O Preço da Volta - 2ª Fase
36 Capítulo 36 - Sensível e intenso...
Notas iniciais
Quinn terminou de assinar o último documento e o entregou para Santana.
— Espero que as novas peças sejam fabricadas o mais rápido possível. — Suspirou.
— Eu também espero. — A latina guardou os papéis na sua pasta. — Vamos almoçar agora?
— Eu não posso. Preciso terminar de analisar as tabelas de gastos da empresa. Gosto de fazer isso uma vez ao mês. — Massageou as têmporas.
— Você passou a manhã toda aqui lendo e relendo todos os relatórios e assinando papéis. Você precisa comer, Q. — Insistiu.
— Eu vou, tudo bem? Mas antes preciso terminar isso aqui. — Retorquiu.
Santana assentiu condescendente.
— Vou trazer algo para você. Eu sei que não vai comer por conta própria. — Levantou da cadeira giratória.
— Obrigada, S. — Sorriu para a latina, que apenas maneou a cabeça e saiu da sala.
Quinn retirou os óculos de leitura que descobriu ter de usar há pouco tempo e o pôs sobre a mesa. Frannie fazia falta na empresa. Com ela ali o trabalho era sempre dividido e agora com a irmã afastada para cuidar de Russel, a caçula tinha de fazer tudo sozinha.
Agradeceu o fato do quarto do sobrinho assim como o das gêmeas ter isolamento acústico, então apenas as mães o ouviriam chorar à noite através da babá eletrônica e não toda a mansão. Contudo, seu sossego duraria pouco tempo. Em breve teria duas garotinhas para socorrer durante a madrugada.
Sorriu consigo mesma pelo pensamento. Rachel estava na metade dos seis meses e tudo corria absolutamente bem. Ela esperava que continuasse assim.
Foi puxada dos seus pensamentos pelo telefone tocando na sua mesa.
— Quinn? — A voz de Mercedes adentrou seus ouvidos assim que atendeu. — Há uma mulher aqui chamada Brooke Aurich-St. James e deseja vê-la. Posso mandar entrar?
A loira franziu o cenho. O que Brooke estava fazendo ali sem razões aparentes? Ela iria descobrir, de qualquer forma.
— Sim. Claro que pode. Obrigada, Mercedes. — Desligou.
Quinn se pôs de pé e quando rodeou a sua mesa a porta foi aberta, revelando a figura de longas madeixas ruivas e um sorriso tímido no rosto.
— Oi, Quinn. — Saudou. — Como você está?
— Eu estou bem. — Respondeu educada. — E você? Está tudo bem?
— Eu estou bem, obrigada por perguntar. Eu sei que você deve estar pensando o que eu vim fazer aqui. — Foi direta.
— Na verdade eu estou sim. — Assentiu.
— Eu disse que talvez não fosse mais aparecer, entretanto, a minha mãe está fazendo aniversário essa semana e eu decidi comprar uma joia para ela. — Os dedos inquietos brincavam com a alça da bolsa no seu ombro. — E eu queria a sua opinião.
— Brooke, eu não acho que isso seja necessário. — Cruzou os braços. — Eu não consigo aceitar o fato de você estar com o Jesse depois de tudo o que ele fez. Você não merece isso.
— Ele está fazendo terapia. — Respondeu. — Ele começou essa semana após ligar para o seu assessor e comunicar que vai se afastar da Broadway por um tempo. Eu não o perdoei, Quinn. — Suspirou. — Mas se eu deixá-lo eu sei que ele não vai prosseguir com o tratamento. — Juntou as mãos. — Por favor, me faça companhia essa tarde. Eu prometo que será rápido, sim? — Suplicou.
Quinn tomou uma longa respiração. Brooke podia não ser mais a mesma criança do Strawberry Field, mas ainda possuía o mesmo olhar pidão que a fez emprestar os livros de O Senhor dos Anéis anos atrás.
— Tudo bem. — Se deu por vencida, vendo a ruiva abrir um sorriso. — Mas precisa mesmo ser rápido. Eu tenho de voltar para finalizar o meu trabalho.
— Eu juro que será rápido. — Puxou a loira pelo braço, enlaçando o seu próprio no dela.
...
Já era noite, e Quinn estava na mansão, saindo do banheiro após o banho, quando sua atenção foi diretamente para a esposa sentada na cama mexendo no seu celular.
— Rach? — Chamou enquanto secava os fios curtos.
— Obrigada pela ajuda. Eu adorei a sua companhia. Espero que isso possa se repetir, se você quiser, é claro. Beijos. Brooke. — Rachel leu lentamente palavra por palavra.
Quinn deixou a toalha sobre a poltrona ao lado da cama e se aproximou da morena. A mão pequena apertava com uma força desnecessária o aparelho eletrônico, fazendo os nós dos dedos ficarem brancos.
— Eu tentei contar pra você. — Disse calmamente.
— Contar o quê? — Virou e encarou a mais alta com os olhos irados. — Que você passou uma tarde com a Brooke e nem sequer pensou em me contar quando chegou? Agora eu preciso ver o nome dela piscar na tela do seu celular para saber? — Levantou da cama, jogando o celular sobre o colchão.
— Rach, eu tentei falar sobre isso hoje. — Se defendeu. — Ela apareceu na empresa me pedindo ajuda para escolher uma joia para a mãe dela.
— E por que justo você?! — Quase gritou. — Será que não existe outra pessoa que possa escolher uma maldita joia? Por que justo você, Quinn?
— Eu não sei. — Manteve a voz inalterada. — Ela não tem amigos aqui e eu conheço bastante sobre joias. Foi só uma ajuda e eu tentei contar pra você. Eu deixei uma mensagem na caixa postal.
— Mentira! — Gritou. — Você é uma mentirosa! Sai daqui, Quinn! — Apontou para a porta.
— Rach, eu não estou mentindo. — Respondeu nervosa. — Onde está o seu celular?
— Aqui, aqui está o meu celular! — A morena pegou o próprio aparelho e jogou na direção da esposa, errando propositalmente alguns centímetros.
A mais alta abriu os olhos em surpresa.
— Você ficou maluca?! Ele podia ter me acertado!
Rachel sentiu uma ponta de arrependimento, ainda que houvesse mirado em um ponto que não a atingisse diretamente, mas não deixou se abalar. O ódio falava mais alto. O ciúme gritava e os hormônios incentivavam sua ira.
— Não me chame de maluca! — Esbravejou. — Eu estou carregando nossas filhas e sinto dores o tempo todo. — A morena sentia os olhos marejarem. — Meu corpo vai demorar a voltar ao normal e eu passo o dia todo em casa porque não posso trabalhar com essa barriga enorme. — A voz ia perdendo a potência aos poucos, se tornando cada vez mais embargada. — Eu estou me sentindo cada vez mais feia. Eu sou feia. — Explodiu em um choro. Rachel era uma mistura de sentimentos intensos e conflitantes.
Quinn sentiu o peito apertar e caminhou na direção da esposa, mas esta a empurrou pelos braços.
— Sai daqui! — Pediu enquanto soluçava. — Sai, Quinn. Eu não quero falar com você. — Sentou na cama.
A Fabray suspirou e deu meia-volta, e o choro da morena intensificou. Quinn iria mesmo embora no fim das contas.
No entanto, a loira se curvou para pegar o celular que caiu no chão, vendo a tela parcialmente arranhada, mas ainda estava em ótimo estado. Ela se aproximou outra vez e sentou ao lado da mais baixa. Poucos segundos e a caixa postal foi acessada.
A voz de Quinn ecoou no ambiente.
— Brooke está aqui e me pediu ajuda para escolher uma joia para a mãe dela. Eu não queria ir mas ela insistiu muito e não tem amigos para isso. Em casa eu explicarei melhor. Não se preocupe com isso. Eu amo você. E nossas garotinhas também.
A empresária deu um sorriso pequeno quando a mensagem de voz encerrou e pôs o celular delicadamente ao lado do seu.
Rachel se sentiu estúpida e seu choro aumentou. Havia esquecido o aparelho no silencioso e não o pegou o resto do dia. Malditos ciúmes! Malditos hormônios!
— Me desculpe. Me desculpe por ter agido como uma louca. — Pediu com a voz falha.
— Está tudo bem. — Quinn a puxou suavemente para os seus braços. — Está tudo bem, Rach. Eu acho que agiria da mesma forma. Exceto pela parte do celular voador. — Riu.
A morena acompanhou a risada e afundou o rosto no pescoço alvo.
— Você é linda, Rach. — Continuou. — Você é linda no passado, no presente e no futuro. E está ainda mais linda com essa barriga.
— Você está mentindo. — Respondeu. — Eu estou horrível.
— Você está carregando nossas filhas. — Segurou o rosto moreno entre as suas mãos. — E eu sou grata por isso. Você é a mulher mais forte que eu conheço e a mais linda de todo esse mundo.
A morena fungou.
— Você jura?
— Eu juro. — Enxugou as poucas lágrimas que ainda escorriam. — Eu amo você. Para sempre. — Selou os lábios nos da esposa.
Rachel suspirou em satisfação pelo beijo, e soltou um gemido quando a língua aveludada de Quinn adentrou sua boca, explorando todo o lugar de modo necessitado. Seu corpo reagia aos mínimos detalhes da forma mais intensa possível, e quando seu lábio inferior foi chupado, ela sentiu sua lubrificação natural molhar o pano fino da sua calcinha. Seu corpo havia esquentado.
— Eu quero você, Quinn. — Disse. — Eu quero você agora.
Quinn se sentiu quente com aquelas palavras, e passou a distribuir pequenos chupões pelo pescoço moreno.
— Eu também quero você, Rach. Eu sempre vou querer você.
A baixinha gemeu pelas ações da esposa na sua pele e a empurrou para se deitar.
Os olhos verdes não perderam os movimentos da judia. Rachel retirou rapidamente a camisa grande que vestia e logo a calcinha estava no chão. Não estava usando sutiã.
Quinn espelhou o seu gesto, se livrando das roupas que cobriam seu corpo, e logo a morena estava sentada sobre seus quadris. O pênis parcialmente ereto raspando contra a intimidade molhada.
A loira sorriu em adoração enquanto observava toda a silhueta da mulher na sua frente. A barriga redonda era linda. Estava realmente grande, mas tão encantadora.
— Por que está sorrindo? — Rachel indagou enquanto passava os dedos pelo rosto pálido.
— Porque você é maravilhosa. — Se inclinou, sustentando o peso do corpo em ambos os braços e tomando um dos seios na boca.
A morena gemeu em puro contentamento enquanto sentia a língua de Quinn brincar com o seu mamilo rígido, e a sua mão se fechou contra os fios loiros, instigando a cabeça da esposa contra si. Todos os seus pontos de prazer estavam aguçados e a sensação da boca quente da loira na sua pele ardia como brasa. Ardia dando-lhe mais desejo.
Quinn sentia o pênis endurecer totalmente enquanto se deleitava com os gemidos manhosos que escapavam dos lábios cheios. Alternava entre um seio e outro, chupando-os avidamente.
— Eu preciso... — A morena murmurou extasiada, puxando a cabeça da esposa para encarar os olhos verde-escuros. — Preciso de você dentro. — Disse, recebendo um beijo faminto em resposta e sentindo seu corpo ser erguido o suficiente para que pudesse sentar no pênis grosso.
As línguas se acariciavam com luxúria quando um gemido longo ecoou da boca de Rachel. Todo o seu corpo respondendo ao prazer de forma desenfreada.
A mais alta deitou na cama e ergueu ambas as pernas, mantendo-as dobradas com os pés no colchão. Rachel começou a gemer sem pudores quando Quinn iniciou movimentos lentos e fortes, erguendo o quadril para atingir todos os pontos internos da intimidade apertada.
Rachel ajudava como podia enquanto apertava os próprios seios. A boca entreaberta e os longos cabelos caindo-lhe pelos ombros. O corpo já possuía uma camada branda de suor. Os gemidos não paravam de sair, se misturando com os de Quinn. Estava tudo sensível demais. Rachel se sentia queimando por dentro.
A empresária controlava as estocadas. Subia o quadril de forma firme, mas sem exagerar. Não queria a esposa dolorida. Sentia todas as paredes da intimidade da morena apertando com força seu membro, mas não parava seus movimentos ritmados.
— Oh, Quinn... — Rachel gemia e soltava longos suspiros de forma corriqueira.
Quando o membro atingiu o seu ponto esponjoso, a judia soltou um gritinho em êxtase, sentindo cada vez mais sua intimidade fechando e sufocando o pênis de Quinn. O orgasmo estava perto. Ela não aguentaria por muito tempo. Não era como se pudesse controlar. Tudo parecia causar uma erupção no seu interior.
Os movimentos continuaram. A loira se sentia cansada pelo esforço mas não cessou um segundo sequer. Estava na borda. Uma segunda estocada mais forte foi o suficiente para que Rachel gemesse seu nome repetidas vezes e se desmanchasse sobre si. A morena fechou os olhos com força, sentindo o corpo tremer pelo ápice e gemeu ainda mais quando o membro da esposa inchou dentro da sua intimidade e os jatos de sêmen a encheram totalmente.
Quinn novamente curvou o corpo e segurou com força as coxas da baixinha, que enlaçou os braços no pescoço alvo. Podiam sentir o calor que emanava de seus corpos. O quarto inteiro estava abafado.
As mãos pálidas foram de encontro ao traseiro firme, apertando os dois montes. Rachel grunhiu em satisfação e chupou a pele do pescoço da esposa com força.
As respirações foram se regulando gradativamente juntamente com os espasmos.
Quinn segurou na base das costas de Rachel e virou ambos os corpos, deitando-a suavemente na cama e retirando seu membro da intimidade quente.
O corpo pálido caiu no outro lado do colchão e só então ela se sentiu esmorecida. Não foi um sexo duro e longo, mas o dia tinha sido cansativo e o movimento do seu quadril era um pouco exaustivo.
Quando virou o rosto para encarar a mais baixa, Rachel a olhou.
— Eu acho que concordo com Santana sobre não confiar na Brooke.
— Mas Rach, ela foi totalmente gentil e educada. Ela é diferente de Jesse. — Retrucou.
— Eu sei, mas não consigo confiar nela. E agora eu sou mãe. Ganhei um sentido a mais.
Quinn riu, selando seus lábios nos da judia amorosamente.
— Eu amo você, Rach.
— Eu também amo você, Quinnie.
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