O Primeiro Amor de Ally
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Ally POV's
Até o banheiro dele era organizado, menino estranho. Tomei um banho quente e pendurei minhas roupas no box do garoto. Achei engraçado aquilo e com certeza ele ia fazer algum comentário daquilo. Penteei meu cabelo, agora sem o cloro, vesti a roupa dele. Eu me senti confortável. Me olhei no espelho e o mundo parecia que tinha parado por um milésimo de segundo pois senti o cheiro dele no meu corpo. Inspirei fundo.
–Ally? Morreu ai dentro?
Idiota.
– Morri. – Disse isso e abrir a porta.
– A senhorita ficou uma gracinha nessas vestes.
Olhei pra mim mesma: tudo estava grande demais. E a blusa de moletom quase fazia um decote e eu estava sem sutiã. Percebi que eu não podia me abaixar perto dele senão seria capaz dele ver meus seios. Não que ele nunca tivesse visto seios na vida dele mas era melhor eu tomar cuidado com aquilo.
– Vai ficar ai se analisando até quando ?
– Eu tô ridícula! Hahahahaha – Nós dois começamos a rir.
– Tá não, tá fofinha. – Então ele tirou uma mexa de cabelo que estava no meu rosto. Me senti na obrigação de acabar com aquele momento romântico.
– É, essa é a roupa que você sempre empresta pras meninas que vem aqui?
– O que a gente faz, meio que não precisa de roupa. – Ele respondeu rapidamente. Chato.
– Que bom. – Foi o melhor que eu consegui responder. – Seu irmão não liga de você trazer garotas pra cá não ?
– Vamos dizer que ele não liga pra esse tipo de coisa.
– Já sei, a galinhagem tá no sangue?- Ele levantou uma sobrancelha. Parecia se divertir com minhas suposições.
– Se você continuar mal criada assim, você vai dormir no chão.
– E onde o senhor achava que eu pretendia dormir?
Ele então sentou na beirada da cama de casal e deu um tapinha no lugar ao seu lado indicando que eu ia dormir lá.
– Não, eu não vou dormir com você! Aqui deve ter um quarto de hospedes.. qualquer coisa!
– As meninas que vem aqui não dormem no meu quarto. A gente fica no ‘quarto de hospedes’ – Ele disse fazendo aspas com as mãos. –E o outro quarto é um quarto de jogos. Então se você não quiser dormir no sofá da sala ou na cama do sexo pode dormir aqui comigo que eu não ligo. – Dizendo isso ele deitou deixando as pernas pra fora da cama.
– Se nenhuma menina entrou aqui então por que a Kira estava aqui ?
– Para de ciúmes Ally! – Peguei um travesseiro da cama dele e bati nele.
– Eu já disse que eu não tô com ciúmes. E a gente nem tem nada por quê eu estaria com ciúmes?
– Porque eu sou inteligente, legal, e você me acha bonito. –Opa, ele tinha que lembrar que eu disse isso pra ele outro dia ?!
– A gente continua sem ter nada.
– É, eu não ia querer ter nada com você vestida assim.
– Você disse que eu estava fofinha. – Disse fazendo uma voz pra ele ter dó de mim.
– É, mas nada sexy.
– Nisso eu tenho que concordar com você.
Me rendi e deitei na cama dele. Ele olhou pra mim e deitou do meu lado já que ele tinha deitado só na beirada da cama.
– Se rendeu?
– Eu ainda acho que você deveria dormir no sofá ou no ‘quarto do sexo’ . Se você fosse educado faria isso.
– A minha cama é grande e cabe nós dois sem problema. Além disso, pra dormir no quarto do sexo eu teria de estar acompanhado. –Depois de falar isso ele deu um sorriso sexy.
– Mas esse não é o problema né? É só ligar pra Kira ou Trish ou Cassidy ou sei lá pra mais quem. – Respondi ironicamente e me virei pro lado oposto ao que ele estava. Por que eu ficava tão irritada com isso dele ficar com todo mundo? Eu nem gostava dele.
– Você apelou colocando a Cassidy no meio disso tudo, acho que a menina nunca nem beijou na boca.
– Que bom pra ela por não ter beijado alguém como você.
– Ninguém nunca reclamou do jeito que eu beijo.
– Rhum.
– Ally, eu estou realmente achando que você gosta de mim.
–Para de ser exibido Austin, eu só to aqui porque esqueci a chave no clube. Também o cara expulsou a gente de lá e quase sai de lá só de biquíni.
Eu ainda não tinha virado pro lado dele.
– Uhum, sei, então por que você tem ciúmes das garotas que eu fico? –Pelo tom da voz do menino eu percebia que ele estava sorrindo e se divertindo com aquilo tudo.
– E por que você tem ciúmes do jeito que Elliot estava me tratando na piscina?
Nessa hora eu virei pro lado dele e me assustei já que seu corpo estava tão perto do meu.
– Ele ia ficar com você. –Agora ele olhava nos meus olhos e seu tom de voz era mais baixo e pausado.
– E isso é da sua conta? –Sabe quando você faz a pergunta e espera que o cara faça uma declaração de amor pra você? Então, isso não aconteceu.
Como o Loiro não disse nada eu me virei de novo pro outro lado.
Então ele se apoiou em um dos seus braços e começou a passar a mão por debaixo da minha blusa, mas só na cintura.
– O que você está fazendo Austin Moon?
– Nada.
Falando isso ele continuou fazendo carinho.
– Dá pra parar?
– Tá ruim?
–... –Não tinha com eu responder que estava ruim, ele mesmo sabia que eu não achava isso.. –Já disse pra parar Austin!
Me virei de novo pra ele sentando na cama e tirando a mão dele debaixo da minha blusa.
Então ele começou a beijar meu pescoço.
– Mas o que é isso cara? A Trish não deu conta do recado não?
– Eu já disse que eu não queria ficar com ela. -Ele me respondeu com a boca ainda no meu pescoço. Depois começou a me mordiscar. Não conseguia dizer nada. Cada toque dele me fazia ficar mais..
– Não vai me mandar parar não?
POR QUE ele tinha que parar de fazer pra falar comigo? Chatura! Eu já estava com os olhos fechados e com a respiração um pouco afetada.
– E adianta mandar parar?
– É, nisso você tá certa. – Dito isso ele lambeu meu pescoço da base até meu queixo.
Num aguentei e arfei com aquilo.
– Sabia que você tava gostando.
– Eu... eu.. achei nojento isso sim.
Abri os olhos e Austin segurava o riso vendo a minha cara.
– Vem cá. – Agora ele também estava sentado e me puxava pra perto dele. Minhas pernas rodearam seu tronco e meu corpo se encaixava ao dele facilmente.
Austin então segurou meu queixo me obrigando a olhar pra ele.
– Sabia que você fica linda até de moleton?
– Isso foi uma cantada senhor “sou perfeito e sei disso”.. ?
– Não, só foi um elogio mesmo. Mas vê se não fica se achando muito.
– Hn, o humilde da relação é você.
– Pensei que a gente não tinha nada e agora já temos uma relação? –Seu tom era de deboche e ele trazia um sorriso meio torto no rosto.
– De amigos claro!! – Tratei de corrigir o mais rápido que pude.
– Uhum. –Ele concordou e me deu um selinho de leve e esperou por uma reação minha. Eu não disse nada e nem fiz nada. –Você é muito fácil Ally.
Fiquei meio que com raiva daquilo e tentei desvincular meu corpo do dele.
– Não. – Ele me puxou pra mais perto do corpo dele. E com minha pernas rodeavam seu corpo eu acabei por sentir ‘aquilo’ me apertando. – Não vou deixar você ir embora.
– Austin eu...
Ele não deixou eu acabar a frase e me beijou. Sua língua entrou na minha boca e eu correspondia aos seus movimentos. Então ele colocou as mãos por baixo da minha blusa e começou a fazer carinho nas minhas costas. Retribui passando as mãos no cabelo molhado dele os bagunçando ainda mais. Nós apertamos mais e mais. Até que tivemos que eu parar de nos beijar pra respirar um pouquinho. Abrimos os olhos e nossas testas ficaram grudadas. Nossas respirações estavam estupidamente descompassadas.
– Austin...
– Não estraga. – Assim ele fechou os olhos e eu não entendi o que ele quis dizer com aquilo. Parecia que ele estava sofrendo com alguma coisa.
O abracei forte e comecei a dar beijinhos no seu rosto. Ele nada fez pra me parar. Cheguei até sua orelha e mordi seu lóbulo delicadamente. Com isso o loiro jogou a cabeça um pouco pra trás. Lambi sua orelha em seguida.
– Ally!
– Que foi?
– ..... nada.
Suas mãos agora estavam na minha cintura e ele voltara a me beijar. Agora a gente tinha mais calma mas ainda rolava umas mordidas no lábio um do outro.
Senti sua ereção ficando maior e sentindo vergonha daquilo tentei afastar meu corpo do dele.
– Para de tentar se afastar de mim por favor!
Ele parou o beijo e me olhou nos olhos.
– Mas é que... – Não terminei minha frase e olhei pra baixo, olhei pra ‘aquilo’.
– O que que tem isso?
Depois disso o infeliz pegou meu corpo e me deitou na cama ficando por cima de mim.
Agora eu não tinha mais certeza de nada. Fiquei toda insegura sobre o que ia acontecer entre a gente.
– Relaxa Ally.
Ele estava apoiado com o cotovelo na cama. E não tirava seus olhos dos meus.
Uma de suas mãos estava debaixo da blusa de moleton e foi subindo lentamente pelo meu corpo.
– Austin.
Fechei os olhos e arfei quando ele chegou no meu seio.
– Calma, você vai gostar.
Agora ele brincava com meu seio. Passava a mão, apertava o biquinho. Me apertava toda e depois soltava.
Não teve como e gemi o nome dele ainda de olhos fechados.
Depois disso ele ficou por cima de mim e colocou a outra mão no meu outro peito mas sem ainda tirar minha blusa. Acho que se ele tivesse feito isso eu tinha morrido de vergonha, ainda mais com a luz acesa e...
– Para Austin. – A boca dele dava leves beijos por cima da blusa enquanto ele enchia a mão apetava mais ainda meus peitos. Senti que meus biquinhos estavam duros já. – Austin eu sou virgem...
– E dai? Eu faço devagar, com carinho...
– Eu não quero perder a virgindade com alguém que eu conheço a uma semana.
Enquanto eu falava ele apertava sua ereção na minha barriga....idiota, nem prestava atenção no que eu falava.
Peguei o rosto dele com as mãos e o obriguei a olhar pra mim.
– P-a-r-a com isso Austin. Meu último namorado tentou me forçar a transar com ele e eu fiquei traumatizada. Eu não consigo fazer isso se eu não tiver confiança em você.
– Mas.... mas eu não sou ele eu.
– Se você não é igual ele para!
Austin POV's
Ela segurava o meu rosto me obrigando a prestar atenção nela. Então era isso que ela ia me falar hoje cedo e parou?
– Ally eu..
– Eu não quero ser mais uma que você faz sexo. Principalmente na minha primeira vez. Se você gostar realmente de mim não tem problema, se você começar a namorar comigo não tem problema, mas você tem fama de ficar com todas, então.
– Você não é mais uma. –Eu respondi ela e deitei na cama olhando pro teto.
– Austin descul...
– Não, me desculpa você. Não sei onde eu tava com a cabeça. – Meti a mão no interruptor que tinha em cima da cabeceira da minha cama e apaguei a luz.
Eu não tava com raiva. Mas era estranho ser ‘rejeitado’. Era só eu estalar os dedos que as meninas vinham direto pra minha cama. Mas eu sentia que com a Ally a coisa era diferente, só me faltava agora eu começar a gostar dela e ...
– Não fica com raiva de mim não. Eu gosto muito de você.
– Eu nunca vou ficar com raiva de você, Ally. – Aquilo realmente era verdade.
Então ela entrelaçou os seus dedos com os meus e acabamos por dormir assim... de mãos dadas.
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