Olá eu me chamo Maru, tenho 17 anos, e pedi a minha amiga para escrever essa carta pra mim, em uma das visitas que ela fez ao sanatório:

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"Era uma tarde como outra qualquer, eu estava jogando vários joguinhos virtuais, entre eles, o meu favorito: Amor Doce. Eu era bem popular por lá, jogava desde o inicio e tinha mais de 16 mil post's no fórum, mais de 50 paginas com amigos e tinha completado todos os episódios, inclusive os especiais. Tudo ia bem, quando recebi um pedido de amizade de uma docete chamada: OpiorPesadelo, já tinha visto milhares de nomes estranhos e não me importei com esse. Aceitei e logo ela puxou conversa comigo,normalmente igual as outra, um “oi” e claro, eu respondi, umas semanas depois nós já éramos amigas,ela era legal, e gostava das mesma coisas que eu, fazia boas edições e era muito gentil.

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Depois de um tempo, ela me ofereceu um episodio especial falando que era amiga da ChiNo na vida real, eu não acreditei e falei que não queria,mas ela insistia muito até que não aguentei e exclui ela. Bom, foi a pior coisa que eu já fiz na minha vida. Meus loveos começaram a abaixar nos episódios novos que lançavam, mesmo dando respostas certas, não conseguia imagens e nem avançar, pois os pa’s que eu comprava nunca chegavam.

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Certo dia ela me mandou um mp (mesmo não sendo mais minha amiga) que dizia assim: “Eu avisei,se recusasse eu iria acabar com você no AD,né? Bom está é a ultima chance ou aceita ou isso continua.Eu sou seu pior pesadelo, querida.” Não queria saber como ela conseguiu,mas a única coisa que eu queria era que isso parasse e aceitei. Ela me passou um link e eu cliquei. Começando um novo episodio, com a ChiNo dando instruções:

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“Bem-vindo ao episodio 666, se você começa-lo não poderá mais parar! Aceita?”

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Respondi que sim e ela continuou:

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“Ok, você pode desbloquear algumas imagens e não gastara pa’s. Bom jogo!”

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Fiquei feliz e comecei, ele era normal como outro qualquer e o dialogo inicial era com o Lysandre, meu personagem favorito, convidando para uma festa em sua casa, aceitei e logo apareceu uma roupa para comprar, que por sinal era bem cara. A festa ia normal, até que os personagens começaram a ficar com os olhos negros e a boca sangrando. Foi ficando cada vez pior e parei de joga-lo quando desbloqueie uma imagem da minha docete esfaqueada e morta no banheiro junto com Rosalya, que arrancava seus olhos e com Viollete que ia desenhando a imagem da docete OpiorPesadelo na minha barriga. Quando percebi já era meia-noite e não conseguia nem me mexer de tanto medo.

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No dia seguinte, eu acordei sobre meu computador com minha amiga me chamando, eu tinha combinado de sair com ela, mas preferi ficar em casa, pois estava um pouco enjoada. Entrei no AD novamente e estava tudo normal, sem episódios malucos e a imagem da minha docete esfaqueada tinha sumido. Mas tinha uma mp dizendo o seguinte: “Você fez uma escolha, agora terá que continuar o episodio. Mesmo que for na vida real.” Após ler isso, meu computador desligou e eu achei melhor ir dormir. Quando acordei, minha casa estava diferente. Fui à cozinha beber um pouco de água e lá estava uma faca cheia de sangue e minha mãe estava sem os membros superiores e os inferiores tinham sido esmagados, meu pai estava sem a cabeça e pendurado em uma corda. Minha roupa também tinha sangue e eu não conseguia limpar.

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O meus vizinhos tinham chamado a policia, e eles me levaram para uma sala branca e pediram para eu contar o que aconteceu. Bem eu imaginei que só podia ter sido por culpa do episodio especial que eu tinha jogado, e contei a eles, que obviamente, não acreditaram. Depois de varias seções iguais aquelas, eles me mandaram para essa clinica onde tenho tido pesadelos com o jogo desde esse a morte dos meus pais.

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Eu precisava contar isso a todos!”

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Obs.: Aqui é a amiga de Maru, Eduarda, ela me pediu que publicasse essa carta antes que algo acontecesse a ela. Maru morreu esfaqueada e teve os olhos arrancados por outra paciente de cabelos brancos e longos e com uma frase escrita com uma faca na barriga: Eu avisei que esse seria seu pior pesadelo.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!