O Poder De Uma Lenda
7 Capítulo 7 - Um só
Notas iniciais
No último capítulo, Billy toma as rédias da sua vida e procura Renata.
Capítulo 7- Um só
Corri o mais rápido que minha moto aguentava. Ela não falou mais nada, só me abraçou. Quando finalmente parei, me dei conta onde estava indo. Meus instintos me levaram a uma antiga casa que ficava bem no final da reserva em La Push. Quando eu e Liz éramos pequenos, Chris nos trazia aqui pra brincar. Eu tinha lembranças muito boas daquela casa. Quando crescemos eu e meu irmão reformamos a casa pra trazermos garotas aqui. Irônico, pensar que eu ria dele por ter trazido só uma mulher aqui, e eu ter trazidos tantas! Ele sempre dizia que o amor era assim, que no dia em que eu encontrasse a minha escolhida, eu nem pensaria mais nas outras. Meu irmão estava certo. Agora que eu estava ali com ela, tudo parecia diferente.
Parei nos fundos da casa pra não deixar rastros. Sei que meu pai logo me procuraria então se o Chris viesse não me veria. Entramos e ela pareceu preocupada. Novamente estendi minha mãos e ela pegou. Sentamos no sofá e começamos a conversar.
– Não precisa ficar preocupada!
– Não sei não, William, seus pais não vão gostar nada de saber que você esta comigo.
– Sinto muito por eles! Eu já sofri demais sentindo a sua falta, não vou viver sem você.
Ela acariciou meu rosto como da primeira vez. Apesar do seu cheiro ainda me incomodar, eu adorava o toque gelado da sua pele.
– eu também senti sua falta! Mais eu pensei que você estivesse bem! Há alguns dias atrás que sua irmã veio conversar comigo e me contou tudo. Eu não sei por que ainda te... ela se calou.
– Por que você ainda me ama? Era isso que você ia dizer?
Ela abaixou a cabeça.
– eu já disse pra você confiar em mim não disse.
Levantei seu rosto e fiquei bem perto dos seus lábios.
– Eu amo você! Acredite em mim.
Delicadamente beijei sua boca e seu sabor era diferente do que eu imaginava. Não era ruim, só era diferente. Ela aprofundou nosso beijo e rapidamente já estava sem blusa. Coloquei-a no colo e subi para o quarto, meu desejo por ela era maior que minha racionalidade.
Ela gemeu quando sentiu suas roupas sendo rasgadas pela minha fúria. As poucas peças restantes em mim foram rasgadas por ela. Eu sempre a vi tão singela, tão inocente, que sentir meu corpo sendo marcado por seus beijos me surpreendia. Eu sempre me gabei por estar no comando das minhas relações mais com ela era diferente. Ela comandava cada toque, cada sussurro, cada gemido.
Me senti sendo jogado contra uma parede e ela cessou nossos beijos. Olhei pra ela sem entender e lentamente ela voltou a me beijar. Ela usou sua força pra me manter quieto enquanto lambia meu corpo e descia por minha barriga. Eu já estava quase louco com aquela tortura, quanto entendi a onde ela queria chegar. Ela sorriu maliciosamente e senti sua boca em meu membro. Rosnei de desejo e em resposta ela me chupou mais depressa. Eu já gritava de prazer quando senti que ia explodir em êxtase. Levantei seu corpo e a colei na minha cintura, invadindo-a com toda a minha força. Ela também gritava e em meio aos gemidos ela dizia meu nome.
– William eu te amo, eu vou te amar pra sempre!
– Eu também te amo Renata, pra sempre!
Assim passamos o dia todo e a noite toda. Quando eu finalmente adormeci estava exausto. Sentia ela acariciando meu cabelo e não pensava em mais nada. Eu sabia que teria muito o que enfrentar, mais por ela tudo valia a pena.
Quando voltei pra casa já tinha decidido tudo com Renata, íamos nos casar no mesmo dia que Seth e Liz. Ela ficou preocupada coma reação da família, mais eu a tranquilizei.
– Não precisa dizer nada, deixe comigo! Era estranho pensar que aquela mesma mulher, que a algumas horas atrás me dominou completamente na cama, era aquela menina assustada que se agarrava a mim enquanto chegávamos lá.
Entramos em casa e a família toda estava nos esperando, e quando eu digo toda, eu quero dizer todos os vampiros e os lobisomens também. Vi minha mãe me fuzilar com seu olhar assassino habitual e meu pai o preocupado. Resolvi falar logo antes que ficasse pior.
– Vamos nos casar! Tudo ficou silencioso de repente.
– Nem por cima do meu cadáver!
– Nessie calma!
– calma nada Jacob, essa coisinha aí aparece vira a cabeça do meu filho desce jeito e você me pede calma!
– Mãe eu amo a Renata!
– Ama nada! Você não vê que isso é só uma ilusão, que será pior quando tudo passar?
– Pior? Pior pra quem mãe? Eu já estava tremendo.
– Calma filho!
– Eu estou cansado de vocês se meterem na minha vida e ainda dizer que é para o meu bem!
– William você está sendo cruel agora, tudo o que eu e sua mãe fazemos sempre é para o seu bem.
– A pai por favor tá! Eu sei que vocês mentiram pra mim, não contando que ela ainda estava aqui, e que estava sofrendo tanto quanto eu!
Minha mãe voltou a gritar. – E o que você queria que a gente fizesse? Que pegássemos ela pela mão e disséssemos, vai lá engane nosso filho!
– ela não está me enganando! Rosnei com raiva e meu pai rosnou de volta.
- Agora chega! Sua voz de alfa deu o comando.
Os outros estavam tão assustados com a confusão que nem se pronunciaram. Eu nunca enfrentei meus pais, sempre fui o filho compreensivo, mais agora chega! Era a minha vida!
– William, como seu líder poderia ordenar que você se afastasse dela, mais como seu pai jamais faria isso. Então se você quer viver sua vida viva!
Ouvi minha mãe esboçar uma resposta mas o olhar de meu pai a calou.
- Vou dizer a vocês dois o mesmo que disse a Seth e Liz. Não vou dizer que estou feliz com essa situação por que não estou, mais vou fazer o possível para entender. Contem comigo com o que precisarem.
Ninguém teve a ousadia de falar alguma coisa depois que meu pai terminou. Um a um, todos os presentes foi se retirando e no final só restou os de casa e Alice. Minha mãe não falava comigo desde a nossa discussão e se manteve afastada de Renata também.
– E então sobrinho, pra quando é o casamento? Espero que você me dê tempo para organizar tudo depois do dá sua irmã!
- Sabe o que é tia, eu ainda não perguntei a ela mais eu queria me casar junto com a Liz!
Liz que estava na cozinha com Seth veio correndo.
– Eu entendi bem! No mesmo dia! Ela estava com uma cara feia.
– sabe irmã... ela me parou com um grito histérico.
– Isso vai ser lindo! Ela começou a pular de alegria.
– Amor o bebê! Seth tentou contê-la.
Ela parou e acariciou a barriga. – Desculpe filhinho!
Era estranho ver minha irmã assim, tão mãe e ao mesmo tempo tão infantil.
– Billy vai ser uma confusão mais vai ser ótimo! Imagine só nós dois nos casando no mesmo dia!
Tia Alice já estava envolvida nos planos. – Eu tenho muitas ideias pra isso!
– Claro que tem tia! Nós rimos dela.
– Precisamos organizar tudo rápido por que seu bebê minha sobrinha logo vai nascer e não queremos surpresas no casamento. Vou fazer um lindo vestido pra vocês!
– Como você quer o seu Renata?
Ela que estava quietinha colada ao meu braço sorriu.
– Nunca pensei sobre isso.
– Mais agora vai pensar.
Temos muitas decisões a tomar.
Tia Alice pareceu receosa de repente. – A não ser que você prefira uma data só sua, uma coisa mais especial!?
Eu a olhei preocupado. Fui tomando todas as decisões e nem perguntei se ela estava de acordo.
– Amor, desculpe! Ela virou sem entender.
– Eu estava tão ansioso pra casar com você que fui tomando todas as decisões sem perguntar sua opinião. Me perdoe!
– Tudo bem William, eu também estou ansiosa. E respondendo a sua pergunta Alice, não, eu não preciso de algo só meu. Esses dias aqui com a família de vocês me fez ver o quanto vocês são unidos, e o quanto se amam. Fazer parte disso me deixa muito honrada. Eu nem sei se tenho família ainda, então encontrar uma depois de tantos anos é uma benção. E afinal, o que eu quero mesmo eu já tenho!
Ela sorriu e me beijou. Todos implicaram com a minha cara de bobo, mais fomos interrompidos por vidros sendo quebrados. Minha mãe estava na cozinha com meu pai e com certeza ouvia tudo. Renata se encolheu novamente.
– Ela vai se acostumar com ideia logo, você verá!
Os dias passaram rapidamente e em uma semana Tia Alice organizou tudo, eu ficava com Renata o maior tempo possível, mais tinha que fazer a ronda e estudar.
Eu só voltei pra escola por que meu pai me obrigou. Ele dizia que apesar de tudo o que estava acontecendo, tínhamos que manter as aparências.
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