O Plano.
1 Capítulo 1
Quem quer que passe pelas ruas de Londres naquele dia, acharia que era apenas mais um dia comum. Sem nenhuma novidade ou qualquer grande evento que pudesse alterar permanentemente a vida de alguém. Quão enganados estão os olhos que enxergam dessa forma. Os olhos que apenas veem, mas não observam.
Quem se desse ao trabalho de observar, veria um senhor prestes a sofrer um infarto, uma garota que em breve seria atropelada por uma bicicleta, enquanto procura por seu gato, um rapaz pronto para declarar o seu amor, mesmo correndo o risco de não ser correspondido, e uma mulher de silhueta sedutora se dirigindo até a um carro branco, enquanto mexia em seu celular, prestes a mudar o dia de uma jovem que ela nunca vira antes.
Eventos que a uma distância macro não são visíveis, apenas quando nos aproximamos e observamos os detalhes. E nesse momento, e para essa história, apenas os detalhes da mulher sedutora, que acabara de entrar no carro branco, nos interessa.
A razão dela mexer tanto em seu celular era porque estava trocando informações com seu comparsa, e aqui devo dizer comparsa, pois é só o que ele representava para ela. Duas fotos saltaram da mensagem que ele havia acabado de enviar, e nas duas fotos a mesma pessoa aparecia: uma moça de olhares sonhadores, sorriso singelo e longos cabelos castanhos. A mulher sorriu maliciosamente.
É ela?
Perguntou em uma mensagem . Não teve que esperar mais do que cinco segundos para a resposta chegar.
Sim! O nome dela é Molly Hopper!
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Naquele dia, Molly havia saído mais cedo do trabalho. Conseguiu dispensa devido ao acúmulo em seu banco de horas. E apesar de adorar trabalhar, aquela dispensa veio bem a calhar, já que há muito tempo ela planejava uma faxina em seu pequeno apartamento. Esperou o sinal abrir para que pudesse atravessar a rua, porém uma mulher ao seu lado iniciou a travessia antes que o sinal fechasse, e um carro quase a atingiu, não fosse por Molly tê-la puxado rapidamente de volta para a calçada.
- Cuidado! – gritou enquanto puxava a mulher para perto de si.
Infelizmente a força exercida por Molly foi maior do que a exigida para puxar a mulher, e o corpo das duas se encontraram de forma violenta, fazendo com que elas caíssem na calçada.
- Me desculpe! – pediu Molly enquanto se levantava e ajudava a mulher a fazer o mesmo.
- Está tudo bem, eu que agradeço por você ter me puxado de volta! Não sei no que estava pensando! – disse com um enorme sorriso nos lábios.
- Acontece com todas nós! – respondeu em um tom tranquilizador.
A outra concordou.
- Me chamo Irene Adler! – disse enquanto esticava a mão para um cumprimento.
- Molly Hopper! – falou a outra aceitando o gesto.
- Molly, me faria à gentileza de me acompanhar?
- Perdão, como disse?
Mas antes que houvesse tempo para resposta, Irene puxou Molly para perto e pegando de seu bolso um frasco, espirrou seu conteúdo no rosto de Molly, fazendo-a desmaiar instantaneamente.
- Está tudo bem, é minha prima! Apenas desmaiou! – avisou para a multidão que se formava em volta delas.
A mulher de silhueta sedutora acenou para um táxi, que parou imediatamente. Irene colocou Molly lá dentro e entrou em seguida, e antes que alguém pudesse perguntar ou sugerir alguma coisa, o táxi saiu correndo do local.
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Quando abriu os olhos, estava em um cômodo desconhecido. Apesar de ser todo branco, da parede até os móveis, não poderia ser um hospital, já que a mobília era elegante demais. Tentou se lembrar de como fora parar lá, mas apenas lembrava-se de uma mulher linda e elegante quase sendo atropelada. Enquanto revia os acontecimentos em sua cabeça, a porta abriu, e para surpresa de Molly, era a tal mulher que ela havia salvado.
- Irene? Como eu...?
- Está tudo bem! Você desmaiou de repente, então achei melhor te trazer até a minha casa! – tranquilizou enquanto sentava-se na cama onde Molly estava deitada.
Gentilmente, colocou um pano que estava em sua mão na testa dela, e quando Molly sentiu o pano em sua testa, ao mesmo tempo foi capaz de sentir uma pequena ardência no local.
- Você machucou a testa quando entrou no táxi! – explicou – Acho que a culpa foi minha, sinto muito!
A voz, o sorriso, o olhar, a forma como se expressava, tudo nela era atraente, e Molly não pode deixar de se sentir diminuída diante de tal figura feminina.
- Você é muito bonita! – Irene falou repentinamente, enquanto encarava Molly.
A garota ficou totalmente envergonhada diante do comentário, ainda mais vindo de uma moça, que Molly julgou ser muito superior a ela.
- Imagina, você é muito mais! Parece uma estrela de cinema!
Irene riu da observação e da forma como Molly falara. Tímida e insegura.
- Todas as mulheres são estrelas de cinema, só basta encontrar a força para ser! – foi a resposta que ela deu – Gostaria que eu te ajudasse a encontrar essa força, Molly?
Molly sorriu desconcertada, não sabia exatamente o que responder a isso, aliás, por algum motivo, a forma como Irene a olhava a estava deixando sem graça. Ela se sentia um pequeno bichinho em uma jaula no zoológico, onde as crianças olham com curiosidade e analisam qualquer movimento que o animal faz. Nesse instante, alguém bateu a porta, e Molly ficou extremamente grata a quem quer que fosse por isso. Uma moça, tão linda quanto Irene entreabriu a porta.
- Ele chegou, Srta. Adler! – informou.
- Ótimo! Mande ele entrar! – respondeu com um agradável sorriso, como se esperasse por isso e olhou de esgueira para Molly – Ele estava ansioso para revê-la!
- Quem? – perguntou a garota, cada vez mais confusa com o que estava acontecendo.
Irene não se deu ao trabalho de responder, pois em apenas alguns segundos depois a porta abriu , revelando um homem de estatura média, cabelos pretos bagunçados e olhos de brilho confiável, que carregavam um traço de loucura.
- Jim?! – exclamou surpresa – O que? Você não..?
Ela se calou, como se visse um fantasma. E de fato, para ela, o era. O fantasma do Natal passado, que ela julgava ter se dado um tiro na cabeça e morrido.
- Molls! – disse o rapaz, ignorando a exclamação – Achei que ia morrer de saudades de você!
E aproximando-se da cama onde Molly ainda estava deitada, sentou-se e passou a mão sobre seu rosto.
- Fiquei preocupado quando a Srta. Adler me disse que tinha se ferido! Você está bem? – dizia com um certo sarcasmo na voz, enquanto sua mão deslizava pelo rosto da menina.
Molly estava imóvel, não sabia o que dizer ou fazer. Jim lançou um olhar cúmplice para Irene, que retribuiu com um sorriso malicioso. Então, os olhos de Jim repousaram novamente no rosto de Molly.
- Estava morrendo de saudades, sabia?!
Falou em um tom que quase daria compaixão ao coração mais duro que existisse na face da Terra, e em seguida beijou Molly com gosto. Provavelmente isso acordou Molly do transe em que estava, pois não demorou muito para ela retribuir O beijo ficava cada vez mais intenso e quando Jim quase a estava deitando na cama novamente, Molly o empurrou.
- Não, o que está fazendo?! Aqui é...
- Minha casa! – completou Irene como se estivesse achando tudo aquilo divertido – Então nada mais justo que eu aproveitar também!
E sentando-se próxima a cabeceira, sussurrou.
- Eu ainda não tive a oportunidade de te agradecer por ter me salvado!
E puxando o rosto de Molly para si, beijou-a da mesma forma que Jim a beijara. Profundo e intenso, sem nenhuma ressalva. Molly, apesar do choque e da rejeição inicial, se rendeu ao beijo daquela mulher. Jim, por outro lado, posicionou-se do outro lado da cama, e iniciou um pequeno passeio com suas mãos pelas pernas de Molly. Ele beijou a nuca dela e foi quando Molly percebeu o que iria acontecer ali.
Quando nos deparamos com qualquer caminho, todos sabem que existem duas escolhas, o de pegá-lo ou mudar de direção. Nesse caso, Molly Hopper, apesar do pavor que sentia por tudo que sabia a respeito de Jim, e pelo fato de nunca ter visto Irene Adler em sua vida, e ter tudo voltado para que sua razão a mandasse sair correndo dali, decidiu continuar. O motivo? Quem poderia saber! Mas no final, Molly achou que seria no mínimo uma experiência interessante, então, decidiu que pegaria aquele caminho.
Tomada à decisão, Molly permitiu-se soltar os cabelos de Irene, que até então estavam amarrados em um bem feito coque. Foi essa pequena atitude de Molly, que fez com que os outros dois entendessem que ela estava de acordo, e por isso, não se contiveram mais.
Irene subiu em cima de Molly e deu-lhe um tapa no rosto.
- Sua pequena safada! – disse rindo, enquanto arrancava o vestido branco que usava, e retirava a blusa de Molly, beijando-a novamente logo em seguida, enquanto suas mãos tateavam aos seios da garota por cima do sutiã.
Jim, por sua vez, posicionou-se atrás de Irene e começou a beijar-lhe as costas, enquanto ia descendo em direção a bunda dela .
Irene também descia, passou da boca de Molly para os seios, removendo o sutiã e lambendo os mamilos da garota, que iniciou tímidos gemidos. Jim, removendo a calcinha de Irene, começou a beijar-lhe as coxas, subindo em direção à genital da mulher, onde começou a lamber já com alguma violência, pois conhecia os gostos da sua momentânea parceira.
- James, você sabe exatamente o que fazer! – disse em meio aos súbitos gemidos que aquela atitude lhe arrancou.
Molly, por sua vez, decidiu que também massagearia os seios de Irene, e Irene, fazendo um pequeno sinal para Jim, avisou que desceria, chegando até a genital de Molly. Com um certo desespero, Irene arrancou a calça de Molly, deixando-a apenas de calcinha, e iniciou uma massagem por cima da calcinha mesmo. Molly mordeu os lábios e Irene gemeu alto, pela enfiada com a língua que Jim acabara de lhe fazer. Irene então trocou os dedos pela língua, e removendo um pouco a calcinha de Molly para o lado, reproduziu na garota o mesmo que Jim estava fazendo com ela. Molly arqueou levemente o corpo diante do toque da língua de Irene. Ela parecia extremamente experiente, e sua língua passava nela com maestria.
Cada vez que Jim fazia algum movimento mais brusco em Irene, ela reproduzia em Molly. E a garota, a essa altura, já estava quase enlouquecendo com aquela situação. Quando elas duas gozaram, foi à vez de Jim posicionar-se na cama e dizer.
- Minha vez agora!
- Quem você prefere? – perguntou Irene com malicia.
- Desculpe querida, mas hoje quero Molly! – falou olhando para a garota.
Molly hesitou por um instante, mas afinal, ela decidiu pegar esse caminho, então agora teria que ir nele até o fim. Jim sentou-se na beirada da cama e Molly ajoelhou-se em sua frente, iniciando com algumas lambidas no membro dele e depois colocando apenas a cabecinha em sua boca. Jim mordia o lábio e gemia conforme a boca de Molly ia brincando.
- Irene, a boca de Molly é a melhor! Sinto muito! – revelou entre os gemidos.
Mas Irene não pareceu ofendida com esse comentário, muito pelo contrário, ela riu e beijou a boca de Jim logo em seguida, enquanto as mãos dela passeavam pelo corpo dele. Irene foi descendo os beijos para o pescoço, tórax e então para os mamilos de Jim, onde começou a lambê-los e mordiscá-los. Já Molly, agora com todo o membro de Jim em sua boca, alternava movimentos de vai e vem com algumas chupadas. Jim gemia alto, e pedia pra Molly ir cada vez mais rápido, colocando suas mãos na cabeça dela e incentivando a velocidade do movimento. E quando Jim urrou que estava prestes a gozar, Molly decidiu que continuaria ali, recebendo todo o jato em sua boca.
Molly retirou o membro de sua boca e engoliu, fazendo uma leve massagem no membro de Jim, que voltou a enrijecer. Jim subiu Molly e a sentou em seu colo, penetrando nela vagarosamente. Os dois soltaram leves gemidos com a sensação de suas genitais se encaixando, e então, Molly rebolou em cima do membro de Jim, enquanto ele afastava os longos cabelos da legista e beijava suas costas. Irene, nesse momento, puxou Molly para um beijo enquanto massageava seus seios. Jim, segurando no quadril de Molly com uma mão, começou a incentivar o movimento de sobe e desce, e com a outra mão, puxou Irene para seu lado, fazendo-a sentar-se, e então seus dedos procuraram sua genital e iniciaram uma masturbação.
Conforme os movimentos de Molly aumentavam, os de Jim em relação à Irene também, e em pouco tempo, lá estavam os três gemendo alto. Quando Jim sentiu as contrações de Irene sob seus dedos, ele mudou a posição, jogando Molly na beirada da cama, fazendo com que ela empinasse a bunda e deixando seu rosto de frente para a genital de Irene. Enquanto Jim iniciava estocadas violentas em Molly, a garota iniciou uma chupada em Irene, gemendo forte enquanto lambia. Irene, que estava com aquela região sensível por conta da masturbação que havia acabado de receber de Jim, não demorou muito para gozar de novo, e Molly e Jim, que já estavam quase gozando antes de trocarem de posição, atingiram o orgasmo juntos. Molly gemeu alto, os corpos dos três banhados de suor desfaleceram por um breve momento na cama. E então, após recuperar um pouco a respiração, Jim procurou por Irene, e enquanto sua boca brincava com um mamilo, a sua mão brincava com o outro.
- Não me esqueci de você! – falou com malícia na voz.
- Seria punido se tivesse esquecido! – respondeu enquanto jogava ele pro lado, e montava em cima dele.
Irene puxou Molly para cima também, fazendo ela se posicionar em cima do tórax de Jim, e a beijou com vontade. Jim, com os dedos iniciou novamente uma masturbação, mas agora era em Molly, e Irene rebolava levemente sob os quadris de Jim, fazendo com que seu membro ficasse rígido de novo.
Jim então removeu seus dedos e trocou pela língua, arrancando um alto gemido de Molly, que interrompeu o beijo com Irene e esta aproveitou-se para chupar-lhe os seios. Jim aproveitou a mão livre e colocou o seu membro dentro de Irene, que rebolou lentamente. Depois, Jim voltou sua mão para a genital de Molly, abrindo-a mais e penetrando a língua levemente dentro dela. Em pouco tempo, Irene e Molly já estavam gemendo loucamente, enquanto uma cavalgava já com selvageria, a outra praticamente se contorcia pelo trabalho que Jim estava realizando com a língua. Os três atingiram o clímax juntos, com as duas caindo exaustas sob o corpo de Jim. Ajeitaram-se na cama e dormiram, com Molly no meio dos dois.
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Seus olhos abriram com dificuldade, e durante um tempo, Molly tentou refletir sobre quem era e onde estava. Olhou em volta, era seu quarto, e após constatar isso, levantou-se bruscamente, sentando-se na cama. Será que tinha sido um sonho? Deitou-se novamente e riu de si mesma. Tinha sido o sonho mais maluco que tivera.
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Em outro lugar, numa casa com a parede e os móveis brancos, uma mulher de silhueta sedutora e um homem de estatura média com os cabelos bagunçados assistiam a um vídeo onde eles dois e mais uma moça de aparência sonhadora, protagonizavam um ménage.
- Quer mesmo enviar esse vídeo pro Sr. Holmes? – perguntou a mulher enquanto olhava satisfeita para o vídeo.
Jim torceu o nariz e soltou um som que parecia uma negação. Irene riu.
- Vamos guardar de lembrança! Quero uma cópia!
Foi à resposta que deu antes que pudesse sair pela porta, deixando Irene sozinha com o vídeo.
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