O Plano

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Oláá!
Desculpem ter demorado tanto tempo, mas estou no final do ano lectivo e tenho trabalhos para fazer e exames para is quais estudar, mas isso não interessa.
Aqui está mais um capítulo, espero que gostem.
Ah já me ia esquecendo, sangue de lama é como dizemos sangue sujo em portugal.
:D

Draco via todos os elfos a andarem de um lado para o outro a acabar as preparações para a chegada da Granger. Por que razão a mãe se preocupava tanto? Hermione Granger era filha de muggles, toda aquela mansão poderia estar cheia de pó e teias de aranha que continuaria a ser boa demais para ela.

Olhou para corredor onde se situava o seu quarto. Em breve o único quarto que havia ali, sem ser o dele, estaria ocupado e a sua casa de banho estava selada com um feitiço que ele não conseguia quebrar, isso queria dizer que ele teria de usar a casa de banho de Hermione Granger. O pensamento arrepiava-o.

Desceu as escadas e foi até à cozinha onde Clarisse, a sua empregada, fazia tartes de vários sabores. Encostou-se à bancada a comer uma maçã e perguntou à mulher que o criara desde bebé: — Clare, não sabes porque é que a sangue de lama vem cá para casa?

A mulher olhou-o de forma repreendedora: — Draco, não se chama isso a ninguém! E não, não sei por que razão Miss Granger vem cá para casa.

-A minha mãe não te disse nada? Tens a certeza? – Perguntou o loiro começando a comer alguns dos bolinhos que ela tinha feito.

- Não, não sei. Pára de comer os bolos, são para Miss Granger. Sai! Sai da minha cozinha! – Começou a enxotá-lo para fora da cozinha.

- São para Miss Granger! – Gozou Draco fazendo uma voz feminina.- Por Merlin!

Clarisse fechou-lhe a porta na cara, obrigando-o a arranjar outra coisa para fazer. Dirigia-se para o seu quarto quando a mãe o chamou. Estava no seu quarto a limpar as suas jóias de prata quando ele entrou. Não entrava ali desde o dia em que o pai tinha sido preso, lembrava-se perfeitamente daquela noite, passara-a a consolar a mãe e a odiar o Potter.

-Dumbledore disse-me que chegarão por volta das quatro da tarde. – A mãe falou sem o olhar e continuou o seu trabalho minucioso. Se ela estava a limpar as jóias era porque estava nervosa, que acordo teria ela feito como velho que a deixasse naquele estado?

Draco verificou que faltava apenas meia hora para a chegada da rapariga. Meia hora de liberdade.

-Peço-te que no mínimo respeites a rapariga, Draco. Apesar de tudo eu sei que tu sabes que ela não tem culpa de ter nascido com pais muggles. – A mãe já o olhava agora. Pegava-lhe na mão, quase como se suplicasse.

Ele olhou-a: — Verei o que se arranja! – Virou-se e saiu do quarto, um pouco abalado com o que se acabava de passar. Draco sabia que a mãe não pensava como o seu pai, como ele e que apenas tinha concordado com tudo o que Lord Voldemort dizia para a segurança de Draco, mas aquela sua acção sugeria que havia mais, mais que ele desconhecia.

Acaba de entrar no quarto e sentar-se na cama quando ouviu alguém bater à porta principal da sua casa.

Iam começar os piores dois meses da sua vida.

Hermione olhou para o calendário pendurado no seu quarto: 1 de Julho, era o dia que marcava. Dois meses certos até começar o novo ano em Hogwarts. Os dois meses certos que ela teria da passar na Mansão Malfoy.

-Hermione Jean Granger! Desce e trás as tuas coisas! O Professor Dumbledore está quase a chegar!

Hermione deu uma última olhadela ao quarto e pegou nas suas coisas. Pôs a varinha no bolso de trás das calças, um hábito que tinha ganho com Harry e desceu as escadas, deparando-se com os pais sentados na mesa da cozinha a olhar para a televisão. Mais um ataque tinha acontecido e os muggles não tinham explicação para tal, naquele momento, a ver a expressão dos pais, soube que tinha tomado a decisão certa, por muito que custasse.

Bateram levemente à porta e a rapariga abriu para se deparar com uma cara muito sua conhecida. O Professor Dumbledore olhava-a com um sorriso apesar de tudo o que andava a acontecer.

- Miss Granger, suponho que esteja pronta?- perguntou o velho, mesmo sabendo perfeitamente a resposta.

-Vou só despedir-me- respondeu com um pesar no olhar.

-Querida, mandamos-te uma coruja quando chegarmos a França e falaremos todas as semanas.- Dizia a mãe enquanto a abraçava.

-Cuidado com o rapaz, filha. Não o deixes chegar demasiado perto. – Avisou o pai com um sorriso na cara, o qual Hermione retribuiu sem demora e beijou-o na bochecha.

-Ela está em boas mãos. Têm a minha palavra. – Tranquilizou-os Dumbledore.

“Estarei?”, Pensava Hermione enquanto passava pela porta.

-Hermione, agarra o meu braço.

Ela assim o fez e Desapareceram, deixando a sua casa para trás. Depois de aquela sensação esquisita que dá quando se Desaparece acabou, Hermione viu um grande portão de metal já um pouco enferrujado com um grande “M” em cima à sua frente.

Tinham chegado. Já não havia volta a dar.

Ela fez tenção de avançar, mas Dumbledore tocou-lhe no braço com uma mão enquanto na outra agarrava o seu Vira-Tempo, aquele que ela usara no seu terceiro ano em Hogwarts.

-É para ficar com ele, Miss Granger.

-Porque razão me está a dar isto? – Perguntou ela com uma certa suspeita na voz enquanto pegava nele.

-Poderá vir a precisar dele. Quem sabe para algo mais importante que aulas a mais para o currículo.

Hermione olhou para o Vira-Tempo com muito cuidado e pô-lo à volta do pescoço, depois virou-se para falar Dumbledore, mas deparou-se com o vazio. Abanou a cabeça confusa e dirigiu-se ao portão, o qual se abriu para a deixar passar.

A feiticeira ia observando o lugar enquanto percorria o longo caminho que havia entre o portão e a casa. Haviam pavões a passear de um lado para o outro nos jardins bem cuidados da mansão e havia muitas árvores espalhadas, Hermione pensou que seria agradável sentar-se debaixo da sombra de alguma delas a ler e assim evitar o Malfoy.

A porta da casa estava agora à sua frente e Hermione bateu timidamente, secretamente desejando que ninguém a abrisse, como se tal fosse acontecer!

Uma mulher com os seus quarenta anos abriu-lhe a porta.

-Miss Granger, correcto? Entre! – Sorriu-lhe gentilmente. – O meu nome é Clarisse, sou a empregada de Mrs. Malfoy.

-Por favor trate-me por Hermione – disse a rapariga enquanto olhava para a escadaria à sua frente. Nesta estava a descer um Draco Malfoy ligeiramente diferente do que ela se lembrava. Mais alto, robusto e cara mais angulosa, notava-se que tinha crescido desde a última vez que o vira, por fora, pois o que disse a seguir confirmou que a arrogância permanecia igual.

-Granger, Granger! Nem nas férias me vejo livre de ti! O que se passou? Já nem os teus pais aturam uma sabichona como tu? – Cumprimentou-a chegando finalmente ao pé dela. Parou e ficou apenas a olhar para ela, pois ela não teve tempo de responder quando Clarisse começou a ralhar com Draco.

-Sinceramente! Cumprimenta a rapariga como deve de ser e leva-a ao quarto que eu vou avisar a tua mãe que a convidada chegou!- Draco sentiu os olhos da mulher fumegar ao olhá-lo.

Clarisse começou a subir a escadaria e enquanto Hermione a olhava e desejava que regressasse, Draco olhava a rapariga vendo que esta estava diferente, o cabelo já não era desgrenhado, fazia cachos perfeitos, os dentes tinham o tamanho normal, mas isso já tinha acontecido no quarto ano depois de ele lhe mandar aquele feitiço que os fizera crescer até mais não, ela tinha-os reduzido e só agora ele reparava nisso. Podia considerar-se que a rapariga estava bonita, até.

-Então, vais-me levar ao meu quarto ou não?

-Calma que tu aqui não mandas nada, sabichona!

Hermione fechou os olhos para se acalmar e depois avançou para a escadaria: — É por aqui suponho! – E começou a subir, fazendo o rapaz correr atrás dela para a apanhar.

-Sabe-tudo! – Disse quando a apanhou. – Para este lado!

Dirigiram-se ao corredor onde só havia os seus dois quartos. Hermione ia ligeiramente atrás de Draco quando este se virou.

-Tenho de avisar que por muito que não me agrade vamos ter de dividir a tua casa de banho. – Uma sugestão de sorriso trocista apareceu-lhe no rosto.

Hermione esbugalhou os olhos ao ouvir a notícia, nada podia ser pior que o facto de ele ter de entrar no quarto dela sempre que quisesse ir à casa de banho.

O rapaz parou à frente da porta do quarto dela: — É este. – Apontou enquanto abria a porta.

Hermione constatou que o quarto dele era mesmo à frente do dela. Maravilhoso!

A rapariga estava lá dentro a admirar um quarto que tinha quase o tamanho da casa dela, havia uma cama, um sofá em frente a uma lareira com uma mesa, no entanto as paredes estavam completamente brancas.

Aí apercebeu-se de um bilhete em cima da mesinha em frente à lareira.

Miss Granger,

Espero que o quarto lhe agrade. As paredes estão em branco para que possa escolher a cor e o que pretende pendurar nelas. Quando decidir a cor, peça a Clarisse que faça o feitiço para pintar as paredes.

Narcissa Malfoy

Ao acabar de ler sentiu Draco a ler o bilhete por cima do ombro dela e afastou-se rapidamente.

-A tua mãe é muito gentil. – Disse-lhe enquanto andava em direcção à porta obrigando-o recuar de costas em direcção a esta.

-Eu acho que é melhor usar a casa de banho antes que a sujes com os teus germes de sangue de lama. – Retorquiu apontando para a porta da casa de banho, já completamente fora do quarto da rapariga.

Hermione fez força para se controlar, mas não foi o suficiente e quando deu por si já tinha deixado a marca da sua mão na cara do rapaz.

-Apesar de tudo acho que a tua mãe te ensinou a ser cavalheiro! As senhoras primeiro, palerma! – Acabado o discurso fechou-lhe a porta na cara com tanta força que os vidros da janela estremeceram.

Sentou-se no sofá e ficou a olhar para a lareira, ficou assim durante horas, simplesmente a comtemplar as chamas a dançar.

Durante esse tempo Draco estava também no seu quarto, ainda sem acreditar que a sangue de lama lhe batera. Mas quem é que ela achava que era? Ainda por cima, precisava mesmo de ir à casa de banho.

Foi pedir à mãe se podia usar a dela, mas Narcissa recusou-se a deixá-lo entrar sequer no quarto dizendo-lhe que ele teria de pedir desculpa a Hermione e pedir-lhe, com maneiras, que o deixasse usar a casa de banho.

-Nem pensar! – Gritou a dirigir-se ao quarto, no entanto apareceu um elfo a informá-lo que era hora de jantar. – Já avisaste a Granger?- Perguntou com um brilho nos olhos. O elfo respondeu que sim.

Draco dirigiu-se ao quarto a correr e ficou com o ouvido colado à porta à espera de ouvir Granger sair, quando tal aconteceu, dirigiu-se a correr ao quarto e entrou na casa de banho, usando-a sem a rapariga saber.

Hermione desceu para jantar e dirigiu-se directamente à cozinha.

-Miss Granger! – Clarisse apressou-se a ir ter com ela. – Mrs. Malfoy está à sua espera no salão para jantarem.

Indicou-lhe o caminho e Hermione apressou-se, não queria deixar a anfitriã à espera.

Quando lá chegou viu-se perante um grande salão com uma mesa de madeira, à cabeceira desta estava Narcissa Malfoy, olhando-a sem expressão no rosto.

-Com a sua licença. – Disse timidamente a mais nova enquanto se sentava e observava tudo à sua volta: a mesa cuidadosamente posta, a lareira com um grande sofá à frente, os quadros com cada membro da família Malfoy pintados e a olharem-na com desprezo como se pela cara dela soubessem que ela não tinha sangue puro como eles.

-Miss Granger? O quarto agrada-lhe? – Perguntou a senhora.

-Sim, Mrs. Malfoy. Muito obrigada por me deixar cá ficar e por me deixar escolher a cor das paredes.

-Peço desculpa que o Draco tenha de dividir a casa de banho consigo. A dele não anda a funcionar bem.

-Claro, compreendo perfeitamente. – Hermione sabia que aquela não era a razão pela qual Draco ia usar a sua casa de banho, mas não ia dizer nada, obviamente.

-Disponha do que quiser, a casa é sua. Lá fora há um sítio com corujas para se quiser comunicar com alguém. A biblioteca é no corredor à frente da cozinha e pode ir para os jardins. Há um lago maravilhoso onde pode apanhar sol e mergulhar se quiser. O Draco adora lá ir nos dias secos.

-Ainda bem que avisa. – Deixou Hermione escapar. – Por Merlin! Peço imensa desculpa! – Disse ficando vermelha.

Narcissa nada disse, mas a rapariga sentia que ela se queria rir, no entanto a entrada de Draco impediu-a.

-Vamos lá jantar. – Anunciou o rapaz mais satisfeito do que Hermione esperava. Ele tinha feito algo para se vingar da chapada. Ela sabia-o.

O jantar decorreu silencioso e quando acabou Hermione apressou-se a ir para o quarto.

Quando lá chegou parecia estar tudo normal, porém quando entrou na casa de banho escorregou e bateu com a anca no chão ficando assim ali deitada.

Draco entrou logo a seguir e começou a rir-se.

-Aquele óleo que trazias na mala deu jeito para alguma coisa! – Continuou a rir-se.

Hermione começou a levantar-se a custo, quando conseguiu gritou-lhe para que saísse imediatamente e ele assim o fez, mas sem parar de rir.

Hermione deitou-se na cama com dores, mas recusou-se a chamar alguém para a ajudar, não ia dar essa satisfação ao arrogante do Malfoy. Passada meia hora acabou por adormecer e acordou com o barulho de alguém no quarto.

Levantou a cabeça a tempo de ver Draco a cair na casa de banho. Ele achava que ela ia limpar aquilo por ele, estava enganado.

-Maldita sabichona! – Amaldiçoou-a pensando que ela ainda estava a dormir e saiu do quarto deixando Hermione a rir-se em silêncio.

Notas finais
Então?
Espero que tenham gostado. Deixem um comentário a dar a vossa opinião.
Kiss Kiss,
Jo