O Poder De Uma Lenda
23 Capítulo 23- Surpreendidos
Notas iniciais
Capítulo 23- Surpreendidos
WILLIAM
Quatro dias havia passado desde que consegui falar com meu irmão. E depois disso vivíamos no limite. Eu fingia que ainda era controlado por Ozires e meu anjo fingia me ignorar. Era difícil ficar o dia todo sem poder abraça-la ou beija-la, mais me controlava na esperança da noite chegar logo.
Quando os sanguessugas saiam para caçar ela corria para meus braços. Ficávamos a noite toda conversando, falando sobre a nossa vida e planejando nosso futuro.
– Quero levar você a praia de La Push, quero levar você para pular do penhasco comigo...
– Nossa assim eu me assusto! Ela sorriu lindamente.
– Você vai adorar tudo!
– Eu sei que vou. Com você tudo será maravilhoso!
Ela corou e seu rosto assumiu o avermelhado mais lindo do mundo. Beijei sua testa e ela me abraçou.
– Eu te amo meu anjo.
– Eu também te amo William!
Começamos a nos beijar calmamente, e como de costume, o beijo ficou intenso rapidamente. Por mais controle que eu tivesse ouvi-la gemer através dos meus beijos me deixava louco. Acariciei sua perna e ela tremeu em resposta. Adorava aquela reação, me sentia amado, desejado. Continuei a beija-la e me surpreendi quando senti sua mão invadindo minha blusa. Adorei aquilo, ela era sempre tão tímida, que senti-la se soltando foi o céu. Troquei sua boca por seu pescoço e mudei a posição dos nossos corpos. Ela gemeu mais alto me fazendo aumentar a intensidade dos meus beijos.
– William! Eu...
– O que meu amor? Eu estava ofegante.
– Eu te quero!
Parei o beijo na mesma hora e a olhei assustado. – O que você quer!?
Ela ficou vermelha de novo.
– Anjo, não tenha vergonha de mim!
– William eu... Ela colou seu rosto no meu peito com vergonha.
– Eu te quero, quero demais! Não posso imaginar minha vida sem você. E se alguma coisa der errado, não quero viver pensando no e se...
– Angélica não pense assim, tudo vai dar certo!
– e se não der amor? Ela se levantou e foi para a janela.
– E se não tivermos tempo?
Eu abracei suas costas e ela tremeu.
– Não quero que seja ele William! Foi a vez do meu corpo tremer.
Virei o corpo dela para o meu e abracei novamente. – Ele nunca vai tocar em você! Está ouvindo!
– William!
– Não! Olha pra mim.
Segurei seu rosto e ela já chorava. – Amo você. Entende isso!
– Sim, mais...
– Mais nada! – Amo o seu jeito, amo sua tranquilidade amo tudo. Amo o seu corpo e só Deus sabe o quanto é difícil resistir a ele. Mas não vou fazer isso aqui! Quero que seja especial, pra mim e pra você!
– Mas assim que Aro souber o que esta acontecendo ele vai matar você.
- Meus irmãos chegaram antes!
– Como você pode ter certeza?
- Não sei meu amor, eu só sei.
Voltei a beija-la e ela se acalmou.
Minha mente tinha os mesmos medos que ela, mais eu não deixaria que ela soubesse. Por favor, irmão venha logo!
ANGÉLICA
Eu tinha medo, mais nos braços dele, tudo parecia tão tranquilo que eu relaxava. Eu tinha encontrado o amor da minha vida e agora precisava ser forte para poder viver esse amor. Sabia que no momento que Aro descobrisse tudo, ele tentaria nos matar. Se fosse assim até que seria bom, mais como eu conheço sua maldade, ele provavelmente mataria meu William e me obrigaria a casar com ele, só para me punir! Isso com certeza seria pior do que a morte!
Tentei convencer William a fazer amor comigo, mais estava tão apavorada com a ideia que ele percebeu. Eu o amo, e o desejo profundamente, mais depois de tantos anos lendo contos de fadas, idealizei minha primeira vez como algo fantástico, e ele sabia disso. Ele faria tudo para realizar meu sonho e nunca faria nada comigo aqui, na nossa prisão.
Seis dias depois dele falar com o irmão, comecei a perceber que os vampiros da casa estavam muito nervosos, e tentei sondar com a vampira loira o que estava acontecendo.
– Senhora! Ela me olhou com desprezo.
– O que está acontecendo? Todos parecem tão nervosos?
Ela me olhou furiosa e pensei que mais uma vez fosse levar um tapa, mais surpreendentemente ela sorriu.
– A noivinha não sabe? Sei noivo virá essa noite!
Meu coração acelerou tão depressa que pensei que fosse morrer. Senti minhas pernas bambas e me apoiei na mesa.
– Você realmente pensou que ninguém sabia o que você e o mestiço andavam fazendo!?
Eu já sentia minhas lagrimas rolando. Minha voz era um sussurro, mais eu tinha que tentar.
– Por favor!
– Eu não contei nada ainda mestiça nojenta, mais isso vai custar caro!
– Qualquer coisa! Mais deixe que eu fale com William!
Ela sorriu debochadamente e balançou a cabeça permitindo.
Obriguei minhas pernas a se moverem e corri em direção ao quarto. Ele se assustou quando me viu entrando aquela hora e daquele jeito.
– Anjo o que foi? Eu só tremia.
– Angélica você está me assustando! O que houve?
– Ele está vindo!
– Quem está vindo?
– Aro. Ele rosnou e eu o abracei.
– Por favor, não faça nada, por favor!
– Ele não vai encostar em você!
- Por favor William!
Senti o corpo dele tremer como naquele primeiro dia. Ele me colocou nas suas costas e rosnou novamente.
– Amor o que foi?
– Se afaste um pouco anjo, não quero te machucar!
A porta se abriu bruscamente, e eles já estavam ali. Aro com seus guardas, Alex, meus irmãos e Renata.
– Vagabunda! Renata gritou vindo em minha direção mais foi paralisada pelo lobo de William que se transformou.
Aro levantou a mão e ela parou.
– Sua raça é realmente surpreendente meu caro William! Quando pensei que já conhecia o segredo para suprimi-los, você me surpreende novamente.
Ele olhou para mim e voltou William. – Lei é il suo vero amore ( ela é seu verdadeiro amor) !
– Aro por favor! Tentei falar mais ele levantou a mão me calando.
– Quero saber quais danos ele causou a você minha cara!
Ele estendeu a mão para que eu a tocasse. Ele saberia de tudo, isso era o fim.
Me movi e William pulou na minha frente. No mesmo segundo ele estava se retorcendo no chão, tocado pelo dom de Alex.
– William, não! Por favor, eu faço qualquer coisa, mais pare, pare de machuca-lo!
Aro olhou para meu pai e meu William começou a se acalmar. Me levantei e ele gemeu.
– Tudo bem meu amor!
Me aproximei de Aro e estiquei minha mão. Podia ver a fúria que surgia de seus olhos a cada lembrança minha que ele via. Ele soltou minha mão e sorriu sombriamente.
– Vamos meus queridos, teremos visitas em breve!
Alex! – Sim mestre!
– Traga sua filha para mim, apesar de manchada pela boca do mestiço, ela continua imaculada, ainda poderá ser minha esposa.
Ouvi William rosnar e gritar de dor novamente.
– Vamos Angélica! Ele começou a me arrastar pelo quarto e eu comecei a gritar.
– Soltem ele! Eu o amo! Soltem ele!
– Angélica! Ele tentava gritar em meio a dor. William eu te amo!
— Angélica eu vou buscar você! Eu prometo!
– William!
– Cala a boca garota!
Renata e Julian riam do meu desespero, enquanto via no olhar de Ozires, tristeza por mim.
– Irmão! Me ajude! Sei que você não é como eles, você é diferente! Ozires não deixe que ele morra! Ele é minha vida! Irmão!
Eu gritava, mais foi em vão. Alex me arrastou ate um dos carros e ouvi quando Aro deu a ordem.
– Ozires meu rapaz, mate-o, lenta e dolorosamente.
Meu irmão só assentiu. Antes que o carro partisse ele me olhou, vi uma lagrima rolar por seus olhos, mais não tive tempo de gritar, o carro acelerou e me levou para a morte.
Fale com o autor