O Poder De Uma Lenda
38 Capítulo 38 - Visita Esperada
Notas iniciais
Capítulo 38 – Visita Esperada
Já havia passado um mês desde a minha descoberta e ainda não tinha conseguido falar com ela.
Will se desdobrava em estudar de manhã, trabalhar com Jacob à tarde e correr para mim a noite, mais eu nunca ficava sozinha. Sempre que ele saía de manhã, não demorava dez minutos e chegava alguém. Nessie e Sarah eram as que mais me faziam companhia, mais com o nascimento da filha da minha cunhada chegando, ela não podia mais ficar andando tanto. Eu me alarmei quando soube que a gravidez de uma hibrida com um lobo só durava quatro ou cinco meses. Perguntei a Nessie sobre o seu parto, mais ela foi meio vaga, acho que não queria me assustar! O importante é que meus filhos estão crescendo bem e eu não sinto mais tantos enjoos.
Hoje eu acordei meio mole e resolvi ficar na cama mesmo depois que Will saiu.
– Linda eu já vou tá! Eu ainda estava sonolenta quando ele me beijou e logo depois beijou minha barriga.
– Cuidem da mamãe tá! Ele falava com a minha barriga todas as manhãs.
Não sei por quanto tempo adormeci mais acordei com um alguém batendo na porta. Estranhei por que essa hora Nessie já estava aqui, ela não me deixava fazer nada mesmo então continuei deitada.
Novamente bateram na porta, então me levantei e chamei por ela, não havia ninguém.
– Nessie, não está aqui?!
Meu corpo tremeu levemente e tive a nítida sensação de que eram os meus bebês, sorri para minha barriga curtindo aquele momento, mais outra batida na porta agora mais forte, me despertou.
– Já vou! Fui em direção a porta e ao abri-la me assustei.
– Não faça essa cara de quem não me esperava, por que você sabia que eu vinha!
Abri mais a porta deixando ela entrar. Eu ainda estava meio paralisada em frente a minha visita, mais ela parecia bem a vontade.
– Você sabe por que eu estou aqui, então não vou ficar fazendo rodeios. O que você quer?
– Hã?! Como assim?
Ela fez cara de nojo e voltou a falar. – O que você quer para ficar calada?
– Eu não vou ficar calada! Ela riu.
– E o que você vai fazer, contar pra todo mundo? Quem vai acreditar?
– Will vai! Ela agora gargalhou.
– É verdade o maridinho! Mais vamos analisar isso melhor!
Ela sentou e me mostrou a cadeira como se eu é que estivesse na sua casa.
– William passou por muita coisa, a família o abandonou, ele se misturou com a sua raça maldita e depois de muito tempo, conseguiu o perdão de todos. Agora que tudo voltou às mil maravilhas, você, vai arrumar outra confusão para que todos se afastem dele novamente, por que é isso que vai acontecer!
Eu não consegui falar nada, meu corpo tremia involuntariamente e eu só conseguia abraçar minha barriga.
– Por que tudo isso Lia? Você tem tudo!
Ela me olhou furiosa e se aproximou perigosamente fazendo meu peito doer.
– O que você acha que é tudo? Seus olhos mudaram de cor e ela parecia um vampira assassina.
– Eu nunca tive nada! Só migalhas! Eu perdi o amor da minha vida, perdi meu pai, minha liberdade.
Ela sorriu de repente.
– Mais até que a vida soube começar a me recompensar por tudo! Realmente foi uma sorte ele ter aparecido justamente na minha porta!
Eu vi essa lembrança na mente dela naquele dia e como ela se tornou tão poderosa. Tentei pensar rápido pra entender melhor tudo isso.
– Lia, você sabe que ele nunca aceitará suas imposições!
– Eu não vou impor nada garota! Será uma escolha natural. Ele será o líder, e mais ninguém!
– Mais a lenda diz...
– Não importa o que a lenda diz! Ele foi o primeiro, e nada nem ninguém vai tirar isso dele!
Lembrei de todas as visões que tive da mente dela e por um momento descobri como poderia detê-la. Ela viu em meu olhar que eu havia chegado a algum lugar.
– O que você está tramando mestiça? A muito tempo ninguém me chamava assim e senti meu coração pular em fúria.
– Eu sei que você está tentando arrumar um jeito de me deter, mais lembre-se, eu sou mais forte!
– Você não pode! Senti meu corpo ser prensado contra a parede.
– Posso e vou, e se você se meter no meu caminho você pode sofrer um pequeno acidente, ou o seu maridinho!
Ela me soltou e sumiu, numa velocidade que só um vampiro possuía.
A descoberta dos reais planos dela fez meu peito doer, mais do que nunca eu tinha que detê-la. Ela estava tão louca que nem sabia que seus planos poderiam destruir quem ela mais amava. Se a verdade fosse revelado, não só Jacob e Nessie sofreriam, mais toda família.
Minha cabeça doía de tanto pensar e meu corpo tremia de medo.
– Eu não posso ser fraca agora! Toquei meu ventre e minha força vinha dali, deles.
Me dei conta de que estava sentada no chão, e ao tentar me levantar uma dor me dilacerou e eu gemi.
– ANGÉLICA! Olhei pra porta e Nessie entrou correndo.
– O que aconteceu? Ela me ajudou a sentar no sofá.
Eu tentei falar mais novamente a dor me cortou.
– Will! Eu gemi chamando por ele.
– Fica calma querida eu vou chamar ajuda!
Ele pegou o telefone e falou tão rápido que eu não consegui saber pra quem ela ligou. Em menos de cinco minutos, Carlisle entrou correndo seguido de Esme e Alice.
– Como ela está?
– Não sei vô, cheguei aqui e ela estava caída no chão e acho que ela está com dor!
– angélica o que você está sentindo?
– Dor. Foi só o que eu consegui falar.
Carlisle me levou para o quarto e começou a me examinar. Ele verificou minha pressão, ouviu meus filhos e sua expressão não era boa.
– Nessie vamos leva-la para a mansão, a pressão arterial dela está muito alta e não estou gostando dessa dor! Lá posso medica-la melhor!
Eu queria meu Will! Não podia nem imaginar perder meus filhos e sem ele perto de mim me sentia mais desesperada.
– Eu quero o Will! Chorei e Nessie segurou minha mão.
– Calma querida, vou chama-lo! Vamos cuidar de vocês primeiro tá bom!
– Não Nessie eu quero ele comigo! Eu chorava descontroladamente.
– Angélica minha neta, você precisa se manter calma agora! Não vou deixar nada acontecer a vocês três, mais precisamos leva-la pra casa! Eu confiei na voz mansa de Carlisle e assenti.
– Alice! Nessie gritou.
– Estou aqui!
– Avise ao Billy que estamos levando a Angélica para a mansão!
– tudo bem.
– Vó, pega o carro na garagem, acho que não vai ser bom pra ela se formos correndo.
– Exatamente, Nessie. Carlisle completou.
– Melhor levarmos ela de carro.
Novamente Carlisle me pegou no colo e fomos em direção a porta. Ele me colocou sentada ao lado de Nessie e Esme sentou a o seu lado no banco da frente.
– Tudo ficará bem, querida! Nessie segurou minha mão me passando força.
– Meus filhos também gostavam de me assustar assim e tudo ficou bem!
– Não posso perde-los!
– Você não vai, tenha fé! O carro acelerou e no caminho que pra mim se tornou longo demais lembrei do meu sonho. Não posso perde-los, não posso! Era a única coisa que meu coração pedia.
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