O Porão De Um Velho Pútrido.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Observando a todos e ouvindo tudo a sua volta. Ele via, oque não queria ver. Sentia, o medo tenebrosos da dor e da morte. Um liquido fervente chamado caos balançava em suas veias. Ele estava tentando se controlar, seus impulsos eram maiores. Ao olhar e escutar tudo aquilo, seu coração ja não aguentava mais e ia parando conforme o tempo passava. Ai deia em sua mente não era tão vasta mais sim encurtada. A fuga era apenas uma nuvem passageira na sua cabeça perturbada. Via e sentia, o cheiro pútrido do velho que estava por vir. Ele o via e o sentia. Analisava e respirava. Depois fazia o mesmo varias vezes. A confusão adentrava sua mente, não sabia qual fazer primeiro. Correntes, o barulho de correntes era escutado. Suas feições sombrias adoravam aquilo, mas seu lado humano odiava com toda a fúria de um bárbaro enfrentando seu pior inimigo.
O barulho ficava mais próximo, eis em tão que aparece oque ele esperava ver. Aquilo, o ser. O velho. Ele estava ali parado, seu rosto enrugado e seu cabelo branco. Não havia expressão nenhuma naqueles rostos pútridos e amargos.
O ódio começava a ferver nas entranhas daquele velho também, que sorria. Seu sorriso mostrava seus dentes podres, e sua boca machucada, cheia de feridas. O velho se aproxima, e o medo começa a balançar no corpo do rapaz. O rapaz, aquele que sentia tudo e nada. Seus olhos mortos, sem esperanças ja não brilhavam mais. Suas pernas e braços amarrados com um arame. A cada movimento ele era cortado.
O velho pútrido estava na frente do mesmo. Ele sorria, ele cuspia, ele falava: –– Agora, agora, eu consegui, eu vou realizar, meus desejos foram maiores, como sempre eles sempre brincam comigo, mas desta vez, desta vez... . Eu os controlei e não me senti nada bem, eis que trouxe você aqui e estou fazendo oque eles mandam.
– V...você, é louco. Falava o rapaz com sua boca machucada, e sangrando. A cada palavra, a cada gaguejo era como se alguém abrisse uma torneira de sangue, e a cada vez que abria-se esta torneira o chão, as roupas, o homem, a mente. Estava ficando sujas, sujas de sangue.
O velho em movimentos rápidos e precisos, como se ja tivesse feito aquilo varias vezes antes. Batia no rapaz varias vezes. A cada correntada, o sangue espirrava sobre aquela sala de tortura podre mente arrumada. Apesar de feições sombrinhas, o velho era cuidadosinho. Os gritos ecoavam por toda aquela sala . O som do silêncio era cortado a cada chicotada.
Ja com o peito, rosto, pernas, braços sangrando e altamente feridos por aquela corrente revestida de aço e espinhos. Muito sangue ali era perdido, os olhos do rapaz estava quase se fechando. E quando o mesmo se lembrava da família, a cada piscada uma gota de lagrima era misturada com o sangue de seu corpo. Deixará para traz, filho, esposa... . Tudo, apenas para satisfazer o desejo de um velho, um velho louco... .
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