O Preço De Um Adeus
4 Capítulo 4
Allan ao recuperar-se do choque iniciou a caminhada pelos corredores da central em direção ao refeitório, com as passadas, começou a ouvir o som de novos passos que insistiam em persegui-lo. Resolveu ignorar, mas com o tempo perdeu a paciência e virou-se, mas não havia ninguém. Confuso ele entrou no corredor com janelas, quando recomeçou a caminhada, os passos extras voltaram e ele viu uma sombra quase passava a sua em altura, então ele correu, correu e correu, virando a esquerda no fim do corredor e parou, caindo ao chão com um peso já familiar.
_Des... Desculpe! – O garoto, agora com o rosto muito próximo ao seu, estava mais vermelho que seus olhos, com essa imagem ele lançou o garoto ao lado e levantou, desviando de seu destino e entrando no quarto que ficava a algumas portas a frente.
Com a porta fechada ele sentindo o coração acelerado, recostou-se na porta e movia incessantemente as mechas de seu cabelo de um lado para o outro tomado de pensamentos.
...
Como pode ser? Porque estou tão confuso assim? Porque aquele pivete se parecia tanto com.... Aff. Acho que deve ser imaginação minha, retomarei minhas atividades! Concentração, 1, 2, 3, ..., Pare de pensar nele! Cabeça idiota!!
...
TOC...TOC...
Seu minuto de devaneio foi quebrado com duas leves atidas na porta e ele não querendo responder, bateu duas vezes a cabeça nela.
TOC...TOC...
Mais uma vez a insistência, ele levantou e abriu a porta para ver um menino de cabelos bagunçados, rosto vermelho que ofegava por ter corrido uma longa distância em um curto espaço de tempo.
O menino tomou ar enquanto ele estava chocado com a beleza e com o aumento da sua frequência cardíaca.
_ O Senhor esqueceu – Ele estendeu as mãos com um lenço negro com a marca de uma rosa vermelha.
Tentando recompor-se ele pegou o lenço, mas estremeceu ao tocar levemente na mão do jovem. Não lhe era familiar o toque, mas não deixava de ser macio e agradável. Ao encontrar com os olhos do rapaz ele gelou e fechou a porta, deixando o garoto olhando para a porta e sentou-se novamente no chão, com a cabeça baixa e o rosto entre as mãos, vermelho como seus olhos.
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