O Preço do Amor
26 Me Ame Como Só Você Faz
Notas iniciais
Klaus me surpreendeu de varias maneiras diferentes em uma única noite. De um jeito peculiar ele estava tentando fazer com que eu saísse da fossa ao qual me encontrava e, no fim, mostrou-me que a sua maneira, ele se importava. Eu estava realmente me acostumando com seu jeito frio, no entanto, quando suas palavras ecoaram novamente pelo quarto dando-me permissão para voltar a Mistic Falls, eu simplesmente não acreditei.
Ele ficou em silencio por algum tempo analisando-me, atentamente, quando suspirou derrotado e saiu do quarto, batendo a porta. O vazio no meu peito aumentou ainda mais, fazendo-me sufocar um pouco mais. De todas as reações que eu havia imaginando ao meu pedido, nenhuma delas terminava com Klaus o aceitando.
Cai sentada na cama permitindo que as lagrimas rompessem silenciosamente e deixei com que minhas dores fossem sentidas intensamente. Estava divida, sim, estava. Eu vinha ansiando voltar a Mistic Falls há alguns dias, sentia saudades de Ian, Damon, Elena, Jeremy e Bonnie, entretanto, eu sentia que saindo de Nova Orleans eu estava de alguma forma o abandonando e, definitivamente nunca tive a intenção disso. Por mais que meu coração estivesse despedaçado dentro do peito, e que estava sufocando-me com tantas mentiras, eu já não seria capaz de abandona-lo, mesmo se quisesse.
Estava atada a Klaus de uma maneira incrivelmente sombrio. Chegava a ser doentio a necessidade que eu tinha de estar perto dele, de sentir sua presença e usufruir do pouco de atenção que ele dedicava a mim. Anisava pela presença dele, pelo sorriso dele, pelo jeito como suas mãos me tocavam e como sua boca procurava desesperadamente pela minha em todas as madrugadas escuras que passávamos grudados um ao outro. Talvez fosse apenas minha mente pregando-me desilusões ridículas, só que algo sussurrava dentro de mim que ele também tinha medo de ser abandonado.E isso fazia com que a confusão que estava minha mente se embaralhasse ainda mais, se é que isso era possível.
Suspirei derrotada, quando senti o sono me dominar lentamente e me embalar em uma escuridão fria e silenciosa. Em contra partida das outras noite, eu não acordei no meio da madrugada suando frio e tremendo por um pesadelo, tive um noite relativamente tranquila. Assim que constatei que Klaus não havia voltado para o quarto noite passada, senti meu coração se contrair dentro do meu peito. Arrastei-me pela cama lentamente, me perguntando até quando aquela dor continuaria ali.
Algo dentro de mim sussurrava que seria para sempre! E isso me assustada demais, eu estava contando que um dia aquilo fosse simplesmente desaparecer, que uma hora ou outra iria acordar, sentindo-me completamente bem e despreocupada com outrora já foi.
Peguei-me preparando uma mala pequena no piloto automático, estava tão entorpecida em minhas dores internas que nem ao menos havia notado que meu sub consciência já havia tomado a decisão. Por mais que parte de mim desejasse desesperadamente continuar ali, exatamente ali, eu precisava realmente de um tempo para aprender a entender aquela situação. Terminei de colocar tudo que provavelmente precisaria em Mistic Falls e tratei de colocar uma roupa confortável para a viagem. Quando finalmente sai do banheiro devidamente vestida e apresentável, notei que Klaus estivera por ali, pois havia algo esperando por mim em cima da cama. Me aproximei rapidamente e capturei a passagem que estava ali e um pequeno bilhete com uma caligrafa elegante e bem desenhada.
"Boa viagem, Caroline! Tomei a iniciativa de avistar aos seus amigos sobre sua chegada, eles estão lhe esperando! Desculpe, mais não poderei leva-la ao aeroporto, tenho compromissos inadiáveis, o motorista estará a sua disposição.
Klaus."
Senti a decepção se espalhar lentamente pelo meu corpo e suspirei pesadamente. Ele fugira, nem ao menos se dera ao trabalho de se despedir de forma descente. Bufei contrariada e dei de ombros, arrastando a pequena mala para fora do quarto, desci a mesma sem dificuldades já que era pequena e deixei-a perto da entrada principal, me encaminhei para sala de jantar e encontrei a mesa posta, como em todas as manhãs. Estava sem fome, mesmo não tendo colocado nada na boca desde a manhã passada, suspirei, bebericando um pouco do café preto que havia pegado e sai de lá rapidamente.
Definitivamente eu estava irritada com o fato de não ter visto Klaus, eu esperava um pouco mais de consideração de sua parte! Porque ele não se despediu? Porque não se deu ao trabalho de falar comigo?
Foi com essas e varias outras perguntas que horas mais tarde estava embarcando em um avião a caminho de Mistic Falls. Uma sensação de saudades se apoderou de mim, quando sentei-me confortavelmente na poltrona do avião, deixando minha mente divagar na memoria do dia em que cheguei em Nova Orleans.
Era patético mencionar o quanto minha vida havia mudado desde então, entretanto, lembro-me da sensação de incerteza e excitação que sentia, por finalmente sair da minha zona de conforto. Eu vivia pedindo um pouco de aventura em minha vida e, de certa forma agora eu a tinha. Quando foi que minha vida virou um drama de novela mexicana?
Soltei um meio sorriso e deixei com que o cansaço mental me dominasse e me levasse novamente para um mundo sombrio e silencioso durante toda viagem.
Acordei com o pequeno alvoroço das pessoas ali dentro, se preparando para desembarcarem. Levantei-me pegando a bolsa pequena que carregava e certificando que meu celular estava em meu bolso.
Assim pisei meus pés ali, senti o vento correr ao meu encontro, esvoaçando todo meu cabelo e me deixando com a estranha sensação de paz, que vinha procurando por tantos dias. Eu poderia amar Nova Orleans de todo meu coração, eu poderia me apaixonar por varias cidades que ainda conheceria, entretanto, Mistici Falls, sempre seria meu eterno e primeiro amor. Meu lar. Meu porto seguro, meu aconchego. A sensação de tranquilidade que ondulou pelo meu corpo era muito bem recebida e um sorriso realmente sincero havia surgido em meus lábios.
Deus...Como sentia saudades!
Assim que finalmente desembarquei no emaranhando de pessoas circulando de um lado para o outro, senti meu coração acalmasse gradativamente e consegui sentir lentamente a dor latente que me acompanhava adormecer lentamente em meu peito. Meus olhos percorreram o local a procura de alguém, e sorrir ainda mais, quando encontrei um garotinho pequeno, magro e branco, com olhos extremamente azuis e brilhantes segurando uma pequena placa que dizia: "Bem vinda, tia Caroline." Os olhos ansiosos de Ian fixaram-se sobre mim e um enorme sorriso desenhou-se em seus lábios rosados e finos e ele soltou a plaquinha deixando-a cair no meio do caminho e correndo em minha direção.
Assim que seus bracinhos se envolveram em volta do meu pescoço, pude entender que não importa o que acontecesse, ou quão ruim fosse a situação, tudo sempre voltaria aos trilhos. Algumas lagrimas traiçoeiras escaparam dos meus olhos quando levantei-me com Ian em meus braços e o apertei mais forte em meu corpo.
Elena tinha lagrimas em seus olhos e sorria intensamente em minha direção, Damon com sempre mantinha um sorriso de canto de lábios e um olhar intenso, enquanto Bonnie sorria animadamente.
"Tiiiiiiiia." Ian resmungou assim que se afastou um pouco para me olhar alegremente. "Estava morrendo de saudades, estou muito feliz por você ter vindo nos visitar."
Sorri ainda mais e apertei seu corpinho um pouco mais, dei-lhe um beijo em suas bochechas e olhei-o.
"Eu também estava morrendo de saudades amor...Você nem sabe o quanto!" Vi os olhos azuis do garoto brilharem ainda mais intensos.
"Ok, garotão...Você já conseguiu deixar sua tia derretida, agora dê espaço para sua mãe e para tia Bonnie." Damon veio de encontro e tirou Ian de meus braços, ele fez uma careta contrariado, mais sorriu logo em seguida.
Elena e Bonnie me envolveram em um abraço ao mesmo tempo, senti que aquilo significava muito mais do que eu imaginará e finalmente pude sentir as lagrimas que tanto reprimira romper pelo meu rosto, levando com elas toda duvida e dor que sentia. Tudo em minha vida podia ter sido uma enorme mentira, tudo poderia ter sido planejado, mais isso aqui, era real.
Minhas amigas eram reais, e de certa forma eu me vi sentir-me grata a Klaus por ter me dado a oportunidade de ter tido uma vida diferente, antes de tudo.
"Estamos aqui, vai ficar tudo bem, Care! Apenas esqueça isso por enquanto, ok?" Elena sussurrou em seu ouvido, enquanto se afastava. Sorri em resposta e me deixei realmente ser embalada pela alegria de estar de volta a cidade que havia me acolhido por uma vida inteira e com os únicos e verdadeiros amigos que possuía. E eu devia admitir que era realmente abençoada por tê-los comigo sempre. Mesmo em momentos tão sombrios com agora.
Durante todo tempo eu me pegava sorrindo como a muito tempo não fazia. Estava realmente tranquila e Ian conseguia extrair o melhor de mim, fazendo com que eu sentasse em seu quarto para simplesmente colorir alguns desenhos de um dos seu contos preferidos: Peter Pan.
Ele me fizera mais uma vez contar-lhe sobre a magica historia do menino que não queria crescer. E sorrir ao ver o brilho e a animação dela a cada narração que eu fazia da velha historia. Por algum tempo eu me peguei desejando intensamente voltar a ser criança e viver trancafiada a uma terra magia como a Terra do Nunca, era realmente tentador.
Assim que Elena atravessou a porta do quarto, vestida em um calça jeans escura e um bata soltinha preta, ergui as sobrancelhas curiosamente.
"O que?" Ela perguntou tranquila, enquanto entregava um pijama do homem aranha para o garoto.
"Onde você vai, Lena?" Perguntei tranquilamente, enquanto guardava o livro infantil em uma prateleira perto do guarda roupa.
"Correção...Onde nos vamos, Care!" Ela sorriu animada e eu olhei-a confusa, definitivamente eu estava exausta. "Não faça essa cara, hoje e sexta feira, dia das meninas lembra? E como você está aqui e não sei por quanto tempo vai ficar, simplesmente não podemos perde a oportunidade de termos uma noite apenas para nós...garotas!" Ian resmungou algo como injusto, arranco uma risada minha e de sua mãe.
Dei de ombros sabendo o quão inútil seria tentar convencer Elena de ficarmos em casa e apenas conversamos tranquilamente em meu quarto de hospedes e sai do quarto em busca de uma roupa. Me peguei pensando em Klaus mais uma vez, e me perguntei se em algum momento desse dia, ele fizera o mesmo. Será que ele ao menos havia se importando de chegar em casa e não me encontrar lhe esperando?
Suspirei, olhando-me atentamente no espelho e sai do quarto antes que as lagrimas corressem livremente pelo meus olhos novamente.
**********
Elaijah falava compulsivamente a minha frente e Kol me olhava de esguelha, enquanto minha mente vagava em várias coisas ao mesmo tempo. Durante todo o dia eu estivesse disperso e distante, mau havia pregado os olhos durante toda a noite e, o meu dia havia sido pouco produtivo, já que claramente eu não conseguia simplesmente me concentrar em nada.
Estávamos no escritório da minha casa com a porta aberta, e tudo que eu conseguia pensar era que Caroline não iria passar pelo corredor como varias vezes ela já fizera, somente para chamar minha atenção. Estranhamente a casa estava silencioso e escura, a falta de Caroline era clara, já que quando ela estava por ali, normalmente as luzes do jardim eram acessas e todas as janelas eram abertas para que a brisa da noite pudesse entrar. Nem mesmo o seu perfume incrivelmente doce e enjoativo estava na casa, hoje.
E me vi ficar relativamente tenso, quando noite o quanto sentia falta dela. Bufei, e engoli uma boa quantidade de Whisky e olhei para Elaijah que já havia parado de falar a algum tempo e, assim com Kol me analisava intensamente.
"Hoje simplesmente está impossível conversar com você, Nik." Elaijah bradou a minha frente carrancudo, enquanto meu irmão mais novo soltava uma risada divertida. "Porque infernos você a deixou ir, se sabia que ficaria assim?" Ele acrescentou.
Olhei-o demoradamente e me vi perguntar-me a mesma coisa internamente. Porque eu deixei que ela se fosse? Ah, sim, porque ela iria enlouquecer se continuasse daquele jeito.
"Porque sim, oras. Vamos Elaijah, diga logo sobre a mercadoria que deveríamos ter recebido hoje e por sua irresponsabilidade não conseguimos." Ele arregalou os olhos, crispou os lábios e bufou.
"Niklaus, você simplesmente não ouviu nada que eu disse? Que infernos, Klaus a traga de volta antes que você simplesmente enlouqueça!" E antes que eu pudesse gritar mandando-o se fuder, ele já havia saído furiosamente do local. Ouvi a risada divertida e irritante de Kol invadir meus tímpanos fazendo com que eu ficasse ainda mais revoltado.
"Klaus, irmãozinho, cara você está lascado! Esta caidinho por ela!" Ele acusou-me enquanto sentava-se calmamente a minha frente.
"Não fale do que não sabe, Kol." O repreendi sem paciência alguma para discursões, o dia fora realmente exaustivo.
"Nik, você que não sabe...E tão cego que mau enxerga o que esta bem debaixo do seu nariz, irmãozinho! Bom divirta-se sozinho em sua cama já que sua querida loira esta bem longe daqui."
******
Nunca a velha rotina de ir ao Mistic Grill beber com minhas melhores amigas fora tão atraente e bem vindo. Fazia tempos que eu simplesmente não me sentia tão bem como esta noite. Embora eu sabia que uma hora ou outra uma conversa realmente seria vira a acontecer, eu simplesmente não posso negar o quanto estava ame divertindo jogando conversa fora e falando mal da vida dos outros.
Havia perdido a conta de quantas doses de Vodca eu já havia bebido, mais tinha certeza que foram muitas, pois já me sentia levemente tonta. Elena era a que estava mais sóbria e sorria com a situação ao qual eu me encontrava. Para meu alivio Bonnie estava um tanto pior que eu, em quesito bebida. Porque certamente ela já estava bêbada, já que ria sem motivo algum e paquerava seu próprio noivo — que havia vindo busca-la, já que já havia excedido o horário normal em que voltávamos para casa — e Jeremy sorria divertido da situação da morena.
No fim ele certificou que Elena realmente estava lucida para nos levar de volta para casa e saiu com Bonnie em seu enlace. Um silencio caiu sobre a pequena mesa que compartilhávamos perto da janela e eu sabia que o assunto serio, finalmente surgiria.
"Certo...Que tal você me contar exatamente o que aconteceu, Caroline? Por que, eu devo admitir que me vi realmente surpresa ao receber uma ligação de Klaus logo pela manhã me avisando que você estaria chegando em Mistic Falls e, que ele estava realmente muito preocupado com você." Ela me olhou atentamente e deu de ombros ao ver-me surpresa. "Não e como se você não soubesse que ele realmente se importa, Caroline!"
"Não, Lena, eu realmente não sei...Na verdade eu não sei mais de nada, não consigo simplesmente saber o que foi real e o que foi mentira em minha vida" Falei chorosa, enquanto suspirava pronta para começar a contar toda a dramática historia.
Elena me ouviu atentamente não deixando transparecer muitas emoções em suas expressões. Quando eu finalmente me calei esperando por um reação ela suspirou pesadamente e sorriu.
"Sente-se melhor?" Ela perguntou docemente, enquanto capturava minha mão envolvendo-as nas suas.
"Sim, eu realmente precisava desabafar, só que você não parece surpresa!"
"Não, eu não estou de fato. Klaus já havia me contato pelo telefone, Caroline. Bom ele fora obrigado a me contar depois de eu ter gritado escandalosamente com ele e dito que faria picadinho dele se ele não me explicasse o que havia acontecido entre vocês." Soltei um riso ao imaginar a cara de Klaus ao ouvir uma mulher pequena e delicada como Elena lhe dando ordens.
"Obrigada."
"Por nada. Agora vamos aos fatos, não era você que queria um pouquinho de emoção em sua vida? Bem agora você tem." Ela sorriu brincalhona, enquanto encolhia os ombros procurando uma maneira de conviver com tantas revelações.
"Pois é, acho que nunca mais vou pedir por isso, já a tive suficiente para dez vidas." Soltei, e ela riu abertamente.
"Care, você o ama." Elena soltou baixo, enquanto me olhava fixamente. Não fora uma pergunta e apenas me limitei a sustentar o olhar, tendo consciência que as lagrimas já rolavam pelo meu rosto livremente. "E o amor tudo perdoa, Caroline." Ela completou, fazendo com que meu coração se acelerasse no peito.
"Eu já o perdoei." Declarei rapidamente, tentando reprimir a dor que estava lentamente voltando. "A questão não e ama-lo ou deixar de ama-lo, Elena. A questão e que eu sei que jamais serei capaz de aceita-lo." Ela me olhou por alguns segundos antes de sorrir abertamente.
"Você já o aceitou." Ela apontou calmamente. "Você o aceitou assim, Caroline, quando simplesmente se recusou a fugir. Não me venha dizer que você não tinha escolhas, porque você as tinha. Eu sei que ele provavelmente ameaçou a todos nós, só que eu conheço você o suficiente para saber que se você quisesse fugir e nos proteger, você o faria. Você nunca quis fugir, Care. Você o amou e o aceitou desde o primeiro momento em que o viu." Engoli em seco, puxando o ar com força.
"Não, Elena." Bradei.
"Minta para si mesma, faça como você preferir...Mais escute-me, se você continuar assim, negando-se a aceitar sua decisão e o fato de você não se importar de verdade, vai definhar lentamente!" Elena suspirou derrotada. "Pense bem, porque sinceramente eu não quero vê-la assim. Aceite que você o ama e aceite que você não vai muda-lo! Assim como ele também nunca conseguira lhe domar, não perca sua essência orgulhosa e desafiadora, mais dobre-se diante do que sente e pare de fugir da verdade."
As palavras de Elena impregnaram-se em minha mente durante o resto da noite e a manhã do outro dia. O dia havia começado a algumas horas e Ian corria animadamente pela casa com uma bola derrubando tudo pela frente. Elena gritava para que ele fosse brincar no quintal e Damon ria da tentativas frustrada da mulher de preparar um simples bolo. Ela nunca fora boa realmente na cozinha e a maioria das vezes Damon e que tomava a frente, especialmente hoje, ela insistira que devia tentar ao menos uma vez.
Eu e Damon estávamos rindo do desastre pavorosa que Elena havia feito, quando meu telefone tocou pela primeira vez que sairá de Nova Orleans.
Atendi prontamente, sem olhar no identificador e torcendo internamente para que fosse ele. Entretanto a voz que soara no alto falante era muito fina e doce.
"Diga que está voltando."
Revirei os olhos sorrindo ao saber que ao menos Rebekah sentia minha falta e me afastei da cozinha para ter um pouco mais de privacidade.
"Porque? Esta com saudades?" Brinquei, animada. Houve um silencio e um suspiro pesado do outro lado.
"Talvez. O problema não e esse!" Senti um arrepio percorrer meu corpo ao cogitar a possibilidade de que algo ruim estivesse acontecendo.
"Bekah aconteceu alguma coisa? O Klaus esta bem?" Me vi perguntando urgentemente.
"Não. Ele não está bem, Caroline! Ele está nos infernizando...Céus, meu irmão sempre foi um enorme chato, mais ele simplesmente insuportável. Deus eu nunca o vi tão mal na vida." Sorri ao saber que de fato nada de grave havia acontecido e era apenas Rebekah com seus dramas pessoais.
"Não se exagerada." Ouvi ela bufar e alguém pedir o celular ao lado dela. Uma voz grave e rouca ondulou pelo auto falantes me assustando.
"Não e exagero, Caroline. Klaus esta infernizando a todos com seu mau humor, e Deus, não fazem nem vinte quatro horas que você está longe...Quando pretende voltar?"
"Elaijah?" Arrisquei um palpite já que ainda não havia conseguido reconhecer a voz.
"Sim. Sou eu."
"Oh." Foi tudo que consegui dizer.
"Por favor, Caroline, você parece regozijada e bem melhor, então simplesmente volte ou Klaus colocará Nova Orleans abaixo com seu mau humor infernal." Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ouvi a voz de Rebekah soar novamente.
"Seja rápida."
Um sorriso espalhou pelo meus lábios e senti-me realmente feliz. Por mais que estivesse tentada a voltar hoje mesmo para casa, decidi que ficaria até domingo a noite para comemorar o aniversario de Damon. O sábado passou sem muitas novidades e nenhuma ligação, intimamente eu torcia para que Klaus desse o braço a torcer e me ligasse ao menos para saber se estava bem, entretanto, eu sabia o quanto ele era orgulhoso e o quanto isso seria realmente imprevisível. Assim como o sábado o domingo surgiu sem nada revelador, comemoramos o aniversario de Damon com um churrasco em seu quintal, e um bolo de padaria, já que o de Elena ninguém se atreveria a comer. Fora um fim de semana realmente divertido e a doce sensação de paz havia se estabelecido dentro de mim.
Havia uma certa aceitação percorrendo minhas estranhas, não adiantava lutar contra. Eu o amava e realmente já não sabia se me importava com quem ele realmente era, me restara somente rezar para que um dia Klaus pudesse realmente corresponder os meus sentimentos.
Quanto o momento da despedida havia finalmente chegado, senti as lagrimas de saudades molharem meu rosto e de todos meus amigos. Eu estava voltando para Nova Orleans, porém, uma parte do meu coração estava ficando com eles.
Novamente eu estava partindo com uma nova perspectiva de vida. Não uma ilusória como outrora foi e sim uma real e dura, mais ainda uma doce realidade.
Como havia embarcado pouco depois da meia noite, chegaria somente pela manhã. Tratei de dormi durante toda a viajem deixando que a saudade se estabelecesse em meu peito e conseguindo até mesmo sorrir, por saber que logo voltaria a vê-los.
Quando finalmente havia desembarcar em Nova Orleans novamente senti que estava sendo acolhida novamente pela arte e musica da cidade. Eu tinha que admitir que Nova Orleans tinha uma áurea magia, que fazia com que eu me sentisse realmente feliz em estar de volta. Não me dei ao trabalho de avisar ninguém da minha volta e simplesmente me recusei a pedir para que algum motorista viesse me buscar. Peguei um taxi direto para as instalações da Máfia e me vi ansiosa para finalmente vê-lo depois de três longos e exaustivos dias longe dele.
Assim que me vi dentro daquele enorme estabelecimento, deixei minha mala na sala de tiros ao alvo, deixando um Kol sorridente para trás e me encaminhei para o elevador. Assim que cheguei ao andar do escritório de Klaus, seus seguranças pessoais soltaram um sorriso aliviado em minha direção e me deram passagem automaticamente.
Parei por alguns instantes em frente a única porta que me separava dele e senti todo meu corpo se arrepiar. Minhas pernas ficaram terrivelmente moles e minhas mãos suavam. Me dei conta do quanto eu sentira sua falta e almejava me jogar em seus braços novamente. E sorri ao perceber que desta vez, eu me entregaria sem reservas. Sem medo, ou qualquer sentimento que poderia voltar a me afastar de Klaus. Porque por mais que estivesse lutando contra, eu estava realmente envolvida e amando um homem que era o verdadeiro oposto.
Só que não e os opostos que são os casais mais existentes? Não são eles que confundem todas as historias e vivem uma montanha russa de sentimentos e confusões? Não são eles os melhores casais?
Não os oposto que se atraem? Não me importo do quão clichê isso possa parecer, a única coisa na qual eu me importo e que eu serei dele pelo resto da vida. Porque de maneira alguma Klaus poderia se livrar de mim.
Você é a luz, você é a noite
Você é a cor do meu sangue
Você é a cura, você é a dor
Você é a única coisa que quero tocar
Não sabia que podia ser tão importante
Soltei um suspiro longo e girei lentamente a maçaneta. Assim que a porta abriu-se tive um vislumbre do homem que eu amava. Me surpreendi ao constatar a verdade em tudo que Rebekah havia dito em uma ligação ao domingo. Klaus estava um verdadeiro trapo. Vestia uma camiseta de flanela azul, amassada e abarrotada, um calça jeans escura e um tênis qualquer, seus cabelos nunca estiveram tão bagunçados como estavam agora. Ele estava de cabeça baixa e com as mãos massageando sua nuca. E mesmo estando com uma aparência tão diferente do seu habitual terno engomado e perfeitamente alinhado, Klaus estava incrivelmente sexy e tentador.
Você é o medo, eu não ligo
Pois eu nunca estive tão extasiada
Me siga até a escuridão
Deixe eu te levar além do céu
Você vai ver o mundo ganhar vida, vida
Então me ame como só você faz, me ame como você faz
Me ame como só você faz, me ame como você faz
Me toque como você faz, como só você faz
Pelo que está esperando?
Lentamente ele levantou a cabeça em direção a porta. Prendi a respiração quando ele finalmente deu-se conta que era eu parada ali. Seus olhos demoraram nos meus, como se estivesse duvidando de que estava realmente para ali, ao alcance de suas mãos, e então um sorriso incrivelmente largo apoderou-se de seus lábios e com um pulo ele saiu de trás de suas mesas e atravessou todo seu escritório, esticando seu braço atrás do meu corpo, batendo a porta atrás de mim, e me prensando na parede, capturando meus lábios em um beijo.
Por alguns segundos não consegui me mexer diante de sua reação, assim que senti suas mãos possessivas envolvendo minha cintura e colocando seu corpo ao meu, correspondi com toda intensidade que podia o beijo. Você aparece e some
No precipício do paraíso
Cada pedacinho de sua pele é um Santo Graal que procuro
Só você faz meu coração pegar fogo, pegar fogo
É, vou te deixar guiar o caminho
Pois eu não estou pensando direito
Minha cabeça está girando, não consigo enxergar direito
Pelo que está esperando?
Klaus beijava meu pescoço enquanto suas mãos trabalham em se livrar da minha calça jeans, arfei ao sentir seus lábios pressionarem com um pouco mais de força em meu pescoço, provavelmente me presenteado com uma marca. Klaus ergueu seus olhos e me fitou intensamente, pela primeira vez que havia me beija havia me beijado. Havia tantos sentimentos confusos refletidos ali, que até eu mesma, chegava a ficar tonta com tanta coisa.
"Nunca...Mais...." Ele arfava, enquanto tentava formular um frase coerente, sorri abertamente entendendo o que ele estava dizendo e levei minhas mãos para a barra de sua camiseta me livrando dela.
"Nunca, mais Klaus! Eu sou inteiramente sua, agora." Falei rapidamente, antes de grudar meus lábios nos seus novamente e me perde no gosto adocicado de bebida que sua boca tinha.
Me ame como só você faz, me ame como você faz
Me ame como só você faz, me ame como você faz
Me toque como você faz, como só você faz
Pelo que está esperando?
Klaus me empurrou em direção a sua mesa, me sentando lá, quando passou a retirar minha bata e jogando-a em qualquer lugar. Logo depois ele livrou-se do meu sutiã, enquanto seus lábios me deixavam marcas pelo corpo.
Vou te deixar guiar o caminho
Pois eu não estou pensando direito
Minha cabeça está girando, não consigo enxergar direito
Pelo que está esperando?
Minha respiração estava entre cortado e gemidos altos escapavam de meus lábios, simplesmente tornava-se impossível ser silenciosa com a forma desesperada que Klaus me tocava e beijava cada vez mais.
"Inferno, Caroline o que você fez comigo?" Sua voz rouca e baixa arrancou-me um suspiro pesado. Ele me olhou e eu sorri divertida com sua expressão zangada. Antes que eu pudesse estar preparada, Klaus me penetrou duro e lento, me deixando completamente sem ar. Seus olhos estavam fixado sobre mim, enquanto sua cintura se chocava contra a minha.
Me ame como só você faz, me ame como você faz
Me ame como só você faz, me ame como você faz
Me toque como você faz, como só você faz
Pelo que está esperando?
Fechei os olhos deixando que todas as sensações me dominassem por completo e sorri. Eu ansiava cada vez mais por aquele homem e, tinha certeza que o que ele nutria por mim era mais forte do que ele mesmo julgara um dia. Seus lábios capturaram os meus de forma faminta, enquanto ele me penetrava cada vez mais forte, suas mãos firmavam-se ainda mais em minha cintura, enquanto lentamente eu me via entrar em colapso. Todo meu corpo queimava e formigava entorpecido, tamanho era o prazer de ter Klaus unido a mim. Como um encaixe perfeito de um quebra cabeça confuso.
Me ame como só você faz, me ame como você faz
Me ame como só você faz, me ame como você faz
Me toque como você faz, como só você faz
Pelo que está esperando?
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