O Poder De Uma Lenda
5 Capítulo 5 - Não Importa!
Notas iniciais
Capítulo 5- Não importa!
WILLIAM
Então era assim! Essa era a sensação de ter um imprinting. Eu sempre vi nas mentes de meus irmão e de meu pai como era, mais agora que aconteceu comigo, eu estava sem palavras. Quando olhei nos olhos dela, senti meu lobo gritar, se contorcer, foi algo até doloroso! No primeiro momento eu não pensei que fosse imprinting, aquele cheiro era forte demais! Mas lá na mansão, quando me aproximei dela e conversamos tudo ficou claro pra mim.
FLASH-BACK WILLIAM
Eu queria me aproximar desde que chegamos, e aproveitei a saída de meu pai e meu avô para isso.
– Oi, muito prazer eu sou o Billy. Ela parecia assustada.
– Não precisa se preocupar, tudo ficará bem.
Ela sorriu e meu coração acelerou.
– Obrigado por me defender. Eu não queria atacar seu irmão, eu só estava me defendendo!
– tudo bem, Chris é meio cabeça quente mesmo.
Seu olhar dourado me chamava atenção.
– Posso perguntar uma coisa?
– Claro.
– Mais você não pode se ofender!
– Agora fiquei preocupada! Ela sorriu.
– Na verdade são duas perguntas.
– Nossa você é rápido hem!
Ela sorria ainda mais e eu fiquei com vergonha. Como ela conseguia me fazer sentir isso? Nunca uma mulher conseguiu me encabular e olha que eu conhecia muitas!
– Primeira pergunta! Por que seus olhos não são vermelhos? Você é vegetariana como os meus parentes?
Vi ela ficando tensa.
– Se não quiser responder tudo...
– Não eu respondo, só que é constrangedor.
– Como assim?
– quando deixei Volterra, eu queria andar nas ruas, conhecer as pessoas mais meus olhos e meus hábitos sempre me entregavam. Então lembrei dos Cullens. Seus hábitos alimentares facilitavam sua vida social então experimentei! Não foi fácil, mais vendo o que isso me trouxe, sinto que tudo valeu a pena.
Ela olhava fixamente em meus olhos. Desviei o olhar por que estávamos tão próximos que poderia beija-la. E como eu queria isso!
– Ok, segunda pergunta! Ela sorriu novamente.
– Pelo que contei você já está indo para a quarta pergunta!
– Tudo bem então deixa pra lá. Ela acariciou minha mão e eu tremi.
– eu estava brincando, pode perguntar.
Seu toque gelado em cima da minha pela me arrepiou. Olhei para os lados e vi minha mãe nos observando.
– Escute, como já fiz três perguntas vou deixar a próxima para amanhã cedo, no nosso passeio.
Seu olhar agora era triste.
– não sei se amanhã eu estarei aqui.
– Mas... tentei falar mas minha garganta deu um nó. Respirei fundo e tentei passar menos desespero do que aparentava.
– Bom se você for embora, não saberá o que eu quero perguntar, e era uma coisa importante! Ela não respondeu e logo ouvi meu pai chegando.
FIM DO FLACH-BACK WILLIAM
Agora que eu sabia que ela ficaria mais alguns dias eu estava mais tranquilo. Eu teria que conversar com meu pai sobre a permanência dela na reserva. Um imprinting não pode viver longe do outro, e eu não poderia deixa-la partir. Eu quase não dormi aquela noite, eu queria que a manhã chegasse logo para eu vê-la novamente. Quando olhei na cabeceira da cama, o relógio marcava cinco da manhã e meu corpo já não aguentava mais esperar. Eu sabia que meu pai viria conversar comigo sobre o que aconteceu, mais eu precisava encontra-la, e como ninguém na casa dos meus avós dormia mesmo, me levantei pulei a janela e corri até o chalé. Antes mesmo de chegar lá, já sentia seu cheiro. Ainda era doce demais pra mim, mais não era ruim. Me aproximei e a vi sentada na entrada do chalé. Ela estava mais linda que na noite anterior. Cheguei mais perto e ela estava tão distraída que se assustou com minha chegada. Ela sorriu como se eu fosse seu mundo e eu sorri igual. Mais de repente seu sorriso foi se transformando em um olhar de tristeza e ela se virou.
– O que foi? Não gostou de me ver?
Ela não respondei.
–Vou embora hoje!
Meu peito doeu.
– Mais por que? Meus avós mandaram você embora?
– Não, eles foram ótimos. Depois que chegamos aqui eles conversaram muito comigo sobre tudo que aconteceu ontem e eu não posso ficar.
– Mais por que?
Eu já estava sendo repetitivo, mais eu não podia imaginar minha vida sem ela. Segurei seu braço e a forcei me olhar.
– Preciso saber o que está acontecendo. Eu não vou deixar você partir assim, não depois de tudo o que aconteceu ontem.
Ela gemeu e encostou seu rosto em meu peito. Seu corpo frio começou a tremer e se pudesse ela estaria chorando.
– Por favor, não fique assim! Eu já gosto de você demais pra ver você sofrendo! Ela me soltou rapidamente.
– Mais não é real, você não entende! Ela gritou.
Ela parecia arrasada. – O que não é real?
– Isso. Ela apontou pra mim.
– essa sensação, esse sentimento que tenho por você e que você acha que tem por mim. Isso é só o reflexo do ser que eu sou.
– Como assim? Que loucura toda é essa? Eu já estava aflito.
– Seu avô me contou, sobre o imprinting. Senti meu corpo ferver.
– Ele não devia. Eu queria contar a você.
– Ele não fez por mal, pelo contrario. Ele só quis me explicar o por que eu estou me sentindo assim tão envolvida por você.
Ela voltou a sentar e sentei ao seu lado.
– E é tão ruim assim me amar?
Ela acariciou meu rosto e eu fechei os olhos. Aquele toque já era tudo pra mim.
– Eu daria tudo para amar você de verdade. Mais não posso.
– Por que?
– Billy, quando eu era uma Volturi, nunca soube realmente quais eram os meus poderes. Eu estava ligada a Aro e só me interessava protege-lo.
– Eu ouvi você contar essa historia. O que isso tem a ver com a gente?
– Ontem quando nós conhecemos, um outro poder meu, que eu não sabia que existia se manifestou.
– Que tipo de poder? Eu já estava ficando preocupado.
– eu crio laços entre aqueles que tentam contra mim.
Eu estava confuso.
– Quando vocês me atacaram eu criei um laço com você, que parece com o imprinting que vocês lobos sofrem.
Estava começando a entender e meu coração já doía.
– Você está dizendo que tudo o que eu estou sentindo por você, é uma ilusão?
Meu corpo começou a tremer e eu me afastei.
– Sim. Infelizmente eu me deixei levar por isso e tudo ficou pior.
– Como você pode fazer isso comigo? Eu já estava gritando.
– eu não sabia! Eu nunca podia imaginar que o amor que eu sinto por você fosse...
– Uma mentira, uma farsa, uma defesa de sanguessuga!
Ela se encolheu com minha palavras. Eu estava arrasado, eu nunca quis um imprinting e agora que eu tinha um, que meu coração tinha encontrado a razão por bater eu descubro que tudo era uma grande ilusão.
– Por favor Billy, me perdoe? Ela tentou me tocar mais eu não deixei.
– Como é que eu me livro disso?
Eu estava sendo mais grosseiro que o necessário mais não consegui me conter.
– É só ficar longe de mim alguns dias eu acho. Tudo vai parecer normal logo.
– Ótimo! Não quero ficar com você em minha cabeça por muito tempo.
– Não ficara! Como eu disse eu vou embora hoje.
Ela parecia tão arrasada quanto eu.
– Tudo bem então. Tudo acaba aqui.
Não dei tempo pra ela dizer mais nada, corri pra floresta e deixei meu corpo explodir. Doía demais! Por que doía tanto? Se não era real por que meu peito estava se rasgando e meu corpo parecia em pedaços. Senti meu pai se transformando, eu não queria falar com ninguém, mais ele correu em minha direção assim que viu minha mente.
– Filho vamos conversar!
– Eu não quero!
- Billy espera filho, eu sei que doí, mais vai passar. Não era real, mais um dia você vai encontrar sua companheira e...
– Eu não quero isso! Já tive uma ideia do que é ter um amor, e perde-lo. Imprinting é uma maldição, não uma benção.
– Não diga isso Billy! Sinto sua dor filho, deixa eu te ajudar!
– Não! Eu não quero sua pena!
– Filho!
– não importa pai, não importa.
Corri o mais rápido que podia e senti quando ele parou de tentar de me alcançar. Eu precisava de um tempo, eu precisava arrancar meu coração e nunca mais deixa-lo bater.
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