O Poder das Estrelas
7 Saída FINAL
Notas iniciais
– Eu não acredito que Estrela Azul aceitou sua ideia de levar Pata de Cinza junto. — Tempestade de Areia bufou, enquanto tentava livrar-se do gosto das ervas que Presa Amarela tinha a dado para que faça parte de sua missão sem sentir fome e assim precisar caçar para comer, poupando tempo.
– Eu gostei que ela tenha deixado-a ir. — Folha Manchada observava a pequena aprendiz a frente saltitando felizmente pelo caminho que traçavam até a fazenda — ela ainda é jovem, vai se cansar rápido e daqui a por isso pouco precisaremos descansar.
– Viu? Ela só atrapalha tudo. — Tempestade de Areia reclamou, recebendo uma chicotada da cauda da gata manchada.
– Estou feliz que ela esteja progredindo. — Coração de Fogo se meteu entre as duas. Folha Manchada sentiu-se envergonhada pela repentina aproximação do guerreiro.
– Sério? Você acha que eu estou progredindo? — Pata de Cinza se intrometeu na conversa, deixando bem claro o sentimento que havia criado pelo guerreiro, recebendo um olhar de desgosto de Tempestade de Areia.
– Claro que está. -este sorriu simpático, recebendo um ronronar de prazer de Pata de Cinza e dois ronronares de ciúmes das duas gatas ao seu lado.
Folha Manchada começara a notar que escurecia, então chamou os companheiros para descansar, realmente haviam saído do clã no mesmo dia, tendo que sair tarde.
Todos deitaram-se e um lugar afastado, perto de uma árvore, ainda estavam no território do Clã do Vento. "Espere, território do Clã do Vento?" A ex-curandeira estremeceu, ela e Estrela Azul haviam esquecido completamente que o Clã do Vento havia sido expulso de seu território pelo Clã das Sombras "terei que lembrar Estrela Azul assim que voltar".
– Ah, estou mesmo cansada, ainda bem que paramos. — Pata de Cinza aconchegou-se na grama macia — minha pata está realmente me matando.
Folha Manchada congelou, lembrando-se do terrível acidente.
– Você está bem? — a guerreira loira se aconchegou ao seu lado, reconfortando os pensamentos da ex curandeira.
– Ah, sim. — essa respondeu um tanto sem graça — acho melhor nós irmos de uma vez, por mais que esteja abandonado é perigoso estar em território inimigo.
– Se você estiver se referindo ao Clã das Sombras quando diz isso, você tem razão. — a guerreira levantou-se — deu para recuperar as energias, Pata de Cinza?
– Claro. — a aprendiz forçou um sorriso, com certeza não estava mas bancar a resistente para os guerreiros era uma boa forma de ganhar sua admiração.
Com dificuldade, a pequena se levantou devagar, mas mesmo assim tomou dianteira na patrulha que já andavam pelo território atentos para qualquer ataque.
Depois de longas horas de conversas jogadas fora e uma grande caminhada, encontraram uma forma um pouco iluminada distante. Listra Cinzenta exclamou ao ver o ninho dos duas pernas, dizendo que era a fazenda de Cevada. Concordando, seguiram o guerreiro cinza até lá.
Fim. (LEIA AS NOTAS FINAIS E ENTENDERÁS)
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