O Poder De Uma Lenda
36 Capítulo 36 - Dupla felicidade
Notas iniciais
Capítulo 36 – Dupla felicidade
WILLIAM
Custei a dormir aquela noite, depois do que ouve com a Angélica. Por mais que vovô Carlisle tenha dito que ela estava bem, não consegui relaxar.
Nossa primeira noite em nossa casa passou de uma noite de amor, para uma noite de vigia, minha é claro!. Ela estava se sentindo culpada, pois na cabeça dela seu desmaio atrapalhou a nossa noite.
– Será que você ainda não entende que eu te amo?! Ela sorriu lindamente.
– É claro que eu sei, mais eu também tinha planos pra hoje, e por que eu não me alimentei vou ter que só dormir hoje!
– Então você não queria só dormir hoje né?! Angélica ficou vermelha de vergonha.
– Adoro ver você encabulada assim!
– Por que?
– Por que você fica linda, hora!
– Eu te amo sabia?
– Eu sei!
– Você é bem convencido!
– A culpa é toda sua por me amar tanto!
– Então vou te amar menos tá bom!
– Nada disso! Agora que eu tive o melhor vai tirar de mim! Ri e ela riu comigo.
Não demorou muito e ela adormeceu e por mais cansado que eu estivesse eu só consegui cochilar. Não via a hora de leva-la até a mansão, pra fazer um exame detalhado pra saber o que ela teve, aí sim eu conseguiria dormir em paz.
Levantei antes dela, e fui preparar o nosso café; sabia que ela acordaria com fome então já que não conseguia dormir mesmo fui pra cozinha; procurei pão na despensa, sabia que minha mãe tinha colocado tudo que nos gostamos e abri a geladeira atrás de queijo e presunto. Um bom sanduiche com suco de laranja de manhã ia fazê-la se sentir bem melhor. O cheiro do pão na chapa já enchia a cozinha e a minha fome também aumentou, tratei de comer antes de subir com uma bandeja e levar o café na cama pra minha esposinha.
Entrei no quarto bem devagar mais ela já estava acordada.
– Pensei que fosse te surpreender com o café mais você acordou antes e...
Antes que eu terminasse a frase ela correu para o banheiro e vomitou. Praticamente joguei a bandeja no chão e fui atrás dela.
– Anjo, o que você tem? Eu já estava aflito de novo.
Ela tentou falar, mais novamente se debruçou no vaso e vomitou. Eu já queria sair correndo e chamar o vovô, mais ela me impediu.
– Calma, eu já estou bem!
Ela se levantou, lavou a boca e a levei de volta para o quarto.
– Anjo você está pálida, deixa eu ligar para o vovô?!
– Não, eu estou melhor, mais esse cheiro!
– que cheiro amor?
Ela apontou para a bandeja e correu pra vomitar novamente. Antes de ir acudi-la, tirei a bandeja do quarto e fui ajuda-la.
Uma hora depois, já estava na entrada da mansão com Angélica no colo e nem precisei falar nada, pois meu avô Eduard tratou de deixa-los informados.
Todos estavam na sala e estava tão nervoso que nem cumprimentei ninguém
– Suba Billy, Carlisle já está esperando.
– Obrigado tia Alice!
Ela me olhava com um jeito eufórico que não condizia com minha aflição, mais estava tão apavorado que nem perguntei o por que de tanta alegria. Mais pude ouvir do alto da escada alguém perguntar
– Será?
Será o que? Nem tentei entender, só queria saber o por que o meu amor, estava tão mal.
ANGÉLICA
Estava começando a ficar preocupada com esse mal estar; mais Will estava mais preocupado do que eu. Nem bem eu parei de vomitar e ele já estava com uma roupa na mão dizendo que era pra eu tomar banho pra irmos ver o Carlisle.
Não questionei por que eu realmente me sentia mal. Nunca fiquei doente então pra mim aquelas sensações eram terríveis. No caminho para a mansão comecei a sentir cólicas fortes e Will correu ainda mais com o carro. Fechei os olhos com força e ele acariciou meu rosto.
– Já estamos chegando amor, você já vai melhorar. Tentei sorrir mais não consegui.
Passamos rapidamente pela sala, e Carlisle já nos esperava no escritório. Era incrível como em uma noite um simples escritório se tornou um equipado quarto hospitalar.
– Deite ela aqui, Billy! Ele obedeceu e comecei a ser examinada.
Will contou do meu mau estar mais cedo, e como estava me sentindo agora Carlisle só observava.
– Angélica querida, vou pedir pra você se sentar, tudo bem!
Balancei a cabeça confirmando e sentei. Ele se aproximou com um vidro de remédio na mão e ao destampar tive que correr para o banheiro se não vomitaria em tudo. Will já estava me segurando, pois já tinha vomitado tanto que já me sentia fraca.
Voltamos e Carlisle estava sorrindo ao ver Will me carregar e me colocar deitada novamente.
– Então vô, o que ela tem? É grave? Ele segurava firme em minha mão.
– Grave não, mais vou fazer um último exame para confirmar minhas suspeitas.
Ele puxou um aparelho de ultra som para perto de mim e novamente sorriu.
– Angélica minha neta levante sua blusa para que eu examine novamente sua barriga.
Obedeci e ele passou um gel em mim que me fez pular por ser tão gelado. Então ele encostou o aparelho em mim e ligou a tela. Imagens, sem forma apareceram na tela e não conseguia distinguir nada.
– Então Carlisle, qual o meu problema?
– Problema , querida, nenhum!
– Então por que eu me sinto tão mau?
– Isso é normal nos três primeiros meses!
– Como assim?
– Você está gravida Angélica, e muito gravida por sinal! Will deu um grito de alegria.
– Gravida! Tem certeza vô?
– Claro que tenho!
Eu ainda estava paralisada. Um lado do meu cérebro pulava de felicidade junto com meu Will, e outro tremia de medo. Meu sonho começava a fazer sentido agora, e meu medo de perder tudo o que eu havia ganhado me assustou.
– São dois não são? Will parou de me beijar e olhou para o avô assustado.
– Como você soube? Carlisle respondei.
– Eu sonhei com eles!
– Nós vamos ter dois filhos, é isso vô?
– Vão sim meu neto e eu terei tataranetos, não é maravilhoso!
Só percebi as lagrimas do meu rosto quando Will começou a limpa-las.
– Vou deixar vocês um pouco sozinhos tá! Pelo o que conheço de Alice, toda a família já foi avisada e logo teremos a casa cheia!
Ele saiu e Will sentou na minha frente sem dizer nada. Ele não sorria mais e fiquei preocupada.
– Cedo demais? Perguntei cautelosa.
– Não, claro que não. Esqueceu da minha promessa?
– Claro que não! Mais não sei se eles foram feitos na primeira vez!
– Não importa, o importante é que eles estão aqui! Ele tocou minha barriga de leve e sorriu.
– então por que você ficou serio de repente?
– Eu que pergunto isso! Por que você ficou seria de repente?! Você ficou feliz e meio segundo depois fez uma cara de pânico, como se tivesse com medo de tudo!
Ele me conhecia tão bem que até meu olhar ele decifrava. Mais não podia contar a ele sobre meu sonho, e sobre tudo o que eu descobri sobre Lia. Mais do que nunca minhas ações deveriam ser bem pensadas, por que meus filhos estavam em perigo.
– Eu estou muito feliz sim, amor e com medo também!
– Mais vou cuidar de você, todos nós vamos!
– Eu sei Will, mais nós nos casamos a um mês, e eu já estou gravida, e de gêmeos e...
Comecei a tremer e a chorar nervosamente.
– Ei, pare! Ele me abraçou.
– Você me ama?
– Amo.
– Eu também te amo, e isso é o mais importante. Não vou deixar nada acontecer com você ou com os bebês!
Eu ainda tremia ao lembrar dos gritos de minha mãe em meu sonho, mais tentei me acalmar.
Ouvimos gritinhos no andar de baixo e sabia que a casa já estava cheia.
– Anjo, acho melhor a gente descer, antes que todos invadam o escritório!
– Vamos sim.
Me levantei ele novamente me pegou no colo.
– William!
– Eu disse que cuidaria de você, não disse!
– Mais você está exagerando de novo!
– Tudo bem, vou coloca-la no chão, mais só lá embaixo; não quero você subindo e descendo escadas com nossos filhos na barriga!
Ri da careta que ele fez e me deixei carregar mais uma vez.
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