O Preço da Felicidade
7 Grandes Descobertas - Parte 2/2
Notas iniciais
León
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Estava me arrumando para correr com Valentina, claro que eu não precisava me encher de perfume, mas quero estar o mais apresentável possível.
Sai de casa e fui andando, quando cheguei vi ela no mesmo lugar onde nos esbarramos. Estava linda com os cabelos presos em um rabo de cavalo e short curto, na verdade estava sentindo uma certa coisa ao ver as pessoas passando e a olhando. Ela carregava uma mochila nas costas e quando viu que eu estava se aproximando correu e me abraçou apertado, senti que ela estava angustiada, triste. Não sabia o certo, ela estava abalada com alguma coisa.
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– O que foi Valentina?
– Vamos nos afastar das pessoas? Ai eu falo com você — concordei com a cabeça e a levei em um lugar que eu realmente gostava.
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Andamos bastante, até que chegamos, era um banquinho em frente a um rio com uma grande árvore, fazia uma ótima sombra ali, junto a ventos frescos, e ela ali parada com os ventos batendo em seus cabelos ficava mais linda. Sentamos e fui logo perguntando:
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– O que há com você Valentina? — os olhos delas se encheram de lagrimas.
– Primeiro, tenho que te dizer a verdade. Não me chamo Valentina, sou simplesmente Violetta — a olhei, como poderia ter mentido para mim? — Violetta Saramego Castillo — meu coração quase parou na hora.
– Sara... Saramego?
– Sim, da familia Castillo. Mas não sou uma Castillo. Eu moro no porão dos Castillos e sou obrigada desde criança a trabalhar para eles, descobri hoje que meus verdadeiros pais não são German e Maria, mas sim Angeles e Pablo — ela contou tudo de uma vez rapidamente.
– Angeles? A Angie? Tia da Ludmilla?
– Você a conhece? Quer dizer, a Angeles. Mas conhece a Ludmilla também? — ela me olhou, não tinha escape. Se ela estava sendo sincera eu também seria.
– É Valen... Violetta... Eu também menti para você. Eu sou namorado da Ludmilla, e sim, eu sei quem é Angeles.
– Por favor, me leva até ela?
– Antes você vai terminar de me contar.
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Ela me contou toda sua história, não podia julga-la e dizer que não foi sincera comigo, porque eu também não fui, ela esta passando por um momento horrível e eu vou ajuda-la em tudo que for preciso.
Pedi ao meu motorista que levasse meu carro até mim, depois pedi para que ele fosse embora, eu mesmo iria dirigir. O trajeto era longo, estava nervoso com toda essa historia, o silêncio estava impregnado ali. Mas eu não queria dizer nada.
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– León? — ela cortou o silêncio.
– Oi? — continuei olhando a estrada.
– Esse tempo todo você estava me enganando? Me dizia coisas lindas nas mensagens e agora me diz que namora com a Ludmilla.
– Bom, é complicado — a olhei por 2 segundos e lembrei da estrada — eu estou meio que sendo obrigado a namorar com ela, e nunca gostei dela desse jeito. E quando a trai, queria terminar, mas ela parecia tão frágil. Mas conheci você, e acho que... me apaixonei — vi seus olhos brilharem pelo retrovisor.
– Mas tu não deve terminar com ela, ela é uma menina muito boa.
– É... mas não a amo, não quero ficar com alguém sem ter amor.
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Depois disso Violetta ficou em silêncio, e eu continuei o caminho.
Faltava apenas alguns minutos para chegarmos a casa de Angie, quando olhei ao meu lado, Violetta estava dormindo, quase encolhida no banco do carro. Quando finalmente chegamos a acordei com o maior cuidado possível, ela abriu aqueles enormes olhos castanhos mel. Ela se espreguiçou como uma criança e esfregou os olhos.
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– Chegamos Vilu.
– Como sabe meu apelido? — ela sorriu.
– Deduzi — ela sorriu — agora levanta — a puxei levemente.
– Aonde é a casa? — ela olhou em volta.
– Aquela — apontei para uma casa branca com muros bem altos.
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Fomos andando e apertei o interfone, uma voz suave atendeu, era Angie. Falei que era eu, León, e que estava com uma convidada, o portão abriu e entramos. Angie ficou nos olhando e parecia olhar cada detalhe do corpo de Vilu.
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– Angie, essa é uma amiga minha... Violetta — ela parou e nos encarou espantada.
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...
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Mais tarde fomos embora e Vilu parecia quieta, dessa vez eu não conseguia decifrar seus sentimentos.
Ela estava lá, encolhida no banco, parecia frienta. Parei o carro e me estiquei até a parte de trás do carro e peguei uma coberta que havia ali.
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– Toma, se cobre — ela sorriu e cobriu-se — a noite está bonita, não? — abri o teto solar do carro.
– Sim, mas temos que ir embora León, ja devem ter dado falta.
– Não temos que ir, você tem que ficar aqui comigo — disse em um impulso.
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Tinha a enorme necessidade de estar ali com Violetta, era diferente, não queria e nem pensava em segundas inteções com ela, ela era diferente e realmente mexeu comigo. Ela é especial, só queria abraça-la, beija-la, só isso.
Estava me sentindo uma criança incapacitada de fazer as coisas, porque aquela menina tirava todo meu sentido, minha concentração, e isso estava me matando.
Sem nenhuma explicação cheguei mais perto dela e abracei, ela me olhou assustada.
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– Serio León, preciso ir. Devem estar me caçando a essa hora — ela se afastou.
– Se tiverem te caçando eu faço questão de te proteger... Deixa eu te proteger? — ela sorriu.
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Cheguei mais perto e beijei sua bochecha, comecei a dirigir novamente, mais dessa vez fui para minha casa. Violetta ficou deslumbrada, ficava olhando para todos os lados.
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– É.. — cocei a nuca — vou pedir para servirem o jantar, se quiser tomar um banho.
– Não trouxe roupa — diz envergonhada.
– Vem comigo — a puxei para meu quarto — Toma aqui — Peguei uma camisa minha que era enorme, ficaria como um vestido enorme nela — o banheiro é ali e tem toalhas limpas no armário — ela sorriu e saiu.
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Fui tomar meu banho — claro que em outro banheiro — e fiquei deixando a água cair enquanto pensava que a menina dos meus sonhos estava sofrendo, eu estava morrendo por isso.
Sai do banheiro só de bermuda e fui para meu quarto, estava enxugando meus cabelos quando Violetta saiu do banheiro, estava com minha camisa azul que nela caia como um vestido acima dos joelhos, os cabelos molhados e sua beleza natural impecável. Sentia o cheiro do sabonete de longe.
Cheguei mais perto em um reflexo involuntario e a abracei pela cintura, a senti tremer, como eu, era um nervoso no corpo e era ótimo.
Me afastei e a olhei nos olhos.
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– O Jantar já deve ter sido servido, vamos descer?
–Claro — ela se afastou colocando a toalha na cadeira.
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Descemos e me sentei na ponta, ela ficou na cadeira ao lado. Comemos no maior silêncio possível, ninguém se atrevia a dizer uma palavra, tomei meu refrigerante vendo a reação dela ao experimentar.
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– É como se borbulha-se na minha boca — eu ri — o que foi? — me olhou com um bico.
– Nada, só que você é demasiada fofa — ela corou e tomou outro gole fazendo careta.
– Isso é muito estranho — ela gargalhou gostosamente.
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Depois de jantar nós subimos, usei uma desculpa falando que não havia quarto de hospedes, ela insistiu em dormir na sala, porém eu não deixei.
Fiz ela se deitar ao meu lado na minha cama e liguei a TV, ela estava mais confortável que antes e já falava mais, ficamos horas e horas vendo filmes e fazendo idiotices. Porém em um filme de terror ela cravou seu rosto em meu peito tentando se esconder, ela realmente estava assustada. A abracei pela cintura e a puxei mais para mim.
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– Não fica com medo, é só um filme. E lembra que eu disse que iria te proteger? — ela concordou com a cabeça ainda escondida — então, eu sempre vou estar para te proteger — ela me olhou.
– Sempre? — ela fez uma cara de choro.
– Sempre.
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Passei seu cabelo para atrás de sua orelha e ela se sentou ficando de frente a mim. Percebi que havia chorado, sequei suas lágrimas com minhas mãos e acariciei suas bochechas com meus polegares.
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– Hey, é só um filme, não precisa chorar.
– Não choro por isso — começou a chorar mais.
– Por que então?
– Porque na minha vida inteira, vo...você foi a mel..melhor coisa que me aco...aconteceu — disse entre soluços e desabou em lágrimas — Eu sofri por 12 anos, sem poder confiar em ninguém, e de repente minha vida da uma reviravolta e aparece você, nesses anos todos, você foi a única pessoa que consegui confiar, acreditar, em apenas um olhar, você me fez recuperar a fé que eu já não tinha a muito tempo. Você me deu gosto de viver, de poder ser feliz só lendo suas mensagens — uma lágrima insistia em sair dos meus olhos, mas não podia demonstrar fraqueza, tinha que mostrar que eu estava ali para cuida-la.
– Vilu? — ela me olhou — Te amo — foi a única coisa que pude dizer.
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Sequei suas lágrimas novamente e acariciei suas bochechas e seus cabelos. Ela se aproximou mais e a puxei novamente, fazendo com que ela tivesse em total contato com meu corpo.
Passei a mão sobe seu braço, era delicado, macio. Passei a mão do braço para a nuca a segurando mais forte, como se eu não a pudesse soltar, como se ela fosse meu mundo inteiro e eu precisava cuida-la.
Ela me olhou nos olhos colocando seus braços em volta do meu pescoço, sorri e cheguei mais perto de se rosto e beijei levemente sua bochecha e deitei. Ela se deitou em meu peito e assim juntinhos, dormimos.
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