O Primeiro Aniversário sem Você (completa)

1 O Primeiro Aniversário sem Você (completa)


Notas iniciais
Disclaimer: Os personagens, lugares e citações que forem reconhecidos como sendo da saga de Harry Potter são da prioridade de J. , Scholastic Books, Bloomsbury Publishing, Editora Rocco ou Warner Bros. Entertainment. Nenhum lucro foi auferido pela criação desta fic. Nota da Autora: Oi! Escrevi essa one para o aniversário dos gêmeos Weasley, que se passa depois da guerra. Espero que gostem. Bjs :D

George não tinha dormido bem naquela noite. Tinha estado às voltas na cama, olhando para o teto, sem conseguir adormecer. Deveria ser um dia especial,

o dia de seu aniversário. Mas a tristeza dentro dele era demasiada para conseguir ignorar.

Era o primeiro aniversário que passava sem Fred. A guerra já tinha terminado há quase um ano e o mundo bruxo estava em paz, mas não George sentia o mesmo. Tinham arrancado uma parte de si, que nunca mais iria recuperar.

Desde a morte de Fred, que o mundo tinha perdido sua cor, sua vivacidade. Cada dia passava devagar, um arrastar de dor e sofrimento.

Já não era tão doloroso como nas primeiras semanas depois de sua partida, nem como no funeral, que tinha desejado estar junto de seu irmão, arrancar toda a dor que tinha no peito. Uma dor que iria diminuir com o tempo, mas que nunca mais iria desaparecer.

Afofou a almofada novamente, antes de desistir e sair da cama. Abriu a janela do quarto, escutando o som dos pássaros cantando suaves melodias ao longe, nas árvores. O horizonte revelava uma tênue luminosidade alaranjada. Um vento fresco acariciou seu rosto, fazendo-o estremecer de leve. Estava uma manhã fria de abril.

Convocou o roupão e se vestiu. Sentia os olhos pesados e cansados, uma ligeira dor de cabeça. Olhou para o céu límpido, de belos tons azulados e eabranquiçados, por um momento e murmurou:

— Feliz aniversário, Fred. — Uma lágrima deslizou por seu rosto — Espero que esteja feliz, onde quer que esteja.

Afastou-se da janela e saiu do quarto. A Toca estava silenciosa, todo o mundo ainda estava dormindo. Tinha voltado para casa com muita insistência de sua mãe. A Srª Weasley não queria estar longe de seus filhos, principalmente depois de ter perdido Fred.

Fechou a porta e desceu silenciosamente as escadas. Não queria acordar ninguém. Entrou na cozinha e se surpreendeu com a presença de sua mãe, que preparava um abundante café da manhã. A mesa estava repleta de comida deliciosa, que só ela sabia fazer.

— Mãe... — Chamou e a Srª Weasley se virou de rompante, de varinha em punho e rosto tenso, como se estivesse em perigo. As torradas caíram no chão, sujando-o de migalhas e compota de morango.

Molly suspirou e movimentou a varinha, limpando a sujidade.

— Bom dia, George. — Desde a morte de seu irmão que nunca mais tinha proferido seu nome. Ouviu uma tristeza inconfundível em sua voz, que nunca tinha ouvido antes de Fred morrer. Mas Bill já lhe tinha revelado que ela tinha ficado do mesmo jeito quando seus tios, Fabian e Gildeon, tinham morrido. Seu rosto pálido revelava olheiras profundas. Também não tinha dormido bem. Ele tinha perdido o irmão, seu gêmeo, mas sua mãe tinha perdido um filho, que tinha gerado dentro de si durante meses. — Feliz aniversário, meu amor.

— Obrigado. — Respondeu, se aproximando de sua mãe e a abraçando. A Srª Weasley fungou e deu uns tapinhas em suas costas, se afastando. Limpou as lágrimas com um lenço que tinha no roupão, seus cabelos ruivos estavam desalinhados e o rosto inchado.

— Sente-se. — Incentivou-o, enquanto puxava um dos pratos vazios da mesa em sua direção. Juntou ovos mexidos, duas torradas de geleia de morango e bacon — Você precisa de comer bem, para não adoecer.

— Sim, mãe. — Falou George e pegou nos talheres, saboreando lentamente o café da manhã. Uma xícara fumegante de café preto foi pousada a seu lado e Molly começou lavando os utensílios à mão, virada de costas para ele. Soprou de leve e bebericou. Estava muito quente, e pousou a xícara na mesa.

— Lembro-me da primeira vez que seu irmão me chamou de "mamãe". — Começou, e George parou de cortar o bacon em pedaços como gostava, atento às suas palavras — Eu estava na janela, vendo vocês brincando no jardim. Seu irmão Charlie me chamou para ajudá-lo a procurar uma meia e, durante esse tempo, vocês corriam atrás do outro. Você caiu no chão, mas não chorou de imediato. Estava em choque. Seu irmão percebeu que você tinha machucado seu joelho, tinha um pouco de sangue e gritou: "Mamãe!", enquanto corria até casa. Nunca tinha apanhado um susto tão grande, seu irmão gritando por mim e você sentado na grama, chorando em plenos pulmões. Curei você e trouxe-vos para casa. Incentivei seu irmão a me chamar novamente, mas ele se calou e, durante dois meses, não o ouvi mais me chamando de "mamãe". — Suspirou e gemeu, pesarosa — Vocês eram tão pequenos...Porque, Merlin, porque? Oh, Fred...

Chorou copiosamente, se agarrando com força à pia da loiça. George se levantou e a puxou para si. Acariciou seu cabelo, já com algumas madeixas prateadas, e murmurou:

— Está tudo bem, mãe... — Escutou um ruído atrás de si e olhou por cima do ombro, vendo seu pai e seus irmãos, de pijama, na ombreira da porta.

Nenhuma palavra foi proferida. Deixaram que Molly absorvesse o impacto de que nunca mais iria festejar o aniversário de um de seus filhos.

George fechou os olhos e embalou sua mãe. Sua família estava desfeita e eram naqueles momentos especiais que seu irmão mais falta fazia. Mas, tinha certeza, Fred nunca seria esquecido.


FIM


Notas finais
1. Oi! Tive essa ideia e decidi escrevê-la. Um pequeno momento entre George e sua mãe, chorando a perda de uma pessoa tão importante para ambos. Espero que tenham gostado dessa fanfic. Bjs :D 2. Link de meu grupo no WhatsApp: EpcuFRu16Xl0AQqXi7CWUB
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!