O Pequeno Vampiro
1 Introdução do Menino-Fada
Notas iniciais
Boa noite!
Bem vindos ao meu mundo! O mundo do pequeno vampiro. De pequeno, digo da pequenez e simplicidade das crianças e adolescentes. Digo que tenho, eu acho, uns 15 anos, no máximo.
Como vampiro, constato que nunca vou crescer e nem quero. Como menino, me afirmo no gênero masculino, mas cadente para o lado feminino de um menininho andrógino. Tenho Transtorno de Personalidade Borderline, tenho cortes, tenho problemas. Tenho olhos irisados castanhos que vêem em tons violáceos a vida, com glitter daqueles bem dourados.
Tenho um grande problema em separar o mundo em Y ou N, mulher ou homem, para mim não é só isso, tem toda uma miríade de opções e coisas que a gente nem sabe que pode escolher. Portanto, não me prendo a ser um estereótipo de menino.
Xoxo
Angel Erthal
Capítulo 1 – Sobre luzes pairando nos horizontes de olhos velado: a experiência de enxergar “a cor da magia”
Não são visíveis até que se tirem o véu banal, pois tem que se treinar para distinguir a cor da magia, como o falecido Terry Pratchett discorreu (Se me lembro, ele descreveu como um tom de violeta tendendo pro esverdeado), mas eu acrescentaria muito glitter dourado e estrelinhas prateadas, de confete lindo de carnavais de Mardi Gras.
Tem que ser treinado para ver as cores da cintilação que nós, índigos, vemos, as cores do mundo feérico que tanto nos embriaga e nos distancia do mundo real, cinzento e tóxico, matinal e cinzento.
Paira em mim a dúvida: permanecer em uma fácil vida de lagarta feiosa, comendo folhas do chão, ou partir para o difícil casulo e tornar-me uma brilhante borboleta voando pelos céus e se alimentando de amoras frescas e céus ensolarados?
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