O Povo Perdido
1 Chegamos a Westline House
Notas iniciais
Biibis: Af criatura, você enrola demais!
Juuh: Olha quem fala! Sim, somos três escritoras, mas usamos só usamos meu user, porque as outras duas são preguiçosas.
Isa e Biibis: Ei!
Juuh: Espero que comentem se gostarem, se não gostarem, sugestões, etc...
Biibis: Nos vemos lá em baixo!
Isa: Boa leitura!
Ps: Não temos dias certos para postar, a Juuh tem que treinar para conseguir ser uma atleta, a Isa estuda demais e a Biibis idem.
Isabela
Mais uma vez, nossas mães estavam lá, em meio a multidão, em meio ao público. A General do exército, Andrew Montoy, permanecia com sua postura rígida, ao lado da presidente Caroline Brimingham, que apreciavam a graciosa cantora, Linda Cummingan. Sim, essas eram nossas mães, símbolo de bravura, beleza, talento, coragem e honra do atual Estados Unidos da América.
Meu nome é Isabela, Isabela Cummingan, tenho 12 anos, quase 13. Me chamam de estranha porque nunca paro quieta, sempre estou em movimento, e por causa disso implicam comigo na escola, arranjo brigas e minha mãe me troca de escola. Isso acontece no mínimo umas 4 vezes por ano. Normal, não? Não, isso não é normal. Mas sempre que arranjava um briga, três pessoas estavam envolvidas, minhas duas melhores amigas e meu melhor amigo, Julia, Beatriz e James.
Beatriz Brimingham, ou Biibis, uma menina adorável, claro, quando não se trata de uma competição. Biibis tem um grande espírito de liderança, se estressa rápido, mas quando está calma, é um anjo. Biibis tem dislexia em um dos piores níveis. Quando temos aula de literatura, a professora sempre a manda ler. Sempre. E isso não é bom. Ela gagueja, enrola, mas sempre acaba lendo dois ou três parágrafos até a professora a interromper e chamá-la de imprestável, ou algo do gênero, fazendo os outros alunos rirem abafados.
Julia Montoy, ou Juuh, encrenqueira, podemos dizer. Sempre se mete em brigas, tem um pavio de um milímetro, ou até mesmo menor, se possível. Mas é bem amigável, um doce quando está calma. Juuh tem TDAH, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatismo. Quase sempre está de recuperação porque não consegue prestar atenção na aula ou parar quieta na carteira por mais de cinqüenta minutos, assim como eu.
James Coolmen, ou Jam, nosso palhaço, sempre nos fazendo rir em horas tristes, felizes e no meio da aula de Álgebra, quando a Sra. Padoveze quase dormia ao tentar explicar a matéria. Jam era dislexico e hiperativo, sempre arranjava um jeito de se safar das enrascadas que arrumava, das encrencas que nós todos arranjávamos.
E mais uma vez, o Hino nacional acabou e todos retiraram-se para que fosse comemorado o dia 4 de Julho, dia de Independência Norte-Americana. Saí em direção aos camarins do estádio, junto de Juuh, Biibis e Jam que seguiam para ver suas mães e eu a minha.
Finalmente a vi em meio a câmeras, fios, membros da produção do canal que transmitia ao vivo a cerimônia. Ela andava com sua postura de musa, a mulher mais bela que eu já vira.
-Mamãe!
-Oi, filha! Tudo bem com você, meu anjo?
-Tudo muito bem, você arrasou lá em cima.
-Ah, filha, apenas fiz meu trabalho. Mas você está pronta para as féria de verão?Vamos acampar com as meninas!
Isso me surpreendeu. Mamãe nunca tivera muito tempo para mim, era um cantora famosa, sempre tinha entrevistas, shows e eu não podia ir com ela, precisava estudar.
-Você está falando sério?
-Si...
-Linda, cancele suas férias, vamos ter que adiá-las. Você tem 15 shows marcados para esse verão, não é ótimo?- interrompeu Martin, o empresário da minha mãe. Eu o abominava. Sempre marcava os compromissos de mamãe para os dias em que ela passaria comigo.
Não isso não é ótimo, Martin, pensei
-Martin, posso conversar com você?
Ela me lançou um olhar de pena e olhou com fúria para Martin, depois o puxou para um canto para conversar.
Tinha a sensação de que teríamos um longo, longo verão.
Julia
-Oi, mãe!- falei batendo patente, uma antiga brincadeira que fazia com ela.
-Olá, soldado Montoy!- rimos.
-Mãe, essas férias vamos fazer o que?
-Filha...- Já sabia o resultado: ficaria em um internato o verão inteiro.
-Já sei, mamãe. Eu só queria um verão como os que nós passávamos com a tia Linda e a tia Caroline quando eu era pequena, quando você lembrava que eu existia...-parei subitamente. Havia falado demais, mais uma vez. Olhei para mamãe que estava com a feição dura.
-Julia, você sabe que eu me comprometi com esse país, tenho de defende-lo até o fim, mas nunca me esqueceria de você, sabe disso, pare de manha.
-Não é manha, você não me dá atenção.
-Julia, entenda, eu te amo, mas tenho que ficar em meu posto, sou General do exército, não posso abandoná-lo. Não faça muxoxo!- rimos.
-Tudo bem, mãe, mas para que escola vocês vão me mandar esse verão?
-Westline House, é ótima.
De começo entendi a definição de "ótimo" para a minha mãe. Era uma escola militar. Soltei os ombros e sentei na cadeira que estava próxima à mim. Estiquei meus braços e ela me abraçou, algumas lágrimas caíram dos meus olhos. Sentira saudades dela o ano inteiro, pois ela havia ido para Los Angeles e me deixou em um escola aqui no Texas. Mas do mesmo jeito me orgulhava dela. A primeira mulher cherokee, a se tornar General do exército norte-americano.
-Juuh?Você está chorando? Na verdade... Você chora?- perguntou Jam sarcástico ao me ver com lágrimas nos olhos
-Não seu mané! Entrou um cisco no meu olho.
-Você estava chorando!- cantarolou ele.
-CALE A BOCA!
-A Julia estava chorando- cantarolou ele novamente.
-Eu não choro, seu animal!
-Ah sim, eu sou um animal! Então você é o que? Um protozoário?
Minha mãe ria da nossa rídicula discussão até receber um telefonema.
-Certo... Estou a caminho. -ela me olhou- Juuh, preciso ir, Caroline irá enviar um motorista para levar vocês para Westline House. Tchau Jam.
-Tchau, General Montoy- então James bateu patente, ou melhor, tentou bater patente, pois sem querer sua mão foi ao seu olho- Ai!
-Bem feito.
-Vamos ver a Biibis
-Fracote, nem sabe bater patente.
-Vamos logo.
Nos dirigimos até o local onde Biibis discutia com sua mãe. Não nos aproximamos muito, não queríamos atrapalhar.
-Mãe! Você havia prometido! Vocês haviam prometido passar o verão com as filhas de vocês!
-Filha, eu tenho compromissos! Preciso reunir o conselho, tenho reunião em 5 horas com o primeiro ministro...
-Queria que você fosse normal.
-Beatriz, já te expliquei, tente entender meu lado, filha. Eu preciso ir para Washington agora. Henry levará vocês para a nova escola, eu amo você, filha.
-Eu também te amo mãe. -respondeu Biibis desanimada, mas abraçou a mãe e veio ao nosso encontro.
-Westline House, escola militar, estamos ferradas.
Beatriz
Já estávamos passando nossas divertidas férias de verão em uma escola militar, onde você respira um pouco mais forte e é punido com 20 abdominais. Mais divertidos ainda eram os jogos de queimado, onde ficávamos na área de calouros e éramos bombardeados por brutamontes.
Mas o problema era que tinha dois times: os calouros e os veteranos. No caso, tinham apenas 15 calouros e 20 veteranos enquanto o professor bombado de suprimentos alimentares diários só ficava olhando.
-Bom dia- disse Grover, um novo amigo nosso.
-Mal dia- respondeu Juuh e seu bom humor matinal.
-Bom- bocejei- dia.
-Bom dia- respondeu Isa.
Olhei para o lado e James dormia calmamente em cima do pão com manteiga que havia em seu prato.
-James, acorda, James...
-Ahn? Mais 5 minutos, mãe...
-Mãe é o caramba, levanta. – James revirou os olhos e pegou o guardanapo que a Isa entregou para ele, limpando seu rosto.
-Acho que toda a implicância que você sente por mim, na verdade é amor. – James falou sorrindo convencido, mas o sorriso foi embora quando eu gargalhei alto.
-Se você se parecesse com aqueles meninos... –apontei para a mesa dos jogadores de futebol. – Eu até poderia gostar de você, mas você... É apenas você.
-Uh, dormiria agora, Jam- falou Juuh rindo.
-Sabe, eu adoro o amor que..
-Sabe, eu adoro o amor que sentimos uns pelos outros. É lindo. –Isa falou animada, fazendo todos revirarem os olhos.
-Jam, acho que já podemos dar os presentes- disse Grover.
-Ah, claro- disse Jam tirando uma sacola de papel debaixo do banco.
-Para a linda Isa, um lápis especial que você só deve usar em ocasiões especiais-falou James entregando um lápis vermelho para Isa.
-Obrigada, Jam.
-Para a Juuh, uma nota especial que ganhei do meu... tio... que veio da Grécia, é muito especial, só use quando eu falar.
-Ah, como se você mandasse em mim.
-Ih, outra que me ama profundamente.
Juuh o encarou furiosamente, levantou o braço com o punho fechado:
-Quem te ama, mesmo?
James engoliu seco e arrastou seu banco para trás:
-Ah, a Biibis, claro.
-Sim, eu te amo, do mesmo jeito que amo essa escola.
-Um colar.
Eu o encarei, tentei decifrar suas emoções, olhei para Grover e para James, alternadamente.
-O.K. O que isso tem? Vai pegar fogo quando eu por?
-Não, eu juro.Deixa que eu ponho, se vire.
Me virei, um tanto corada, enquanto Juuh me encarava com um meio sorriso e Isa estava concentrada demais em seu lápis para perceber o que estava acontecendo ao seu redor. Logo, o metal gelado tocou minha pele, levantei meus cabelos enquanto James prendia o fecho do colar.
-Ah... Obrigada.
-Por nada.
-Nossa, que bonitinhos, espera que eu vou vomitar- reconheci a voz de imediato, era Letícia, uma valentona, veterana que estudava na escola desde que nasceu. Ela era enorme, com braços enormes, usava uma tiara rosa na cabeça, o que dava um belo contraste com seu corpo de brutamontes.Revirei os olhos e respondi:
-Nossa que estranho, mas ninguém pediu sua opinião.
Isa se levantou e ao se levantar, seu pé prendeu-se a perna da mesa, e quando ela foi dar um passo, tropeçou e derrubou os restos de seu café da manhã em Letícia. A brutamontes bufou, no fundo achei que ela iria explodir, de tão vermelha que ela estava.
-Você perdeu noção do perigo, Cummingan?- ela bufava e eu aposto que podia ver fumaça saindo por seus ouvidos.
-N-n-ão- Isa balbuciou.
-Você vai morrer no queimado. MORRER.
Isa se encolheu e ela e o grupo de seguidores de Letícia seguiram-na refeitório afora. O sinal tocou, Juuh se levantou, arrumando sua camisa camuflada, tamanho M masculino adulto que usava por cima do uniforme. A camisa ficava perto das coxas e larga nos braços, por isso ela dobrava as mangas. Um colega de sua mãe lhe dera a blusa, por tamanha a insistência da menina. Seguimos para o ginásio.
Notas finais
Isa: Se sim, comentem!
Biibis: Se não, comentem também!
Nos vemos no próximo cap que já esta sendo escrito! ;)
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