O Poder De Uma Lenda
14 Capítulo 14- O Lamento de um Pai
Notas iniciais
Capítulo 14- O Lamento de um pai
JACOB
Por mais que eu quisesse eu não conseguia senti-lo. Eu gritava no começo, rosnava em revolta por ser ignorado. Depois passei a pedir, implorar, mais nada.
Todos os dias eu me transformava na intenção de encontrar meu Billy. Meu filho, como doí não tê-lo aqui!
La Push parecia sentir o desequilíbrio de nossa família, por que ela não era mais a mesma. As arvores já não eram tão verdes, o mar não era mais tão azul, o sol parecia que nunca mais ia voltar. Mais de todas as mudanças o que era mais sentido por mim era o vento.
O vento sempre foi meu companheiro em muitas fases da minha vida e agora parecia que ele tinha me abandonado. Não é que não ventava, não era isso, mais o meu vento, eu não sentia mais. O vento que brincava por meus cabelos quando minha mãe me rodava na minha infância, o vento que corria comigo quando me transformei pela primeira vez, o vento que brincava com os cabelos de minha Nessie na ilha de Esme, o vento que fazia meu filho correr nas madrugadas chuvosas de La Push e se aninhar em meus braços. Esse vento tinha partido junto com ele.
Sentado aqui na praia, minhas lembranças de quando eu fui verdadeiramente feliz doíam ainda mais. Minha Nessie correndo com nossas crianças, eles aprendendo a nadar. Que saudade!
Sinto minhas lagrimas molharem o meu rosto mais eu não as reprimo mais. A muito tempo parei de tentar fingir que não doía, que não estava me matando. Ouvir meu filho gritar que eu não o amava, que eu sempre amei mais ao Chris que a ele, doeu na minha alma. Nunca em meus mais terríveis sonhos eu pensei que esse dia chegaria. A dor e a magoa estampadas em seus olhos arderam meus ossos. Eu sempre tive medo de que esse dia chegasse, mais nunca pensei que fosse ser assim.
Sinto o cheiro dela na brisa, e como em todas as manhãs ela se senta ao meu lado e só me abraça, ela sabe o que vai em meus pensamentos. Minha força, minha vida, minha alma, minha Nessie.
– Nada novamente? Só consegui balançar a cabeça negativamente.
– Não é algo para se preocupar?
– Sinceramente não sei. Nosso filho pode estar muito longe para conseguir se comunicar!
– Isso é possível?
– Sim. Se ele estiver muito distante e com a magoa que ele está sentindo, ele pode sim não se conectar. Ou...
Me obriguei a ficar em silêncio. A outra alternativa era dolorosa demais.
– Ou o que?
– Nada. Eu como sempre pensando bobagens.
Continuei olhando para o mar e as ondas continuaram a me trazer lembranças, sorri e ela perguntou o por que.
– Aqui é o lugar onde eu mais me lembro dele.
Ela apertou seu braço no meu e descansou sua cabeça nele.
– Como eu pude ser tão cego?
– Por que você diz isso?
– Quando o Billy saiu daqui, gritou que ele sempre se sentiu diminuído em relação aos irmãos, que eu sempre deu mais atenção...
Ela se levantou bruscamente e me olhou com raiva.
– Sabe Jacob Black, as vezes você é tão idiota! Tudo bem você errou, disse coisas que não devia, mais passou, morreu. Ele tinha o direito de se aborrecer, de se sentir um pouco rejeitado, mais aquela raiva toda! Ele nunca foi assim Jake, nunca! Você não percebe que aquela mulher usou a fraqueza do nosso filho pra acabar com a nossa família!?
– Pelo amor de Deus Renesmee, de novo essa conversa! Renata não teve...
– Como você ainda acha que não Jake? Nosso filho sempre foi um ótimo menino, um filho maravilhoso, um bom irmão e do nada sua cabeça muda completamente por um sentimento que nem sabemos se era real! Uma mulher desconhecida, com um passado nebuloso e até hoje eu não consigo compreender como meu pai e minha tia Alice não conseguiram identificar isso.
– Talvez por que não houvesse nada para se identificar.
Ela bufou com raiva mais voltou a se sentar.
– Sei que você não quer ir atrás dele, mais precisamos saber como ele está! Se está comendo, se está doente se está vivo!
Seus olhos já brilhavam pela lagrima que teimava em cair. A abracei com força tentando partilhar toda a nossa dor.
– Quando foi que a nossa vida ficou tão complicada?
Ela não respondei, só me soltou e deitou a cabeça em meu colo. Tentava entender como foi que eu deixei as coisas ficarem assim! Eu sempre fui seu melhor amigo, seu confidente e agora, não consigo nem me comunicar com ele!
Deixei a tristeza me dominar novamente com minhas lembranças, sempre elas. As vezes me perguntava se eu lembrava de saudade ou por punição, para lembrar tudo o que eu havia perdido.
– Jake, você ficou calado, o que foi?
– Só lembranças!
– que lembranças? Respirei fundo tentando controlar meu choro que teimava em voltar.
– Lembrei da primeira vez que ele andou, aqui mesmo nessa praia, de quando ele caiu pela primeira vez e eu fiquei furioso com Emmett por isso. Onde já se viu deixar um bebê sozinho no sofá! Vampiro idiota! Ri da lembrança.
– Me lembrei do seu primeiro beijo, e de como ele chegou eufórico da escola pra me contar.
A cada lembrança meu corpo tremia pela dor da saudade.
– Lembrei de quando ele transou pela primeira vez, o quanto ele sorriu quando eu disse esse é mesmo um Black! Coisa idiota de se dizer na época mais pra ele foi maravilhoso, eu pude ver em seu olhar. E agora...
Não consegui terminar minha frase era muito pra mim.
– Jake ele vai voltar!
– E se não voltar? Ele se foi, Chris se foi. Se não fosse por minha princesinha eu teria morrido de tristeza. Acho que se ela não tivesse me perdoado, não sei o que aconteceria!
– Ele vai voltar, e vai ver que foi injusto em algumas coisas.
– Mais eu também fui Nessie!
– Então quando nosso filho voltar diga isso a ele, peça perdão, diga que o ama que sentiu saudade, mais faça alguma coisa por que eu estou vendo você morrer um pouco a cada manhã que você levanta e não consegue noticias dele!
Novamente meu peito doeu, mais agora com uma violência descomunal. Meu corpo parecia estar sendo torturado. Podia ouvir Renesmee gritando bem longe, mais não conseguia responder, a dor era muita. Por um segundo ouvi a voz de meu filho.
– Pai, me ajuda pai! E antes que eu pudesse responder, caí inconsciente.
Notas finais
OBS: a formatação ficou ruim sorry!
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