Notas iniciais
Bônus de Feriado.

A viagem foi mais longa que o normal com os dois sem pronunciar uma única palavra.

Ao chegar ao quartel, eles se depararam com inúmeros corpos deitados em fileiras ao chão, muitos feridos, alguns já mortos.

_ O que está acontecendo? – Enfermeiras e pessoas vestidas como tal corriam de um lado para o outro, mas ninguém lhe respondia.

_ Fomos atacados! — finalmente a voz de Alice sobressaiu ao murmúrios gerais.

Allan virou e a viu com o braço enfaixado.

_ Quem?

Ela apenas baixou o olhar, aquilo foi o suficiente para a expressão de ódio ressurgir na sua face.

_ Entendo! – Ele saiu deixando Alice e Yui ali.

_ Não o deixe fazer besteira! – ela tocou o ombro do menino. — conto com você!

Ele saiu correndo e chegando perto ouviu os resmungos de Allan sobre matar algo.

_ Você não pode estar falando sério! — Yui abraçou ele pelas costas – Não vá, você vai morrer!

Allan virou em uma expressão séria, pronto para responder, mas as lagrimas fizeram o curativo cair e a expressão de tristeza do garoto fez ele respirar fundo e abraça-lo.

_ Eu não vou morrer! Eu prometo!

Ele deixou o garoto sem reações quando beijo-o nos lábios e saiu pela porta com uma promessa em sua cabeça.

Yui abriu as mãos e lá estava o lenço negro que Allan sempre carregava, mas ele não quis esperar, saiu correndo pela porta e viu uma moto preta com uma pessoa de capacete vermelho irem já ao longe.

....

Na cidade não havia como não notar o rastro de destruição, como uma trilha de farelos de pão guiando diretamente a uma igreja.

Allan parou a moto na beira da calçada e entrou caminhando, carregando uma arma em sua cintura e uma faca e sua perna. Abriu a porta da igreja e lá estava, não mais um humano com características de monstro, mas uma criatura de dois metros e meio de altura, arrancando com os dentes a cabeça de um cadáver com os dentes, sua pele azul e olhos prateados contrastavam com as chamas das velas acessas.

Uma risada alucinante ecoou pela igreja.

_ Você ainda está vivo?

_ E se eu estiver?

O monstro limpou o sangue dos lábios com a língua.

_ Acho que terei que te mandar para o inferno!

_Não se eu fizer isso primeiro!

Ambos se encararam e correram um na direção do outro.

De um lado as velas apagando com o vento das passadas do monstro e do outro ampliando intensamente suas chamas pela fúria de Allan.

Dois monstros trocando com garras e armas seus desejos recíprocos de matar.

Na primeira pausa ambos estavam ofegantes, mas Allan estava em séria desvantagens pois estava perdendo sangue por um ferimento em sua testa e perna direita, enquanto o monstro apenas tivera alguns arranhões.

_ Já está cansado?

Allan cuspiu sangue e em seu típico sorriso cínico ele acendeu labaredas por toda a igreja, deixando apenas a porta como ponto de saída.

_ Se quiser sair, terá que passar por cima do meu cadáver!

_ Interessante!

O monstro correu e sua direção e ele apanhou a faca, cravando a lamina na perna do monstro, mas sofrendo um grave ferimento nas costas.

Ele voltou a atacar e derrubou o demônio dessa vez, cortando sua outra perna.

_Acha que pode me derrotar só com isso? Olhe para você! Está quase morto!

Allan tirou a arma da cintura.

_ Você que está morto!

Ele atirou, mas o monstro ainda era rápido e desviou, a bala atingiu a parede dos fundos, provocando uma grande explosão.

_ Isso foi perigoso! – falou o demônio um pouco hesitante.

_ Pode apostar que sim! – Allan carregou mais uma vez a arma – Mas agora eu não vou errar!

_ Espere, vamos conversar?!

_ Sem chance!

_ Allan! – Yui entrou pela porta da igreja, parando próximo a saída!

O monstro desviou de dois tiros seguidos de Allan e voava como fumaça em meio as explosões em direção ao garoto.

_ Yui, abaixa! – o garoto se jogou no chão e o demônio foi consumido pelas chamas de uma bala que o atingiu em cheio nas costas, sendo lançado caído próximo ao garoto.

Allan correu e o abraçou quando viu a expressão de pavor.

_ Calma, já está tudo bem!

Yui fechou os olhos encostado com a cabeça no ombro de Allan e sentiu algo morno atingir-lhe o ombro, acreditou serem lagrimas.

_ Desculpe, não poderei cumprir a promessa!

Yui se desesperou, a garra do monstro atravessara Allan pelas costas e o monstro e o herói morreram ali, deitados no piso frio da igreja em um mar de chamas e lagrimas.

Notas finais
Minha história acaba aqui...
Agora vêm os extras...
Comentem!