Notas iniciais
Aqui está o terceiro capítulo. As coisas realmente vão começar a acontecer no próximo capítulo, não deixem de ler. Boa leitura!

Acordei com o sol batendo no meu rosto e me arrependi por não ter fechado completamente as cortinas ontem à noite. A verdade era que eu estava ocupada demais para prestar atenção em outra coisa que não fosse os toques de Sara e o gosto maravilhoso dos seus lábios. Eu estava cansada, mas me sentir estranhamente satisfeita.

Tentei me levantar mas não consegui. Olhei para meu cropo e percebi que estava presa nos braços de Sara. Decidi ficar ali mesmo, ficar perto da minha morena era melhor coisa que eu poderia pedir. Observei-a enquanto dormia, o rosto sereno e um belo sorriso nos lábios. Como ela era linda! Inclinei-me levemente e uni nossos lábios em um beijo rápido. Foi o suficiente para acordar a minha Sara.

— Bom dia – sussurrou ela. – Como você está?

— Ótima – respondi, sorrindo. – E você?

— Muito bem. Você é incrível, Cath – disse Sara e acariciou meu rosto com sua mão.

Eu ri levemente.

— Você é mais. E é todinha minha.

— Completamente sua – disse ela e me beijou. Envolvi sua cintura com uma das minhas pernas e gemi quando senti meu centro entrar em contato com sua pele quente. Sara sorriu no beijo e deslizou sua mão pela minha coxa. Senti o desejo tomar conta do meu corpo à medida que Sara fazia tudo lentamente, deixando-me louca de vontade de tê-la novamente.

Quando tudo estava indo muito bem, alguém bateu na porta. Provavelmente Lindsay.

— Mãe? Você ta acordada?

— Ai, não acredito que vamos ter que parar... – murmurei contra o pescoço de Sara.

— Tudo bem, teremos tempo mais tarde. Eu te amo.

— Também te amo. Vou ver o que Lindsay quer – disse ao me levantar. A manhã em Las Vegas parecia estar bem fria, diferente do calor aconchegante que estava a minha cama. E com a Sara junto, é claro.

— Cath...

— Sim?

— Acho melhor você vestir uma roupa antes de abrir.

— Ah, é, você tem razão.

Vesti uma calça e uma blusa rapidamente. Lindsay só queria saber se poderia ir na casa de uma amiga. Eu disse sim e depois de um abraço, voltei para a minha Sara, que já estava vestida.

— Prefiro você todinha sem roupa... – comentei baixinho.

— O que disse?

— Nada, não.

— Aham, seeei – disse Sara, olhando-me com certa suspeita. – Alguma ideia do que vamos fazer hoje?

— Você, eu não sei. Mas eu tenho que fazer uma coisa muito, muito importante.

— O que é?

— Surpresa – dei um selinho em Sara. – Tenho certeza que você vai adorar.

— Não pode me dar nenhuma pista?

— Não.

— Hmm... Nem se eu te encher de beijos? – Arriscou ela, colocando os braços em volta da minha cintura.

— Não. Por mais que eu ame beijar você, eu tenho que fazer uma coisinha. Você vai adorar, minha linda.

— Vou levar Lindsay na casa da amiga. Antes vamos dar uma volta por Las Vegas, tudo bem?

— É claro, amor – eu disse sorrindo. Era impossível não sorrir perto de Sara. Ela era tão cativante que até a pessoa mais depressiva ficaria empolgada e alegre se Sara estivesse ao seu lado. Eu realmente era a mulher mais sortuda do mundo. – Você é uma boa mãe.

Ela riu.

— Estou aprendendo com a melhor.

Abracei a minha namorada e deixei que seu cheiro almiscarado e perfeito invadisse as minas narinas e reavivasse as células do meu corpo. Acho que eu estava viciada no cheiro de Sara.

— Eu te amo, Sara.

— Também te amo, Cath.

Contra a minha vontade, afastei-me da minha morena, tomei um banho, coloquei uma roupa mais alinhada e fui para a cozinha. Lindsay estava sentada tomando café.

— Quanta elegância, mãe – disse minha filha, meio irônica. – Onde você vai?

— Vou levar uma ideia minha adiante...

— Qual ideia?

— Amanhã você vai saber – pisquei para Lindsay.

— Ah, mãe. Me conta, vai.

— Não – respondi e ri com a expressão brava da minha filha. – Volto mais tarde. Divirta-se com Sara e se comporte, viu?

— Pode deixar.

— Tchau, amor – dei um beijo rápido em Sara e saí. Eu queria ter ficado mais um pouco e aproveitado mais os lábios quentes e macios do meu amor, mas eu estava atrasada para a segunda parte do meu plano de "fazer a Sara feliz". Olhei para o céu e pedi a Deus que tudo desse certo. Porque o que eu pretendia fazer era talvez mais difícil do que transformar Ozzy Osbourne em um padre.

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Era quase onze horas. Sara já estava dormindo, sua cabeça encostada no meu ombro enquanto eu acariciava seu cabelo. Ela e Lindsay havia passeado por grande parte de Las Vegas e Sara, depois de deixar Lindsay na casa da amiga, estava exausta. O dia não havia sido fácil para nenhum de nós e tudo o que eu gostaria naquele momento era deitar ao lado de Sara e dormir. Seria assim se todos os criminosos decidissem tirar um dia de folga.

O despertador tocou. Hora de acordar para um novo dia (ou noite) de trabalho.

— Sara? Hora de acordar.

Nenhum movimento.

— Minha linda, acorda. Hora de trabalhar – eu disse e a sacudi levemente. Sara grunhiu e virou para o outro lado, apenas. Minha namorada estava linda naquela camisola preta... – Sara!

— Hmm?

— Temos que levantar.

Ela murmurou algo incompreesível.

— O que?

— Não quero ir...

— Anda, minha preguiçosa. Ou eu vou fazer cócegas.

— Ai, isso não vale – Sara falou enquanto se arrastava até o banheiro.

Enquanto Sara se arrumava, eu procurei minha bolsa e tirei uma caixinha vermelha aveludada dali. Abri a caixinha e analisei o anel... Fora difícil encontrar uma aliança que fosse perfeita para Sara. Consegui escolher aquela depois de irritar a vendedora por horas. A intenção e o objeto da nossa união já estavam prontos, só faltava a oportunidade perfeita. Eu me perguntava se teria alguma chance dela dizer "não"... Mesmo que isso acontecesse, eu ia conquista-la todos os dias até que Sara aceitasse ficar comigo para sempre. Acho que eu era uma namorada chata.

Guardei a caixinha no seu devido lugar com cuidado. Alguns segundos mais tarde, Sara entrou no quarto, já vestida para o trabalho e sem aquela carinha de sono de antes. Dei outro beijo em Sara e fui tomar banho.

Chegamos no laboratório meia hora mais cedo do nosso turno e aproveitamos para repassar o caso com Nick e Grissom. Eles voltaram na casa do último crime em busca de novas evidências. Encontraram um papel de bala de hortelã e cacos de vidro perto de onde o corpo estava. Sara começou a falar, dando sua opinião e jogando questões que fizeram os investigadores pensarem mais e mais.

Seus olhos brilhavam e seu rosto mudou para uma expressão de desafio, e eu me encantei mais ainda por aquela mulher linda e inteligente. Mergulhei no doce som da sua voz e nem percebi que em pouco tempo já estava no fim do turno. Tudo havia dado certo, exceto pelas vezes em que alguns infelizes tentaram comentar algo sobre o show. Pelo visto, Sara ainda não sabia sobre Roxette e se sabia, não comentou nada. De qualquer maneira, eu não queria correr nenhum risco.

A morena percebeu o meu nervosismo.

— O que foi, Cath? Você está bem?

— Hum? Ah, estou sim. Só estou aqui pensando...

— No que? – Perguntou ela, acariciando meu rosto com cuidado.

No seu presente, pensei comigo mesmo.

— Em você. Sempre em você.

— Não sou interessante assim. Mas fico feliz de estar nos seus pensamentos... Assim como você está nos meus.

— Só não fica pensando em outra mulher, tá? – Pedi, o medo chato de perde-la novamente tomando conta de mim.

— Como eu poderia pensar em outra pessoa, Cath? Você é única, é a dona do meu coração. Eu te amo.

— Eu também te amo – sussurrei e escondi meu rosto no seu pescoço. Senti a pulsação do seu sangue e não pude resistir a morder minha namorada. Sara gemeu baixinho. – Feliz Dia dos Namorados.

— Para você também – respondeu ela contra meu ouvido. Nos afastamos um pouco e Sara me beijou. Dessa vez, fui eu que gemi ao sentir sua língua explorando a minha boca... Desejei não precisar mais de ar.

E como sempre, no melhor momento, alguém interrompeu.

— Ô gente, desculpa por interromper, mas...

— Greg – falei entredentes. – É melhor que você tenha um bom motivo.

— E tenho. Sara, posso roubar sua namorada por um segundinho?

— Pode, né.

— Prometo que a devolvo em breve.

— É bom mesmo – disse Sara e deu um tapinha ao lado da sua cintura, onde estava sua arma. – Eu tenho uma arma.

Greg fingiu uma cara de espanto e andou comigo por tempo suficiente para que Sara não conseguisse ouvir nem fazer leituras labiais.

— Fala, Greg.

— Bom, eu telefonei para os meus contatos... E vai dar tudo certo.

— Tudo mesmo?

— Sim.

— Espero que Sara goste...

— Ela vai ser louca se não gostar.

— É... Obrigada, Greg. Você é um bom amigo.

— Só quero ver vocês felizes – disse ele com um sorriso sincero. – É melhor eu ir agora, antes que Sara me dê um tiro.

— Tudo bem – eu ri. – Tchau, Greg.

— Tchau, Cath. Tchau, Sara!

Voltei para a minha namorada, que estava esperando pacientemente encostada no carro.

— Que bom que você voltou para mim.

— Eu sempre vou voltar para você.

Sara sorriu e eu fiquei babando.

— Vamos para casa?

— Vamos. – Unimos nossos lábios em um selinho e entramos no carro. Eu fiquei observando Sara dirigir. Nem parecia que eu estava sentada ao lado da mulher mais incrível do mundo. Talvez fosse coisa de gente apaixonada, mas tudo em Sara me encantava e a cada vez que ela sorria para mim, eu desejava ser boa o suficiente para fazer minha namorada feliz todos os dias.

Enquanto passávamos por ruas cheias de cassinos até chegarmos em nossa casa, eu pensava e chegava a conclusão de que, não importava onde eu fosse, se estivesse com Sara, estaria em meu lar.

Notas finais
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