O Primeiro Amor de Ally
16 A festa na casa do Austin.
POV Ally
Ganhamos... ganhamos todos os jogos. Tanto o meu time como o time dos meninos. Nossa como eu estava cansada. Mas no momento eu nem sentia direito meu cansaço já que as meninas me jogavam para o ar para comemorar nossas vitórias. Acho que era a primeira vez que o time de handbol ia pra outra etapa.
- Ally, você conseguiu! Que luxo amiga! – Trish pulava em cima de mim enquanto me dava os parabéns.
— Você sabe que eu estou toda suada né? – Eu disse com um sorriso enorme no rosto. Quem não gostava de ganhar..?
— Suada e fedida, espero que saiba. – Ela tinha mesmo que me lembrar desse pequeno detalhe?
— É Ally, eu estava certo ao apostar minhas fichas em você. – Rodrigo me dava um aperto de mão e logo depois pegava Trish pela cintura e dava um beijo de leve em seu rosto.
Ela fez biquinho querendo um beijo melhor... Rodrigo logo entendeu.
— Trish, estou suado, depois ...
— Se você quiser dá pra gente tomar uma coisa juntos... tipo... um banho, quem sabe?
Jura que ela estava falando uma coisa daquelas na minha frente? Odeio felicidade luxuriosa alheia.
Pelo jeito Rodrigo também não gostava muito, já que tinha ficado vermelho com o comentário e não respondido nada para a namorada.
— Tchau gente. – Eu não queria ficar de vela por mais tempo.
- Espera Ally! Mais tarde vai ter uma festa na casa do Austin, você não vem ? — Rodrigo falava tentando disfarçar a vergonha que sentia quando Trish falava aquele tipo de coisa na frente de outras pessoas.
— Na casa do Austin?
— É Ally, o que que tem ?
— Hn, nada, mas não sei se eu vou, sei lá.
— Deixa de ser chata, a gente se encontra lá então. –Trish disse enquanto saia ainda grudada do ruivo.
— Eu não disse que ia!! –Gritei no meio da quadra feito uma doida. E ela me ignorava... Eu não sabia por que exatamente ainda conversava com uma garota como a Trish.
— Ir aonde Alls ? – Elliot chegou do nada.
— Lugar nenhum Elliot. – Tentei evitá-lo assim como fiz a semana toda. – E nem importa porquê eu não vou.
— Deixa eu adivinhar, você não vai na festinha de comemoração só porque vai ser na casa do Austin?
— C-Claro que não. – Silêncio enquanto eu pensava em uma desculpa boa. Mas nada me vem a cabeça. – Dá onde você tirou essa ideia?
— De lugar nenhum. Tchau. – Ele se despediu de mim com um beijo na bochecha.
Saco, eu tentava me esquivar de todos os selinhos ou beijinhos que ele vivia tentando me dar, mas alguns ainda me atingiam. Acho que eu devia uma boa explicação pra ele por eu estar tratando-o tão friamente daquele jeito.
— Você não vai a minha festa? Tem certeza que vai me fazer essa desfeita?
— Olha, acho que alguém voltou a falar comigo.
— Hn. Eu vim mais é pra te parabenizar pelas suas vitórias senhorita Dawson.
— Hn... acho que o senhor pode me chamar de Ally...
— Hn. Interessante... E de Alls ? – Austin me rodiava com um sorriso brincalhão no rosto.
— Acho que você ainda não tem o meu perdão completo.
— Ta bom Ally, espero te ver na minha festa. Seria uma pena se a melhor jogadora do time vitorioso não fosse.
— Não acho que farei tanta falta assim. Principalmente para você que consegue ficar dias sem falar comigo.
— Vai continuar jogando na cara o meu erro?
— Foi um erro?
— Bom... acho que sim já que eu sentia falta de conversar com você.
— Dessa eu não sabia.
Então ele me deu um meio sorriso torto (lindo até quando suado) e foi embora.
— Cara eu não vou nessa festa... – Eu falava sozinha enquanto pegava minha mochila com minhas coisas.
***
— Claro que você vai nessa festa Ally! –Trish berrava comigo enquanto eu me escondia debaixo do meu cobertor de coraçãozinhos coloridos e vestindo meu pijama preto de conjuntinho.
Rodrigo também estava no meu quarto. Ele estava encostado na porta com os braços cruzados e segurando o riso.
— Não vou, não vou, não vou!!! – Sim, eu sei ser pirracenta quando eu preciso.
— Olha Ally, eu sei que esse clima de triângulo amoroso entre vocês três tá chato, mas se você não tá conseguindo nem encarar os dois na festa como você acha que vai ser quando vocêss viajarem juntos?
— Eu não quero pensar nisso agora. – Legal, nesse momento Trish resolveu subir em cima de mim.
— Vem com a gente se não eu vou te sufocar debaixo dessa coberta sua.
— SAI TRISH!!!
— Se você falar muito vai perder seu fôlego mais rápido e vai morrer mais lentamente. – Nessa hora eu percebi que ela estava falando sério. E eu tinha que falar com meu pai pra não deixar mais nenhum amigo meu entrar dentro de casa. Sempre quando aparecia alguém alguma coisa acontecia comigo.
— Ally, acho que é melhor você ceder. Vai por mim, a Trish nunca desiste quando quer alguma coisa. – Rodrigo falava, mas eu me concentrava em conseguir respirar.
— Vem Rodrigo, me ajuda aqui. Já que ela não quer se arrumar, vamos levá-la de pijama mesmo.
O QUE ?A TRISH ESTAVA LOUCA! SÓ PODE!!
— Tem certeza Trish?
— Claro que sim! Vem, pega as pernas e eu os braços, o Austin mora aqui do lado mesmo, e a Ally nem é tão pesada assim.
Então eles me descobriram num movimento brusco. Sem meu cobertor protetor das trevas Trish, eu me sentia indefesa. Eles foram rápidos e precisos. Logo já estavam descendo comigo pelas escadas enquanto eu me debatia em protesto inutilmente. Meu pai nunca está acordado na hora que deveria já perceberam ?
Chegamos então na porta do vizinho. Eu de pijaminha preto sendo segurada pelo casal.
Rodrigo deu um chutei na porta que certamente, apesar da música lá dentro, alguém deve ter ouvido. Um minuto depois alguém atendeu a porta. Era Elliot. Ele me olhava com uma cara confusa sem entender nada.
— Ela que quis vim assim. Ela sabe que teve escolha antes. – Trish dizia em sua defesa. Olhei pra ela com uma cara de reprovação não acreditando no que dizia.
Elliot agora ria com a situação. Traidor.
Então as pessoas começaram a abrir passagem para que eu fosse carregada pra dentro da festa. Vi que o povo todo da sala estava lá. Havia também o povo dos times e mais um pessoal de outras salas que eu nem conhecia direito.
Fui jogada, JOGADA, no sofá principal da sala. Assim virei o centro das atenções.
— Olha quem resolveu aparecer na festa. – Austin dizia com o rosto perigosamente perto do meu.
— Por pura e espontânea PRESSÃO. – Falei me levantando e tentando fazer com que meu mini pijaminha preto cobrisse alguma parte do meu corpo... mas sem muito sucesso claro.
— O que aconteceu Alls ? Elliot me perguntava com um tom de preocupação, mas com um grande sorriso no rosto.
— A Ally deve ter achado que essa era uma festa temática. – A Kira deve ter surgido das trevas porque eu não tinha visto ela antes dela se manifestar.
— Ah, deve ser por isso que você está fantasiada de vadia?
Todos que estavam perto riram, inclusive o Austin. Isso fez com que a Kira ficasse possessa. Como ‘’vingança’’ a louca jogou cerveja em mim. PORRA.
— Opa, escapuliu. Desculpa amiga. – Ah, eu fiquei com muita raiva, mas não ia sair totalmente do seu jogo. Pra ela a coisa mais linda e importante tirando os super peitos era o Austin não era?
— É, acho que eu vou ter que tirar isso aqui e... –Eu fiz como se eu fosse tirar minha blusa de pijama.
- Ally ?! – Elliot e Austin arregalaram os olhos e falaram em coro com um tom de indignação.
— Vem. — Mas foi Austin que teve a iniciativa. Deve ser porque a casa era dele. O loiro pegou no meu braço e me puxou até o segundo andar em direção ao seu quarto. – Você ia mesmo tirar a sua roupa ? Sabia que você está sem sutiã ? –Ele meio que gritava comigo enquanto trancava a porta.
Fiz uma cara de nossa pra ele. Até parece que eu ia tirar minha blusa né?
— Ia tirar mesmo, você já tinha visto tudo mesmo que diferença ia fazer?
Ele me analisava, procurava qualquer traço no meu rosto para que tudo aquilo que eu estava falando fosse mentira.
— Olha, eu sei que você deve ter nojo de mim por eu querer alguma coisa mais séria com você e tal... mas tem como você descongelar dessa posição defensiva sua e me buscar uma blusa sua...
— Hã?
— Eu estou suja de cerveja!
- Você sabe que a sua casa é aqui do lado né? – Ai, essa doeu. Precisava me dar um fora desses ?
- É VERDADE. – Fui em direção a porta do quarto a fim de sair daquele lugar o mais rápido possível.
— Ally espera.
— Não.
Ele me pegou pelo braço e me encostou na parede.
— Eu mandei esperar.
— Você não manda em mim.
— Essa sua mania de ter todas as respostas do mundo na ponta da língua me irrita sabia?
Tentei me soltar dos seus braços que ainda me prendiam.
— Olha, toma banho na minha suíte, eu vou deixar uma roupa minha em cima da cama. Não acho que você vá ficar apresentável ou sexy, mas se depois você ainda quiser descer pra festa... eu juro que te protejo da Kira.
— E quem me protege de você ?
Silêncio.
- Não sei. – Agora ele me segurava, mas olhava para o chão... tinha parado de me encarar. – Que tal o Elliot ?
— Eu não tenho nada com ele, você deveria saber disso.
— Isso faz diferença ?
— Isso é você quem tem que me dizer.
Finalmente ele me soltou. E eu fui em direção ao seu banheiro.
Tranquei a porta e ouvi um barulho dele mexendo em suas roupas.
Me sentia meio que segura com a porta entre a gente.
— Austin ?
— Hn. – Bom sinal, ele ainda podia me ouvir.
— Onde que eu coloco meu pijama?
— Na roupa suja...
— Mas ele tá molhado, se eu colocar no cesto de roupa suja as outras roupas vão mofar.
— Hn, deixa em algum lugar, depois eu olho isso.
— Me despi e dobrei minhas roupas colocando as em cima da pia.
— Ally.
— Oi.
- Já separei as roupas aqui.
— Tá, mas tem como eu ficar no seu quarto até a festa acabar?
— Acho que sim.
Meu corpo estava encostado na porta, e eu senti que ele também estava lá encostado, só que do outro lado.
— Kira não vai achar ruim ? – Falei brincando com ele.
— Ally!
— Tá, já sei, você não está namorando com ela.
— Eu nunca namorei com ninguém, não ia começar com a menina que já deu pra todo mundo da escola.
— Hn.
— Além disso, acho que ela está junto com o Dez. Pelo menos é com ele que ela está dormindo esses dias.
— Quando eu vi ela saindo da sua casa aquele dia era porque...
— Porque ela tinha dado loucamente para ele.
Eu fiquei super feliz sabendo daquilo.
— Austin ?
— Hn..
— Deixa pra lá.
— Não, fala...
— Não era nada, eu vou... eu vou tomar banho.
Eu respondi aquilo meio sem vontade e não desencostei da porta.
— Ally?
— Fala. – Encostei meu ouvido na porta com curiosidade.
— Você... – Que bonitinho, ele estava com vergonha.
— Eu? ...
Ele não continuou.
Abri a porta me ignorando completamente o fato de eu estar só de calcinha.
— Ally, você tá.. Saco. Eu sou homem sabia ? – Depois de analisar meu corpo ele se virou para o outro lado. – Vai tomar banho, eu vou voltar pra festa. As pessoas já devem estar pensando que eu estou transando com você aqui em cima. E esse cheiro de cerveja não me atrai nem um pouco. Tchau...
— Austin!
— Olha, tem toalha limpa naquela gaveta, você não precisa mais de mim aqui né ? – Ele estava realmente nervoso e eu não entendia o por que, já que ele tinha visto centenas de mulheres peladas inclusive eu.
Então ele começou a caminhar em direção a porta do quarto.
Antes que ele chegasse até lá eu segurei a mão dele.
— Ally, me deixa ir...
— Me dá um beijo?
— Eu pensei que a gente estava meio brigados e é meio estranho você pedir esse tipo de coisa pra pessoas que você tem raiva.
— É, eu estou com raiva de você. Mas eu sinto mais falta do seu beijo do que sinto raiva...
— Mas, você está desse jeito e..
— Até parece que você nunca me viu assim.
Puxei ele delicadamente pra mim e vi que ele estava apertando os olhos para que eles continuassem fechados. Sorri com aquilo e o abracei. Eu estava com raiva dele ainda, mas eu sentia saudade.
Os biquinhos dos meus peitos encostavam no seu peito por cima da camisa. Eu sei que não era um contato pele a pele, mas percebi que ele ficou diferente. Coloquei uma mão por debaixo da sua camisa e com a outra comecei a fazer carinho nos cabelos da sua nuca.
— Ally, para com isso.
— Você quer mesmo que eu pare ? – Eu falei ao pé do seu ouvido e juro que eu senti que ele arrepiou quando eu fiz isso.
— Hnn..
Vendo que ele não ia sair correndo pela porta eu continuei a tortura, e sussurrei em seu ouvido de novo:
— Me dá um beijo ? – E fui deixando beijinhos delicados em seu rosto, mas sem encostar na sua boca.
Ele então me pegou pelo cabelo e sem abrir os olhos me beijou. Primeiro mordiscou de leve meu lábio, depois deu uma lambida do meu queixo até minha boca, e com a lingua, pediu passagem e começou a me dar um beijo urgente. Ele começou a descer as mãos pelas minhas costas me fazendo um carinho. Rapidamente nos separamos. Ele ainda sem abrir os olhos...
— Por que você faz isso comigo?
- Isso o que Austin ?
— Ally, vai tomar banho, amanhã a gente conversa.
— Tá, mas você vai ficar com alguém na festa?
— Não! –Acho que ele se assustou com a pergunta e respondeu rápido e bruscamente com os olhos abertos... – Ai merda.
— Você já me viu assim, não sei por quê o espanto.
- Se você fosse homem entenderia. Tchau.
Não respondi nada, apenas entrei no banheiro e tranquei a porta. Do outro lado pude vê que ele também fechara a porta.
Por fim, fui tomar banho.
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