O Príncipe E A Ladra

1 O Destino é um Comediante.


Notas iniciais
Tcham tcham tcham. Tchaaamm!!!
:3
Comentem, quero saber se está ficando legal >.

De dia jaz o sol de noite jaz a lua, a águia corta os céus e os tigres correm pelo chão, um homem é um homem e uma mulher é uma mulher, pelo menos nos casos normais é assim que funciona.

- MAS NO MEU NÃO! CALA BOCA AUTOR.

Ela corria toda desengonçada pelas ruas acidentadas da cidade, seus seios pulavam como duas bolas de futebol no gramado, entrou em um beco e olhou para todos os lados antes de sentar e colocar a mão no peito para sentir o coração acelerado.

- Sempre gostei de peitão, mas acho que mudei de opinião.

Um grupo de homens que corriam passaram reto pelo beco, ela dobrava suas pernas e arrancava aquele salto alto jogando eles o mais longe que seus braços finos conseguiam lançar, pegou todo aquele cabelão loiro e amarrou nas costas.

- Como eu fui me meter nisso.

- Realmente... Como você foi se meter neste beco príncipe. — Escutei a voz dele ou dela, o terror da minha vida.

- Você! — Ela levantou em um pulo e apontou o dedo cutucando a bochecha fofa do rapaz.

- Vamos amor vim buscá-la. Nossa cama nos espera. — Ele piscou para ela e sorriu, passou as mãos pelos cabelos lisos e sedosos os jogando para o trás e fazendo todo um charme de galã.

- Só posso ter sido amaldiçoada, ado.

Em um lugar da China, cercado por montanhas que vestem uma vegetação alta e bonita, existe um reino médio que crescia bastante ultimamente, seu rei é um homem bondoso e feliz, por isso a população em sua maior parte também é, o comércio de móveis está em uma época boa, a fonte de renda é alta, os hotéis vêem aumentado de tamanho e número, mais pessoas visitam as famosas Fontes Termais e Rejuvenescedoras que ficam no encontro dos pés de duas montanhas e sobem se espalhando ate por algumas cavernas.

O rei tem um único filho, protegido e querido por todos, as pessoas possuem grandes expectativas para quando ele assumir o lugar do pai, sabe a língua e dialeto de todos os reinos da região, possuí alto conhecimento em matemática, além de ser o mais bonito do reino, seus cabelos flutuam ao vento, o rosto é levemente arredondado e seu sorriso é vermelho de alegria assim como seus lábios.

- Meu filho... Por favor se junte na reunião hoje a noite.

- Claro pai, com quem iremos conversar.

Seu pai o convidava a sentar-se na poltrona ao seu lado esquerdo, sua mãe, uma mulher alta e elegante de longos cabelos louros ficava a direita, uma mulher inteligente e persuasiva, na verdade ela não faz nada só casou com o rei... Resumindo a sua vida. O príncipe sentou e foi ter-se com seu pai.

- Tem um homem lá do norte sabe? — Ele ficava gesticulando enquanto falava, um hábito antigo, e idiota, que o príncipe acabou pegando.

- Sei pai, continue... Continue.

- Arrcraaam... — Ele desengasgou. — Quer abrir um clube, mas isso me cheira a furada.

O príncipe colocava a mão em seu queixo e movia para cima e para baixo.

- Acho que... Hmm... Não não — Ficou quieto e voltou a pensar.

- Talvez... — Seu pai abria a boca toda vez que ele falava algo, mas logo voltava a fechar. — Acho que também não pai.

- O que será que eu faço filho?

- Vamos nos reunir com ele hoje a noite! — Decidiu e cruzou os braços.

- Perfeita idéia, como esperado do meu filho.

Mas esse já era o plano! Seu burro! Só por que sou o autor ninguém me escuta né, mas tudo bem... Deixa eles vou lhes pregar uma peça. HOHOHO MWAHAHA!

- Pai ouviu algo estranho?

- Não filho. O que você escutou?

- Aaish... Deixa para lá.

Chegou a noite e junto com ela é chegada a hora, um grande banquete foi preparado no salão do palácio, a mesa de dez metros estava coberta de comida de alta qualidade, claro que só as pessoas influentes entravam, alguns médios comerciantes também podiam entrar. Estavam espalhados por ali várias outras mesinhas e sofás, além de ser um evento social também era comercial, afinal pessoas com o mesmo interesse podiam juntar e discutir suas idéias.

Em uma sala mais reservada no andar de cima estava o rei, a rainha e seu filho, do outro lado da mesa estavam o homem gordo do norte, apelidado de o coala do norte e dois representantes.

- Então senhor... Chin, o que exatamente você vai construir aqui... Não ficou claro ate agora. — E o príncipe toma a frente das perguntas.

- Bom... Príncipe Ming Uwan-Sin — Ele colocou a mão na boca e tossiu. — Construirei um grande Termas-resort.

- Sim sim... até ai eu sei... Mas o que você pretende fazer de comercio nele.

- Teremos restaurante, salões de jogo, bares, dança... Pensei em colocar o nome de Afrodite.

- Afro Dite? — "A tia Dite com cabelo Afro? Credo... Coitada da zeladora" O príncipe pensou um pouco e virou para o seu pai, cochicharam um para o outro algumas coisas e depois olharam para sua mãe, ela fez um sinal com o olho e só.

- Hummm Entendi meu amor. — O rei falou.

Entendeu o que? Ela só piscou caramba.

- Muito bem senhor coala... Digo Chin. Vamos para o jantar, irei pensar e depois conversamos.

Todos levantaram ao mesmo tempo, os três homens saíram primeiro e depois a família real.

- Pai eu já desço vou passar no meu quarto antes.

Ele pegou a direta e foi andando pelo corredor, conseguia ver tudo que acontecia no andar de baixo onde estava tendo o evento, pegava algumas direitas, outras esquerdas e depois abria a porta dupla do seu aposento, fechou as portas e as trancou.

- Oi amor... Demorei?

A movimentação estava fluindo lá embaixo, as mulheres contratadas para servir carregavam uma bandeja de prata na mão com vários tipos de comida e outras de bebida, uma menina, de cabelos loiros com um corte reto e um longo rabo de cavalo preso com um lacinho vermelho, em especial que servia comida se afastava sem que ninguém percebesse. Uma danadinha essa ai, entrou em uma porta sem ninguém ver e escondeu a bandeija atrás de um balcão que tinha ali, mas antes pegou algumas torrada com pasta de maionese e colocou no bolso do casaco.

- Kyaah. Comida de rico é uma delicia. — Andou sorrateiramente pelos corredores vazios do palácio, abriu um mapa desenhado a mão onde mostrava uma planta simplificada de por onde entrar e por onde sair.

- Espero que aquele babão tenha feito certo esse mapa...

Chegou ate uma escadaria de mármore e foi para o andar de cima, o barulho do seu salto ecoava como uma música pelo corredor, puts-tutu-tu puts-tutu-tu puts-tutu-tu. A mocinha parou de frente a uma porta vermelha e mordeu os lábios.

- É essa? Glup — Engoliu em seco, uma porta a separa de muitas riquezas. "Finalmente posso ser rica. E eu nem casei com um ricão mãe"

- Ouro me aguarde!

Botou a mão na maçaneta e abriu de uma vez, seu sorriso de alegria era irradiante e brilhava, conforme ela via uma pia, um suporte para toalhas, um rolo de papel higiênico no chão e uma perna peluda, seu sorriso ia invertendo-se para baixo.

- Desculpe, porta errada. — Bateu a porta com força e começou a andar robótica.

- Velho maldito. Perdi minha inocência.

Ela virou o corredor e parou em frente a primeira porta, quando foi abri-la ouviu um click e a porta abriu automaticamente, uma fumaça misteriosa envolveu seus pés e ela foi entrando para dentro, a porta fechou e o fogo de uma tocha acendeu sozinho. Não tinha mais ninguém lá dentro, só ela e sua consciência. Seus olhos brilhavam na cor dourada, foi como se uma luz atravessasse a laje e banhasse as moedas de ouro.

- Preciso ser rápida. — Pegou anéis de esmeralda e colocou nos dedos e depois vestiu um par de luvas nas mãos, enfiou colares no meio do seu decote e cobriu com um cachecol, prendeu algumas correntinhas de ouro nas pernas.

- Sou a mulher mais elegante desta festa agora! HAHAHA.

Ela se prostrou para sair da sala e uma garrafinha rolou do nada batendo em seu pé.

- Hummm... O que é isso. — Ela se abaixou e pegou a garrafa, começou a olhar e não tinha nada de mais nela, apenas um cheiro adocicado, aproximou o nariz e cheirou, uma fumaça rosa vazou em seu rosto e garota atirou a garrafa longe a partindo em vários pedaços.

- Droga... Atchim... chim.. chim... IAAAAAH chim... Que bosta.

Ela saiu dali coçando o nariz, virou o corredor, escutou alguém gritando lá de trás.

- Ei você! O que está fazendo aqui... Parada mocinha.

- Merda.... — Ela partiu em corrida e começou uma perseguição pelo palácio, as portas que ela ia passando se abriam e mais seguranças saiam com espadas na mão atrás da jovem.

- Mas o que esta acontecendo!!!! Estão brotando. — Ela gritava e corria desesperada, a menina é habilidosa em fugir, corria bem mais rápido mesmo estando de salto, despistou aqueles homens e virou no primeiro corredor que encontrou, deu de frente com um homem batendo cabeça com cabeça, nariz com nariz e boca com boca, os dois vieram ao chão no mesmo instante.

- Aaish que droga, não enxerga não? — Levantou e bateu a mão nas roupas, a outra pessoa levantou e voltou a correr desesperada.

- Francamente. Preciso ir para o salão logo, demore muito no quarto.

Voltou o seu caminho e chegou no salão do evento, o príncipe sorria e acenava para os convidados, procurava pelo seu pai que estava conversando perto da mesa de comida.

- HAHA Comendo como sempre.... — Andou ate o rei e colocou a mão no seu ombro.

- Pai, desculpe a demora.

A conversa parou e olharam para ele, o rei virou para a sua esposa e conversaram baixo, depois virou novamente para o príncipe e perguntou.

- Quem é você?

- AHAHA que piadinha — Ele riu e pegou uma taça de champanhe, quando viu o próprio reflexo estava com o rosto mais fino, usava batom e seu cabelo estava loiro com um corte estranho...

- Eu eu... — Começou a ter um tique no olho e mordeu a boca entortando o rosto para a direita.

- Me... me enganei.

Notas finais
Logo tem mais ;3