O Preço da Volta - 2ª Fase

44 Capítulo 44 - Um pedido especial...


Notas iniciais
Dia de capítulo! Eu queria agradecer a recomendação da EmilyGlee. Eu sempre falo que o carinho que recebo me enche o coração e não é mentira. Eu espero continuar agradando com minhas histórias, então obrigada. ♥ Desculpem-me qualquer erro. Boa leitura. =D

Na segunda-feira de manhã o veículo parou em frente à mansão e Rachel não hesitou em praticamente correr até lá. Estava com saudade das amigas. Quinn estava em seu encalço, mas ambas estancaram no meio do caminho ao verem Brittany saltar para fora do carro e abrir a porta de trás, revelando um bebê sentado confortavelmente na cadeirinha.

Santana sorria enquanto ajudava a esposa e em segundos a loirinha já segurava-o nos braços. Quando virou, Quinn pôde perceber ser uma garotinha pelos acessórios no cabelo.

— Ei! — Brittany caminhou até as amigas enquanto sorria largamente.

Rachel piscou algumas vezes. Extremamente atônita e surpresa.

— Britt, de quem é esse bebê? — Foi direta.

— Ela é nossa, Rach! — Respondeu animada.

— Tudo bem, eu acho que preciso de uma ajuda aqui. — A voz de Santana se fez presente enquanto a latina tentava retirar as malas do carro.

— Eu vou lá. — Quinn se pronunciou e beijou a bochecha de Brittany. — Vão entrando. Santana e eu já iremos.

A loirinha assentiu freneticamente e segurou o braço de Rachel, que ainda tentava assimilar tudo, e praticamente a puxou para entrarem na mansão.

A empresária caminhou até a amiga e retirou uma das malas do veículo, reparando logo na bolsa grande de bebê que estava ao lado.

— Vocês são mães? Mães de verdade? E não nos contaram nada?

— É uma história que queríamos contar pessoalmente e com calma. E não iríamos atrapalhar a comemoração de vocês. Eu sei o quanto demorou para que você decorasse o porão. Frannie e eu ajudamos, lembra?

Quinn suspirou e assentiu.

— Tudo bem. Vamos entrar. Estou curiosa e Rachel deve estar tendo uma pequena síncope.

Santana não evitou rir, e a Fabray reparou no quão sorridente ela estava. Mais do que o habitual. Como se emanasse uma felicidade imensurável.

Quinn se sentiu bem com isso.

...

— Podem contar agora. — Rachel quase pulava sobre o sofá ao lado de Quinn.

Brittany soltou uma risadinha enquanto segurava a filha nos braços.

— Bom... — Santana começou. — Nós viajamos para Paris. A cidade é linda e extremamente romântica, mas de repente Britt decidiu que queria visitar o Strawberry Field novamente e na volta fomos até lá. O lugar está realmente lindo. Os quartos estão bem divididos com apenas duas crianças e as refeições bem administradas.

— A reforma praticamente reconstruiu todo o orfanato e as crianças são muito bem tratadas.. — Brittany disse.

— Então nós estávamos lá quando a Madre Helena chegou trazendo um bebê envolto em uma manta. Os pais eram imigrantes mexicanos e morreram em um incêndio. Ela foi a única que conseguiu ser salva pelos bombeiros e passou alguns dias no hospital para tratar das queimaduras leves que sofreu. Pelos exames feitos tem apenas dois meses de vida. E...foi amor à primeira vista. — Sorriu para a garotinha. — A papelada foi fácil. Não houve dificuldade e eu mesma arrumei tudo. Os pais não a registraram então fizemos a certidão no mesmo dia.

Rachel fungou já sentindo os olhos marejados, e Quinn sorriu genuinamente pela atitude das amigas. Não deixou de perceber também no fato de que o bebê era como uma cópia mais nova de Santana. Os traços eram completamente latinos. O cabelo preto e liso. Os olhos escuros e a pele da mesma tonalidade. Uma pequena Santana.

Rachel se aproximou de Brittany e beijou a testa da garotinha. Havia uma bandagem no braço esquerdo e um pequeno curativo no seu supercílio. A morena sentiu o peito apertar em imaginar que ela estava machucada.

— Qual o nome dela? — A voz da estilista saiu embargada.

— Valerie. — Brittany respondeu em um tom carregado de amor. — Valerie Pierce-Lopez. — Aspirou o cheirinho das madeixas da filha, que soltou um grunhido, tentando segurar o nariz da mãe.

— Bem-vinda, Valerie. — Quinn se ajoelhou perto do sofá, sorrindo para a garotinha.

— Nós temos mais duas coisas para falar. — Santana sorriu nervosa.

A amiga franziu o cenho e levantou, sentando ao lado de Rachel outra vez.

— Tudo bem. Podem falar.

— Vamos nos mudar. — A latina falou rapidamente.

— O quê? — Quinn abriu a boca surpresa.

— Nós conversamos sobre isso algumas vezes. Não desistimos de fazer a inseminação e vamos ser mães de dois bebês em um futuro breve então acho que seria melhor termos uma casa. — Brittany explicou calmamente.

— Mas a mansão é enorme. Vocês podem criá-los aqui. Somos uma família, não somos? — Rachel contestou.

— É claro que somos, Rach. — A loirinha respondeu rapidamente. — E não vamos deixar de ser porque Sant e eu vamos morar aqui perto. É na rua da frente. Vimos algumas casas com placas de venda enquanto estávamos vindo pra cá. São grandes e excelentes para que as crianças possam brincar.

— E convenhamos que vamos viver indo e vindo aqui diariamente. Quando os bebês crescerem vão praticamente morar nas duas casas. — Santana completou.

— Mas...

— Vocês estão certas. — Quinn cortou a fala da esposa. — Precisam de um lugar apenas de vocês para cuidar e administrar. Morar aqui foi bom mas agora possuem uma filha e com uma casa podem se sentir mais à vontade para fazerem o que quiserem.

Santana sorriu para a loira. Quinn sempre entenderia a situação, qualquer que fosse. Ela era o lado racional e Rachel o passional. Era nítido pela expressão tristonha da morena.

— Vamos continuar sendo melhores amigas, não vamos?

— Com certeza nós vamos. Ninguém vai nos separar. — Brittany sorriu, e colocou delicadamente Valerie no próprio bebê conforto ao lado dos das gêmeas, abraçando Rachel em seguida.

Quinn rapidamente se encaixou no abraço, e com um gesto de cabeça para Santana, indicou que a amiga deveria fazer o mesmo. Em segundos as quatro estavam em um abraço grupal. O abraço que sempre trocavam quando uma situação ruim acontecia, ou no caso atual, uma extremamente boa.

— Vamos sentir saudades. — Rachel disse quando o afeto foi quebrado.

— Vocês só terão de andar cinco minutos e vão chegar na nossa casa, Hobbit. — Santana revirou os olhos em uma falsa careta.

— Ainda assim vamos sentir saudades.

— Nós também vamos. — Brittany respondeu. — Sempre vamos sentir saudades. — Apertou a mão da amiga. — Vamos acertar os detalhes da compra essa semana e no próximo sábado acho que já podemos ir.

— Não precisa ser tão rápido assim. — A morena choramingou.

Quinn envolveu os braços ao redor dos ombros da baixinha, sentindo-a se aconchegar no seu corpo. Era um laço sentimental muito forte que seria parcialmente desatado. Mesmo morando a poucos metros de distância, não era fácil se separar das melhores amigas que estavam juntas consigo desde os dez anos, dividindo o quarto no orfanato e posteriormente um minúsculo apartamento em East End.

— Você disse que tinha duas coisas para falar. A primeira foi a mudança. E a segunda? — Quinn fitou a latina.

— Então... — Santana sentou ao lado de Brittany e segurou-lhe a mão.

— Vocês sabem que queremos fazer a inseminação. — As amigas assentiram. — Britt e eu não queremos que nossa filha ou filho seja de um doador anônimo...

— Queremos que a Q doe o sêmen. — A loirinha complementou. — É nossa melhor amiga de infância. — Sorriu ansiosa. — E a opinião da Rach também vale aqui. Eu espero que não fique chateada. — Encarou a judia.

— Oh, minha nossa! Isso é incrível! — A voz da baixinha saiu eufórica. — Somos melhores amigas. Vocês são as madrinhas das nossas filhas e Quinn e eu claramente seremos as dos seus, e com um filho gerado pelo sêmen da Quinnie eles vão ter um laço muito grande e serão melhores amigos como nós. Seremos uma grande família. Isso é perfeito! — Virou para a esposa. — Você precisa aceitar isso.

Quinn ainda estava aturdida pelo pedido repentino, e ainda mais depois do surto e do monólogo de Rachel. A morena claramente levou a proposta da melhor forma possível. Suas duas amigas queriam seu sêmen para a inseminação. Era algo grande, mas muito bonito.

— Eu...eu me sinto honrada. — Finalmente se pronunciou. — De verdade. Eu jamais esperaria algo assim.

— Então você aceita? — Santana quis saber.

— Deus! — Pôs as mãos no rosto. — Sim! Eu aceito. — Sorriu enquanto assentia.

Brittany bateu palminhas animadas e praticamente pulou sobre a amiga, envolvendo em um abraço de urso.

— Obrigada, Q. Vamos ser uma grande família divertida.

Quinn retribuiu o gesto e fitou a esposa, que também sorria. Por fim, encarou as três bebês lado a lado. Valerie mantinha uma expressão curiosa na direção das gêmeas, que não estavam diferentes. Elas com certeza teriam um vínculo forte quando crescessem. Todas teriam.

Como uma verdadeira família.

Notas finais
Seja bem-vinda, Valerie. A primeira filha Brittana chegou, e algumas mudanças serão feitas. Elas precisam do espaço delas e vão conseguir isso. Esse capítulo foi como uma ponte para os próximos acontecimentos. O que acharam do pedido delas? Foi bom? Comentem, favoritem e exponham suas opiniões. Bom início de semana. =D twitter.com/yasagron