O Preço da Volta - 2ª Fase

20 Capítulo 20 - A melhor forma de reconciliação...


Notas iniciais
Dia de capítulo! Espero que gostem. Desculpem-me qualquer erro e boa leitura. =D

Quinn poderia facilmente constatar que havia alguma bigorna na sua cabeça.

Um peso imensurável que se alojava em sua testa e se espalhava por suas têmporas. Mas não. Aquilo era somente o efeito da ressaca. A consequência por ter bebido.

Quando enfim respirou fundo e abriu lentamente os olhos, piscou várias vezes para se acostumar com a luz e pôde perceber que estava no seu quarto.

Lembranças do dia anterior eram poucas. Esse era um adendo que acontecia quando ela bebia. A falta de memória. Era realmente uma proeza de algumas pessoas que alegavam lembrar de tudo mesmo estando embriagadas.

Quinn não era uma dessas.

Pub. Santana. Tequila. Brittany. Rachel.

Eram as cinco palavras que definiam o pouco que recordava.

— Bom dia. — A voz melodiosa da morena adentrou seus ouvidos.

Rachel passou pela porta segurando em mãos uma bandeja recheada de alimentos. Café, suco, hash browns, panquecas, bacon, frutas. Um pequeno banquete.

Pôs o objeto sobre a cama perto da loira.

— Bom...dia. — Quinn respondeu lentamente, sentindo uma pontada na testa. Fez careta.

— Está com dor. — Foi uma afirmação.

A morena retirou a cartela de aspirina da bandeja e entregou o comprimido na mão da esposa com o copo de água que também trouxera.

— Obrigada. — Passou as mãos sobre a testa, só então notando que estava de roupas íntimas.

Rachel riu pela expressão confusa de Quinn.

— Fui eu quem tirei suas roupas, não se preocupe. E não, nós não transamos. — Disse suavemente.

A loira soltou o ar que nem sabia estar prendendo e fitou a morena.

— Você não está brava por eu ter bebido? Pelo o que a doutora White disse na consulta. — Indagou receosa.

Rachel realmente concluiu que Quinn não lembrava de nada do que dissera no dia anterior.

— Eu não me importo. — Respondeu. — Eu quero muito conversar com você, mas antes eu acho que é melhor tomar um banho para relaxar o corpo e depois tentar comer algo. Ontem você praticamente não se alimentou. — Torceu a boca.

— Tudo bem. Eu já volto. — Quinn levantou e teve a confirmação de que seu corpo estava pesando mais que o normal quando pôs os pés nos chão.

Mais um efeito da bebida.

...

— Deixa que eu faço isso. — Rachel colocou atrás da esposa, que estava sentada na cama e passou a secar os cabelos claros com a toalha.

Eram poucas as vezes em que Quinn usava o secador. Ela não gostava do vapor quente que saía do objeto e tampouco o barulho que ele emitia perto do ouvido, então secava os cabelos com a toalha.

A mais alta não contestou. Rachel secava calmamente as madeixas curtas. A empresária sentia seu corpo mais leve. A água realmente possuía o poder de dissipar a tensão muscular. E agora com a blusa de algodão branca e a calça moletom, se sentia ainda mais confortável.

— Você precisa comer. — Comentou quando viu a esposa encarar a bandeja.

— Eu estou um pouco enjoada. — Respondeu.

— Então tome o café e coma as frutas. Eles vão ajudar. — A beijou no topo da cabeça.

Quinn apenas assentiu.

Rachel terminou de secar os fios e passou as mãos pelos cabelos bagunçados.

— Você está cheirosa. — Sorriu. — Eu amo o seu cheiro. — Beijou a bochecha pálida demoradamente.

A loira não ocultou um sorriso. Rachel estava mais carinhosa. Não que ela não fosse carinhosa. Quinn poderia comparar a morena com açúcar tamanho a doçura com a qual ela a tratava. Mas em especial, a Fabray realmente adorava quando a esposa mimava-a daquela forma. Ela sabia que era uma forma silenciosa de pedir perdão. E apreciava isso.

Quando a mais alta depositou a taça vazia ocupada anteriormente pelas frutas sobre a bandeja, limpou a boca lentamente com o guardanapo e encarou a esposa.

Rachel pegou o objeto em mãos e o pôs sobre a mesa de cabeceira, voltando a sentar de frente para a loira, agora mais próxima.

— Nós podemos conversar? — Perguntou, mordendo o lábio em sinal de nervosismo.

— Sim, é claro. — Respondeu gentil.

— Quinnie... — Começou. — Eu quero que você me perdoe por ter dito aquilo. Que me perdoe por ter sido uma idiota naqueles quatro dias. Eu agi de um jeito totalmente egoísta e eu sei que magoei você, mas eu me arrependo tanto. Foi minha culpa você ter bebido. Foi minha culpa a causa daquela briga idiota que tivemos. Por favor, me perdoe. Não se afaste de mim. — Explodiu em um choro.

Não era sua intenção chorar. Na sua cabeça era simples. Não cair em prantos.

Mas Rachel simplesmente não conseguiu. A fragilidade tomava conta de cada partícula de si. Quinn não havia recuado diante dos afagos que fizera, mas também não emitiu muitas expressões.

A loira não perdeu tempo em puxá-la para mais perto, envolvendo os braços na cintura coberta pelo vestido rodado, e Rachel apertou com força a blusa da mais alta. Uma mania que adquiriu. Como se pudesse ter a garantia que ela não iria sair do lugar.

— Não chore, Rach. — A Fabray pediu, balançando a morena lentamente nos seus braços. — Eu estou sim magoada com suas palavras. Por incrível que pareça eu não fiquei tão triste com aqueles quatro dias tanto quanto com a frase que você disse. — Se afastou, enxugando as lágrimas da menor. — Eu entendi perfeitamente a dor que você sentiu. É algo indescritível, porque eu também senti. — Sorriu tristemente. — Eu entendi a sua reclusão e entendi o seu momento sozinha, mas eu não entendi aquela frase porque eu jamais, em qualquer momento da minha vida quis e vou querer ver você sofrer, Rachel.

— Eu sei, meu amor, eu sei. — Respondeu com a voz embargada. — Eu sei que você não quer me ver sofrer. Deus! Eu nem sei porque disse aquilo. Saiu sem que eu percebesse. Mas não é verdade. Nunca será. Nós estamos juntas há dez anos, Q. Compartilhando dores e alegrias. Eu acho que se um dia alguém descobrir uma palavra mais forte do que o amor, eu vou descobrir uma ainda mais forte, e talvez nem ela seja capaz de expressar o quanto eu amo você. Essa é a nossa primeira briga como casadas e eu não quero que você me odeie. Eu nunca quero que o seu amor vire ódio. — Fungou.

— Como você pode dizer isso, Rach? — Indagou, maneando a cabeça. — Eu jamais a odiaria. Eu amo você. Amo muito. — Sorriu, sentindo as lágrimas molharem seu rosto.

Rachel sorriu enquanto soluçava.

— Eu te amo, Quinn. — Segurou o rosto alvo entre as mãos. — Me perdoe, me perdoe, me perdoe. — Beijou-lhe a face incontáveis vezes.

Quinn riu. Rachel sabia que ela sempre ria quando a morena a beijava daquela forma. E ela não parou. O som da risada da loira era o que fazia seu coração bater mais rápido.

As duas caíram na cama gargalhando e Rachel pôs um braço de cada lado da cabeça da maior, encarando os olhos verdes com pontinhas douradas.

— Me perdoe. — Sussurrou.

— Eu perdoo. — Quinn respondeu no mesmo tom, passeando a ponta dos dedos pelo rosto moreno.

— Eu prometo nunca mais dizer algo que possa magoá-la dessa maneira. — Segurou na mão alva, beijando-a. — E eu também quero dizer que agi com muita pressa sobre a questão do bebê. Eu quero muito ser mãe, mas não vamos mais tentar agilizar tudo. Vamos ter calma. Eu não vou tomar aquele remédio. — Grudou seus lábios em um selinho.

— Eu também quero muito ser mãe, Rach. E não pense que é o contrário. Eu quero a sua saúde em primeiro lugar. Nós vamos conseguir. Juntas. — Retribuiu o selinho.

— Juntas. — Rachel sorriu, antes de beijá-la.

Quinn trocou as posições, se instalando sobre o corpo pequeno. O beijo era lento. As línguas se tocavam vagarosamente.

A morena abriu as pernas, acomodando a esposa sobre seu corpo, e suas unhas raspavam na nuca dela, enviando arrepios por todo o corpo pálido. Não demorou muito para que o beijo fosse finalizado pela falta de ar e os lábios vermelhos da judia partiram para o pescoço alvo.

Quinn suspirou e engatou a respiração quando sentiu os chupões lentos no seu ponto de pulso, e gemeu quando o seu volume recente atritou na intimidade de Rachel através dos tecidos. A morena sentia sua calcinha molhada, o que só aumentou quando a loira pressionou mais firmemente a protuberância contra si, consequentemente fazendo o seu clitóris pulsar.

— Isso é o que eu estou pensando? — A morena gemeu novamente ao ouvir a voz rouca tão perto da sua orelha.

— É claro que sim. — Foi a única coisa que saiu da sua boca, e em seguida mordeu o lóbulo da orelha de Quinn como uma confirmação.

As roupas foram descartadas rapidamente, mas logo a calma se fez presente de novo. Rachel gemeu apenas em observar a loira se despindo da última peça de roupa, e quando o membro ereto encostou em sua intimidade encharcada após voltarem para a posição anterior, ela abraçou o corpo pálido com força.

— Eu te amo. — Murmurou.

— Eu te amo mais. — Quinn afastou as madeixas escuras da testa da menor e plantou um beijo ali.

Não era completamente carnal. Não como no dia em que Rachel apareceu na sala de reuniões. Os toques eram demorados. Quinn beijou as pálpebras de Rachel lentamente, descendo os lábios pelo nariz e chupando vagarosamente o seu lábio inferior.

A judia gemeu contra a boca da esposa, e a mão pequena correu por entre os corpos até alcançar o membro pulsante e quente, direcionando-o para sua entrada. A empresária não precisou fazer algo além de empurrar o seu quadril contra a morena, preenchendo-a até o último centímetro.

O gemido de Rachel foi longo e satisfatório. O prazer começava a dominar cada parte de si.

A loira iniciou os movimentos lentos e fundos. Às vezes retirando quase completamente seu membro, e logo depois enterrando com força até que a morena sentisse seus testículos batendo contra ela. Sentia as unhas médias arranhando-lhe as costas com força, indo desde seus ombros até a base de sua coluna. A ardência aumentava ainda mais o prazer do seu corpo. O quarto inteiro estava imensuravelmente quente.

Os gemidos se misturavam com sincronia. Um mais rouco e mais contido. O outro mais alto e sem pudores. Rachel gemia e mordia os lábios com força, sentindo a intensidade do momento e aproveitando os beijos e chupões de Quinn em seu pescoço e colo.

— Oh, Quinn... — O nome da esposa escapava por entre seus lábios a cada vez que a loira estocava com precisão e mantendo a lentidão.

O suor em ambos os corpos formava uma camada densa. Os cabelos grudavam na testa e a mão da mais alta desceu até a coxa grossa, que rodeava seu quadril, apertando a pele macia e quente com vigor.

Rachel sentia o ápice aproximar. Suas paredes apertando cada vez mais forte contra o membro dentro de si. Ela sentia-o pulsando mais e mais, denunciando que a loira também não estava longe de alcançar seu clímax sexual.

— Eu amo tanto você. — Quinn sussurrou, chupando o queixo de Rachel com volúpia.

A morena gemeu com isso, encarando as íris verde-escuras com as pupilas dilatadas e sorriu.

O sorriso de Rachel Berry.

— Eu amo você... amo muito mais.

Quinn continuou encarando os olhos castanhos quase pretos enquanto se movimentava dentro da esposa. Sua mão buscou a de Rachel e ambas entrelaçaram os dedos. Elas a mantiveram unidas ao lado da cabeça da mais baixa.

— Olhe para mim, Rach. — Pediu. — Deixe-me vê-la gozar. — Sussurrou a última parte.

A morena atendeu o pedido e os olhos escuros de excitação fitaram os de Quinn com uma intensidade arrebatadora. O orgasmo chegou após alguns minutos.

Rachel gemeu mais alto que o normal, sentindo seu líquido misturando com o de Quinn, que derramava fundo dentro de si. Ambas apertavam as mãos unidas com força.

Os espasmos eram violentos. A loira se deliciava tanto pelo ápice quanto por observar a expressão de prazer extremo da estilista. As bochechas vermelhas, a boca aberta e os olhos castanhos brilhando. Era linda. Rachel sempre seria linda.

A Fabray sentia seu próprio corpo tremer, e após se recuperarem aos poucos, ela retirou seu membro do interior da esposa e afundou o rosto no pescoço quente.

As duas permaneceram juntas naquela posição. Rachel alisava as costas de Quinn vagarosamente, e com a outra mão brincava com a aliança no dedo pálido, que estava bem posicionado sobre o seu seio.

— Fique deitada por mais alguns minutos. Como a doutora disse. — A loira se pronunciou, erguendo a cabeça para fitá-la.

— Achei que íamos com mais calma. — Rachel sorriu, franzindo as sobrancelhas.

— E nós vamos. — Deu-lhe um selinho. — Mas as dicas saudáveis que ela nos passou podem ser seguidas.

Rachel aquiesceu e afastou os fios loiros grudados na testa de Quinn.

— Eu te amo tanto.

— Eu te amo mais, Rach. — Voltou a posição anterior, aspirando o cheiro do pescoço moreno. — Para sempre.

— Para sempre. — A morena sorria largamente.

Estava feliz pela reconciliação. E sobretudo, por amar incondicionalmente a mulher deitada sobre si.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Este deve ser um dos poucos capítulos onde há apenas interação Faberry. E eu adorei escrevê-lo. Comentem, favoritem, exponham suas opiniões. Deixe-me saber se gostaram. Bom início de semana. =D twitter.com/yasagron