O Projeto Da Carly
3 Tipo terapia.
Notas iniciais
Capítulo 3 – Tipo terapia.
- SOCOOOOOOOOOOOOOORROOOOOO! – Comecei a gritar na esperança da Carly ou do Freddie me ouvirem.
- Não adianta gritar. – Ouvi a voz de Carly.
- Carly, onde você ta? Eu to presa aqui, me ajuda. – Disse chutando a porta pra ela saber de onde vinha o barulho.
- Você pode sair daí depois que fizer uma coisinha.
- Como assim? Onde você ta? – Tentei raciocinar de onde vinha aquela voz, mas parecia que era dali de dentro.
- To aqui fora, mas tem um som ai, onde sai minha voz quando falo no microfone.
- Onde eu to? – Olhei pros lados tentando achar algo familiar.
- No meu projeto. – Ela disse como quem não ta nem ai.
- Ta, e o que eu to fazendo aqui dentro? – Disse sem entender nada.
- Você verá Sam Puckett. – Ela riu maliciosamente, que medo.
- SOCOOOOOORRO, minha melhor amiga quer me seqüestrar. – Gritei pedindo ajuda, mas nada.
- Não adianta, Sam. Ninguém pode te ouvir, apenas quem está com os fones de ouvido, no caso, eu e Gibby.
- Mas que porcaria de cubo é esse? – Eu tava quase explodindo de raiva.
- Meu projeto, uma câmera controlada de estímulos sensoriais, não se lembra do viradão? – Mesmo aqui de dentro eu podia imaginar o sorriso malicioso que estava estampado no rosto da minha amiga.
- Você não ta pensando em testar esse treco comigo né? – Falei com medo, afinal eu não podia fazer nada agora, estava indefesa.
- Frio. – Disse minha amiga demonstrando que não acertei. – Freddie é você? – Ouvi a Carly falando. – Pode entrar, agora vai ficar bom.
- NÃO FREDDIEEEEEEE. – Gritei, mas nem sei porquê, ele não podia ouvir mesmo. Foi ai que o vi entrando pela mesma porta que entrei. – Droga, por que você entrou? – Disse o balançando.
- Entrei onde? Que lugar é esse? – Disse Freddie olhando pros lado sem entender nada.
- Estamos presos no projeto da Carly e do Gibby graças a você. – Disse voando em cima dele, mas ele correu a tempo indo pro outro canto.
- graças a mim nada, você que sempre implicou comigo por tudo.
- Idai? Sempre impliquei, mas nunca tinha ficado presa com você, foi só depois de você implicar.
- Se você não implicasse tanto comigo, talvez eu não tivesse implicado com você. – Estávamos discutindo muito sério.
- Ah claro, agora a culpa é minha, não fui eu que te chamei de animal, seu nerd. – Estávamos gritando dentro daquele cubo, não sei mesmo como não dava pra escutar do lado de fora.
- Não me chama de animal, mas me chama de tudo quanto é nome.
- Não chamo nada, só nerd, que não é uma mentira. Diz outro então. – Disse cruzando os braços.
- Eu perderia muito tempo falando todos os nomes que já fui chamado por você. – Ele fez uma cara de tédio e encostou-se à parede. – Mas porque nos prenderam aqui?
- É agora que eu entro. – Disse Carly com a voz vinda novamente de uma pequena caixinha de som. – Vocês estão presos ai, e não sairão até pedirem desculpas um ao outro, tipo na terapia da Pam com a Sam. – Ela deu uma risada sinistra.
- Ta de sacanagem né? Eu não vou pedir desculpas pra esse Mané. – Eu o encarei.
- Nerd e Mané, estamos aqui a menos de 30 minutos e já foram dois apelidos indesejáveis. – Ele falava com dois dedos levantados quase na minha cara.
- Cala a boca, você me irrita. – Cada vez eu o encarava mas ainda.
- Ah, que pena, porque você nunca vai se ver livre de mim. – Ele tinha um sorriso estampado no rosto.
- Ta sorrindo por quê? Estamos presos num cubículo escuro, só eu e você, estão vendo e ouvindo tudo, E EU TO COM FOME! – Gritei as ultimas palavras.
- Que peninha, se depender de mim, ficará com fome por muito tempo, porque eu não vou te pedir desculpa. – Ele disse cruzando os braços.
- Se eu fosse você querido, me pedia sim, porque a minha comida pode ser você. – Eu disse e o cerquei em um canto do cubo.
- Sam, saiba que se comer o Freddie, você não vai sair daí nunca mais. – Disse Carly com a maior calma do mundo.
- Deu sorte. – O encarei e sorri por dentro ao ver a cara de medo dele. – Coe Carly, não to nem um pouco afim de ficar presa aqui com a companhia desse Freddorento. – Disse o soltando e olhando para o alto, sem saber a direção que a minha amiga se encontrava.
- Três apelidos indese... – O interrompi com uma banda.
- Não me interessa. – Olhei pro chão onde Freddie se encontrava estirado.
- Ta errada e sabe disso, você me irrita muito mais do que eu irrito você. – Ele se levantou e me encarou alterando um pouco a voz.
- Impossível, você me irrita só por respirar. – Também o encarei e alterei a voz.
- Não estou ouvindo desculpas. – Carly falava de uma forma que parecia até que falava com duas crianças.
- E nem vai ouvir. Chega, solta logo a gente, Carly Shay. – Eu disse cruzando os braços e encarando o nada.
- Não, já disse a condição pra soltar, só saíram assim. E a propósito, você ta de costas pra mim, Sam. – Ela disse e deu uma risada.
- Você me paga. – Disse rapidamente me virando para o outro lado, vermelha de raiva.
- Que saco, vou passar o resto da minha vida aqui. – Freddie se sentou no canto e revirou os olhos.
- Não reclama não, porque eu é que vou ter que ficar olhando a sua cara feia. – Fiz uma cara de raiva e me sentei em outra parte.
Ficamos assim, calados por muitos minutos, ele não falava nada, nem eu. Tudo que eu queria era sentar ali do lado dele e ficar abraçada, não ligava nem um pouco de ficar presa ali com ele, se tivesse comida, claro, mas eu tinha que me fazer de durona, ele nunca poderia saber que agora, quando vejo esses olhos castanhos lindos na minha frente, eu me derreto, se ele soubesse disso, nunca mais seria a mesma coisa. Terminamos juntos, nossas diferenças são gigantes, mas se ele me pedisse pra ficar, eu ficaria, eu enfrentaria toda essa diferença se fosse pra ficar junto dele. A verdade é que eu aprendi a amar esse nerd, mesmo com as diferenças então eu continuaria com ele, mesmo essas diferenças existindo ainda.
Notas finais
Mas quero saber de você, o que acharam? Reviews?
Beijos.
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