O Prisma Perdido

2 Acampamento de Férias


Notas iniciais
Oii pessoal! Sorry :/ Eu demorei para postar outro capítulo e não revisei, mas com todo o carinho espero que gostem.

Chegaram em um acampamento. Tinha vários casebres, bem feitos e grandes para acomodar uns vinte e pouco inquilinos. Muitas pessoas andavam de um lado para outro carregando coisas, até mesmo armamentos. Oliver teve a sensação de estar no forte dos campos de batalha, isso lembrava o seu pai. De repente, levou a mão no colar de prata que ficava em seu pescoço.

—Aqui vocês estarão seguros.- Ele mostrou o acampamento abrindo os braços.

Ollie olhou para Villu, ela o encarou com as sobrancelhas arqueadas. Tiveram uma conversa silenciosa, ela dizia que o cara parecia doido. Ollie chacoalhou os ombros, mostrando que não custava nada conferir mais uma loucura no dia. Violetta bufou, Ollie sabia que ela estava se sentindo contrariada. E começou a mexer no cabelo, significava que ela também estava entediada.

—Ok. Mas estamos seguros do quê?- Ollie perguntou ao policial.

—Bem... Vi como vocês se livraram daquela empousa.- o policial tirou o chapéu com certo cuidado.

—Isso aqui?- Villu mostrou a foto.

—Heeey Grover!- um rapaz surgiu- Já voltou? Espera, uma foto de empousa?

—Hãan...

Era estranho. O rapaz vestia uma camiseta laranja com a frase Acampamento Meio Sangue, e carregava uma adaga na cintura. Começou a desconfiar que Villu era mais esperta do que parecia ser, precisava seguir os conselhos dela.

—Oi.- Villu sorriu- Eu sou Violetta Rossi e esse é o meu amigo Oliver Jones.

—Me desculpe, não notei vocês antes. Muito prazer! Eu sou Mitchell, filho de Afrodite.

Ollie reparou bem nos nomes, pressentindo que iria precisar deles mais tarde. Mitchell e Afrodite. Não muito comum, americanas normalmente se chamam Abigail, Emma... Talvez fosse estrangeiro como Villu e o pai.

—Olha que legal, sua mãe se chama Afrodite a deusa do amor.- Villu reagiu.

—Ahh, é. –respondeu o rapaz.

E foi a vez dos dois estranhos se conversar em silêncio. O policial Grover estreitou os olhos, o outro rapaz, ficou na defensiva. Ergueu as sobrancelhas, esperando que o Grover continuasse a falar com os recém chegados. Ollie e Villu continuaram esperando, até que Ollie arriscou:

—Afrodite não é só o nome dela. Sua mãe é mesmo a deusa do amor, não é?

—É, isso mesmo.-Mitchell suspirou aliviado.

Ollie não podia acreditar, não era possível uma coisa dessas. Um semideus de verdade... Tudo o que ouviu sobre si mesmo seria verdade? Acreditar naquilo era assumir que super-heróis existiam. E se existissem, seu pai estaria vivo. Quando virou para Villu ela estava paralisada, não era nada bom.

—Villu?

-Você está brincando comigo, Oliver?! Me diz a verdade.

Violetta sabia fuzilar uma pessoa com o olhar, era assustador. Seus olhos sempre doces, mudaram de cor. Ele era âmbar e prestes a pegar fogo. Ollie pensou duas vezes antes de dizer.

—Meu pai me contou algumas lendas da mitologia. Os heróis da antiga Grécia, como o Hércules, são filhos das divindades e dos deuses.

—Quê? Não disso.- Villu revirou os olhos- Estou perguntando se você sabia desse acampamento.

—Não.

—Então...

—Este acampamento é somente para semideuses, meio sangues assim como vocês.- Mitchell sorriu.

—Sempre achei que você parecia uma deusa.- Ollie piscou para Villu, esperando que este trocadilho fosse acalmá-la.

—Mitchell, mostre o acampamento para eles. Eu vou falar com Quíron.- Grover parou bruscamente e continuou a falar –Nós tivemos alguma notícia do Acampamento Júpiter? Alguma mensagem de Íris?-

—Não Grover, nada até agora.

—Obrigado. — Grover fez o cumprimento militar para Oliver e Villu, depois saiu.

Os três foram andando pelos chalés, Mitchell mostrava cada um e explicava as histórias, os deuses e os parentescos de cada um. Contava os costumes do acampamento e respondia as perguntas de Villu com entusiasmo, Ollie permanecia em silêncio. Tentava digerir tudo aquilo com má vontade, ainda pensando em seu pai. E quando poderia fugir dali. Observava toda a estrutura do acampamento, os limites, os caminhos por onde poderia passar à noite sem ser visto. Um chalé chamou sua atenção. Villu conversava distraída com Mitchell, pelo visto ele tinha perguntado sobre o cabelo colorido e ela fala por horas sobre isso, ótima oportunidade para escapar.

Ollie se afastou dos amigos e se misturou na multidão, disfarçando o máximo que conseguia. A porta do chalé era de madeira vernizada, tinha gravado as folhas de louro cruzadas e uma medalha ao meio. Sem hesitar, entrou. Um corredor extenso apareceu, cheio de quadros. No meio do hall o famoso monumento de inauguração, uma placa com os dizeres que Ollie conhecia bem. “Uma homenagem de honra para os heróis do Olimpo.” A única diferença era o “do Olimpo”...

Ele ergueu a bandeira verde hasteada, no centro havia um círculo com a letra ômega: Ω. Particularmente, Ollie achou muito bonita. Verde sempre foi sua cor favorita, a menos que estivesse vestido de soldado, porque aí a cor verde se transformava em terror. Caminhou entre os quadros, eram representações de alguns semideuses. Embaixo de cada um, o nome, símbolo, as datas de luta e os atos heroicos.

Oliver Jones não esperava achar ninguém que conhecia entre as homenagens, por mais que seu instinto lhe dissesse o contrário. Quase ao fundo, nos últimos quadros viu uma imagem familiar. Usava uma trança única e longa, pele clara, olhos negros como os seus. Imponente, forte e poderosa.

Nunca esqueceria, nem poderia confundir quem era naquele quadro: Reyna Ávila Ramírez-Arellano, filha do soldado Julian Ramírez-Arellano da guerra do Iraque. Leu a placa, dizia que ela era filha de Belona, deusa romana da guerra. Pretora do Acampamento Júpiter, a décima segunda legião fulminata. Lutou contra Gaia, o titã Órion, levou a estátua de Atenas de volta ao acampamento Meio Sangue junto com Hedge, e Nico Di Angelo.

Tantas palavras que causaram ânsia e dor em Ollie, aquilo era demais. Tudo bem Reyna ser uma heroína, tudo bem Reyna ser reconhecida e honrada. Ela era mesmo incrível. Mas sua família não. Belona. Lembrava Ollie do pior sentimento que experimentou em toda a sua vida, amargura, remorso e a perda do pai. A guerra em si. Ollie ouviu o som claro da voz do pai:

—Meu filho. Além da luta pela causa, a guerra traz a luta pela vida. Eu sempre vou lutar pela minha vida, pela sua e por todos os soldados da guerra.

Naquele exato minuto, perdeu a vontade de fugir.

Notas finais
E aii? Me contem suas teorias, suas ideias sobre o Ollie e quem ele é..
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.