O Preço da Volta - 2ª Fase
9 Capítulo 9 - 45 Park Lane...
Notas iniciais
Quinn sentia seus pés doerem.
Era a quinta música que dançava com Rachel e a baixinha sempre insistia para que dançassem outra e mais outra.
Para a surpresa da loira, os vestidos de Santana e Brittany possuíam a parte inferior removíveis, tornando-os assim mais propícios para dançarem. Ambas estavam agitadas e um pouco altas em razão das bebidas.
Não diferente delas estava Puck. O rapaz não saía de perto de Sugar, que estava mais animada que o normal. Ambos se divertiam juntos, e esporadicamente a mão do moreno escorregava na cintura da ruiva.
Frannie já havia feito seu discurso, ainda que tenha chorado a maior parte do tempo, assim como Hiram, Leroy e Shelby. Agora todos aproveitavam a festa no espaço vasto com decoração em branco e bege.
Kate e Amber corriam com os filhos de alguns convidados, vez ou outra parando para fisgar alguma comida na enorme mesa.
Os bolos também tinham sido cortados e os convidados desfrutavam do mesmo. Tudo estava perfeito.
— Rach, vamos nos sentar. — Pediu pela vigésima vez.
— Eu prometo que iremos depois dessa, Q. — A morena projetou seus lábios para frente. — Por favor.
Quinn suspirou, fitando o rosto de Rachel. Assentiu condescendente e recebeu vários selinhos em resposta.
— Eu amo você. — Sorriu.
— Eu também amo você. — Beijou os lábios grossos.
— Parece que vai ser assim de agora em diante. — A voz de Santana adentrou seus ouvidos. Ela sorria. — Se antes você já cedia às vontades da Hobbit, agora isso duplicou. — Riu das próprias palavras.
Quinn revirou os olhos e antes de responder, Brittany apareceu atrás da latina.
— San, vamos nos sentar. Estou morta.
— Mas Britt, eu ainda quero dançar. — Protestou.
— Mas eu quero sentar. Vocês vêm? — Olhou para as amigas. Rachel maneou a cabeça em negação — Então vamos, San! — Puxou a mão da latina, que apenas assentiu.
Puck estava perto e ouviu tudo. O moreno soltou uma gargalhada.
— Parece que é você quem vai ceder tudo! — Elevou a voz para que a amiga pudesse ouvir, e recebeu um gesto obsceno em resposta.
Quinn riu da situação e continuou dançando com Rachel.
...
Já era noite quando o carro parou no Aeroporto Internacional de Columbus. Quinn retirou o cinto e saiu do veículo com Rachel e as amigas, avistando Frannie saindo do outro carro com Cassandra.
— Eu espero que façam uma boa viagem. — Frannie sorriu quando a irmã se aproximou. — Eu vou cuidar bem da empresa.
— São só duas semanas. Não podemos prolongar muito. — Abraçou a mais alta.
As recém-casadas já trajavam roupas confortáveis. As malas também estavam prontas e eram levadas para dentro do jatinho pelo motorista. Frannie propôs que elas esperassem até o dia seguinte, mas não era preciso. Seriam oito horas de viagem e gostariam de chegar o quanto antes.
Abraços foram trocados e logo as quatro estavam dentro do veículo particular. Rachel já tinha se despedido dos pais quando saíra da festa e agora repousava sobre uma das poltronas confortáveis.
— No que está pensando? — Quinn indagou amorosamente ao seu lado.
— Em como a minha ficha ainda não caiu. — Respondeu de imediato. — Estamos casadas. As quatro. Era o nosso maior sonho e nós conseguimos. — Suspirou.
— Eu sabia que conseguiríamos, Hobbit. — Santana adentrou seu campo de visão. — Eu sempre sei de tudo.
Rachel revirou os olhos para a latina e Quinn apenas sorriu. Ela sabia que a amiga estava pulando de felicidade por dentro, já que esta olhava para a aliança constantemente. Esse ato não passava despercebido pela Fabray.
E na verdade, sua ficha também não havia caído. Ela nasceu em um orfanato, cresceu no mesmo lugar e sua cabeça sempre projetou uma ideia de futuro totalmente diferente do que vivia agora. Quinn tinha plena certeza há mais de quatro anos que iria viver de furtos e trabalhos esporádicos pelo resto da vida. Não possuía sobrenome e nem graduação na universidade. Apenas o ensino fundamental e o básico do médio que aprendera no Strawberry Field.
Mas olhe onde ela está agora.
Tinha buscado a conclusão do ensino médio meses depois de Judy morrer e entrou para a Universidade de Dayton ainda aos dezesseis anos para cursar administração. Se formou com excelência há alguns meses e agora era vice-presidente de uma das empresas mais conhecidas pelo país. Com um sobrenome imponente. Herdeira de uma fortuna, e principalmente, casada com a mulher que ama. A garotinha falante por quem se apaixonou na infância e com quem descobriu tudo sobre sentimentos.
Sua ficha não cairia tão cedo.
E ela não poderia estar mais feliz e realizada.
...
O jatinho pousou quando o relógio marcava cinco da manhã.
O piloto teve de acordar as quatro mulheres, que dormiam na mesma cama. A bebida que ingeriram durante a festa fez todas dormirem profundamente.
Quando já estavam acordadas, a primeira coisa que fizeram foi vestir os grossos casacos. A porta do jatinho abriu e Quinn pôde ver o dia amanhecendo. A neve cobria levemente o piso do aeroporto e parte do teto do carro que as esperava lá embaixo.
A sensação de nostalgia a invadiu em cheio. As quatro pensaram em muitos lugares onde poderiam passar a lua de mel mas aquele era o mais especial. Agora poderiam desfrutar da cidade sem preocupações quanto a dinheiro ou trabalho. Enfim conheceriam os locais que sempre quiserem quando eram crianças. Desde os restaurantes até os parques e pontos turísticos.
— Bem-vindas à Londres. — O motorista saudou quando desceram as escadas do jatinho e se aproximaram do carro.
Quinn sorriu para o homem.
...
O carro parou em frente ao hotel quarenta minutos depois.
A Fabray lembrava daquele hotel. Era o hotel que ela sempre fitava com adoração quando era mais jovem. A fachada luxuosa. O letreiro escuro, mas imponente. Tudo gritava dinheiro. As cores douradas ressaltavam todos os andares do prédio enorme.
O 45 Park Lane era o hotel mais caro de Londres, e iriam passar duas semanas nele.
Elas observavam tudo com atenção. Nunca estiveram dentro daquele lugar e era tudo polido demais. Ostentoso demais. Até o cheiro do local era convidativo.
Quando dissera para a recepcionista o seu nome, esta abriu o melhor sorriso que poderia ter, principalmente depois de checar a reserva feita. As suítes presidenciais.
Quando o elevador parou no último andar, elas saíram e pararam no meio do único corredor com duas extremidades. Cada qual abrigando uma porta.
— Isso é surreal demais. — Santana comentou, dando voz aos pensamentos de todas.
— Acho que o espírito das garotas que cresceram em um orfanato nunca vão sair de nós. — Quinn suspirou ainda chocada.
— Quem sabe um dia. Mas enquanto isso, nós ainda vamos nos impressionar. — Brittany respondeu. — Vamos entrar. Nos vemos amanhã. — Sorriu e abraçou as amigas, caminhando com Santana até a porta da extremidade esquerda quando esta também se despediu.
O casal remanescente as espelhou, se dirigindo até a outra porta. Todavia, quando Rachel pôs a mão na maçaneta, Quinn a impediu.
— Vamos fazer isso direito. — Sorriu.
Rachel franziu o cenho.
— O que voc...Quinn! — Exclamou surpresa, gargalhando em seguida quando a loira a pegou em seus braços.
A mais alta não deixou de sorrir com a expressão da esposa, sentindo-a segurar firmemente nos seus ombros.
— Eu sempre quis fazer isso.
— Você me pegou de surpresa. — Alisou a face pálida. — Eu te amo. — Deu-lhe um selinho demorado.
— Eu também te amo, minha esposa. Agora vamos lá. — Abriu a porta lentamente, adentrando com Rachel.
Quinn quase deixou a baixinha cair.
Quase.
Sua boca abriu em surpresa com o que via. A morena não estava diferente.
Não era apenas um quarto. Era praticamente um apartamento.
A sala e cozinha eram separadas por um balcão escuro e grande. Tudo era em cores neutras. Marrom claro, preto e algumas coisas em bege, como o sofá e os encostos das poltronas. A televisão com polegadas enormes decorava a sala logo acima da lareira, assim como o lustre e as lâmpadas acopladas no teto. A cortina cobria a parede de vidro que dava acesso à vista do Hyde Park. Até mesmo os quadros com desenhos abstratos pareciam caros demais.
— Eu me sinto como na primeira vez em que pisamos na mansão. — Quinn comentou extasiada.
— Eu não estou diferente. — Rachel murmurou no mesmo tom.
As duas ainda passaram bons minutos fitando cada detalhe daquele local, até a mais alta sair de seu torpor.
— Vamos começar a tour. — Abriu um sorriso.
Ela começou a andar pelo local ainda segurando Rachel. Ambas olharam a cozinha, depois passaram outros bons minutos olhando o quando deslizaram a cortina para o lado. E por fim foram para o quarto.
Não havia porta. Somente o espaço onde ela deveria estar. Estava ao lado da sala e permitia a visão da parede de vidro. A cama de casal era enorme e muito confortável aos olhos de ambas. Os lençóis eram brancos e havia duas poltronas extremamente acolchoadas, assim como outra televisão igualmente grande. A porta do banheiro estava aberta.
— Isso é lindo. — Quinn sussurrou.
— Muito lindo. — Rachel concordou.
Elas foram para o último cômodo. O banheiro. Este também as deixou extasiadas. Não era tão grande quanto o da mansão mas muito luxuoso e confortável. A pia era dividida em duas para que o casal pudesse fazer a higiene simultaneamente e outra televisão estava posicionada logo acima do espelho, inclinada para que pudesse abranger todo o lugar. O box de vidro contava com um chuveiro extremamente tecnológico que poderia emitir músicas e atender ordens por comando de voz, como regular a temperatura e intensidade. Era exatamente igual à mansão, mas as surpreendeu o fato do hotel prover isso para os clientes. Olharam também a banheira retangular na outra lateral, separada do vaso sanitário e do box.
Quando voltaram ao quarto, Rachel fora surpreendida ao ter seu corpo jogado contra o colchão, sentindo o peso da esposa sobre si.
— Quinn! — Riu, desferindo uma tapa no braço da mais alta.
A loira também gargalhou, observando como as bochechas de Rachel ganharam um tom vermelho.
— Eu quero um beijo. — Fez biquinho.
Rachel sorriu quando cessou a risada, e empurrou esposa, pondo-se sobre ela e atacando os lábios finos. Estava sentada sobre os seus quadris, com o corpo projetado para frente, enquanto segurava o rosto pálido com as duas mãos.
A loira apertou as coxas macias, descobertas pelo vestido ter subido com a agitação de segundos mais cedo. O beijo era calmo e voluptuoso. As línguas brincavam sem pudores, se tocando vagarosamente. Elas tinham todo o tempo do mundo.
Rachel gemeu quando sentiu o volume recente de Quinn bater em seu centro já molhado e a loira suspirou pesadamente quando a esposa se remexeu preguiçosamente sobre si, criando uma fricção gostosa entre os sexos sob os panos.
O beijo fora cortado de repente. Não pela falta de ar mas pelo barulho de alguém batendo na porta.
Quinn sentiu a frustração percorrer seu corpo, não diferente de Rachel. A loira bufou quando novamente ouviu o mesmo som.
— Eu vou lá. — Tirou Rachel de cima de si, levantando da cama.
Ela teve de respirar profundamente e arrumar o seu membro dentro da calça para que o volume não fosse percebido. Agradeceu por estar vestindo um grosso suéter que chegava até o começo das coxas. O caminho até a porta fora repleto de pensamentos broxantes para acalmar os hormônios.
Ao abrir a porta, se deparou com o carregador de malas sorrindo educadamente para si. O sorriso fora retribuído, mesmo ainda se sentindo frustrada sexualmente. Quando os objetos foram colocadas no chão perto do sofá, ela buscou a bolsa de Rachel, onde ambas as carteiras estavam e o entregou cem libras. O rapaz sorriu largamente para si e agradeceu, se retirando do quarto após pedir licença.
Quinn bufou quando se sentiu desconfortável por seu membro estar parcialmente ereto dentro da cueca e voltou para o quarto, estancando na entrada assim que cravou seus olhos em Rachel.
A morena tinha acabado de sair do banheiro.
Nua.
As pernas longas e torneadas se moveram até que pudesse deitar na cama, afastando-as em seguida para que seus dedos migrassem até sua intimidade, tocando suavemente suas dobras. As longas madeixas espalhadas pelos travesseiros.
A imagem da esposa despida fazia seu corpo tremer apenas em observá-la.
Um gemido manhoso escapou dos lábios fartos quando um dos dedos escorregou para dentro de si. Ela retirou-o segundos depois e Quinn o viu brilhando pela umidade da intimidade apertada.
A loira engoliu pesadamente e sentiu os lábios secarem quando a esposa levou o dedo até a boca, chupando-o demoradamente como um sorvete. A língua aveludada percorrendo cada centímetro da pele, simulando um ato obsceno. O pênis de Quinn latejou dentro das suas roupas.
Ela teve de fingir uma tosse para se fazer presente no local.
O barulho fez Rachel virar a cabeça para olhar a esposa, sorrindo lascivamente para ela. O sorriso provocador. O sorriso erótico que fazia o corpo de Quinn esquentar em todas as partes possíveis.
— Você quer brincar, Q? — O apelido saiu pingando luxúria. O tom de voz da morena estava sexy. Assim como cada parte do corpo pequeno sobre a cama.
Quinn abria a boca levemente, mas nada saía. Seus olhos não paravam quietos. Miravam os seios médios com os bicos rígidos, depois a cintura fina, e desciam até a intimidade, que brilhava pelo suco natural que escorria desta e parecia implorar para ser tocava.
A judia manteve o sorriso e levantou da cama lentamente.
— Vamos brincar, meu amor. — Usou o mesmo tom de voz. Aquele que fazia o corpo da loira formigar por inteiro.
Rachel estava queimando por dentro.
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