O Preço da Volta - 2ª Fase
29 Capítulo 29 - Afrodisíaco...
Notas iniciais
Quinn mal havia pisado na cobertura do casal St. James e já estava arrependida de ter aceitado ir naquele jantar.
O lugar era bastante amplo e luxuoso. Abrigava dois andares. Ser ator da Broadway realmente garantia um bom dinheiro. Os olhos verdes varreram por todo o local. Havia uma única parede de vidro que mostrava a cidade e as demais em tonalidade clean eram cobertas por pôsteres emoldurados com o casal protagonista sorrindo e trajando as vestimentas dos personagens.
Quinn observou bem cada quadro e logo depois os diversos porta-retratos na vasta estante que estava bem posicionada na parede central da sala.
A maioria eram fotos profissionais. Feitas por profissionais. Em ambientes profissionais. Não eram simples e feitas por eles ou por alguém de suas famílias. A loira lembrava daquele tipo de foto. Pareciam as da mansão Fabray quando chegou lá pela primeira vez.
O apartamento dos St. James era exatamente igual.
Sem contar que a maioria das imagens eram de Jesse.
— Alguém aqui é muito narcisista. — Sussurrou no ouvido da esposa.
Rachel assentiu concordando. Que tipo de pessoa colocava sua própria foto em metade dos porta-retratos?
A governanta que abriu a porta logo pediu licença, e quando se retirou para o que Quinn pensava ser a cozinha, Brooke apareceu no topo da escada segurando o braço do marido.
O vestido longo foi levantado para ajudar na descida. A maquiagem estava leve e o cabelo ruivo solto. Quando enfim chegou ao solo, não perdeu tempo em abraçar todos ali, incluindo Santana, o que a surpreendeu.
— Não está brava ou chateada comigo? — A latina indagou após a quebra do afeto.
— Eu fiquei bem assustada quando você chutou o Jess mas ele não ficou bravo e eu não vi motivos para ficar. Você é amiga da Quinn e apenas a defendeu de algo ruim que aconteceu no passado. — Sorriu gentil.
— Eu espero que gostem do jantar. — O homem sorriu largamente e se pôs a cumprimentar todos, demorando um pouco mais em Puck.
— Também é um prazer revê-lo, Jesse. — Apertou a mão que lhe fora estendida com força, arrancando uma leve careta do mais baixo.
O ator massageou a mão e por último caminhou até Rachel e Quinn.
— Rachel, se me permite dizer, você está maravilhosa hoje. — Sorriu largamente.
A loira forçou um sorriso diante daquele elogio.
— Eu concordo com o Jesse. Você está maravilhosa. Você é maravilhosa todos os dias. — Beijou o topo da cabeça da morena, arrancando um sorriso dessa, que retribuiu o beijo na bochecha pálida.
— E você é linda. — Mirou seus olhos em Jesse em seguida. — Obrigada pelo elogio, Jesse. Brooke também é uma mulher maravilhosa, não acha?
— É claro que sim. — O homem respondeu prontamente. — Ela é perfeita.
E Quinn manteve o sorriso falso no rosto.
...
Rachel se sentia quente.
Ela não sabia dizer se era devido aos hormônios aflorados ou à comida que Brooke explicou ser composta por anis, uma planta afrodisíaca.
Talvez fossem os dois.
Seu corpo estava quente por dentro, e nem mesmo quando bebeu toda a água da taça de cristal a sensação diminuiu. A conversa na mesa fluía de modo normal. Todos pareciam normais. Exceto ela.
A mão pequena apertou com força a coxa da esposa por baixo da mesa, e Quinn sobressaltou minimamente com o contato repentino. As unhas médias cravadas no tecido do jeans escuro.
— Amor? Você está bem? — Quinn sussurrou perto da sua orelha.
Rachel suspirou profundamente e apertou a carne do local. O tom de voz da esposa fez seu corpo esquentar ainda mais e seu baixo ventre se contraiu de repente. A morena maneou a cabeça suavemente em negação e sua mão escorregou para cima de modo sutil.
Quinn abriu os olhos em surpresa e segurou o pulso da esposa com pouca força, mas de modo que parasse qualquer intenção que ela tivesse no momento.
A judia ignorou o olhar de repreensão que recebeu e apenas esboçou um sorriso inocente. O sorriso que Rachel adorava dar quando estava disposta a provocar de forma sexual. Quinn respirou fundo para não pensar em coisas impróprias e se concentrou apenas em manter a mão da mais baixa longe das suas partes íntimas.
A voz de Brooke chamou a atenção de todos.
— Acho que já posso pedir a sobremesa.
Quinn soltou todo o ar de seus pulmões quando Rachel recolheu a mão no mesmo instante em que a louça do jantar fora recolhida e logo depois as taças das sobremesas foram trazidas pelo mordomo. Contudo, sua corrente sanguínea pareceu querer correr uma maratona quando novamente sentiu o toque da esposa em sua coxa. Antes que pudesse segurá-la novamente, a mão ágil apertou seu membro coberto, fazendo a se engasgar levemente.
— Q, está tudo bem? — Rachel levou a mão até as suas costas, dando batidinhas suaves.
— Estou...eu só... — Bebeu um pouco da água. — Eu estou bem. — Sorriu para os demais, que a observavam preocupados.
— Tem certeza de que está bem? — Brooke indagou.
— Claro. Não se preocupe. — Limpou a boca com o guardanapo.
Rachel soltou uma risadinha nasal e arranhou toda a extensão das costas que antes acariciava, sentindo a esposa estremecer sob seu toque.
— Eu fico feliz que esteja bem. — Murmurou.
Quinn novamente segurou o pulso da judia quando esta desceu a mão até a frente de sua calça, mas os dedos ainda raspavam contra o pênis que parecia sufocar a cada segundo dentro do tecido apertado.
— Pare com isso. — Pediu em um sussurro.
Rachel ignorou o pedido e continuou movimentando os dedos, sentindo um leve volume se formar aos poucos. Um gemido foi reprimido quando imaginou sendo preenchida de forma dura e selvagem pela esposa. Sua calcinha grudava de modo desconfortável pelo líquido natural de excitação que já escorria.
Quinn passou a outra mão pela sua nuca, sentindo o quão sensível seu membro estava ficando, e quando todos acabaram a sobremesa, ela resolveu se pronunciar.
— Brooke, você pode me dizer onde fica o banheiro? — Inquiriu educada.
— Claro. É subindo a escada. A última porta à direita. — Sorriu.
— Obrigada. — Retribuiu o sorriso e levantou, quebrando o contato da mão de Rachel e caminhando apressadamente até a escada.
— Ela está bem mesmo? — Frannie questionou.
— Está sim. Eu vou ver se ela precisa de algo. — Rachel também se ergueu e fez o mesmo trajeto da mais alta.
Quinn agradeceu mentalmente por estar vestindo um suéter sobre a blusa de botões ou então não teria como ocultar o volume recente. Deus! O que Rachel tinha na cabeça quando decidiu provocá-la daquela forma?
Ela chegou no banheiro social e estava pronta para fechar a porta quando um vulto passou rapidamente para dentro do local.
— Rachel? O que...
A pergunta morreu em sua garganta quando os lábios cheios se chocaram nos seus, e seu corpo foi empurrando contra a porta de madeira. O beijo era totalmente lascivo, quente e as línguas se tocavam com vigor. Rachel soltava baixos suspiros e suas mãos desceram até a calça da loira, abrindo o botão e descendo o zíper.
Quando o beijo foi quebrado pela falta de ar, Quinn tentou afastar a mais baixa.
— Rachel, estamos no banheiro do apartamento de outras pessoas. — Bronqueou.
— E daí? Eu preciso de você, Quinn! — Segurou no cós da calça escura, abaixando-a. — Eu não sei se são meus hormônios ou a maldita comida com o a planta afrodisíaca, mas eu preciso de você dentro de mim. Preciso ser fodida.
A loira se sentiu ainda mais quente pelas palavras de Rachel. Era sempre assim. A morena se transformava em outra pessoa quando desejava um sexo mais duro.
E Quinn adorava isso.
A estilista observou o rosto contorcido da mulher na sua frente. Como se estivesse em uma batalha interna, e aproveitou para descer também a cueca, envolvendo o membro parcialmente ereto na mão.
O gemido rouco saltou da garganta da mais alta. Os movimentos eram precisos e lentos. A carne endurecia cada vez mais.
— Nós não temos muito tempo. — Quinn disse por fim, içando a esposa pelas coxas.
Rachel sorriu e circulou as pernas ao redor do quadril da empresária, soltando um gemido manhoso quando sentiu a ponta do pênis bater contra o tecido fino da sua calcinha. Os dedos alvos logo tocaram naquela região encharcada e ela choramingou. Suas paredes internas se fechando contra o nada.
O pedaço de pano foi posto para o lado, e logo os dedos estavam ali outra vez, passeando por toda a extensão. Quinn retirou um pouco do líquido viscoso e o levou até seu pênis, espalhando por todo seu comprimento.
— Anda logo, Quinn. — Rachel passou a distribuir beijos pelo pescoço pálido.
A loira até poderia aproveitar da situação para provocar a morena. Fazê-la pagar por sua atitude na mesa do jantar, mas o tempo estava correndo. E devido a isso, seu membro logo foi enterrado contra a intimidade apertada e quente.
Rachel abafou o gemido alto contra o pescoço da esposa, que segurava-a contra a porta, mas sem apertar demais os corpos devido à barriga pouco saliente.
— Você é tão gostosa. — Quinn sentia as unhas da mais baixa cravadas nos ombros, e chupou seu ponto de pulso.
Rachel tombou a cabeça para trás e logo sentiu sua boca ser coberta na intenção de impedir os gemidos altos que insistiam em sair da sua garganta. A loira gemia de maneira contida enquanto mordia e beijava todo o maxilar da esposa. As estocadas eram firmes e fundas. O membro entrava ao máximo que a posição permitia.
As pernas torneadas apertavam com força o quadril de Quinn. Os movimentos rápidos denunciavam o desespero para a chegada do ápice, que não estava demorando para chegar. Todo o banheiro estava quente e exalava sexo.
O suor escorria de ambas as testas e a mais alta já sentia as pernas cansadas, contudo, não ousou cessar os movimentos. As paredes vaginais de Rachel apertavam-na cada vez mais, e ela sabia que a esposa estava perto de atingir o clímax. Talvez fosse pela adrenalina de transar em um banheiro que não fosse o delas misturado com os efeitos da planta afrodisíaca. Elas não sabiam. O que sabiam é que seja o que for, fez o ápice chegar mais rápido.
Quando o membro atingiu com força o ponto esponjoso da intimidade estreita, o grito de Rachel foi abafado pela mão de Quinn, que ainda cobria a sua boca, e a loira sentiu os espasmos do corpo pequeno, se permitindo liberar o próprio orgasmo, enchendo a esposa com seu sêmen.
— Rachel... — Ela sussurrava de maneira extasiada, sentindo o corpo tremer.
A mais baixa não estava diferente. Quinn teve de usar todo o resquício de força para segurá-la e ainda assim conseguir se manter de pé.
As respirações erráticas foram normalizando, e o membro lentamente foi retirado da intimidade da judia, observando o seu líquido escorrer pelas coxas morenas.
— Você é maluca. — Disse por fim, caminhando com ela e sentando-a sobre a pia.
— E você gostou. — Rachel sorriu.
Quinn maneou a cabeça enquanto soltava uma risada e recolheu um pouco de papel higiênico, limpando a si mesma depois de entregar para Rachel.
— Eu estou com vergonha de descer lá. Será que eles desconfiaram de algo? — Perguntou, erguendo suas roupas.
Rachel jogou o papel higiênico no lixo após se limpar e enlaçou os braços no pescoço pálido, dando-lhe um selinho demorado.
— Talvez se você esconder esse chupão no pescoço eles não desconfiem.
Quinn abriu a boca e se fitou no espelho. Havia uma mancha rubra que logo se tornaria roxa bem evidente na pele clara. E quando a mais baixa imitou seu gesto, foi possível ver o seu ponto de pulso com uma marca semelhante.
— Oh, Droga! — A empresária grunhiu.
Rachel apenas riu. Estava se sentindo leve após o orgasmo para se preocupar com alguma coisa.
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