O Poder De Uma Lenda
11 Capítulo 11 - Intrigas
Notas iniciais
No último capítulo Liz perde o bebê depois de ser atacada por um vampiro misteriosos e Taís desconfia de Renata.
Capítulo 11- Intrigas
RENATA
- Vem meu amor, deixa essa história pra lá, o que importa é que você sabe a verdade.
– Renata eu não acredito que a Taís disse tudo aquilo sobre você. E você viu o Chris? Defendendo a idiota mesmo sabendo que ela estava errada. As vezes eu fico com tanta raiva disso. E o meu pai? Ele tinha que ter ficado do nosso lado!
– Não fica assim amor, apesar de tudo o que aconteceu o nosso casamento foi hoje.
– Me desculpe. Eu não vou brigar com você por causa deles.
– William, posso pedir uma coisa?
– Claro minha esposa.
– Eu queria ir pra nossa casa, o clima aqui está tão carregado eu queria ficar só com você hoje. Você se importa?
– Claro que não! Vamos sair pela janela, eu não quero passar pela sala e falar com meu pai agora. Essa historia ainda não me desceu.
Chegamos em casa em cinco minutos e não demorou muito para o William dormir. Agora eu estava aqui sentada na beira da cama olhando para esse idiota que eu vou ter que chamar de marido por algum tempo. Quando chegar a hora eu mesmo vou mata-lo, por ser tão ingênuo.
Tudo está correndo como o planejado, apesar daquele recém-criado desgraçado quase ter arrancado o meu braço. Nem sei como eles não sentiram o cheiro do Alec perto de nós. Eu esperei muitos anos para ver a nossa vingança em ação e agora que tudo esta correndo dentro do planejado eu nem posso acreditar.
Depois de tudo que passamos em Volterra, foi uma sorte descobrir meu novo dom. Depois que descobri que podia fazer qualquer espécie, humanos, vampiros e ate lobisomens me amar nossos planos de destruição dessa raça mestiça ficou bem mais fácil. Nossa maior dificuldade sempre foi saber como nos aproximar de Alice e Eduard sem que eles desconfiassem de nada. A primeira parte foi a pior de todas, me afastar de sangue humano. Como eles conseguem sobreviver só com isso eu nunca compreendi, mais tinha que mudar a cor dos meus olhos então fiquei anos sem me alimentar de sangue humano.
Foram anos de treinamento, até estarmos todos prontos e ate que os mestiços estivessem totalmente evoluídos. Corríamos contra o tempo pois conhecíamos a lenda do imprinting. E se o filho mestiço sofresse imprinting com alguém ficaria mais difícil. Realmente foi uma sorte encontra-lo logo de cara. O bobinho acreditou realmente que estava apaixonado por mim. Deixei que Eduard visse tudo o que queria em minha mente e quando ele foi chegando nas partes importantes meu dom o dominou e ele já estava encantado também. Não era a mesma intensidade que eu projetei em seu netinho, mais forte o suficiente, para que ele me considerasse uma irmã, uma irmã sem a qual ele não poderia ficar.
E assim eu fiz com todos eles. Minha prova de fogo foi Alice e Jasper. Se ela tentasse ver o meu passado ou o meu futuro seria complicado. Então descobri que quem se envolve com os cachorros também se perdem nas visões de Alice. Internamente eu gargalhava de felicidade.
Alice não conseguia me ver, e tive tempo para fazê-la me amar também. Jasper assim que sentiu a paz de Alice relaxou o que me facilitou bastante. Os outros foram caindo nas minhas garras um a um.
Minha única preocupação era a mestiça mãe. Mulher irritante, bem que ele falou. Não sei por que, meu dom não fez efeito nela? Isso me obrigou a fazer a cena em que eu ia embora. Eu precisava deixar o filhotinho dela nas minhas mãos, nada melhor do que coloca-lo contra ela. Então usei a outra mestiça para fazer todo o trabalho. Chorei, disse que abria mão dele para que ele fosse feliz, essas coisas bestas que só os apaixonados fazem e ela caiu.
Pensei que a irmã seria difícil de controlar por causa da sua habilidade mais acho que a gravidez a deixou mais suscetível. Tudo estava nos meus planos, o reencontro, a transa, e diga-se de passagem que pelo menos isso o lobo sabe fazer. Confesso que me deixava levar um pouco nessa hora, se ele pudesse ler minha mente, saberia de tudo. Mais se eu ainda não podia mata-la, que mal teria usa-lo um pouquinho!
O casamento aconteceu mais rápido do que eu planejei mais não me importei, o plano teria que correr perfeitamente bem dali pra frente.
Foi um casamento horrível! Como os humanos conseguem suportar essas baboseiras sem vomitar? Mas eu me mantive firme, com um sorriso no rosto e um brilho no olhar. É hilário lembrar a cara do cachorrinho quando me viu com aquele vestido de noiva!
Eu pensei que nunca teria uma oportunidade de agir, quando a irmã me chamou para acompanha-la ao banheiro. Na volta senti um cheiro diferente no ar, só podia ser ele, então sorri e imediatamente ele apareceu a jogando contra uma árvore e pronto para mata-la. Mais ele não podia, o plano não era esse, ela teria que viver para sua raça sofrer junto com ela. Então tive que intervir antes que ele colocasse tudo a perder. O vampiro idiota me atacou rasgando meu braço, quando gritei, Alec apareceu rapidamente, levando-o com ele.
– Leve esse idiota daqui, eles já estão bem perto, logo nos falaremos.
Voltei com minha atuação de desesperada e comecei a gritar até que eles nós encontraram.
O que eu não contava era com a nojentinha adotada, pegando no meu pé. Ela sempre foi tão insignificante que eu nem me dei ao trabalho de inclui-la em meu transe. Mas aquele show dela querendo me desmascarar serviu para a segunda parte do nosso plano começar. Eu ainda não sabia como faria para coloca-los uns contra os outros, agora eu já sabia. O pai será meu ponto de partida. Vou usar o ciúme que o totó tem do irmão, para acabar com essa matilha nojenta de mestiços. E aí quando tudo for só briga e caos, meu mestre dará o tiro de misericórdia. E retornaremos para o lugar do qual nunca devíamos ter saído, a realeza.
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