O Prometido
20 Eba, titia nova!
Notas iniciais
Aproveitem
21 de Setembro, 20:37.
– Merda! – exclamei enquanto olhava para a imagem holográfica acinzentada de uma coruja pousada em um ramo de oliveira que girava em cima da cabeça da Erika.
– Que tá havendo gente? – Erika perguntou quando viu nossa cara de panacas.
Apolo pegou o celular e pôs a tela de modo a refletir a imagem ainda forte rodopiando na cabeça da Erika. Ela arfou aterrorizada.
– Que tá acontecendo comigo? – ela perguntou vacilante.
– Pe... Pera um pouco. – gaguejei e entrei em casa correndo. Tirei o telefone do gancho e disquei o número do papai.
Call on:
Papai: Fala Hal, que houve?
Me: Pai, onde você tá?
Papai: Tô no caixa pagando os livros. Por quê? O que houve?
Me: Parece que eu ganhei uma tia nova.
Papai: Como assim! Quem?
Me: A Erika. Ela é uma semideusa também.
Papai: Oh...!
Me: Vem logo. Ela tá chorando. Acho que ela desmaia se souber sobre o Rafa e a Di.
Papai: Ok. Tô indo.
Call off.
– Meu pai já ta chegando. Ele vai te explicar tudo. Não se preocupa. – tentei tranquilizar uma Erika que abraçava os joelhos como uma louca. Seus olhos castanho- acinzentados estavam aterrorizados.
32,22 minutos depois...
– Será que ela vai entender tudo? – perguntei abraçando Ártemis por trás e beijando seu pescoço.
– Acho que sim. Ela é forte. Vai entender. Ui! – Ela exclamou quando eu não me segurei e mordi sua orelha de leve.
– Pare com isso agora! Você é meu sobrinho e deve me obedecer! – Erika saiu da cozinha com uma xícara de chá e um olhar mortal.
– Acho que ela entendeu tudo mesmo. – sussurrei no ouvido de Ártemis. Ela tremeu levemente.
– Hal, controla essa vozinha rouca e sensual ou eu arranco sua língua! – Erika me separou da minha deusa com um empurrão.
Apolo deu risada ao ver a cena.
– Cala a boca Solzinho! – grunhi.
– E não xingue meu namorado!
Levantei minhas mãos em derrota e me sentei no sofá.
Erika examinou Art como se ela fosse uma estátua de ouro. – Você é mesmo...?
Ela sorriu –... A deusa virgem da lua e da caça? Sou sim.
Erika virou-se para mim furiosa. – Você desvirtuou uma deusa virgem, VIRGEM! Seu pervertido!
Ela cochichou algo pra Erika, que arregalou os olhos e me encarou com um olhar assassino. – E ainda por cima você... – ela baixou a voz. –... Fez aquilo com ela? Eu te mato!
– Na verdade fui eu que dei a ideia pra ele. – Ártemis falou com a face rubra.
Apolo ficou pasmo. – Como assim?
– Mereço um pedido de desculpas, não mereço Erika? – disse em um tom puro.
– Não, não merece. Você não deu a ideia mas concordou. – Erika falou brava.
Ela murmurou outra coisa no ouvido da nova semideusa, que empalideceu e arregalou os olhos.
Ela se virou pra Ártemis com a boca escancarada de tão pasma. – Você imobilizou ele e fez... – ela fez um movimento com as mãos. –... Aquilo?
Art assentiu ainda mais rubra. Meu rosto também devia estar vermelho, pois estava quente e pinicando.
Erika se virou para mim. – Pervertido!
– Quieta cria de Atena! – retruquei.
– Haley, respeita sua tia. – papai disse atrás de mim.
– Que porra isso virou meus deuses! – murmurei.
– O que? – Erika perguntou totalmente perplexa. – Matthew... Ele...?
– Como assim? Papai...
– Isso mesmo. Respeito.
– Ah, cara! Vou dormir depois dessa! Papai, Mô pode dormir aqui?
Papai assentiu e Erika lançou um olhar duro para mim – Usa camisinha pelo menos. – Ela disse.
Agora foi minha vez de ficar perplexo. – Hã? A gente... A gente não... Não vai fazer isso!
– Por mim... – Art deu de ombros.
Papai não se aguentou. Caiu na gargalhada.
– Ok, ok, façam o que quiserem. Agora eu tenho um encontro pra terminar. – e papai saiu.
– Boa noite vocês dois, durmam bem, não deixem os percevejos te morderem. Só o do Apolo tá Erika? – enxotei os dois de casa e tranquei a porta com um “Boa- noite” sorridente.
– Vamos dormir logo! – Ela disse.
– Pera um pouco... – Art tampou minha boca com a sua antes de eu terminar.
– Não tem mais fogueira. Eu a apaguei quando a Erika entrou. – ela sussurrou no meu ouvido.
Eu a peguei no colo e levei escada à cima para o meu quarto. Deitei-a na cama e me deitei por cima dela beijando seu pescoço. Nos enfiamos embaixo dos lençóis e ela deitou a cabeça no meu peito.
– Boa noite meu herói – Ela murmurou.
– Boa noite minha Lua e Estrelas. – murmurei de volta.
Alguns minutos depois, adormecemos.
Notas finais
Beijões
Fale com o autor