O Preço da Felicidade
8 Certas Iniciativas
Notas iniciais
Violetta
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Senti uma leve irritação nos olhos, era a luz que entrava pelo quarto e batia no meu rosto. Olhei para o lado e vi León deitado e dormindo, como podia ser lindo até roncando? Estava tão quieto, parecia um anjo.
Me levantei e olhei as horas, eram 8h da manhã. Resolvi não acorda-lo, estava dormindo na casa dele e iria acorda-lo? Nunca.
Andei pelo enorme quarto dele e parei em frente ao espelho, eu ainda estava com a blusa azul de León, era enorme em mim. Estava com os cabelos despenteados, parecia uma maluca.
Fiquei parada me olhando e lembrando do dia anterior. Tinha sido péssimo, mas León conseguiu tranformar-lo no mais lindo de todos, em nenhum momento ele passou do limite. Nem mesmo tentou me beijar, mas assumo que estava louca para beijar seus lábios, que parecem ser tão macios. Mas não me atrevi, não queria que ele pensasse que eu era uma qualquer.
De repente sinto dois braços contornando minha cintura e um leve beijo no pescoço.
Como León com apenas um toque pode tirar todo o meu chão? Como ele conseguia a cada olhar tirar todo meu ar, minha concentração?
Me virei para olhar seu rosto, estava todo descabelado, mas continuava lindo. Ele abriu um sorriso e me abraçou mais forte, e depois beijou minha testa. Poderia ser mais lindo?
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– Bom dia princesa.
– Bom dia Olhos Verdes– ele sorriu.
– Vamos descer para tomar o café da manhã?
– Queria trocar de roupa antes — me olho.
– Não precisa, você é linda de qualquer jeito — ao falar, seus olhos brilharam.
– Você também é lindo de qualquer jeito — baguncei mais seus cabelos.
– Então vamos descer? — ele riu.
– Sim, vamos.
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Descemos e o café já estava na mesa, me sentei e já estava mais confortável perto do Leon.
A mesa estava recheada de gostosuras, sucos, café, pães, bolos e etc...
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– Bom, já parecemos casados — ele disse e o olhei tímida.
– Você acha? — ri.
– Claro, até me fazer acordar cedo em um domingo você conseguiu.
– Achei que você era de acordar cedo — o olhei rindo.
– Só que não. Só acordo cedo por causa da faculdade.
– A ta. E seus pais? Aonde estão?
– Na casa deles. Eu moro aqui sozinho. As vezes eles vem me visitar.
– Sério? Eu achei que eles morassem aqui.
– Não, tenho essa casa desde meus 17 anos, quis sai o mais rápido o possível dos olhares deles.
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Ficamos conversando e comendo. Alguns minutos depois León pediu que eu subisse e o esperasse lá em cima. Fiz o que ele pediu e fiquei olhando o quarto dele. Tinha alguns porta retratos com fotos de quando ele era criança, era uma criança bem bochechuda e bagunceira. Quase toda foto estava sujo de alguma coisa.
Continuei andando e encontrei um caderninho dele, seria maldade se eu lesse? Não parecia nada demais, nem íntimo, então acho que não teria problema.
O abri e havia várias letras de músicas, estava encantada com tamanho talento do Garoto dos Olhos Verdes . Ele era a mistura perfeita, o verdadeiro homem dos sonhos.
Mas em uma dessas páginas, havia uma música, que eu realmente me apaixonei. Achei a mais linda, então comecei a tentar canta-la.
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– En tus ojos no hay secretos
Yo lo puedo ver.
Siempre tienes la palabra
Que me hace sentir bien.
Que difícil fue querernos
Y volvernos a querer.
Si el amor es verdadero...
– Todo puede suceder– León chegou cantando comigo.
– Quédate junto a mi.
Paso a paso en el camino.
Voy a hacerte feliz
Y que el miedo esté prohibido.
Abrazame y verás
Que eres lo que necesito.
Y no encuentro la manera de decir.
Que le das luz a mi vida.
Desde que te vi...– cantamos juntos.
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León chegou mais perto de mim e tirou o caderno de minhas mãos o colocando em sua escrivaninha. Ele passou a suas mãos por minha cintura e me olhou nos olhos.
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– Sabe uma curiosidade sobre essa música? — diz sorrindo.
– Não, qual?
– Que de todas que eu já escrevi, essa era a única que faltava a melodia. E pelo visto você deu a melhor de todas — sorri com as bochechas coradas.
– Está mentindo — eu ri.
– Você acha que eu mentiria sobre uma coisa dessas? — fez uma cara fingindo estar abismado.
– Não sei. Você mentiu sobre meu beijo ser ótimo.
– Mas nunca nos beijamos — ele fez uma cara confusa.
– Ainda...
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O agarrei pela nuca o puxando para mais perto e o beijei.
Foi a coisa mais incrível da minha vida. Parecia que nossos lábios se encaixavam, e que o nosso beijo era o mais quente e apaixonado de todos. Ele apertou mais meu corpo contra ao seu e passou a mão pela minha nuca intensificando o beijo.
Ele conseguia ser alguns centímetros mais alto que eu, então estava na ponta dos pés. Ele voltou seus braços a minha cintura e me puxou para cima, me fazendo ficar com as pernas em volta a sua cintura.
Senti seus lábios quentes se aprofundando mais, e sua língua pedindo passagem, e eu finalmente cedi.
Estava sendo quente, intenso e ao mesmo tempo divertido. Era perfeito, tinha um gosto diferente, que eu gostava.
Voltei meus pés ao chão e fomos andando para trás ainda nos beijando, até que tropeçamos e caímos na cama com ele sobe mim.
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– Uau, isso foi incrível — diz ainda em cima de mim me dando um selinho.
– Falei que você iria mentir — comecei a rir.
– Como eu poderia mentir sobre o melhor beijo da minha vida.
– Não posso dizer o mesmo, você foi muito fraquinho — ele arregalou os olhos.
– Sério? — eu ri.
– Mentira, foi maravilhoso — o olhei e vi seus olhos brilharem.
– Ah bom, se fosse realmente verdade, você iria sofrer com as consequências.
– Que consequências? — arqueei a sobrancelha.
– Essa...! — ele me beijou novamente.
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Mas dessa vez foi diferente, ouvimos um bater de palmas atrás e paramos na hora, e quem estava na porta era ninguém menos de Ludmilla.
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– Que linda essa cena. Minha irmã e meu namorado juntos na mesma cama se agarrando. Que pouca vergonha — diz com lágrimas nos olhos e, eu e León levantamos.
– Ludmilla, não é nada disso — digo.
– Ah não? Minha irmã e meu namorado, agora ex, na mesma cama quase nus. Vocês.... tran... — a interrompi.
– Claro que náo Ludmilla.
– Não fizemos nada disso — disse León.
– León, você me traiu com a minha irmã. Essa cretina que eu tentei ajudar, que eu me preocupava — diz quase chorando.
– Ela não é cretina Ludmilla. Ela é uma menina muito especial, doce e meiga. Você não tem direito de falar qualquer coisa sobre ela. Afinal, seus pais a trancam em um porão, não?
– León... — digo.
– Sim, eles a trancam em um porão, mas eu faço de tudo para poder tirar ela daquele inferno, e ela simplesmente me coloca um par de chifres.
– LUDMILLA, chega. Eu já iria terminar com você antes de conhecer a Violetta.
– Que? — Ludmilla sussurra.
– Eu não suporto você como namorada, sempre te vi como uma amiga, uma irmãzinha. Meu pai estava me obrigando a namorar com você por um contrato na empresa, CO-TRA-TO.
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Ludmilla simplesmente abaixou a cabeça e saiu chorando pela porta, olhei León que estava parado, e se dirigiu até mim se sentando ao meu lado na cama.
Não tinha nada para dizer, talvez as coisas piorassem depois disso. Não tínhamos certeza de nada.
Ele pegou umas sacolas que ele tinha trago antes de nos beijarmos e me deu, havia roupas e escova de dentes. Tomei meu banho e troquei de roupa.
Quando sai do banheiro León já havia tomado banho.
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– Estava chorando? — ele chegou mais perto de mim colocando suas mãos em meu rosto — esta com os olhos vermelhos.
– Não estava chorando.
– Se não estava chorando, estava fumando um baseado — ele riu.
– Ah seu boco, idiota — começamos a rir — eu estava pensando, Ludmilla tentou me ajudar de verdade e eu a trai.
– Claro que não a traiu. Eu já iria terminar com ela. E é tão errado duas pessoas que se gostam estarem juntas? — ele chegou mais perto olhando nos meus olhos.
– Estamos juntos?
– Bom, estamos começando.
– Ah sim, porque não serei sua namorada sem um pedido formal.
– Ah dona exigente.
– Fica quietinho que é melhor Olhos Verdes.
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Arrumei todos as minhas coisas na minha mochila e descemos para a garagem da casa.
Entramos no carro e fomos o caminho inteiro em silencio, não estava preparada para voltar, mas tinha que fazer isso. Ele me deixou na porta da mansão e eu o beijei, talvez pela a ultima vez (P/A: Violetta? Dá para pensar positivo?).
Entrei pelo alçapão e quando cheguei ao porão estava Ludmilla com meu diário em mãos.
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– Não tinha fé para continuar, mas quando conheci León meu mundo mudou...– diz Ludmilla lendo meu diário — você me dá nojo Violetta — diz jogando o diário no chão — Tentei te ajudar de todas as maneiras possíveis. E você foi ingrata, idiota e burra. Pode ter certeza que agora vou fazer teu inferno aqui. Agora que sei dessa sua passagenzinha secreta eu posso fecha-la, quero ver tu voltar lá para fora. Se achou que tinha esperanças de poder sair, considere que perdeu todas elas. Você nunca mais vai ver o sol, nunca mais vai poder beijar os lábios do MEU namorado. Tu vai sofrer agora mais do que sofreu a tua vida inteira — ela deu um tapa em meu rosto e segurou meus cabelos me atacando ao chão — se pensa que sua vida era péssima, se prepare.
– Cala a sua boca. Você acha que eu pretendia te magoar? Acha que faço por diversão?
– ACHO, minha mãe te maltratou tanto que agora você quer se vingar. Só que eu te tratei tão diferente... tão diferente da minha mãe.
– Se vingar? Não me rebaixaria a esse nível Ludmilla. E se olha no espelho. Você está se tornando a sua mãe, uma mulher má e horrível. Nunca iria fazer nada para te machucar, o que aconteceu foi um acaso.
– Eu prefiro se má igual a minha mãe, do que ser falsa como você Violetta — ela pegou meu celular — olha o que temos aqui, vamos ver se León vai continuar te amando depois de hoje.
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Ludmilla saiu e eu continuei, ali, jogada no chão. Ela bateu a porta do porão e o trancou.
Levantei desesperadamente e tentei abrir a porta, não conseguia.
Ela havia me trancado lá dentro, e quando fui sair pela outra porta estava trancada também.
Estava sem saída, sem poder ir para a parte de cima da casa e nem para a rua.
Sentei no chão e comecei a chorar, realmente, todas as esperanças que eu tinha, tinham acabado de serem esmagadas e jogadas fora. Novamente eu estava sozinha e sem poder fazer nada.
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