O Prometido
27 Conjunto.
Notas iniciais
Eu vou chorar. Já tá dando saudades e...
– Anda logo! – Gritei pro Hal. Ele parecia uma lesma para por uma camisa e pentear os cabelos.
– To indo, calma! – Disse ele descendo as escadas. – Que deusa estressada!
– Estressada não, ansiosa. – Disse dando um selinho naquela boca vermelha provocante.
– Hmm! Vambora, eu quero ver logo os bebês. – Ele pegou a chave do carro.
Quinze minutos depois, estávamos na frente da clínica. Erika e Apolo já estavam lá dentro, o horário deles seria antes do nosso. Ah, Erika tinha se tornado uma deusa agora.
– Vamos, eu quero ver minhas luasinhas! – Hal me apressou.
– Calma aí! Eu estou grávida, seja educado seu grosso!
Hal me empurrou para dentro do elevador e apertou o botão para o terceiro andar. A porta se abriu com um tinido e nós desembarcamos.
Meu irmão e cunhada estavam de mãos dadas sentados em um sofá. A barriga da Erika estava enorme! Ela vestia um vestido florido e um colar de ouro com uma lira. Apolo estava de bermuda e camiseta. Os dois estavam na forma adulta, assim como eu e o Hal.
Apolo me deu um abraço desengonçado – Vamos ver o brinde!
– Bobo – Erika disse indo me dar um beijo. Não deu certo, pois nossas barrigas se apertaram. Os bebês se mexeram dentro da minha barriga.
– Erika Zaghi? – Uma moça perguntou. Ela tinha olhos cinzentos. Estranho...
– Já voltamos – Erika disse e foi em direção à porta do consultório arrastando Apolo junto.
Me sentei e esperei. Hal estava tomando café, e o cheiro era quase insuportável. Agradeci aos deuses Quando a mulher nos chamou. Erika saiu com um mega sorriso no rosto.
– Sorvete mais tarde? – Erika disse sorrindo.
– Claro! – Eu e Hal respondemos entrando na sala.
– Diana Hudson? Hum, vamos lá, deite-se ali depois que se trocar. – Uma mulher de meia idade e um sorriso branco me entregou uma camisola branca e me levou a um banheiro.
Troquei de roupa e me deitei na maca do consultório.
A mulher aplicou um gel em minha barriga e começou a percorrer todo meu ventre com o aparelho de ultra-som assentindo para si mesma vez ou outra.
– Está vendo essa manchinha branca aqui? – Ela apontou para a tela de computador. Assenti. – Ok, essa manchinha é um menino. Vocês têm um menino. Essa outra mancha aqui em cima – Ela apontou para a mancha um pouco pra cima da primeira. – essa mancha é uma menina. Parabéns, vocês têm um casal!
Hal apenas me carregou no colo até a calçada, o que fez umas sombrancelhas se levantarem. Ele me depositou no banco do carro, sentou-se no banco do motorista e deu a partida.
Chegamos na sorveteria perto do Central Park, um lugar que sempre íamos nas noites de Sábado. Erika e Apolo estavam sentado sob a sombra de uma árvore. Ainda no carro, Hal teve tempo de me encher de beijos.
– Eu sabia que seria um conjunto! – Ele disse entre beijos.
– Eu não sabia que você seria tão coruja assim! – Ri enquanto ele dava um beijo na curva do meu pescoço.
Descemos do carro e Apolo abriu um sorriso. Sua mão repousava na barriga da Erika. Ela dava risadas.
– Então? O que é? – Apolo perguntou ainda com a mão na barriga da Erika.
– Conjunto. – Hal disse sorrindo como um bobo.
– Casal? – Erika se assustou.
– Sim. E o seu? – Perguntei enquanto Hal me ajudava a sentar na grama.
– Dois arqueiros! – Apolo sorriu como um retardado.
– Somos oráculos! Ah, sou mais foda que a Rachel! – Hal gargalhou.
– Na verdade, foi a Rachel que viu os bebês. Ela teve uma visão no dia em que nós descobrimos as surpresas. – Disse. Hal murchou na hora.
– Vão querer o que? – Uma garota perguntou com um bloco de papel na mão.
– Um Milk Shake gigante de amora, o mesmo de mirtilo. – Hal disse.
– E vocês? – A garota apontou a caneta para Apolo e Erika.
– Um Milk Shake gigante de morango e o mesmo de floresta negra... Uh, eles chutaram! – Apolo disse.
A garota virou-se nos calcanhares e marchou para a loja.
Senti uma pressão leve na barriga. Um chutinho leve. Segurei a mão do Hal. – Chutou.
Ele se virou como um bobinho – Luan?
– Não sei. Talvez.
A pressão diminuiu. O bebê parara.
Uns cinco minutos depois a garota voltou com os copos enormes.
– Mirtilo?
– Meu – Hal pegou o copo azul berrante.
–Morango?
– Meu – Erika pegou e entregou-o paara Apolo, agora conversando com a barriga da noiva. – Querido?
Ele pegou o copo vermelho vivo.
– Floresta negra?
– Meu – Erika pegou o copo vermelho escuro.
– E amora – A garota me entregou o copo meio arroxeado.
– Obrigada – Peguei o copo e tomei um gole. Uma nuvem de sabores entrou pela minha boca: Canela, creme, amoras e algo mais. Néctar?
Todos devem ter sentido o mesmo, pois pararam de tomar a bebida e encararam os copos.
Entranho. Voltamos a tomar a bebida.
– Deuses, estou exausto! – Hal se jogou na cama. – Mas pelo menos vou ter um casal!
– Ai, Hal, pensei que seu pai ficaria assim, não você! – Disse tirando o casaquinho fino do corpo. – Que foi?
Hal olhava excitado para mim. – Você fica linda grávida, sabia?
– Sabia. – Pausei. – Mas você não quer me engravidar todo ano né?
Ele riu docemente. – Claro que não!
Ele se levantou da cama e andou para trás de mim. Puxou o zíper do vestido e tocou minha pele, passando-me arrepios pela espinha. Não me surpreendi quando sua boca caiu sobre a curva do meu pescoço, dando beijos úmidos e mapeando minhas costas com seus dedos de pianista.
– Vamos tomar banho? – Ele perguntou com a voz rouca ao meu ouvido.
Só consegui assentir enquanto era carregada para o banheiro verde claro. Hal abriu o chuveiro, terminou de me despir e começou a tirar a camisa. A visão do seu peito liso trabalhado me fez miar de excitação. Ele retirou a calça jeans preta e jogou-a por cima da camisa cinza. Tirou a boxer amarela e entrou no chuveiro junto comigo, distribuindo beijos pelo meu pescoço e costas. Sua ereção me espetava a coluna levemente.
– Hal, espera, mais, quatro, meses! – Pedi entre gemidos.
Ele mordiscou minha orelha – Não aguento nem mais quatro segundos.
Por fim, me virei e lhe dei um beijo demorado. Não precisávamos mais respirar, éramos imortais. O beijo durou cerca de quinze minutos. Traçamos uma batalha que ele acabou ganhando. Sua língua explorava toda minha boca e me arrancava leves gemidas de prazer.
Por fim acabamos tendo que nos separar. Ele pegou uma toalha e começou a se secar. Paguei outra e fiz o mesmo. Usei uma terceira toalha para enrolar nos cabelos e fui me trocar.
Hal estava com uma bermuda de cordão, jogado na cama e assistindo CSI pela TV Hefesto. Seu cabelo preto estava úmido e seu peitoral definido me chamava. Como deusa, fiz minha barriga murchar até parecer normal. Me deitei na cama e encostei a cabeça em seu peito enquanto ele me abraçava forte.
– Eu te amo – Sussurrei para ele.
– Eu te amo mais – Ele disse me dando um beijo.
Pouco depois adormeci.
Notas finais
Bom, acho que vocês vão querer me matar por ter sido um capítulo tão curto, mas o último promete mais coisas e palavras.
Masenfim, o que acharam da diva Ártemis/Diana Hudson narrando? Quem aí desconfiava que seria um casal? Comentem seus lindos!
E, ah, tem uma nova fic vindo aí daqui uns dias.
Beijos
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