O Preço da Volta - 2ª Fase
11 Capítulo 11 - Flashback: Um passo a mais no relacionamento...
Notas iniciais
Já era a terceira vez na semana onde Quinn sentia o corpo esquentar de um modo desconhecido.
Mais precisamente quando a neve secou e o verão surgiu em junho.
Rachel já não usava casacos e suéteres no dia a dia e não dormia mais com pijamas longos. Essas vestimentas foram trocadas por vestidos leves que iam até a metade das coxas, assim como saias quadriculadas que deixavam à mostra mais pele do que deveria. E definitivamente os shorts que usava para dormir poderiam ser facilmente confundidos com calcinhas.
Aqueles trajes faziam Quinn sentir um desconforto em suas calças. E ela sabia o que aquilo significava.
"Você está excitada e precisa se aliviar."
As palavras de Puck ecoavam em sua cabeça. Considerando que Quinn não possuía amigos homens além dele e que com certeza as freiras não iriam falar sobre tal coisa consigo, o garoto de moicano passou a dar conselhos há algum tempo. Quinn ainda sentia o rosto incendiar quando lembrava do momento em que o amigo contou sobre excitação, masturbação e sexo, não deixando de omitir nenhum detalhe. E quando ela perguntou como ele aprendeu tudo isso, o garoto apenas disse que a prática sempre é a melhor forma de conhecimento.
E então a jovem garota fez isso pela primeira vez.
Rachel já tinha o costume de dormir consigo na mesma cama. As duas adoravam passar a noite abraçadas, assim como Santana e Brittany. Mas naquela madrugada, Quinn acordou sentindo seu ventre bater contra o traseiro da morena. Elas nunca tinham dormido assim. Era sempre a mais baixa ressonando contra o peito da namorada na maioria das vezes, mas naquele momento, não soube como ambas acabaram naquela posição, e quando seus olhos migraram para o short minúsculo da outra garota, ela não controlou a ereção latente.
Passou então minutos dentro do banheiro no fim do corredor de quartos estimulando seu pênis e imaginando a mão da namorada no lugar da sua. No calor do momento ela apenas se concentrou em pensamentos impuros, mas depois, quando observou o líquido escorrendo entre suas mãos e em seu membro, ela se sentiu constrangida por imaginar tais coisas com a sua namorada, que dormia tranquilamente sem saber de algo.
Quinn se sentiu suja.
...
— Por que não me esperou para virmos juntas tomar o café da manhã? — Rachel adentrou seu campo de visão, sentando ao seu lado e pondo a bandeja sobre a mesa.
— Eu estava com muita fome e como hoje é sábado e não temos aulas, eu quis deixar você dormir um pouco mais. — Respondeu, encarando os seus ovos mexidos.
— Tudo bem, mas da próxima vez pode me chamar. Eu gosto de descer com você. — Sorriu e inclinou, beijando a bochecha da maior.
A loira apenas assentiu, sem tirar os olhos da sua comida. Rachel franziu o cenho, mas antes de perguntar alguma coisa, Santana apareceu com Brittany e Puck. Quinn agradeceu por isso. Ainda se sentia totalmente envergonhada por ter feito tal coisa na madrugada. Seus hormônios estavam aflorando consideravelmente, afinal de contas já tinha quinze anos. Quase dezesseis. Mas Rachel ainda não havia atingido tal idade e só o faria em dezembro. Era óbvio que a morena iria demorar um pouco mais para aflorar também.
Rachel não era apressada.
Quinn pensava que não.
...
O beijo era intenso, as bocas eram conhecidas e as línguas já estavam em contato. Os lábios inchados não faziam o beijo ser cessado. Era lento e extremamente quente. Já possuíam prática por fazerem isso há algum tempo.
Estavam deitadas lado a lado. Rachel segurava com força os fios da nuca de Quinn, e esta apenas descansava a mão sobre a curva do quadril da namorada. Ambos os corpos estavam quentes, e mesmo com o frio que fazia lá fora, o quarto estava absurdamente abafado.
Estavam em janeiro e agora Rachel já possuía quinze anos. Seus hormônios estavam começando a aflorar e ela tinham conversado muito com Brittany sobre isso. A amiga compartilhou como ela e Santana estavam se descobrindo juntas aos poucos, sem pressa, mas sempre avançando quando era possível, e Rachel sentiu inveja por não passar de simples beijos com a namorada. Quinn era muito retraída e sempre que algo esquentava, esta parava e saía correndo com as mãos em frente à calça, deixando-a sozinha.
A loira, entretanto, nunca contou à namorada que se masturbava pensando nela quase diariamente. A vergonha tomava conta de si, principalmente quando Rachel tentava esquentar o beijo e a fazia gozar antes da hora. Malditos hormônios.
A maior quebrou o beijo ofegante, tentando controlar a própria respiração e aplacar a pressão que começava a se formar em suas calças. Também tentava sempre impedir que Rachel avançasse no beijo, como agora.
A respiração normalizou depois de quase um minuto, e quando Quinn se aproximou para atacar os lábios fartos novamente, os dedos de Rachel repousaram contra a sua boca. A loira abriu os olhos confusa, mas a morena apenas sorriu sapeca e a empurrou, deitando-a de costas sobre a cama e se pondo sobre o corpo esguio.
— Assim está melhor. — Sorriu, inclinando um pouco.
Quinn abriu os olhos em surpresa, sentindo a mais baixa sentada sobre seus quadris. A saia quadriculada subiu consideravelmente, expondo as coxas morenas. Ela engoliu a seco e antes de dizer qualquer coisa, sentiu os lábios cheios contra os seus.
O beijo voltou e dessa vez Rachel estava mais afoita, sempre acariciando a língua de Quinn com a sua. Suas mãos seguravam o rosto da loira firmemente, vez ou outra raspando suas unhas contra a pele pálida.
As mãos da mais alta seguravam a cintura estreita, e sentiu as de Rachel sobre elas, pondo-as em seguida sobre as suas coxas. O coração de Quinn saltou dentro do peito. O beijo cessou após alguns segundos e a baixinha migrou seus lábios para o pescoço pálido, plantando beijos e mordidas pelo maxilar até chegar na orelha da namorada, mordendo o lóbulo.
A respiração da loira estava errática. Seu coração martelava e suas mãos suavam e tremiam ao mesmo tempo. Sua calça moletom já formava um volume mais que visível. Rachel sentia aquele volume e não se incomodou. Seu centro pulsava e sua calcinha estava molhada. Ela sabia que isso era a excitação correndo contra seu corpo. Brittany sempre falou em como se sentia assim depois de uma série de amassos. Era perfeitamente normal.
Mas diferente de Rachel, para Quinn era difícil controlar.
Os beijos no pescoço continuavam, e quando Rachel sugou seu ponto de pulso, a mais alta soltou um gemido, sentindo o seu líquido molhar toda sua cueca e parte da calça. Ela sabia que tinha gozado novamente antes da hora, e apenas fechou os olhos em constrangimento, antes de empurrar Rachel abruptamente sobre o colchão e levantar rapidamente, cobrindo a frente da calça com as mãos e correndo até a porta do quarto.
A morena, por outro lado, não ficou parada e levantou também, correndo até ficar na frente da namorada. O rosto pálido estava com as bochechas completamente vermelhas.
— Me deixe sair, Rach. — Choramingou, tentando passar pela morena.
— Não. — Rachel maneou a cabeça e girou a chave da porta. — Você não vai fugir dessa vez.
— Eu estou com vergonha. Isso não deveria ter acontecido. Me desculpe. — Pediu. A voz trêmula.
— Q, não tem motivo algum para se desculpar. Mas você não pode fugir sempre que isso acontecer. — Sorriu gentil.
— Você sabe o porquê disso acontecer? — Arqueou as sobrancelhas.
— No começo não. — A morena começou. — Mas então eu conversei com a Britt e ela explicou sobre essas sensações que ela sente com Santana, então eu deduzi que você também sente, mas como você tem um pênis é diferente de nós. — Finalizou.
— Eu sou anormal. — Abaixou a cabeça, fazendo as madeixas claras cobrirem metade do seu rosto.
— Não! — Rachel falou um pouco alto. — Não. — Se aproximou. — Você nunca foi e nunca será anormal. — Segurou o rosto alvo, erguendo-o lentamente. — Você fica excitada como qualquer pessoa, mas com você é visível e comigo não. Então nunca mais diga isso de novo. — Deu-lhe um selinho demorado.
Quinn curvou os lábios em um sorriso tímido, no entanto, o desconforto em suas calças continuava.
— Eu...preciso ir ao banheiro. — O rubor em suas bochechas aumentaram. — Para me limpar. — Tentou novamente passar pela morena, mas esta a segurou pelos ombros. — Rach...
— Me deixe ver. — Pediu.
— O quê? — Quinn ficou atônita. Os olhos verdes arregalados. — Rach...não. — Negou com a cabeça.
— Por favor. — Insistiu. — Eu sempre tive essa curiosidade. Desde que comecei a me tocar. — Falou a última frase baixinho.
Quinn abriu a boca em surpresa e fitou a namorada com o rosto avermelhado, em semelhança com o seu.
— Vo...você...já... — Tentava perguntar de forma coerente.
— Já. — Rachel não deixou que a namorada terminasse. — Desde que você começou a correr quando os beijos esquentavam. Eu me sentia extremamente quente e me tocava durante o banho. — Confessou.
Quinn tentava formular algo na sua cabeça. Ela nunca imaginou que a namorada também se tocava, então não teve mais motivos para se sentir suja. Todavia, o constrangimento ainda era presente.
— Vamos, deixe-me ver. — Pediu novamente. — Eu quero avançar com você aos poucos. Eu quero que tenhamos mais intimidade. Como namoradas. Você tem vergonha de mim? — Indagou.
A loira ainda processava tudo. Rachel estava determinada e a coragem dela estava em contrapartida com seu constrangimento. Ela nunca a viu tão segura e jamais pensou que Rachel iria querer tal coisa. Eram informações novas demais.
O silêncio da namorada foi a resposta da morena.
— Não precisa ter vergonha. Sou eu, Quinnie. Apenas eu. Sua Rachel. — O tom de voz era amoroso. — Eu amo você. Amo muito. — Beijou os lábios finos.
Quinn correspondeu o beijo, mesmo ainda se sentindo retraída. Rachel beijava-a com amor e tentava retirar toda a insegurança que se fazia presente. As mãos pequenas seguraram os braços alvos e ela retirou ambas as mãos que cobriam a frente da calça lentamente.
A loira deixou ser levada por Rachel, caminhando enquanto ainda a beijava e logo as suas pernas colidiram com a cama, fazendo-a cair sobre a mesma. A baixinha sorriu para ela e se pôs sobre o corpo esbelto, se curvando e salpicando beijos pelo rosto pálido. Quinn soltou uma risada com o ato.
— Eu te amo muito. — Rachel deu-lhe um selinho.
— Eu amo você muito mais. — Respondeu enquanto sorria.
A morena fisgou novamente os lábios finos, enquanto suas mãos moviam até chegarem na barra da calça de Quinn. O corpo da loira entrou em alerta e a ela cortou o beijo.
— Você tem certeza disso, Rach? — Questionou insegura.
Rachel sorriu e a beijou.
— É claro que sim. — Respondeu quando separaram os lábios. — Eu amo você e estamos em uma fase onde temos de nos descobrir juntas. Somos namoradas. — Enganchou os dedos em cada lado do tecido, puxando-o pra baixo junto com a cueca sem aviso prévio.
Quinn arregalou levemente os olhos. Seu coração batia desesperadamente. Tanto pelo nervosismo quanto pela vergonha.
Rachel, por outro lado, fitou o membro da namorada sem piscar. Ela nunca havia visto um pênis em toda a sua vida e analisou cada detalhe do de Quinn. O prepúcio cobria metade da glande, e toda a extensão estava ereta parcialmente. Não era enorme mas não era minúsculo. Aos olhos de Rachel aquele era um bom tamanho para alguém de quinze anos. Era pálido, como toda a pele de Quinn.
O rosto de Quinn começou a esquentar novamente, e antes de tentar cobrir seu membro com as mãos, Rachel inclinou e capturou os seus lábios. O beijo durou até que a mais alta sentisse novamente a segurança que Rachel passava constantemente.
— Você é linda, Q. — A morena sussurrou após a quebra do beijo.
Quinn sorriu, e a morena levantou de surpresa, fazendo a namorada contorcer o rosto em confusão.
— O que você... — A frase morreu em sua garganta quando os olhos verdes fitaram a namorada retirar a saia e a calcinha em segundos.
Ela não conseguiu tirar os olhos da intimidade da namorada. Nunca tinha visto uma garota nua antes. Sempre tapava os olhos quando Rachel e suas amigas trocavam de roupa no quarto e também jamais aceitou as revistas que Puck tentava fazê-la olhar. Aparentemente o garoto de dezesseis anos escapava do orfanato regularmente e voltava com alguma coisa em mãos. A maioria eram revistas de mulheres peladas. Ver a namorada sem a parte de baixo das roupas fez seu membro pulsar involuntariamente.
Rachel era linda. Sua intimidade era pequena e possuía uma pequena quantidade de pelos.
— Você é maravilhosa, Rach. — Quinn pronunciou com as bochechas vermelhas.
A morena sorriu genuinamente feliz por estar avançando com a namorada e subiu novamente sobre o corpo da maior. O atrito do pênis contra as dobras de Rachel fizeram ambas gemerem. Eram sensações novas e extremamente deliciosas. Elas estavam se descobrindo aos poucos e não tinham urgência.
Quinn sentia que poderia gozar a qualquer momento. Ela tinha a namorada nua da cintura para baixo sobre si, e com certeza não aguentaria muito tempo.
— Eu não vou segurar por muito tempo, Rach. — A loira murmurou sobre os lábios cheios.
— Está tudo bem, Q. — A menor aplicou-lhe um selinho. — Veja só... — Segurou na mão pálida, guiando-a até sua intimidade. — Veja como eu me sinto só de beijar você.
Quinn sentia o calor da intimidade da namorada emanando em seus dedos. Timidamente, ela tocou nas suas dobras, sentindo-as tão molhadas que a ponta de seus dedos ficaram encharcadas.
— Eu vou tocar você. — Beijou-lhe o queixo. — E você vai me tocar.
A loira não respondeu. Apenas emitiu um gemido quando a mão pequena segurou delicadamente seu pênis. Rachel se sentiu encantada com o quanto o membro da namorada era macio e quente. Vagarosamente, sua mão iniciou os movimentos regulares.
— Esse ritmo está bom? — Indagou, vendo a namorada soltar gemidos baixos e balançar a cabeça freneticamente. Rachel sorriu com isso.
Quinn não perdeu tempo. Ela se sentia quase na borda, então seus dedos passearam pela fenda de Rachel lentamente. Não iria penetrá-la. Não iria arriscar fazer algo antes da hora.
Portanto, apenas deslizou seus dedos entre as dobras, e quando chegaram ao clitóris, a morena soltou um gemido mais alto, fazendo Quinn se concentrar naquele local.
A loira sentia aquele nervo contra seus dedos. Estava duro e quanto mais o estimulava mais a morena gemia. Os gemidos de Rachel eram como música para os seus ouvidos. Eram manhosos e sensuais. A menor segurava a nuca da namorada firmemente com uma mão, enquanto a outra não cessava os movimentos no pênis agora completamente duro. Quinn gemia arrastado, sentindo o corpo extremamente quente e levemente suado, assim como o da baixinha.
A glande inchou em poucos segundos e soltou todo o líquido que acumulava, fazendo Quinn gemer o nome de Rachel pela primeira vez. A morena sentia o gozo contra sua mão, e não largou o pênis até que este parasse de expelir tudo. Ela perdeu momentaneamente os sentidos quando atingiu seu próprio orgasmo.
— Quinn! — Gemeu o nome da namorada um pouco alto, se derramando sobre o ventre da maior, sentindo-se escorregadia pelo seu próprio líquido.
Ela enterrou o rosto na curva do pescoço da mais alta, respirando com dificuldade. Ambos os corpos sofriam espasmos e as respirações estavam erráticas.
— Eu te amo. — Quinn murmurou depois de um tempo. Se sentia sonolenta.
— Eu te amo mais. — Beijou os lábios finos.
— Estamos sujas.
— Deveríamos ir nos limpar. As meninas vão aparecer aqui em breve.
Como se lesse os pensamentos da morena, a voz de Santana ecoou pelo quarto segundos depois.
— Abram essa porta agora! Eu quero entrar! — O tom saiu abafado por estar lá fora.
O que veio depois foi somente a latina reclamando de algo e Brittany assumiu o controle.
— Podem demorar um pouco mais. Estaremos no jardim dando uma volta. — A loirinha provavelmente saiu arrastando a namorada. Era possível ouvir Santana tentando protestar enquanto os barulho de passos iam diminuindo.
Quinn encarou Rachel e ambas caíram na gargalhada. A felicidade de darem esse passo no relacionamento prevalecia.
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