O Príncipe Solitário.

13 Capítulo 13 - Sensações.




Capítulo 13

Sensações

O vento batia em meus cabelos azuis e compridos, eu podia sentir a paz daquele lugar, cheirava o aroma gostoso daquela relva que logo atrás ficava uma densa floresta, parecia que nada estava faltando naquele momento na minha vida, eu gostava de estar ali, nada mais me importava.

Virei o rosto e encontrei os seus olhos austeros, além de possuírem uma paixão incomum, ele estava mais belo do que eu podia me lembrar. Vegeta era o homem mais incrivelmente interessante que já conhecera. Eu o amava tanto!

— Por que estamos aqui?

Eu falava como se nada de ruim tivesse acontecido entre nós, como se nenhum atrito ou mágoas tivessem ocorrido.

— Pensei que você soubesse, foi você que me chamou para este lugar.

— Eu?... – não conseguia me lembrar daquilo, mas não tinha importância, era bom tê-lo assim, perto. – Então eu devo estar sonhando.

Vegeta se aproximou de mim devagar e tocou em meu rosto com carinho, deixando-me com a respiração pesada.

— Você pediu a minha ajuda, chamou por mim e eu estou aqui para ajudá-la!

— Eu não lembro de estar em perigo... não consigo me lembrar! – meus olhos encheram de lágrimas.

— Não seu preocupe... eu nunca irei abandoná-la, mesmo que eu não esteja mais aqui, eu sempre vou proteger você, Bulma!

— Vegeta... fique comigo, não se vá... Fique pelo nosso filho... – então passei a mão pelo meu ventre e me desesperei por na estar mais com a barriga enorme. – O que aconteceu com meu filho? Onde ele está??

Ao fitar novamente Vegeta, ele não estava mais na minha frente e só havia uma escuridão triste e cheia de sofreguidão.

— Acorda, vagabunda!!!

Abruptamente fui acordada com banho de água frio no rosto.

— Cof!!!Cof!!!Cof!!! – o que está fazendo?

Infelizmente ainda encontrava-me naquele quarto fechado e abafado, alem de desconhecido para mim.

— Precisamos que você fale com seu papai e peça o dinheiro que a gente quer!

— Eu não vou fazer isso, seus idiotas!! – gritei com raiva e com um pouco de dor de cabeça. – Desistam... e me deixem em paz para ter meu filho.

— Escuta aqui, sua riquinha prostituta, ou faz o que eu mando ou eu retalho você e esse teu filho, tá me entendendo! – o homem robusto e de expressão má encostou a lâmina de uma navalha em meu pescoço.

— Se você me matar, meus amigos virão atrás de você e o matarão também!

De modo zombeteiro ele começou a gargalhar junto com seu cúmplice e aquilo me deu arrepios na espinha, talvez até mais do que quando estava em perigo na usina termonuclear, pois era diferente naquele momento, meu filho “estava comigo”, não poderia deixar que o machucasse de maneira nenhuma.

— Por favor... não machuque o meu bebê.

— Então seja educada e boazinha e fale com o Dr. Briefs! – disse abrindo um sorriso bestial.

Fiquei temerosa por eles poderem me ferir ou me matar, então decidi assentir com o que eles queriam.

— Está bem... eu falo... mas eu gostaria de falar com meu... “marido”!

— Marido? – o homem me encarou especulativo e franziu a testa.

— Sim, meu marido, afinal como eu estaria grávida se não tivesse um esposo?! – menti para tentar persuadi-lo. – Tenho certeza que ele lhes dará a recompensa que desejam!

Ainda desconfiado, o homem de expressão ruim voltou- se para o companheiro e cochichou algo, logo virou para mim com a navalha na mão.

— Ok... mas se estiver tentando fazer a gente de trouxa, eu mato você sem dó nem piedade!

— Eu não estou mentindo, eu só preciso falar com “meu marido”.

Assim ligaram para minha casa, desamarraram as minhas mãos e me deram o telefone para que eu pudesse falar “com o meu marido”.

— Alô!... Eu quero falar... com Vegeta! – foi a empregada que atendeu. – Sim, eu preciso falar urgentemente com ele.

Alguns infinitos minutos depois, felizmente Vegeta havia aceitado atender a minha ligação.

— Quem fala? – ele estava com a voz tranquila.

— Vegeta... preciso da sua ajuda! – falei com o máximo de calma possível e com o coração acelerado.

— Bulma? – sua voz havia mudado completamente de tom, tornando-se mais severa. – O que quer de mim?

— Estou em perigo!!! Socorro!!!

— Sua vagabunda!!! Mentiu pra gente!!! – o sequestrador arrancou o telefone de mim e sacou uma arma. – Se você não der pra gente um bilhão em dinheiro vivo, sua esposa e filho vão morrer!!!

Assustadoramente ele atirou duas vezes no chão e depois segurou meus cabelos curtos com tanta força, que podia sentir os fios serem arrancados um por um.

— Ai!!!!!! Socorro, Vegeta!!! – gritei de medo e dor.

— Tá ouvindo, ou me dá o dinheiro ou eu retalho o rostinho bonitinho da tua mulherzinha!

O homem parecia ter tanta raiva que não pensou duas vezes antes de chutar a cadeira, fazendo-me ir ao chão com muita violência sobre minha barriga.

— Sua vaca, tentou me enganar é? – e levantou a arma, apontando para minha cabeça. – Eu deveria te matar agora, mas...

— Faça isso!

E naquele momento, Vegeta surgiu destruindo o telhado do quarto onde estávamos e partiu com toda fúria para cima do homem, o qual não compreendeu nada.

— Quem é você?? Como você fez isso??

— Eu sou o príncipe dos sayajins... e o marido dela!! – falou agarrando-o pelo pescoço.

— Ai meu Deus!!! – o outro com cara de idiota tentou escapar pela janela, mas Vegeta lançou uma bola de energia deixando-o desacordado.

— Não me mete... – o homem suplicava como uma garotinha enquanto era sufocado.

— Não... o mate, Vegeta! – pedi olhando para Vegeta com tanta dor que desmaiei antes de vê-lo responder.

— Bulma!... Acorde, Bulma!

Lentamente abri meus olhos e encontrei os dele, estavam tão afetuosos, sinceros e pareciam dizer tantas coisas.

— Vegeta... o que aconteceu com aqueles homens? – lembrei.

— Cuidei deles!

— Você os matou? – perguntei assustada.

— Não... eu os mandei para a prisão.

Com aquela resposta respirei mais aliviada e por fim percebi que já estava na enfermaria da minha casa.

— Meu bebê!! – toquei na minha barriga.

— Está tudo bem, não se preocupe... ele está bem.

— Obrigada por nos salvar... eu não sabia o que fazer naquele momento, por isso pedi sua ajuda e por isso disse que era... meu marido.

— Assim que me ligou, eu procurei pelo seu ki e pude chegar a tempo de salvá-la – ele acariciou o meu rosto. – A machucaram... prometo que nunca mais... isso vai acontecer!

— Não prometa algo que não cumprirá.

— Acredite... ninguém nunca mais vai tocar num fio de cabelo que seja de você.

— Por que está fazendo isso? Por que está se importando dessa maneira? – as lágrimas queriam invadir meus olhos, mas as contive. – Você não deseja ter um filho comigo, não se importa com ele.

De repente Trunks chutou com mais força que o habitual e senti o seu poder de um sayajin mestiço, mas a dor foi inevitável e gritei.

— O que foi??

— Ele está chutando, está inquieto demais... tenho que me acalmar ou ele quebrará todos os meus ossos! – me contorcia com as dores. – Ah!!!!

Para minha surpresa, Vegeta pousou a mão sobre meu ventre e aos poucos Trunks tornou-se mais calmo até ficar quietinho de novo.

— Posso sentir o seu ki! – ele falava com uma nítida expressão de espanto. – É muito forte para um bebê.

— Ele é seu filho, ele sabe que você é o pai dele... – eu estava ofegante e muito cansada, mas era bom estar assim com o homem que amava.

— Ele sempre faz isso?

— Sim, sempre chuta as minhas costelas com força – sorri quando Vegeta começou a fazer carinho em toda a minha barriga enorme. – Trunks gosta da sua voz.

— É um menino?? – os olhos dele se arregalaram.

— Sim... o nosso pequeno Trunks.

E para o meu total deslumbre, aquele sayajin tosco deixou que a felicidade lhe atingisse e sorrindo também, beijou ternamente meus lábios.

Notas finais
Está ai mais um capítulo, espero que gostem! BEIJOS...