perguntou estendendo o braço.

– To ótimo – esbocei um sorriso e peguei seu braço e me levantei.

Limpei o pó dos meus jeans e percebi que o cara ainda me encarava – com olhos azuis elétricos, com um brilho sério e faminto.

– Vamos para o pavilhão refeitório? Preciso te contar algumas coisas. – Ele disse, e sem esperar resposta me puxou pelo braço até o pavilhão refeitório, vazio naquela hora.

. . .

–... Tem certeza? – indaguei claramente alarmado – Raptar um deus? Isso não é impossível?

– Claro que não – Jason disse, seus olhos azuis fixados em mim como se tentasse retirar informações – Juno uma vez foi presa em um trono de ouro.

– Mas mesmo assim, seria quase impossível!

– Para um mortal, talvez, mas Sísifo uma vez prendou Tânatos– Ele disse olhando para todos os lados.

Jason começou a falar algo, mas foi interrompido por um soar de trombeta. Ele praguejou em latim e eu pude ver o vulto de campistas vindo para o pavilhão. Era hora do almoço.

Eu não estava com muita fome, então optei por uma salada de tomates, uma fatia de peito de frango grelhado e tacos de tofu. Para beber pedi que meu copo se enchesse com cerveja de gengibre e como sobremesa, peguei uma fatia de torta de mirtilo azul berrante, que fez Percy dar um sinal de aprovação e lamber os beiços.

Comi conversando com os conselheiros do chalé 11. Os caras eram legais, tirando a parte que eles colaram um papel de Chute-me com toda sua força, em um campista de Afrodite. Falamos de coisas desconexas como basquete e como matar monstros mais facilmente.

Quando acabamos de almoçar, me dirigi até os bosques dar uma olhada nos monstros que estavam me espreitando.

Encontrei uma coisa bem pior.

Notas finais
É isso meus meninos e meninas! Espero que tenham gostado. Comentem! Com cinco comentários eu posto o próximo.
Beijos do Hal.