Treze de Junho.

Milo desceu novamente sozinho para o treino, mas dessa vez com o seu sorriso típico estampado no rosto. Sentou-se na arquibancada observando os amigos treinaram enquanto esperava por seu companheiro de treinos.

Em poucos minutos, Mu e Afrodite pararam o treino e foram em sua direção acompanhados de Leão e Câncer, com quem treinavam respectivamente.

- Vai treinar, ou veio para ficar só olhando? – perguntou Andrea.

- Olhar o que? Você levar uma surra do Afrodite? Não, estou só esperando o Camus, ele parou para conversar com aquele pirralho do Cisne.

- Por falar em Camus, vocês dois se acertaram? – perguntou Afrodite enquanto se colocava na frente de Câncer que não gostara do comentário de Milo.

- Sim.

- E você gostou mesmo do presente dele?

- Claro – Milo respirou fundo e fechou os olhos, como quem recorda algo muito prazeroso – foi o melhor presente que ele poderia me dar.

- E desde quando você gosta de livros?

Milo irrompeu em uma profunda gargalhada ao perceber a confusão e a curiosidade no rosto de Peixes e Áries.

- Desde que não estejam nas mãos do Camus. – enquanto continuava rindo, agora de forma mais contida.

- Como é que é? – interferiu Aiolia – Se eu entendi direito, o Camus deu um livro de presente para o Milo ontem, no dia dos namorados, e ele ainda está feliz?

- Incrivelmente foi isso sim. – respondeu Mu – mas Milo, quer explicar logo o porquê de tanta felicidade com esse presente? Eu jurava que você iria querer matá-lo por isso.

- É que vocês não entenderam o principal. O livro não era o presente, quer dizer, ele era o presente, mas não exatamente. Entendeu?

- Não Milo, nem eu nem ninguém entendeu.

- Ele não me deu o livro para que eu o lesse. Ele me deu o livro para que ele não o lesse.

- continua explicando... – pediu Afrodite.

- Lembra que ontem eu estava com raiva dele?

- hum-hum.

-Eu estava com raiva porque ele não desgrudava daquele maldito livro a semana toda. Assim ao me entregar o livro, o real presente que ele me deu foi ele mesmo. Foi como se ele dissesse que ontem eu teria a atenção dele toda para mim, e como garantia ele deixou o livro em minhas mãos, ou seja, só poderia voltar a ler quando eu permitisse. Entenderam agora qual era o verdadeiro presente?

- Uma coisa é certa, o Camus foi bem original. – falou Mu – E se arriscou bastante. E se você não entendesse o presente por trás do presente?

- Je savoir que ele entenderia, parce que eu tenho certeza da capacidade de raciocínio de Milo – falou Camus que acabara de chegar e ouvira os comentários dos amigos.

- E eu já tenho uma boa experiência com Camus e uma coisa que aprendi rápido é que para compreendê-lo às vezes é preciso ler as entrelinhas.

Notas finais
Como eu havia dito, esse não é exatamente um capítulo, é só a explicação do presente.
Arigato gozaimasu a todos que leram, e me deixaram bem satisfeita com o resultado da fic, pois consegui o principal intento que era deixar as leitoras com a mesma curiosidade que ficaram os personagens.
Além disso foi uma forma de superar meu medo de escrever nesse fandom. Eu amo CDZ e acho que por isso os mantinha em uma posição inalcançável, foi bom descobrir que eu consigo me aproximar o suficiente para escrever com eles.
Kissus kissus
Hatake Sayuri
13/06/2012
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!