O Preço do Amor

31 De frente com o Jogo


Notas iniciais
Ok, ok...Chegou a hora da verdade, estão preparadas? Apertem os cintos!!!!!!!!!!!!!!!!

O dia havia amanhecido completamente há algumas horas e a ansiedade aumentava gradativamente dentro de mim. Aquela ligação me deixou completamente embasbacada e irritada. Se por um lado eu me sentia disposta a ouvir atentamente e tentar ao menos compreender a situação, por outro a única vontade que eu sentia era de trucida-lo. Por todas as mentiras que ele cultivou durante anos, por toda as verdades que ele me escondeu e me deixou de contar...Por tantos motivos que seria praticamente impossível enumera-los.

Para minha sorte ou para minha completa mare de azar, Marcel cedeu aos insistentes pedidos de Rebekah de ser levada ao hospital para ver seu pai. Sem duvidas ele seria dentre todos os homens que estavam ali pra fazer nossa segurança, o mais difícil de manipular, entretanto, Rebekah conseguiu facilmente, no fim me restou Hayley e mais uma equipe de sete homens. Dentre todos, o que mais me deixava aflita era a morena completamente indefesa. Se por um lado eu precisava mantê-la em segurança em casa, por outro eu tinha certeza que ficaria mais tranquila se conseguisse leva-la comigo. No entanto, cuidar de uma mulher gravida e resolver problemas pessoais seria uma missão bem complicada! Eu precisava manter minha mente aberta e estar pronta pra qualquer tipo de situação que poderia vir a enfrentar.

Suspirei, enquanto rolava os olhos pelo pequeno compartimento secreto que havia dentro do meu closet. Ali havia as milhares de informações que consegui coletar durante todo esse tempo com Klaus. Durante os primeiros dias havia cogitado a possibilidade de realmente coletar tudo que pudesse e entregar assim que possível, entretanto, as coisas mudaram completamente com o passar dos dias e aquilo tornou-se apenas um monte de papel empilhado em compartimento secreto, rolei os olhos pela minha pequena coleção de adagas e guardei duas pequenas e praticas para me certificar de estar segura. Peguei meu coldre que estava esquecido a bastante tempo e posicionei o mesmo em minha cintura, atando-o. Guardei minha pistola e passei os braços pela minha jaqueta de couro para disfarçar um pouco, suspirei novamente. Meu coração batia em um compasso completamente acelerado e minhas mãos suavam excessivamente.

Tive que ser criativa para desfiar a atenção de toda segurança na casa. Enquanto me certificava que Hayley estava dormindo, me esgueirei pelo enorme jardim me aproximando da saída principal, me abaixei um pouco por entre os arbusto e rolei a pequena bomba de gás lacrimogénio para o portão. Assim que a fumaça se espalhou pelo local vi o alvoroço se formar e os seguranças correrem para dentro da casa. Eu sabia que Klaus havia deixado claro que a exclusividade de proteção não era a casa e, sim as pessoas que estavam ali. Por isso foi fácil entender que eles entrariam para nos proteger, quando me senti segura alcancei o portão e sai completamente da mansão.

Eu sabia que a essa altura Klaus já estava ciente do que havia acontecido em sua casa e que provavelmente estaria destruindo nosso quarto completamente, enquanto infernizava Marcel e todos os seus homens para me encontrarem, entretanto, eu realmente precisava ir em frente.

Havia alguns segundos em que estava sentada na mesa de um café afastado do centro, esperando impacientemente. Quando a cadeira a minha frente finalmente fora ocupada, meu corpo tencionou rapidamente e um misto de raiva e medo se instalou.

"Caroline." Um arrepio percorreu meu corpo, enquanto eu buscava pela minha voz.

"Oi pai..." Bil me olhou atento, enquanto recostava-se em sua cadeira. Ele rolou seus olhos pelo meu rosto como se estivesse memorizando minha expressão de tédio ao vê-lo depois de anos.

"Você está ótima." Ele afirmou, enquanto soltava lentamente o ar de seus pulmões.

"Não graças a você..." Resmunguei deixando que toda a magoa que sentia fosse expelida em minha voz tremula. Meus nervos estavam excessivamente instáveis e meus olhos lacrimejavam.

"Ora Caroline, você tem se virado bem...querida! Olhe só pra você, se parece realmente com uma Mikaelson." Ele soltou uma risada seca.

"Talvez porque eu seja uma!" Afirmei convicta de que fazia parte daquela família. Que eram minha família. Ele balançou a cabeça negativamente, enquanto reviva os olhos.

"Pensei que sua mãe tivesse lhe criado bem o suficiente para não se deslumbrar com o tipo de poder que essa família poderia lhe oferecer. Pelo visto até mesmo nisso a Liz falhou!" A raiva explodiu dentro de mim, fazendo com que minha respiração ficasse rápida e que todo meu corpo fosse dominado por um ímpeto de lhe enfiar um faca bem no meio do peito.

"Ela fez o melhor que pode, visto que me criou sozinha, imbecil." Me alterei. Ele me olhou com um sorriso malicioso brincando em seus lábios, estalou a língua se debruçando pela mesa para se aproximar um pouco mais.

"A escolha foi dela, querida! Eu disse para abortar...Que uma menina não seria forte o suficiente para conquistar meu império de volta!" Ele deu de ombros, desleixando. "Eu te rejeitei desde o primeiro momento, garota! Eu te odiei com todas as minhas forças...Eu nunca te quis, Caroline!" Bil fora frio e completamente direto com suas palavras. De certa forma eu sempre imaginei algo do tipo vindo dele, no entanto, ouvir aquelas palavras tão frias e diretas realmente me abalaram. Meu emocional estava completamente desestabilizado e já podia prever que as lagrimas ruiriam pelo meu rosto em um rompante imprevisível. Ele gargalhou alto, chamando atenção de algumas pessoas que estava próximo a nossa mesa quando fui incapaz de contê-las. Esfreguei meu rosto com força, me livrando das lagrimas e lhe olhei friamente.

"O que você quer?" Minha voz suara mais firme e corajosa do que previ. Ele sorriu diabolicamente.

"Quero o filho que você carrega em seu frente, isto é, se for um garoto!" Ele falou calmo, enquanto eu olhava-o bestificada.

"Não...Eu...não..."

"Não seja estupida garota!" Me interrompeu. "Seja útil ao menos nisso...Você sabe que esta gravida! Não quer aceitar mais já sabe! Estou por dentro da Máfia, Caroline! Seu marido tem estado desconfiado disto a alguns dias e você também." Ele apontou. Balancei a cabeça negando.

"Não." Ele riu. Riu alto e completamente ensandecido.

"Escute, Caroline! Estou lhe dando um chance de ser útil em alguma coisa já que sua mãe insistiu em não desistir de você! Você viu o que aconteceu com seu querido sogro? Bom isso foi só o começo, querida! Durante anos eu permitir que Mikael e Klaus dominassem Nova Orleans, eu me recolhi, aceitei a derrota e os deixei comandar. Não perdi a guerra, apenas uma batalha...Ao invés de usar a força, visto que não era páreo para eles, decidi usar a cabeça. Ganhei aliados, me infiltrei lentamente dentro do seus homens de confianças! Consegui desestabilizar a família, colocando Finn contra seus irmãos e pais, fiz o que tinha que fazer, calculei perfeitamente bem os meus passos e esperei pacientemente até o dia em que poderia tomar de volta o que pertenceu a minha família por décadas...O controle da cidade. Eu a quero de volta! Mais veja só o que percebi, não adianta nada que eu alcance tudo de volta se não tiver um herdeiro para estar na frente de tudo! Eu quero o seu filho, ele será a unificação de dois nomes poderosos que dominaram Nova Orleans em momentos diferentes, veja bem, Klaus vai cair de qualquer forma, isto e certo, mais seria realmente prazeroso vê-lo cair pelas suas mãos...Pelas mãos da mulher que ele ama e que carrega um filho dele!" Me encostei na cadeira, enquanto assimilava as palavras dele.

Bil nunca fora um homem bom. Nunca fora um pai de verdade pra mim e já sabia pelo que minha mãe me dizia que ele tinha sérios problemas psicológicos, entretanto, agora, diante dele, do homem que supostamente fora encarregado de ser meu progenitor, de cuidar de mim e me da apoio durante minha vida, percebi o quão louco ele era. Eu não esperava por amor, não esperava por carinho ou arrependimento, entretanto, nunca esperei tanta maluquice vindo da parte dele. Antes de tudo eu já sabia que em algum momento ele fora envolvido com a Máfia e pela pouca informação que consegui descobrir durante esse tempo, soube que por alguns anos a família Forbes esteve a frente de tudo, até os Mikaelson assumi completamente a cidade. Soube também que o pacto da unificação entre as família fora selado ali, supostamente o acordo fora selado com meu avó ainda vivo, a única coisa que não sabia era que meu pai tinha um plano ensandecido para conquistar de volta um poder que nunca foi dele. E não podia imaginar que ele me envolveria nisso e um suposto "neto", isto sim, era loucura demais para uma pessoa assimilar.

Talvez algum tempo atrás se eu recebesse esta proposta, realmente teria cogitado a possibilidade de aceitar e fazer o papel de agente dupla, no entanto, agora, me sentia impossibilitada de fazer isto! Primeiro porque eu amava Klaus e somente a suposição de fazer algo que poderia prejudica-lo me deixava realmente chateada e segundo porque se realmente houvesse uma criança em jogo, ela seria minha prioridade.

Visto que estava em uma situação realmente delicada, me desesperei. Minha cabeça girou e o medo aflorou rapidamente dentro de mim.

"Se eu não..."

"Se você não aceitar assumira suas próprias consequências, Caroline!" Ele cortou. "Você verá o império do seu marido ruir nos próximos dias! E se você ficar do lado dele, cairá junto! Você pode se juntar a mim e me dar o meu neto, e estará segura! Ou pode ficar ao lado dele e pagar pra vê, filha!" Assenti rapidamente, engolindo em seco. "Agora vá, no momento certo mandarei lhe buscar!" Levantei rapidamente, saindo apressada do local. Puxei o ar com força para os meus pulmões e deixei que as lagrimas fluíssem livremente pelo meu rosto.

Não. Eu não poderia simplesmente aceitar aquilo sem ao menos lutar contra. Havia passado por muitas mudanças no últimos tempos e por mais que me doesse admitir eu estava realmente envolvida até o pescoço, ali. Estava na hora de aprender a jogar como todos jogavam, eu precisava estar preparada para o que poderia acontecer de agora em diante.

A primeira coisa que poderia fazer para começar era confirma esta suposta gravidez. Por isso me encaminhei para farmácia mais próxima, garantindo que não havia ninguém me seguindo, tanto da imprensa quanto homens do meu pai e comprei um teste rápido de gravidez. Entrei no primeiro estabelecimento publico que encontrei com um banheiro e me tranquei dentro dele, segui atentamente as instruções com as mãos tremulas e o coração batendo acelerado dentro do peito.

Sentei-me sobre a privada e esperei pacientemente os cinco minutos que dizia no manual de instruções. Aos poucos fui percebendo uma linha rosa aparecer lentamente no vistor e senti minhas mãos suarem. Aquela era a linha de controle, tremula e com um medo absurdamente grande fechei os olhos por alguns minutos fazendo uma prece muda para que qualquer divindade divina me ajudasse, e abri os olhos deparando-me com o resultado final.

****

Quando surgi em frente ao portão da mansão de Klaus, minha entrada fora liberada automaticamente. Os dois homens que monitoravam todo o movimento da rua, me olhavam atentamente como se procurassem por algum motivo aparente para justificar meus olhos extremamente vermelhos. Ignorei suas reações e segui diretamente para mansão, que estava surpreendentemente silencioso e escura. Marcel atravessou-se em minha frente, antes que eu pudesse subir as escadas. Sua expressão se suavizou quando fixou seus orbes castanhas sobre mim, demorou alguns segundos rolando os olhos pelo meu corpo para certificar-se que tudo estava realmente bem.

"Você quer o enlouquecer, Caroline." Ele falou suavemente, enquanto balançava a cabeça negativamente.

"Onde ele esta?" Minha voz soou mais determinada e firme do que realmente me sentia. Ele me olhou dentro dos olhos e fez um careta, antes de suspirar.

"Chegará em breve!" Assenti rapidamente.

"Apenas diga que estou segura e em casa!" Ele assentiu rapidamente, deixando a passagem livre para que eu continuasse. Subi as escadas silenciosamente, rezando para não me deparar com Hayley ou Rebekah pelo caminho, suspirei aliviada, quando alcancei o quarto sem interrupção. Fechei a porta e passei a me livrar do coldre, logo depois da calça, da cinta liga onde estavam as adagas, da jaqueta, blusa, sutiã e calcinha. Não me preocupei do fato de tudo ter ficado espalhado em frente a porta do banheiro, enchi a banheira com agua quente e coloquei sais relaxante na mesma, usurpei uma garrafa de Whisky do pequeno bar de Klaus e voltei ao banheiro, emergindo na banheira já cheia. Deixei meu corpo afundar um pouco, em quanto tentava alinhar meus pensamentos, voltei a margem novamente, tentando controlar o furacão de sentimentos que me dominavam. Enfiei goela abaixo boa parte da bebida alcoólica, enquanto as lagrimas romperam em minha garganta. Não sei quanto tempo passei soluçando dentro da banheira e bebendo o Whisky, entretanto, soube que muito tempo havia passado quando um Klaus completamente atordoado entrou no banheiro. Seus olhos percorreram todo o mesmo, enquanto ele suspirava pesadamente, ele fixou seus olhos no meu e me observou por alguns segundos. Silenciosamente ele se livrou da gravata e jogou o terno em cima da pia, aproximou-se um pouco da banheira, pegou a garrafa que descansava na borda dela e escorreu pela parede sentando-se no chão. O silencio perdurou por um tempo consideravelmente longo. As lagrimas acumularam-se em minhas retinas e tive que fazer uma forma descomunal para mantê-las ali.

"O que aconteceu?" Ele perguntou quando a bebida na garrafa finalmente acabou. "Seja sincera, por favor." Suplicou, com a voz rouca. Um arrepio percorreu minha espinha, enquanto minha mente girou.

"O que você quer saber?" Dei de ombros, desviando meus olhos de seu rosto. Vê-lo daquela forma me machucava. Ele estava realmente mal.

"Caroline!" Rosnou baixo, enquanto bufava.

"Meu pai me ligou pela madrugada!" Comecei pelo mais fácil. Ele ergueu as sobrancelhas, interessado.

"Pensei que tivesse dito para não atender telefonemas estranhos!" Resmungou.

"Pensei que já soubesse que nunca fui boa em cumprir ordens, Klaus." Retruquei rapidamente. O silencio perdurou por algum tempo. Ele manteve-se calado, enquanto minha mente girava nos últimos acontecimentos.

"Fui encontra-lo!" Declarei alto, quando ele não fez menção de continuar com as perguntas. Ele soltou seu sorriso irónico de lado, enquanto me encarava. "Klaus..." Choraminguei. "Diga que você consegue resolver isto!" Resmunguei, enquanto tentava controlar meus hormônios. Ele soltou o ar lento, enquanto deixava seus ombros caírem.

"Eu gostaria de dizer que sim, Caroline! Embora você já saiba que estamos realmente encrencados!" Ele soltou lento, enquanto parecia escolher as palavras.

"Você é o chefe da Máfia." Apontei o obvio. Ele revirou os olhos, irritado.

"Eu represento a Máfia, Caroline. Sou a imagem dela, comando a maioria das pessoas, tem um nome a zelar...Tenho uma cidade inteira para controlar, mais não consigo controlar nem mesmo minha esposa, não seria obvio que isto aconteceria em algum momento?" Ele soltou ironicamente, enquanto bufava. Revirei os olhos chateada. Klaus estava sempre um passo a frente, disto eu sempre tive certeza, entretanto, neste momento ele parecia estupidamente derrotado.

"Ótimo." Retruquei. "Não confie em mim e nos coloque em risco!" Dei de ombros, desviando meus olhos dele. Ele soltou uma risada seca, enquanto rolava os olhos. O silencio voltou a me assombrar, enquanto ele fixava seus olhos na garrafa vazia.

"Sei que você tem algo planejado, por favor...Só confie em mim!" Supliquei, ele me olhou.

"Porque eu confiaria em uma mulher que entrou em minha vida somente para me colocar na cadeia?" Ele fora rude. Meu coração se encolheu dentro do peito, enquanto as lagrimas fluíram pelo meu rosto. Engoli em seco.

"Porque serei a mãe do seu filho, talvez, isto lhe sirva de alguma coisa!" Retruquei com a voz quebrada. Klaus me olhou assustado, enquanto assimilava minhas palavras. Alinhou a coluna e desviou seus olhos para a parede do banheiro. O silencio voltou.

"Ele quer a criança, Klaus. Ele quer nosso filho para ser seu herdeiro!" Choraminguei, enquanto conseguia sua atenção novamente. Meu coração estava dilacerado dentro do peito, a ideia de estar gravida me deixava completamente sem ar, entretanto, a ideia de deixar um filho meu no meio daquele fogo cruzado me aterrorizava.

"Então daremos há ele!" Klaus falou firme, fazendo-me encolher diante de suas palavras. O soluço irrompeu pela minha garganta enquanto a dor assolou meu peito rapidamente.

Eu queria gritar, queria quebrar cada coisa quebrável daquele banheiro, queria bater nele, queria xinga-lo, chama-lo de egoísta e de varias outras coisas que se passavam em minha cabeça, entretanto tudo que fiz foi deixar que as lagrimas fluíssem pelo meu rosto, levando consigo toda esperança que havia ousado cultivar.

Klaus levantou-se rapidamente, se livrou de suas roupas ali mesmo e entrou na banheira junto comigo. Me afastei rapidamente e fiz menção de levantar, porém suas mãos foram ágeis e me seguraram firme contra seu corpo. Ele enlaçou minha cintura fortemente com seus braços, enquanto colava minhas costas em seu peito, repousou sua cabeça na curvatura do meu pescoço.

"Quero que você preste atenção, Caroline!" Ele começou lento e baixo. "Há muito tempo tenho previsto esta guerra! Sabia que se não viesse de um lado, viria de outro. Não haveria muita escapatória, vivemos em um mundo onde somos obrigado a fingir o tempo inteiro. Onde precisamos colocar o que precisamos acima do que sentimos! Onde os sentimentos são nossas fraquezas! Seu pai vem sido silencioso e bastante cuidadoso em seus movimentos, porém, eu consegui a confiança de pessoas realmente importantes nesta cidade! Este é um jogo onde dois podem jogar, querida! Tenho jogado com seu pai sem que ele saiba e preciso que você entre nisto agora, onde jogam dois, jogam três, Caroline. Seu pai de fato conquistou a confiança de algumas pessoas importantes, no entanto, eu ainda tenho a maioria do apoio. Você tem que entender que a Máfia funciona como uma Politica! Existe um conselho, existe pessoas influentes, existem famílias poderosas... Eu lhe poupei sem envolver todo esse tempo porque achei que seria melhor assim, até agora! Preciso que escolha um lado, preciso que escolha o meu lado, Caroline." Meu corpo estava rígido e tenso e minha mente girava. Estava confusa. Não sabia o que aquilo queria dizer, o que Klaus queria de mim. "Temos um interesse em comum, agora. Esta criança!" Ele frisou, alto como se pra tentar me convencer.

"O que quer que eu faça, Klaus?" Perguntei baixo.

"Quero que jogue comigo, Caroline." Ele beijou meu ombro e soltou um suspiro. "Escute! Você vai precisar fingir...Vai precisar fazer coisas da quais não vai gostar, vai precisar mergulhar de vez dentro desse regime ao qual foi inserida. Preciso que seja forte, que esteja ao meu lado, amor." Sua voz soara rouca, causando um arrepio em meu corpo. Me mexi desconfortável, tentando entender.

"Vou propor um acordo com seu pai! Vou procura-lo e dizer que irei ajuda-lo a reconquistar seu reinado em Nova Orleans...Vou deixar que ele pense que conseguirei aliados para ele, vou fazer de você minha fraqueza! Desta criança um trunfo, Caroline! Preciso que esteja preparada para usar uma mascara, para ser fria e indiferente a todos! A parti de agora você se importa somente com você e com a família Mikaelson, Caroline! Você não se importa, não ama, não liga pra ninguém além de nós! Você quer fazer isso? Você esta pronta pra isso, Caroline?"

Me encolhi, enquanto minha cabeça girava rapidamente.

"Klaus...Por favor, preciso que você me conte exatamente o que pretende!" Suspirei, mediante o seu silencio. Ele soltou um riso rouca, depositando um beijo em meu pescoço.

"No momento certo, amor...No momento certo!" Ele sussurrou, enquanto suas mãos correram pelo meu corpo.

"Não acredito que você bebeu sabendo que esta gravida, Caroline!" Ele reclamou com uma voz controlada, fazendo com que um sorriso escapasse dos meus lábios. Eu sabia que ele estava tentando desviar minha atenção do problema principal e por mais que estivesse curiosa em descobrir exatamente o que teria que enfrentar, me deixei levar por suas mãos que se moviam habilmente no meu corpo.

Notas finais
Vou ali me esconder e já volto, hahaha! Bom, se você chegou até aqui, ainda esta viva, e deve estar com uma vontade infernal de trucidar esta autora aqui, bom, tenho o dever de avisar que a partir de agora este desejo continuara ardendo dentro de vocês...Preparem-se, prometo surpreender vocês, agora, por favor, preciso saber o que estão achando? O que estão pensando? O quão confusa estão? Me contem tudo, por favor! :D