O Poder De Uma Lenda

41 Capítulo 41 - Aliadas


Notas iniciais
Oi gente linda do NYAH! Não demorei muito dessa vez né,também estava com saudades. Gente, assim, vocês podem estranhar um pouco eu não ter dado nomes aos bebês ainda mais esses nomes minha beta querida escolheu, e eu não estou conseguindo falar com ela DAN MEU AMOR FALA COMIGO!KKKKKKKKKKKKKK
Não achei justo dar outros nomes se não os que ela escolheu e como a minha memoria é pessima eu não gravei, sinto muito.
Mais isso não atrapalhou o andamento da capítulo não, coisas mais importantes foram resolvidas aqui. BJS e curtam.

Capítulo 41 — Aliadas

ANGÉLICA

Acordei com uma sensação estranha de felicidade que a muito tempo não sentia. Não que a minha vida fosse ruim, longe disso, mais nas últimas semanas tenho andado em estado de alerta total por causa da Lia. Ela está muito quieta, como se esperasse o meu próximo passo. Mais essa manhã me sentia revigorada, principalmente depois da noite maravilhosa que passei com meu lobo. É engraçado pensar que eu tinha tanto medo dessa aproximação e agora não posso passar uma noite si quer sem fazer amor com ele. Acho que o fato de estarmos pouco tempo casados, aliados aos hormônios da gravidez que estão me deixando com muito desejo, tornam tudo mais intenso; sem falar no grande amor que sentimos um pelo outro.

Resolvi levantar e tomar meu café na cozinha com a família. Sei que assim que me virem descendo a escada vai ser o corre corre habitual mais eu acho engraçado, já estou me acostumando em ser tão paparicada.

Estranhei o fato da casa estar em silêncio, mais continuei descendo.

— Anjo por favor, desce devagar! Ri internamente.

- Eu estou devagar amor. Beijei sua boca assim que cheguei na sala.

- Onde está todo mundo? Essa casa é tão barulhenta pela manhã!

- Sarah teve os bebês!

- O QUE?!

- Calma, não fica nervosa por causa dos nossos filhos! Ele me sentou no sofá e se colocou ao meu lado.

- Ela passou mal de madrugada e todos foram pra lá.

- Mais por que não chamaram a gente? Eu já queria chorar.

- Amor, minha mãe me chamou, mais achamos melhor você só chegar lá depois dos bebês terem nascido.

- Mais... Espera aí, bebês? Eram dois bebês?

- É ela teve dois bebês sim, um menino e uma menina. Ele parecia preocupado.

- Mais por que essa cara? Eles não estão bem? Aconteceu alguma coisa com a sua irmã?

- Não, está tudo bem, só que...

- Só que...

- Lembra do dia que eu e meu pai encontramos com meu avô Billy na floresta?

- Sim me lembro. Mais o que isso tem a ver com a Sarah?

- Você já vai entender. Meu avô disse naquela ocasião que a Sarah teria uma filha e que ela seria muito poderosa. Mais ontem minha irmã disse que antes de começar a sentir as dores do parto, ela teve um sonho com o vovô, em que ele dizia que o filho que ela tinha perdido, não tinha morrido, que ele tinha sido salvo pelos nossos ancestrais.

- Que conversa é essa William!

- Pois é! Ela acredita realmente que esse menino seja o filho que ela perdeu.

— E existe essa possibilidade? Ele pareceu pensar bem antes de me responder.

- Anjo, vivemos num mundo onde o sobrenatural, e o nosso natural. Pode parecer meio louco sim mais eu acredito. Depois de tudo o que passamos antes de nos casarmos, eu agora acredito em tudo!

- Eu quero ir vê-los!

- Vamos sim, termine o seu café que eu te levo lá.

Assim nós fizemos, tomamos café, trocamos de roupa e antes da fim da manhã estávamos caminhando até a casa de Seth e Sarah.

Quando chegamos na esquina da casa, Nessie e Rosalie correram ao meu encontro.

-Billy como você pode ser tão irresponsável?

- Mãe o que foi que eu fiz?

- O que foi que você fez garoto? Você só podia ser filho do cachorro mesmo pra fazer uma pergunta dessas!

- Tia, bate nele mais deixa meu Jake de fora tá!

- Desculpe amor, é a força do hábito!

- Vocês duas podem dizer por que isso tudo? Eu olhava achando tudo hilário pois já sabia o que viria.

- Como você deixou a Angélica vir até aqui andando, filho? É um caminho muito longo!

- Mãe, nós moramos a duas ruas daqui, como pode ser longo?

- Nessie eu que pedi pra vir andando, além do mais Carlisle disse que eu preciso me movimentar.

- Mais sem excessos!

- Mais eu não me excedi Rose, nós viemos bem devagar.

- Sei mais por via das duvidas...

Rose rápida como um furacão me pegou no colo e me colocou dentro de casa.

- Não precisava mesmo, você sabe né? Ela sorri e voltou para a varanda.

Quando Will chegou ele estava com a cara bem feia.

- Não fica assim meu bem. Não sabe como elas são!

- É mais a bronca que eu levei lá fora, fez parecer que eu nem ligo pra vocês três!

Puxei o braço dele e ele me abraçou.

- Eu sei que não é assim! Ninguém é mais cuidadoso comigo do que você, e nós te amamos por isso.

- Eu também te amo. Voltamos a nos beijar.

- Vocês vão ficar se agarrando na minha sala, ou vão ver meus lindos filhos? Seth apareceu chamando nossa atenção.

- Parabéns cunhado!

- Obrigado Billy.

- Parabéns Seth!

— Obrigado Angélica, logo serão o de vocês!

- Cara eu não vejo a hora de ver meus pequenos!

- Pode acreditar irmão, é a sensação mais maravilhosa do planeta.

- Como está minha irmãzinha?- Está descansando, mais os bebês estão no quarto vão lá ver.

Subimos para o quarto das crianças que estava todo pintado de rosa e encontramos tia Alice já se preparando para as mudanças.

- Oi crianças!

- Oi tia, já planejando?

- Claro que sim! Eu preparei um enxoval para uma princesa, mais sua irmã resolveu nos surpreender então agora vou ter que refazer tudo.

Rimos da cara de falsa tristeza dela.

- Mais venham, vejam como eles são lindos!

Nos aproximamos e realmente as crianças eram lindas. A menina era uma miniatura de Sarah e o menino do Seth. Todos dois eram bem cabeludos e por um momento estranhei o fato deles já estarem bem grandinhos, mais Alice percebeu e tratou de explicar.

- Você percebeu né! Nossas crianças crescem bem depressa.

- Mais eu pensei que demorasse mais um pouco para perceber esse crescimento.

- Não querida, assim que nascem os bebês crescem bem depressa, e com o passar dos meses esse crescimento começa a desacelerar. Ontem eles eram recém nascidos, hoje já parecem ter um mês!

- Nossa é muita informação!

- Que nada Angélica, com o tempo você acostuma.

- Eles realmente são bem fofinhos né amor!

- São sim Will, mais eu queria ver a Sarah!

- Vai lá no quarto, ela também quer falar com você.

- Como você sabe?

- Ela ouviu sua voz e está chamando você pelos meus pensamentos. Ela riu docemente.

- Vocês e suas conversas mentais. Ri também.

Sai do quarto deixando Will babando nos sobrinhos e fui ver minha amiga. Quando cheguei na porta do quarto dela, meus bebês ficaram agitados e eu estranhei. Ouvi a voz de Jake e de Sarah cantando uma música suave mais em uma língua que eu não compreendia. Por mais que eu me sentisse invadindo quis saber o que eles cantavam.

- Então foi isso pai que o vovô cantou pra mim.

Acho que Jake chorava pois sua voz estava bem estranha.

- Amor essa canção, é a mais pura expressão de amor da nossa tribo. Quando eu era pequeno, depois que sua vô morrei, seu avô cantava ela toda noite pra mim, e dizia que quando eu estava na barriga da minha mãe que ele fazia isso também. Isso me dava força pra continuar vivendo sem ela.

- Então você acredita pai?

- Claro que acredito meu amor! Eu sei o que essa música representava pra ele, e como ela é especial.

- Mais eu acho que ninguém mais acredita!

- Não importa, meu amor. O que importa é que você recebeu seu filho de volta, e poderá ser feliz sem essa dor em seu peito. Você e o Seth foram muito valentes com tudo o que aconteceu. Não sei o que faria se perdesse um dos meus filhos pra sempre!

Senti meu peito doer ouvindo isso, e eu sabia o por que. Achei melhor interromper a conversa antes que eu me emocionasse mais.

- Posso entrar! Bati na porta de leve.

- Entra Angélica. Ouvi ela me chamando.

- Oi querida seus filhos são muito lindos.

- Obrigado cunhada, mais já vou avisando, doí horrores! Ela riu.

- Já vi que o papo agora é de mulheres!

Jake se levantou da cama e vi quando ele limpou suas lagrimas.

- Como você está querida?

- Estou bem Jake, obrigado.

- Vou deixar vocês conversarem e vou lamber mais um pouco a minha nova prole.

Ele ria ao sair do quarto.

- Já vou avisando hem, você não vai aguentar!

- Não fica me colocando medo não, por favor!

- E você vai fazer o que? Ficar com eles aí dentro pra sempre? Vão ter que sair meu bem!

Ela riu ainda mais da minha cara de medo.

- Agora serio amiga, foi a melhor experiência da minha vida! Eu me senti poderosa, sabendo que era de mim que meus filhos estavam saindo e que dependia da minha força tê-los ao meu lado. Nada se compara a isso, nada!

Ela limpou uma lagrima que rolou do meu rosto.

- Agora um assunto mais delicado.

- O que?

- Você é que tem que me contar!

- Como assim Sarah, não estou entendendo!

- Bom, acho que você já deve estar sabendo do sonho que tive com o meu avô Billy.

- Sim seu irmão me contou.

- A família não está acreditando muito mais eu não me importo.

- Sarah se é importante pra você saber eu e seu irmão acreditamos. Como não acreditar? Eu sou um hibrida meio vampiro meio humana, casada com outro hibrido meio vampiro meio humano e meio lobo e estou gravida de dois meses mais parece que estou com seis! Como eu não vou acreditar que seu corpo guardou seu bebê aí dentro pra que ele vivesse?

Falei com um ton de piada mais ela entendeu.

- Obrigado Angélica é importante pra mim sim.

- Mais volte ao assunto inicial.

- Pois bem, no sonho que eu tive, vovô depois de me contar tudo me deu uma missão.

- Que missão?- Ajudar e proteger você!

Senti o sangue sumir do meu rosto e fiquei tonta.

— Angélica, por favor, não desmaia não!

- Tudo bem eu estou melhor.

Respirei fundo e ela continuou me olhando como se esperasse uma resposta.

- O que mais ele te falou.

- Que teria que te defender de um grande mal que quer destruir nossa família.

Olhei pra trás instintivamente preocupada com Eduard e Alice.

- Eles não podem ouvir!

- Como você sabe?

Assim que me virei entendi o que ela estava falando. Não era minha boca que falava e sim minha mente.

- Mais como?

- Meus poderes voltaram assim que eu dei a luz. Por isso vovô Eduard não sabe dessa parte da conversa, mais ainda não entendo como tia Alice não conseguiu ver ainda o que está para acontecer.

- Ela é muito poderosa!

— Quem é muito poderosa? Ela viu o medo em meu olhar novamente.

Ainda telepaticamente continuamos a conversar.

- Sarah você tem certeza que ninguém pode nos ouvir?

- Sim eu tenho.

- Não sei por que seu avô mandou você pra me ajudar, mais eu não posso mais sozinha! Eu comecei a tremer e ela se assustou.

- Angélica desabafa, o que está acontecendo?

- Sarah antes você tem que me prometer que depois de tudo o que eu te mostrar você não pode contar pra ninguém.

- Tudo bem eu prometo.

- Jura pela felicidade dos seus filhos?

- Isso deve ser serio mesmo!

- Sarah jura!

- Tudo bem eu juro!

Fiquei um pouco preocupada já que ela tinha acabado de ter os bebês mais respirei fundo segurei na mão dela e deixei minhas lembranças passarem pela mente dela. Minutos depois ela começou a tremer e eu a soltei.

- Angélica, como... Ela chorava muito.

- Eu também fiquei assim quando descobri, mais tem mais.

- Mais? Depois dessa traição toda ainda tem mais?

- Infelizmente sim, é o que eu vou te mostrar é pior do que o que você já viu.

Segurei novamente nas mãos dela e deixei minha pior lembrança alcança-la.

- Não, ele não!

- Calma Sarah, eu sei que é horrível, mais eu precisava desabafar!

- Como ela pode? Ele não é...

- Não, não é.

- Isso vai acabar com o meu pai, vai acabar com ele!

- Eu sei, por isso eu preciso de ajuda. Não sei como contar isso pra todos sem transformar a história numa guerra.

Ela ainda chorava e eu a abracei.

- Eu não quero esperar meus filhos nascerem para resolver isso, mais vou esperar que seu resguardo acabe para resolvermos isso juntas, até lá por favor não se desespere.

- Foi isso que você passou mal não foi?

- Sim, ela me visitou e me ameaçou.

- Desgraçada! Meu Seth vai ficar louco quando souber!

- Sarah você prometeu!

-Eu sei não vou contar, mais assim que esse mês passar vamos reunir a família e contar tudo. Infelizmente vamos sofrer bastante, mais nos amamos, já superamos muita coisa e isso vai ser superado também.

- Concordo com você. E novamente obrigado Sarah, por dividir isso comigo.

— Nós vamos resolver tudo juntas.

Nossa conversa telepática foi interrompida pela chegada de Bella e Esme que traziam os bebês para mamar.

— Existem bisnetos mais lindos que os meus? Bella trazia a menina em seus braços.

- Claro que sim! Meus tataranetos! Esme brincou e elas riram.

- Assim meus filhos vão ficar com ciúmes antes mesmo de nascer! Brinquei também.

- Nem pensar minha querida, tem colo aqui pra muitas crianças ainda!

- Eu sei Bella, eu estava só brincando.

Continuamos a conversar até que Nessie me chamou para o almoço. Will depois de comer foi correr com o bando e eu fiquei com Nessie ajudando Sarah com os bebês.

A noite quando já estava quase na hora dos rapazes voltarem deixamos Sarah descansar enquanto os bebês dormiam e fomos para a varanda.

- Daqui a pouco tempo serão os seus, e a nossa felicidade será completa.

Nessie percebeu meu semblante triste mais não perguntou.

- Sabe Angélica, a muito tempo atrás eu me perguntei se conseguiria ser feliz pra sempre com meu Jake, e hoje, depois de todos esses anos eu já tenho a resposta.

- Eu nem preciso saber a resposta né Nessie, vocês se amam tanto!

- É verdade, mais quando me casei, pensei que amar meu Jake fosse o bastante, mais hoje que temos nossa família sei que se todos nos não estivermos felizes sempre teremos alguma preocupação.

- Mais é impossível ser sempre feliz!

- Concordo, mais o que você nunca deve esquecer Angélica é que somos uma família, ajudamos uns aos outros por que nos amamos.

- Não estou entendendo o que você quer dizer.

- Hoje a tarde, quando você e minha filha estavam conversando eu entrei no quarto.

O terror que passou por meus olhos não passou despercebido por ela.

- Fique calma, eu não sei do que vocês falavam, afinal era por telepatia não?

— Sim, mais, Nessie...

- Não precisa me dizer nada agora, senti que problema é grave e que você não pode contar, estou certa?

Só consegui balançar a cabeça.

- Ouça minha querida, você além de minha nora, é minha filha, o que te aflige me aflige, mais vou respeitar seu silêncio. Quando você quiser e puder você me conta.

- Nessie muito obrigado por seu carinho, você realmente é uma mãe pra mim. E pode ter certeza que assim que eu puder, você será a primeira pessoa que eu procurarei.

Abracei minha sogra, tentando receber toda força que ela me passava, pois eu ia precisar.

Notas finais
Ufa! Grandes revelações vem por aí! Espero que vocês tenham gostado e obrigado pelo tempo que vocês tem me dado e por não desistir da fic. BJS.