O Preço da Coroa
26 Reconstruindo o amor
O quarto real, antes um símbolo de isolamento e frieza, agora estava saturado de um calor que nada tinha a ver com a lareira. As roupas estavam espalhadas pelo chão, um rastro de urgência que terminava na imensa cama de dossel. Adrian e Selene estavam emaranhados, a pele de um contra a do outro, redescobrindo cada curva e cada cicatriz com uma fome que parecia impossível de saciar.
Adrian a segurava pela cintura, puxando-a para cima dele enquanto cobria seu pescoço com beijos ávidos, arrancando risos baixos e suspiros profundos da rainha.
— Eu sinto que estou sonhando — sussurrou Selene, as mãos perdidas nos cabelos dele, puxando-o para um beijo intenso. — Se for um sonho, Adrian, não se atreva a me acordar.
Adrian interrompeu o beijo por um segundo, os olhos escuros de desejo e uma ternura que ele não mais escondia. Ele acariciou o rosto dela, o polegar traçando o lábio inferior de Selene.
— Se for um sonho, então estamos compartilhando a mesma loucura — ele respondeu, a voz rouca. — Porque eu passei cada noite naquele quarto frio imaginando exatamente isso. O seu cheiro, o som da sua voz... a sensação de ter você nos meus braços sem a sombra do meu orgulho entre nós.
Ele a virou com agilidade, ficando sobre ela, os braços musculosos sustentando o peso do corpo enquanto ele a olhava como se estivesse vendo um milagre.
— Você me perdoou de verdade? — ele perguntou, a vulnerabilidade surgindo de repente no meio da luxúria.
Selene sorriu, puxando o rosto dele para o seu, roçando o nariz no dele de forma carinhosa.
— Eu perdoei o homem que está aqui agora, Adrian. O monstro morreu de fome naquele mês de solidão. E agora... — ela deu uma mordida leve no lábio dele — eu quero recuperar cada segundo que aquele monstro nos roubou.
Adrian riu, um som vibrante e livre, antes de atacar o pescoço dela com mordidas leves e beijos provocantes.
— Trinta dias foram pouco para te mostrar o quanto eu te quero. Eu precisaria de trinta vidas.
— Então comece agora — ela provocou, arqueando o corpo contra o dele, sentindo o calor e a força do marido. — Mostre-me que o Rei de Ferro sabe ser o Rei do Desejo.
— Suas ordens são leis, minha Rainha — ele murmurou contra a pele dela.
Eles se perderam novamente em carícias e sussurros, explorando um ao outro com uma liberdade que nunca haviam experimentado antes. Não havia mais contratos, deveres ou medos; apenas dois amantes que encontraram o caminho de volta para casa através do fogo que queimava entre eles. Naquela noite, Oakhaven não era mais um reino de gelo, mas o berço de uma paixão que prometia incendiar todo o Norte.
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