O Pior Pesadelo de Annabeth Chase
44 Capítulo 43 - Meu pior pesadelo
Notas iniciais
Antes de sequer entrar no meu quarto eu fui barrada.
– Eu ouvi. – Pers declarou.
– Ouviu o que? – Perguntei, irritada.
– O que você falou sobre o meu pai! – Ele me olhou, furioso.
– E...? – Fui ainda mais grossa.
– Quem você pensa que é para falar assim do meu pai? – Ele pegou o meu braço.
– Eu penso que sou Annabeth Chase. – Falei, olhando em seus lindos olhos verdes. – Agora, solte. O. Meu. Braço.
– Você é um lixo por falar assim de alguém sem realmente ver a situação em que esse alguém se encontra!
– Ah, por favor Perseu! – Revirei os olhos. – Chega de atuar! – Puxei meu braço.
– Atuar?
– Como você prefere chamar isso que está fazendo? Encenar?
– Cala a boca Annabeth!
– Chega disso!
– Algo que nunca começou, não se acaba! – Depois ele disse entre dentes – Eu não faço essas coisas e nem meu pai.
– Oh, então não é estranho uma pessoa aparecer assim noivada de alguém super bem sucedida com a empresa sendo falida? – Cruzei os braços. – Ou seu pai não percebeu que a própria empresa estava decaindo?
– Annabeth, você não pode acusar alguém desse modo!
– Eu apenas juntei as peças do quebra-cabeça!
– Fique quieta!
– Não até me tirar dessa ladainha que vocês dois estão me colocando! É uma armadilha!
– Armadilha não!
– Emboscada talvez?
– Quer saber?
– Diga ai Cabeça de Alga!
– Acabou!
– Acabou o que?
– O que tínhamos!
– Um namoro vem do amor de duas pessoas, uma não ama pelas duas, nunca tivemos um namoro Perseus! – Lágrimas se formaram em meus olhos. – Algo que nunca começou não se acaba. – Falei as palavras ditas anteriormente por ele.
Sai andando em direção ao meu quarto.
O pior de todo é que eu o amava, não poderia acreditar que amava um personagem de um golpe, mas era sempre assim: os piores pesadelos sempre tem seu ponto alto, para lembrar do quão bom a vida é, para acabar com toda a felicidade que você poderia ter.
Peguei o livro que estava lendo, e deitei em minha cama. Planejava ler mais não consegui. Acho que nunca chorei tanto em toda minha vida. Então eu me lembrei de tudo que Poseidon tinha feito à minha mãe, e enxuguei minhas lágrimas, fui até a janela de meu quarto e me sentei, as pernas na escada de emergência.
É, Annabeth. Você está vivendo seu pior pesadelo, literalmente. – eu disse para mim mesma.
Não aguentei e derramei mais lágrimas. Só uma pessoa me entenderia nesse mundo.
Levantei então, e ainda chorando disquei o número no celular.
–Fala princesa! – a voz doce de Silena atendeu.
–Preciso de sua ajuda. – disse com o tanto de clareza que uma pessoa em lágrimas pode dizer.
–Estou indo. – disse Si, e desligou o celular.
Sentei em minha cama e abracei meus joelhos, ainda chorando. Não se quanto tempo fiquei ali, mas alguém batia à porta.
–Annabeth? Sou eu! Pode abrir a porta? Sua mãe me deixou entrar...
Levantei então, e abri a porta. Silena entrou, trancou a porta atrás de si, e me abraçou. E, definitivamente, aquele era o melhor abraço do mundo.
É como disse um dia um pensador, A amizade serve para secar as lágrimas que o amor deixa cair.
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