O Príncipe Mora ao Lado.
1 Um Príncipe Para Chamar de Meu
Notas iniciais

Como era de meu costume, o livro de A seleção estava grudado em minhas mãos. William me olhava — como sempre — com os olhos cheios de fúria pelo tamanho apreço que eu tinha às palavras de Kiera Cass, sempre tão perfeitas que me fazia, por vezes, sonhar acordada até mesmo em aulas importantes como física, e que sempre me fazia ter que implorar a ele para me ensinar algo antes das provas pela falta de atenção.
— De novo esse livro? — Ele chamou minha atenção encarando minhas mãos e franzindo a testa. — O que há de tão surpreendente aí que você não desgruda mais?
— As palavras mais doces e perfeitas de um príncipe encantador...
— E que não existe! — William, por vezes, parecia sentir ciúmes, mas eu era tola demais para perceber isso naquela época.
Ele me levava para casa todos os dias. E me dava carona para a escola também. Seu semblante sempre mudava quando percebia o livro em minhas mãos e o mal humor se instalava em sua face. Sua pele alva, seu cabelo loiro e seus olhos castanhos como chocolate me faziam, por vezes, imaginar que meu melhor amigo seria um bom Maxon num futuro filme. Ele tinha as mesmas características físicas, porém era de uma birra por causa disso, que me fazia rir. Não gostava de ouvir o quanto ele combinava. Não gostava de ser comparado a um príncipe. Porém, ele sorria as vezes quando dizia que pensava nele em certos momentos dos livros — momentos estes que eu prefiro não especificar.
William tinha o olhar distante num desses dias chuvosos em que voltávamos para casa. Suspirava por vezes e não me encarava. Abria os lábios por alguns segundos, tentando me dizer algo. Contudo, respirava, suspirava e guardava tudo outra vez para si.
— Está me deixando impaciente. — Disse, ao notar seu nervosismo ao meu lado. — Se te incomoda tanto assim um simples livro, prometo que não os levo mais para a escola e nem comento sobre...
— Quero que me empreste ele. Ou eles. — ele disse, corando completamente envergonhado pelo pedido. — Vou lê-los. Quero saber o que esse príncipe tem que faz todas as garotas se apaixonarem por ele como se fosse real. Até minha irmã mais velha e casada gosta dele, quero descobrir o porque.
Eu não conhecia a irmã dele, ela morava em outra cidade e era filha de outro casamento do pai dele.
Entreguei os livros ao chegar em casa. O fiz jurar pela própria vida que me entregaria sãos e salvos e sem nenhuma folha amassada, caso contrário, nossa amizade estaria por um fio — exagero de minha parte.
Então, um mês se passou. William leu os livros, entregou-os bem e não fez comentários sobre eles. Quando perguntei, ele disse que ainda não entendia toda a minha paixão por Maxon e que ele era apenas um cara comum.
Comum? Sei!
Maxon! Meus sonhos eram infestados por suas palavras, pela sua doçura. Meus suspiros eram todos, basicamente todos, voltados para ele. Como se realmente existisse e estivesse em algum lugar a minha espera.
E eu sabia que estava. Sabia que, em algum momento de minha vida, ele se revelaria tão apaixonado por mim quanto o do livro era por America.
"Não sei ao certo se acredito em destino.
Mas posso dizer que às vezes aquilo que você mais deseja vai cruzar sua porta determinado a te evitar a qualquer custo.
E, ainda assim, de algum jeito, você descobre que é suficiente para fazê-lo ficar." — Maxon Schreave
Dissera essa frase a William por diversas vezes. Seu olhar encontrava-se com o meu por um segundo num tom sonhador, mas depois o ar de deboche aparecia. Nunca me importava, ele sempre fora meu melhor amigo e vizinho de anos. Nossas vidas eram traçadas em fotografias engraçadas e cheias de caretas, em cartas de aniversário trocadas, presentes inúteis comprados e juras de amizade eterna, feita a todo ano novo com o dedo mindinho.
Mas ele já não dizia nada sobre minhas frases. Seu modo mudara completamente após ler todas as histórias. Apenas aguentava meus ataques de amor, ria um pouco, mandava sossegar e, por vezes acordar para a vida. Eu concordava com ele que eu era um pouco exagerada, mas não conseguia evitar. Eu queria aquilo, sabe? Alguém como ele pra chamar de meu... Alguém que não tivesse vergonha de demonstrar tanto carinho e amor por uma pessoa assim como Maxon demonstrou para America através de palavras e atitudes.
Meu aniversário de dezessete anos estava chegando e com ele minha mãe exigia mais concentração. Menos tempo para livros de contos de fadas, mais para estudo, menos sonhos com príncipes, e mais pé no chão. Estava, por fim, ficando velha demais para isso. Meu tempo de sonhar passava, meu ano no colegial chegava ao fim, o vestibular apontava, as responsabilidades e a necessidade entrar na universidade e de procurar um emprego de verdade. O tempo para conspirações e fanfics terminava aos poucos, e com isso, os sonhos com o Maxon teriam de ficar de lado para me entregar aos sonhos dos problemas de física que precisava resolver.
Nesse meio tempo, mamãe invadiu meu quarto. Retirou todas as bonecas, livros infantis, ursos e coisas coloridas que eu amava. Descolou meus desenhos da parede e as pintou de um lilás quase roxo. Retirou todas as roupas rosas do armário, depositou maquiagens e salto alto. Tudo o que eu mais gostava estava sendo retirado de mim por causa do aniversário que se aproximava. Aquilo era injusto, mas ela me prometeu devolver assim que eu provasse que estava amadurecendo e passasse no vestibular sem dificuldades.
Chorei no ombro de William por uma noite inteira, que apenas acariciava meu rosto bem devagar, mas não conseguia expressar uma só palavra. Imaginava, porém, o que Maxon me diria, e por vezes suspirava em não poder tê-lo por perto.
Acho que era isso... eu gostava do Maxon porque ele sempre tinha algo romântico para falar. Ele parecia sempre compreender e estar aberto para America, independente da situação.
Ah, Maxon, por que não? Adoraria ouvir palavras suas agora, me dizendo que cada batida de seu coração me pertencia...
O dia do meu aniversário chegou, estava chovendo e para mim parecia não só frio, mas triste também. Meus olhos insistiam em não abrir, depois de horas na madrugada chorando e soluçando, alugando o ouvido de William, que aguentava calado. Dezessete anos viera com um pouco de decepção. Eu não era America Singer. Eu não receberia uma carta de seleção. Eu não conheceria Maxon. E todos os meus sonhos, todos os outros de menina, estavam sendo deixados para trás, arrancados bruscamente por minha mãe. A vida real é muito mais cruel, porque você sabe que não é como os livros e nada extraordinário e surpreendente vai acontecer. Você não terá um final feliz.
No final, tudo não passa mesmo de ilusão.
Abri a janela do quarto e suspirei o ar frio da manhã. As gotinhas de chuva depositadas na grade me distraíram por alguns minutos da importância do meu dia. Eu deveria aceitar que a fase havia acabado. Era mesmo apenas uma fase, como William me dissera por diversas vezes.
Na mesa do abajur ao lado da cama, um envelope azul se destacava acima dos deveres de casa que espalhei no dia anterior. Não me lembrava de tê-lo. Peguei-o, lembrando-me das mensagens de aniversário que eu e William costumávamos trocar por cartas. Só poderia ser dele.
Um coração cor de sangue mal feito estava desenhado. Ri da caligrafia estranha, até perceber o que estava escrito nela.
Para: Isabelle Hayes
De: Maxon Schreave
Bom dia, minha querida. Feliz Aniversário. Dormiu bem?
Elevei minhas mãos a boca por diversas vezes, sorrindo com a brincadeira. Se foi William, ele havia se superado.
Desci as escadas eufórica com a carta nas mãos. Era tão bobo como poucas palavras escritas à mão havia elevado o meu humor. Mamãe estava pondo a mesa do café, e desejando-me feliz aniversário, apontou para um pacote em cima da mesma. Esse que era quadrado e rosa, com uma fita branca formando um laço volumoso em cima. Abri-o com cuidado, revelando o conteúdo de uma torta de morango e chantilly em formato de coração. Na caixa, a mesma escrita torta que mais parecia uma tentativa fraca de disfarce.
"Sua torta preferida para o café, Querida.
— Maxon"
Abri um sorriso ainda maior. Aquilo parecia um sonho, só poderia ser.
— Quem entregou isso? — perguntei à mamãe, que disse ter sido entregue pelo padeiro da padaria da esquina quando ela foi buscar o pão.
Tentei chamar William para o café. Se realmente foi ele, se superou em todas as minhas expectativas para esse aniversário. Claro que ele estava me provocando, mas eu estava adorando sua brincadeira. Entretanto, ele não atendia o celular, nem estava em casa quando o chamei.
Após o café, três amigas minhas, Laura, Cristina e Margareth ligaram perguntando se poderiam passar a tarde comigo. Após almoçarmos e eu tentar, por diversas vezes, encontrar-me com William e agradecer pela brincadeira, elas levaram-me até meu quarto, remexeram em minhas maquiagens novas, pediram secador e outras bugigangas de cabelo para minha mãe, e insistiram em fazer experiências em mim. Depois de duas horas entre secador e babyliss, meu cabelo parecia incrivelmente bonito.
No meio da tarde, o carteiro bateu à porta. Quando atendi vi que havia recebido mais um presente.
Para: Isabelle Hayes
De: Maxon Schreave
Espero ter acertado. Demorei quase uma hora e meia escolhendo e ainda acho que não está à sua altura.
Que surpresa! Uma magnífica coroa de prata cheia de cristais que brilhavam intensamente. Aquele era um dos melhores presentes da minha vida porque eu era a louca dos contos de fada. Era tão linda que quase me fez chorar, por momentos esquecer quem eu realmente era, e me fazer sentir ser uma princesa pelo menos uma vez na vida. Mostrei às minhas amigas, que ficaram boquiabertas e revezando para experimentá-la.
No fim, a tarde do meu aniversário fora maravilhosa em muitos sentidos. Fizemos as unhas, cantamos, passamos maquiagem até acertar, tiramos fotos e fizemos bolo. Recebi ligações de diversas pessoas que me parabenizavam pelo dia. Porém, nada de William aparecer. Estava inquieta para saber se era realmente ele a fazer tudo aquilo para me provocar, e poder dividir com ele um pedaço da torta de morangos.
No quase anoitecer, meu celular vibra em uma mensagem. É um número diferente.
Deixei algo em seu armário, Querida. Peça ajuda à Anne, Mary e Lucy para se vestir. Contudo, gostaria que lesse a carta sozinha.
Para sempre seu, Príncipe Maxon Schreave.
Deixei minhas amigas na cozinha e fui em direção ao meu quarto. Quando abri-o, avistei um jarro de vidro contendo apenas uma moeda dentro. Em baixo um bilhete com a mesma caligrafia:
Quebre o jarro e jogue a moeda fora. Você é só minha.
— Seu Maxon
Me arrepiei da cabeça aos pés com a declaração. A brincadeira estava indo muito além do que eu imaginava e já não parecia algum tipo de gozação.
Peguei o jarro, quebrei-o, juntei os cacos e coloquei em uma sacola. Ri um pouco sozinha, mas meu corpo arrepiava-se todas as vezes que me pegava lendo o bilhete.
Você é só minha...
Lembrei-me que a mensagem mandava abrir o armário. Quando o fiz, um embrulho gigante estava pendurado em meu cabide a minha espera. Uma carta, dessa vez em envelope vermelho e corações rosa me esperava. A letra, dessa vez, estava reconhecível e bem familiar.
De: Seu Maxon Schreave
Para: Isabelle Hayes
Minha Querida. Será que vou poder te chamar assim a partir de agora? Eu até gosto. É um apelido que eu adoraria poder chamá-la, se você não se importar. Adoro essa ideia. E, sinceramente, tenho medo de que me diga que você não é minha querida. Às vezes penso nisso. No que eu gostaria de chamá-la, se você deixasse — são tantos nomes na verdade.
Desculpe-me por não passar o dia com você. Vou ser sincero, eu até tentei. Mas são tantos deveres que não pude chegar perto. Mas fico feliz em saber que está contente com tudo o que preparei. Essas pequenas coisas que fiz, que você sempre sonhou em ter, e que nunca, ninguém compreendia. São tão bobas, mas sei que está sorrindo agora e meu coração se alegra imensamente por isto.
Pausa pra dizer o quanto amo seu sorriso. Amo mais do que ver o sol se pondo ao longo do mar e da cor do céu quando isso acontece.
E agora que você faz dezessete anos, sinto por ter que deixar seus sonhos de menina e sua inocência de forma tão repentina. Perdoe-me por vezes eu mesmo ter pedido a você para parar, para por os pés no chão. Não faça isso. Não dê bola àqueles que perderam as esperanças de um dia ter tudo o que sonharam.
Um momento para dizer que meu sonho é ter você. Sempre foi e sempre vai ser. Ter você em meus braços, totalmente voltada apenas para mim, desde sempre. Ter seu amor e senti-lo em meu corpo ao, finalmente, poder encostar os seus lábios nos meus. Não sabe o quanto quero isso, e a quantidade de vezes que quis desistir pelo simples fato de ter que botar os pés no chão.
Perdoe-me pela tentativa fracassada de carta de Feliz Aniversário, minha intenção aqui é mostrar o quanto amo você. Quero apenas deixar muito claro que, sim, você pode ter o que sempre desejou. Não quero que desista.
Mas, perdoe-me também se estou sendo imprudente. Queria muito que olhasse para mim e visse que eu sou o amor de sua vida. Que eu farei tudo por você, mesmo que ás vezes não consiga botar tudo para fora. Que serei o que quiser, quando quiser e precisar.
"Esta carta ficou boba, e acho que você sabe como odeio fazer papel de bobo. Mas, ainda assim, faço. Por você."
—Seu Maxon.
Chorei a ponto de estragar toda a maquiagem. Meus pensamentos estavam um turbilhão, e minhas mãos tremiam incessantemente. Não pude conter o sorriso, contudo. Nem em meus melhores sonhos as coisas saíam de modo tão perfeito e natural.
Minhas amigas chegaram ao quarto antes mesmo de abrir o grande conteúdo pendurado no armário. Quando o abri, fiquei ainda mais surpresa ao ver aquele magnífico vestido azul e prata que estava me aguardando. De todos os presentes, ele, sem dúvidas, era o melhor. Um bilhetinho novo caiu.
Foram Anne, Mary e Lucy que escolheram. Aguardo-te às sete e meia. Elas sabem o que fazer.
— Seu Maxon.
Minhas amigas sorriram. Sabia que estava falando delas. Senti um pouco de frustração ao perceber que, durante toda a tarde, elas me prepararam para aquilo guardando segredo. Todavia, a felicidade recomeçava a despontar quando elas me vestiram, e pude me ver diante ao espelho numa figura completamente diferente
— Hoje, você é America Singer. — Margareth disse, ao colocar a coroa em minha cabeça. — Uma America de cabelos negros e olhos castanhos.
Sorri. Não sabia mais qual reação ter além dos choros e dos sorrisos.
Ouvimos uma buzina quando a hora se aproximou. Desci as escadas, notando minha mãe com uma câmera nas mãos, tirando diversas fotos ao lado de meu pai, que olhava sério e de braços cruzados, aparentando nem um pouco contente. Quando abri a porta, vi William lá.
Finalmente, durante esse lindo dia, pude ver meu melhor amigo. Mas como ele mesmo disse, ele não era William. Não por hoje.
Ele era Maxon Schreave.
Ele sorria, e trazia consigo rosas brancas. Estava de smoking, gravata borboleta e uma flor azul no bolso. Em suas mãos, luvas brancas e seus cabelos estrategicamente penteados.
Ele tomou-me pelas mãos, e as beijou fazendo uma reverência. Seus olhos encontraram-se com os meus, e ele pode ver o quanto eles brilhavam em agradecimento e alegria.
— Minha querida. — ele disse, com a voz sedutora e sorrindo logo após. — O seu aniversário nos espera. — ele continuou, guiando-me para o carro.
Por todo o caminho ele segurava e beijava minhas mãos. Não dissemos uma palavra sequer do quanto aquilo era estranho, apenas concentramos em aproveitar o momento e fazer comentários sobre nossas roupas. William fizera tudo aquilo por mim, e eu nem sabia como poderia agradecer ou me portar diante dele. Não acreditava no quão longe ele poderia ir por mim, em como ele escondera tudo aquilo, como preparara e ficara calado sobre tudo.
E aquela carta. E todo aquele sentimento. Era real?
Quando chegamos, o local estava repleto de flores brancas. Era o imenso jardim no fundo da casa de Margareth que estava a espera por nós. Apenas uma mesa no centro com velas e flores. Margareth, Laura e Cristina vestiram-se de criadas e nos serviram o jantar, e eu não pude não rir disso. Trouxeram o bolo que fizemos e depositaram ao nosso lado, deixando-nos a sós, com uma música de fundo.
— Não sou muito bom com palavras, acho que você percebeu. — William começou, um pouco envergonhado. — Planejei muito mais, só que não consegui executar porque você iria desconfiar antes.
— Está perfeito do jeito que está. Todas as coisas que fez, não sabia como reagir a cada uma delas e pensei que estava brincando comigo.
— Só queria te dar tudo o que merece. Sinto muito não ser exatamente um príncipe. — ele disse um pouco triste.
— O que gosto no Maxon não é o fato dele ser um príncipe. É tudo o que ele faz pra não perder o amor de America. É o que ele sente, e o fato dele não ter vergonha de dizer.
William sorriu e pude ver seus olhos brilharem intensamente. Suas mãos nas minhas suavam, e seu nervosismo aumentava. Sua boca se entreabria na tentativa de falar, como sempre fazia, e fechava-se por medo.
— Quer dançar? — Ele perguntou, tentando manter o equilíbrio das emoções.
William levantou-se e me pegou pela mão. No fundo, a música Perfect passava, fazendo aquele momento ser realmente perfeito, enquanto minhas mãos passaram pelos seus ombros, indo de encontro com seus cabelos bem arrumados.
Seu coração batia tão forte. Pude sentir sua respiração irregular quando aproximei meu rosto do seu.
Encostei minha testa na dele. Nossos passos lentos iam sendo formados devagar.
— Sabe que eu nunca beijei ninguém. — Disse a ele, percebendo nossas bocas se aproximarem lentamente.
— Eu também não. Sempre esperei que isso acontecesse com você. — Ele respondeu, se aproximando um pouco mais e encostando seus lábios nos meus pela primeira vez. Meio sem jeito, nossas línguas se encontraram tímidas. Pude sentir o gosto da boca de alguém que, há muitos anos, me protege e me promete amizade eterna.
— Eu amo você. — Meu amigo disse, um pouco envergonhado e receoso.
Mal sabia ele que, desde a primeira aparição de Maxon Schreave nos livros de Kiera e em todos os momentos depois, eu sonhava que era ele. Que aquelas palavras eram dele, para mim.
— Eu também te amo, William. — Respondi, suspirando e tirando toda a tensão de seus ombros. — Pode me chamar de Querida sempre que quiser.
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