O Poder Das Gémeas
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Lembrar que Harry Potter não nos pertence, mas sim a JK Rowling, warner bros e associados, bla bla bla :P
Nós amamos JK Rowling e Harry Potter!
Boa leitura!!!
Capítulo 14
Passado alguns dias, as equipas entravam pela porta do Salão quando se depararam com um cenário… De um certo modo, estranho. Vários bonecos estavam espalhados por toda a divisão. Muitos não sabiam que esse boneco era o bugs bunny, um boneco muggle.
Os gryffindors olhavam para o maior que lá estava. Este estava sentado na cadeira do director, imponente, como se aquele lugar lhe pertencesse e como se estivesse a fitar superiormente Snape, que ainda olhava em volta do salão. Havia no candeeiro, havia em cima de todas as mesas e em todas as tochas do grande Salão. Podia-se dizer que quem tinha feito aquilo tivera muito trabalho.
Os ravenclaws e hufflepufs fitavam os gryffindor pensando que aquilo tinha sido preparado por alguns deles. Queriam ter tido aquela ideia antes deles, mas já não importava quem tinha feito mas o que aquilo significava. A escola estava a mostrar que não ia desistir da luta, que não se ia submeter àquela força que já invadira o castelo. Os alunos agora lutavam juntos contra o terror que se vivia no mundo.
Os slytherins olhavam para aquilo julgando aquela atitude demasiado estúpida, arrogante e imprudente. Não percebiam o que se passava ou o que tinham que fazer. Viam que os alunos das outras equipas ganhavam forças com aquela afronta. E alguns deles também ganhavam essas forças tão necessárias.
- Para terem um castigo menor, quem fez isto que avance. – Disse Carrow aproximando-se dos gryffindors. Snape impediu-o e olhou em volta. Num momento, com um aceno de varinha, os bonecos desapareceram todos.
- Esta brincadeira vai ter um castigo à altura. – Disse o director. – Não pensem que sairão ilesos disto. Quebraram a rotina e a organização desta escola. Não sairão ilesos. Agora, sugiro que os culpados, assumam. – Ele olhou para os alunos. – Não dizem nada? Muito bem. – Ele acenou a mão e os Carrow aproximaram-se dele. Falaram durante algum tempo baixo sem mais ninguém ouvir. – Sentem-se! – Os alunos sentaram-se. – Estes… bonecos foram originados de um feitiço de multiplicação. Um professor vai passar por vocês e pegar na vossa varinha vendo quem usou um feitiço de multiplicação recentemente. – Os alunos começaram a comentar. Não podiam dar assim a sua varinha. A varinha é a alma de um feiticeiro, a sua companheira de uma vida, a sua mais leal amiga. Snape avançou para a mesa dos slytherins.
- Olha, até as dos slytherins vão ver. – Comentou Neville para Ginny que estava ao lado de Irina.
- Claro que sim. – Ginny disse. – Já nem os slytherins fazem o que todos esperam. Quer dizer, alguns deles.
- Isso é bom, não é? – Irina perguntou. – Assim, o outro lado não está tão poderoso dentro da escola. Foram vocês que fizeram isto?
- Não. – Responderam Neville e Ginny ao mesmo tempo. – Mas eu gostava de ter tido esta ideia. – Continuou Neville.
- Sim, eu também. – Ginny sorriu. – É um boneco muggle. Está óptimo. Ou estava. O Snape já tirou os bonecos. – Naquela altura, já por todo o salão sabia-se que o que tinha "invadido" o castelo era um boneco muggle o que agravava mais as coisas. Os alunos estavam mesmo a fazer frente àquela ditadura e àquele narcisismo que se vivia naqueles tempos.
- Eu gostei mais do que estava na cadeira do Snape. Parecia que o estava a desafiar. Na minha opinião acho que o bugs bunny ganhou. – Ginny e Irina riram baixinho. – E na minha também opinião, acho que ele fazia um melhor trabalho do que o Snape, como director.
*
- Já viste, Laura, o que fizeram? – Elle comentou baixinho para a amiga que estava ao seu lado. – O Snape não vai perdoar isto.
- Isso, se ele descobrir quem o fez. – Disse Laura. – Estas coisas vão continuar a acontecer até ao final do ano lectivo. – Elle olhou para Snape que se aproximava lentamente pegando em todas as varinhas embora com bastante reticência por parte dos alunos. Dar a varinha a um outro feiticeiro era assustador. Um feiticeiro sem varinha era um feiticeiro nu.
- Miss Eagle, a sua varinha. – Laura olhou-o reticente quanto ao gesto que fazia para tirar a varinha. Ela entregou-lha. Snape esteve com ela um momento nas mãos e devolveu-a. – Muito bem. – Snape olhou para Elle.
- Mademoiselle Rouchouse. – Ele estendeu a mão.
- Director… — Elle também era uma feiticeira. Ela não queria dar assim a sua varinha, mas também não tinha nada a esconder. – Sim… Aqui tem. – Snape pegou na varinha e devolveu-a de seguida.
– Avançando.
*
- Eu não acredito é que vou ter que dar a minha varinha… — Neville disse. – Oh, não, nós vamos ter que a mostrar ao Snape. – Snape vinha na sua direcção. – Também não sei qual seria pior. Se o Snape, se os Carrow.
- Eu acho que seria igual, mas como nós não temos nada a esconder, não tememos. – Irina disse. – Embora ter que dar a minha varinha seja um pouco complicado.
- Longbottom, a varinha. – Neville olhou-o desafiador.
- E por que lhe daria eu a minha varinha? – Neville tinha a varinha no ar. – Ela é minha.
- Ora, Longbottom, não me digas que estás a admitir. – Snape disse. – Eu já avisei que mais alguma coisa e vocês os três são expulsos. Expulsos, ouviram? – Neville entregou-lhe a varinha. – Muito bem, sem nada a apontar. Miss Weasley. – Ginny deu-lhe a varinha. – Também sem nada. Miss Saint-Claire. – Irina olhou para a varinha que estava na sua mão. Que palhaçada era aquela? – Miss Saint-Claire. – Ela estendeu o braço e ele tirou a varinha. – Muito bem, estão inocentes. – Disse Snape entregando-lhe a varinha.
Os professores enventualmente acabaram de ler as varinhas e falaram entre si. Os alunos esperavam o veredicto na expectativa.
- Quem é que terá feito? – Perguntou Ginny ansiosa.
- Eu acho que eles não descobriram. – Disse Irina. – Se não já se sabia. Assim que se tivesse descoberto. A sério. Não estou preocupada com ninguém. Acho que tiveram muito cuidado para não serem apanhados. Quase que adivinho que a comida vai aparecer. – As mesas do salão foram cheias de comida e de louça. Ginny riu para Irina. – E que depois os professores se vão sentar e mandar-nos para as aulas depois de tomarmos o pequeno-almoço. Já devíamos estar nas aulas. Ao menos não temos Magia Negra, que era a primeira aula da manhã. – Disse para Neville. – Isso é bom.
- Eu sei. – Neville sorriu.
Os alunos ainda falavam entre si sobre a cena que tinham encontrado e o que se tinha passado a seguir. Os professores sentaram-se nos seus lugares observando os alunos.
- É incrível como a rotina já começou outra vez, não é? – Perguntou Ginny.
- A rotina? – Irina perguntou. – Para mim, isto começou a tornar-se interessante. Viram como os Carrow e o Snape reagiram? Quiseram logo descobrir quem tinha feito aquilo. Nós estamos a fazer-lhes frente de uma maneira que noutros tempos seria apenas uma traquinice que seria visto como mais uma coisa comum numa escola e ainda por cima, os alunos tinham usado o que tinham aprendido. Mas nestes tempos, esta coisa sem grande dimensão, algo pequeno, é uma afronta. É fantástico! As pequenas vitórias são boas. Fazem-nos crescer, amadurecer. Ficamos preparados para algo de grande dimensão e é disso que precisamos. De preparação, de crescer, de ter experiência.
- Sabes? Tens razão. – Ginny disse. – Devagar se vai ao longe. E um pequeno passo como este é algo que vai estar na nossa memória quando tivermos que preparar algo grande. Adoro ver que as pessoas não estão a desistir apesar das investidas do Quem-nós-sabemos e dos devoradores. É tão bom sentir que não estamos sozinhos nesta luta constante. Às vezes é preciso alguém nos lembrar disso. – Nos olhos de Ginny lia-se uma certa tristeza. Irina abraçou-a. – Nós não vamos desistir. Até ao fim.
- Até ao fim, Ginny, até ao fim. – Disseram Neville e Irina ao mesmo tempo.
- Antes de vocês irem para as aulas, tenho algo a dizer. – Snape levantou-se da cadeira. – Quem fez isto não pense que não é por não ter sido descoberto que isto foi esquecido. Nós nunca esquecemos nada. – Ele disse ameaçador. – Para a próxima vez que pensarem fazer algo assim, pensem melhor. As consequências poderão ser desvastadoras. Agora, avancem para as aulas.
Os alunos saíram assim que o director deu permissão. O ruído era ainda maior do que outras vezes. Os alunos já não estavam tão bem controlados mais. Na verdade, aquilo era mesmo normal. Depois de terem visto tanta destruição e tanto terror, era natural pensarem em combatê-lo porque aguentarem parados não conseguiam.
Durante dias falou-se bastante sobre o acontecimento do bugs bunny e todos queriam saber quem tinha feito aquilo mas isso não se descobriu. Quem o tinha feito tinha mantido o segredo muito bem escondido.
Nesses dias, Elle e Irina não se puderam encontrar, nem procurar por Dumbeldore, pois a escola estava a ser mais vigiada pelos professores devoradores. Mas o pior era que já sentiam saudades de conversar uma com a outra. Antes, em Pahtellons, elas falavam a todo o momento e sempre que queriam. Mas agora, por causa daquela ditadura que se vivia, não conseguiam fazê-lo. E elas sentiam necessidade de conversarem e de partilharem as suas experiências.
Por fim, a escola voltou ao normal e elas conseguiram encontrar-se na mesma sala. Elle tinha chegado em primeiro e Irina entrava agora na sala.
- Então, como é que tu estás? – Perguntou Elle com um sorriso. Irina abraçou-a apertado. – Eu estou bem.
- Eu também. Dentro do possível, claro. – Irina encolheu os ombros e a amiga repetiu o gesto. – E aquilo do bugs bunny. – Elle riu. – Foi brutal! E os meus colegas ficaram cheios de força. Fenomenal! Muito bom! Mesmo.
- Oh, pois foi. – Elle ria-se. – Eu e a Laura passámos dias a falar sobre isso e a rir das caras dos Carrows e do Snape. Lindo, mesmo.
- E na sala comum? – Irina falou. – Todos nós demos a nossa opinião. Já temos bugs bunnys e tudo. – Elas riram-se. – E já fizemos um concurso de quem conseguia desenhá-lo melhor. Claro que fui eu que ganhei.
- É incrível, não é? Arranjarmos alguma coisa para nos animar mesmo quando tudo parece poder magoar-nos. – Elle falou. – É como se fosse instinto de sobrevivência. Acho que ninguém gosta muito de olhar e ver sempre sombras. É terrível. Ainda bem que aquilo do bugs bunny nos animou.
- Tu tiveste uma óptima ideia, Elle. O Bugs Bunny é um boneco muggle, assim que se soube desse facto a força transmitida tornou-se ainda maior. Foi uma afronta enorme e os alunos têm noção disso, eles adoraram ver que nós ainda temos força para lutar, que nós temos a capacidade de fazer frente a esta ditadura. Nós não vamos desistir até ao fim, foi isso que a Ginny disse depois daquela cena e eu concordei porque é verdade. Desistir? Nunca!
Irina estava mais forte, mais decidida, fazendo Elle ter orgulho nela. Quando a directora de Pahtellons lhes dissera que iriam para Hogwarts, Irina tinha-se mostrado a mais assustada. Podia ter aceite o desafio depois devido à sua coragem, mas Elle sabia que Irina fora muito reticente. Ainda bem que ajudou a amiga nisso. Não que Elle não tivesse as suas incertezas, ela tinha, mas ela não o podia mostrar e, tendo feito isso, foi também ganhando força à medida que os planos de ambas davam certo. Por sua parte, Elle já tinha feito alguns Slytherin verem o lado do bem com a ajuda de Laura, e, pela parte de Irina, ela já tinha feito com que confiassem nela e, consequentemente, sabia mais do que se passava lá fora, e isso ajudava as duas.
- Pois, e sempre deu para uma pausa das nossas investigações, ocupámos a nossa cabeça com isso e saímo-nos bastante bem ao não usar a varinha para o feitiço de multiplicação. Foi mais difícil não ter nada para canalizar a magia, mas foi o melhor a fazer.
Elle lembrava-se da manhã do Bugs Bunny (era como os alunos chamavam àquele dia). As duas amigas acordaram muito cedo, eram cinco da manhã, poucos estavam a pé. Entraram no Salão Principal de mansinho com o cuidado de não serem vistas e multiplicaram os bonecos em primeiro lugar. Tinham aprendido usar feitiços sem a varinha sozinhas durante o último Verão. A ideia partira dela própria, que sempre adorara essa capacidade de Albus Dumbledore e Irina mostrara-se entusiasmada, o que tornara tudo muito mais fácil. Se a amiga não tivesse gostado da ideia demoraria muito mais tempo a conseguir produzir feitiços com as suas próprias mãos. Assim, sempre se ajudaram uma à outra.
- Eu bem que precisava de uma pausa da investigação sobre o Dumbledore. Estava muito obcecada e a ti uma pausa também deve ter feito bem.
Irina falou, mordendo o lábio. A verdade é que continuava a pensar dia e noite no que viu no Haloween, não conseguia esquecer assim a sua investigação.
Com Elle passava-se o mesmo. A ideia de investigarem os dois homens partiu de Irina, mas ela concordara imediatamente com a amiga e agora estava demasiado absorvida por saber mais do homem que enganara Albus Dumbledore tão bem a ponto de o matar sem o outro ao menos desconfiar.
- Pois fez, mas de certo tens mais alguma coisa sobre o Dumbledore. – Replicou Elle.
- Não. – Irina respondeu. – Eu li o livro da Rita Skeeter. Aquilo assustou-me, Elle, o que ele fez. Percebi o que querias dizer, são coisas mesmo muito dificéis de se ler, os planos dele de dominar os Muggles… Foi horrível ler isso e toda a história da família… Eu não sei o que dizer ou mesmo o que pensar se tal é verdade, mas eu não posso negar que o Dumbledore fez actos fantásticos por todos nós. – Irina suspirou. – Eu ainda estou a tentar encaixar as coisas.
- Ok, então eu vou continuar a investigar sobre o Snape e depois vemos se conseguimos ligar tudo. – Elle sentou-se em frente a Irina. – E tu? Novidades?
- Não vou passar o Natal em casa, vou passá-lo aqui. Os meus pais mandaram-me uma carta ontem a dizer-me isso. Queres ouvi-la? – Irina tirou a carta dos pais e leu-a em voz alta: – "Bonjour, Irina. Depois de muito falarmos, eu e a tua mãe decidimos que o melhor é passares o Natal em Hogwarts. Esperemos que estejas bem. Ass. Levert Saint-Claire." Amável, não?
- Que mau não poderes ir passar o Natal em tua casa. Se eu pudesse convidava-te para vires comigo, mas acho que o melhor é não estarmos juntas nem fora de Hogwarts. – Irina percebeu.
- Eu sei… Mas sabes o que é o pior de tudo? – Ela estava furiosa. – Mandaram-me uma carta e não tiveram a decência de me mandar o manto que eu ando há tempos a pedir. – Elle riu-se suavemente, mas conseguia perceber a mágoa que a amiga sentia por não passar o Natal com a sua família. – Mesmo assim, vou pedir-lhes uma prenda. Eu estava a pensar em pedir-lhes um animal de estimação, mas acho que não teria tempo para ele, de modo que lhes vou pedir um vestido de gala e outro mais informal para a primavera. Também lhes vou comprar prendas na próxima visita a Hogsmeade. Vou dar um novo fato ao meu pai, ele falou muito nisso nas férias e, conhecendo como o conheço, ainda não deve ter comprado. À minha mãe vou dar uns sapatos lindos que vi no outro dia na vila, são mesmo o seu estilo.
- Eu também vou comprar prendas, mas não em Hogsmeade, compro quando chegar a casa. – Elle falou. – Mas também já sei mais ou menos o que vou comprar.
- Que bom, já tens tudo planeado então. – Irina falou docemente. – Eu não faço ideia de como será o Natal aqui, mas tenho quase a certeza de que não vai ser uma festa. Muito poucos alunos devem ficar cá, se é que fica algum para além de mim. Espero bem que sim.
- Vai tudo correr bem se tu ficares na tua e não levantares ondas. – Elle aconselhou, temendo pela amiga. – Eu não te vou escrever, Irina, mas eu dou-te o espelho pelo qual contacto com o Leon e depois nós falamos quando pudermos, mas tens de ter cuidado para não o descobrirem.
- Ok, então depois dás-mo quando nos encontrarmos pela última vez antes da partida para as férias. – Irina falou. – Então, mas conta-me! Fizeste algum progresso na equipa? Eles já confiam mais em ti?
- Não. Mas pelo menos estão menos desconfiados. Sinto que já tenho mais liberdade. Aquele ataque de palavras fingido convenceu-os um pouco e, mesmo que te pareça pouco, foi um progresso bastante bom. Agora já reparam em mim, não por desconfiarem, mas por quererem saber quem eu sou realmente, se sou de confiança. – Elle respondeu. – Acho que, com o tempo, consiga algo mais.
- Boa, se ganhares a sua confiança, mesmo que seja uma confiança pequena, sempre saberás mais sobre o outro lado. Mas, Elle, tem cuidado. – Elle sorriu. – Eu sei que, de nós as duas, sempre foste a mais cuidadosa, mas todo o cuidado é pouco.
- Ainda por cima na minha equipa. – Elle pegou nas mãos de Irina. – Eu sei, Irina, está descansada. Eu vou ter todo o cuidado do mundo.
- Óptimo. – Irina levantou-se. – Anteontem, para além da carta do meu pai, recebi outra. – Elle questionou-a com os olhos. – Uma carta do Pratoi.
- Do Pratoi? O que queria ele? – Perguntou Elle, levantando-se irritada.
- Saber se estava tudo bem comigo e se eu ia passar o Natal a casa. – Irina respondeu. – Eu mandei-lhe uma carta a dizer que estava tudo bem, as aulas iam bem e que passaria o Natal em Hogwarts.
- E ele mandou-te mais alguma coisa? – Elle perguntou.
- Umas flores, mas estavam um bocado remexidas. Provavelmente devem ter pensado que o Harry Potter podia estar escondido no ramo. – Elle riu com a piada da amiga. – Cada vez pior isto, já nem tentam esconder que mexem no que não lhes pertence.
- Mas o que é que o Pratoi quer ao certo? Esse idiota… Irina, não te esqueças do quanto ele te magoou. – Elle falou.
- Ele não me magoou assim tanto, Elle. – Irina discordou. – E eu gostei realmente dele quando namorámos. Ainda estaríamos juntos, se ele não…
- Se ele não te tivesse traído? – Elle completou cruelmente, mas tinha que abrir os olhos à amiga. – Foi melhor teres descoberto rapidamente. Caso contrário, magoar-te-ias muito mais.
- Eu sei, mas ele foi o meu namorado mais duradouro, quase que posso dizer o meu único namorado a sério, Elle. É normal eu sentir algum carinho por ele apesar de ele me ter traído. E não fui eu que descobri, foi ele que me contou, ele mostrou ser honesto e estava arrependido. Talvez devesse tê-lo perdoado, mas não o fiz e arrependo-me um pouco, porque depois dele, não tive mais ninguém, pelo menos, não seriamente. – Irina recordava-se do tempo de Pahtellons. – Eu só tenho jeito para seduzir, mas para manter, sou um zero à esquerda. Bem, nem toda a gente pode ser uma namoradeira incansável como tu. – Brincou ela, dando-lhe um safanão cúmplice com o ombro. Elle sorriu maliciosa.
- Sim, eu sou muito namoradeira. Já perdi a conta à quantia de namorados que tive, acho que nisso saí ao meu irmão. O Leon também teve muitas namoradas. Na verdade, eu penso que ele está a namorar com duas raparigas ao mesmo tempo. – Elle segredou.
- Claro, ele sempre foi um tarado. – Irina reclamou. – Ainda achas que eu não gosto dele por causa de ti. Quer dizer, quem gosta de uma pessoa que brinca com os sentimentos de alguém assim?
- Eu estava a brincar, Irina, sabes muito bem que o Leon era incapaz de brincar com os sentimentos de alguém. Tu não gostas dele, mas conhece-lo bastante bem. Nós os dois seríamos incapazes de traír. Mas ele está a namorar com uma mulher quando há duas semanas tinha outra. – Elle sorria divertida. – Eu também era assim. Acabava com um e na semana seguinte já tinha outro.
- E era difícil em Pahtellons. – Irina falou com reverência. – Tu tinhas muita sorte nos teus namorados, Elle. Eles eram todos maravilhosos, bom, mais ou menos, bom, eram maravilhosos para ti. Prefiro não opinar sobre o assunto, tens uns gostos diferentes dos meus. Isso dá para ver no que toca a homens.
- Claro, eu tenho muito melhor gosto que tu. – Elle falou na brincadeira. – Mas eles eram mesmo maravilhosos. Olha, por exemplo, o Matheus, ele beijava muitissimo bem e depois os seus abraços eram quentes e… — Irina interrompeu-a:
- Poupa-me os pormenores, Elle. – A amiga sorriu. – Mas o Pratoi também era bom namorado. Eu era feliz, mas eu não tive culpa de ele me trair, a decisão foi dele. Eu sei que o satisfazia, ele é que perdeu.
- É isso mesmo. – Elle olhou-a. – Eu vou confessar-te uma coisa, Irina. – A amiga questionou-a com o olhar. – Eu tive inveja de ti quando soube que tinhas perdido a virgindade antes de mim. – Irina riu-se gostosamente, sendo acompanhada por Elle. – Mas quando eu perdi a virgindade, eu deixei de ter, não porque já não era virgem como tu, mas porque me dei conta que o sexo é ótimo, mas existem coisas mais especiais. Não é que não tenha sido bom ter sexo com o Grunt, foi ótimo, mas pensei que fosse a melhor coisa do mundo pela maneira como falam de sexo, percebes? Não perdi grande coisa.
- Pois não. É muito melhor dançar, ter amigos. Mas só pensamos assim, porque não o fizemos com a pessoa certa talvez. É preciso haver um sentimento mais profundo que o simples prazer carnal para que achemos o sexo o melhor do mundo, eu acho. Ou é isso, ou os nossos pares eram todos maus na cama. Bem, eu só tive o Pratoi, por isso, pode muito bem ser isso. – Irina falou.
- A minha opinião mantém-se. O sexo é muito bom, mas não é a melhor coisa do mundo como muitas pessoas dizem. – Elle analisou. – Mas não posso dizer que não esteja com saudades…
- Elle, não faças isso a ti própria! Não te atormentes. – Irina passou a mão pelo cabelo, mostrando cansaço. – Ainda por cima, em Hogwarts.
- És mesmo estúpida. Em Hogwarts? Nunca! Pelo menos, não enquanto a guerra durar. – Ela abanou a cabeça, censurando as palavras da amiga. – Bom, pareces-me cansada. O melhor é irmos embora.
- Concordo. Eu vou primeiro. – Irina despediu-se da amiga com um beijo na face, deixando a sala de seguida. Elle foi-se embora pouco depois.
Notas finais
Deixem reviews por favor!!!!
Kiss and go,
brunadanih e CR
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