Notas iniciais
Desculpe a demora gente, andei sem tempo >

Havia sangue para todos os lados, sentia dor, muita dor, parecia que mil agulhas estavam sendo cravadas em mim, a dor era demais, não via o que estava acontecendo ao redor, só sabia gritar de dor.

– Spencer fica comigo, calma, respira fundo. — disse Sam.

– oh god que dor, por favor, faça isso passar, por... favor. — aos poucos fui perdendo as forças e acabei desmaiando...

Acordei alguns minutos depois, dentro do meu carro, todos apavorados, Dean estava dirigindo, Sam do lado e a Ellen atrás comigo, eu mal conseguia abrir meus olhos, eles se abriam e se fechavam.

– Aguenta firme... — foi à última coisa que escutei.

Três semanas depois...

Não sentia mais dor alguma, só uma fraqueza…

A drop in the ocean

A change in the weather

I was praying

That you and me

Might end up together

It's like wishing for rain

As I stand in the desert

But I'm holding you

Closer than most

'Cause you are my heaven...”

– Bom dia bela adormecida. — o som vinha de longe, muito longe, aos poucos a claridade do quarto foi aparecendo, meus olhos estavam abertos, mas estava com dificuldades de enxergar.

– Bom dia...

– Aqui Spencer, o médio falou que iria ter um pouco de dificuldade na visão por causa dos remédios. — Stefan colocou um óculos em mim.

– Eu uso lentes também, tenho um pouquinho de falta de visão.

– Ah, isso ajuda também. — rimos.

– Onde eu estou?

– No hospital amor, não se lembra de nada?

– Lembro só do cemitério, de uma dor horrível e muito sangue.

– Bom, depois disso o Dean te trouxe para hospital, eles disseram aos médicos que você foi esfaqueada e roubada.

– Mas o que aconteceu de verdade?

– Bruxas, isso que aconteceu. — falou Dean entrando no quarto.

– Oi Dean.

– Você fica linda de óculos sabia, parece uma nerd. — rimos.

– É Geek ok?!

– O que é isso?

– Nerd em inglês. — disse Sam entrando no quarto.

– Aleluia alguém me entende. — falei, e todos riram — Ok, agora me contem o que aconteceu?

– Lembra aquela bruxa Elizabeth? — perguntou Dean.

– A que tinha uma amiga que era um demônio e ela nem sabia?

– Isso, bom não sabemos como ela voltou pra cá e queria vingança de nós não termos salvo ela.

– Ah legal, ai desconta em mim?

– Um pouco.

– Dean...?

– Sim?

– Quanto tempo faz que estou aqui?

– Três semanas.

– O QUE? — estava fazendo as contar — FALTAM DOIS DIAS, DOIS DIAS DEAN?

– Sim Spencer.

– O que vamos fazer?

– Não vamos fazer nada.

– Como nada?

– Não fazendo.

– Sam?

– É um dos desejos dele Spencer, vamos respeitar.

– NÃO, não vamos não, sempre fazemos algo, sempre, sempre foi assim por que mudar agora? Vocês podem não querer fazer nada, mas eu vou.

– Spencer...

– NÃO TEM DE ESSA, DEAN TU É MEU IRMÃO, EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ IR PARA O INFERNO SEM FAZER NADA! VOCÊ QUER O QUE? QUE EU FIQUE PARADA VENDO VOCÊ MORRER SE É ISSO ESTÁ MUITO ENGANDO.

– Ouvimos você lá de fora. — disse Caroline entrando no quarto — Como você está?

– Você sabia que meu irmão está tentando se matar sem fazer nada?

– Sabia sorry Spencer, eu quis ajudar, mas Dean não quis minha ajuda.

– PELO JEITO EU VOU TER QUE FAZER TUDO SOZINHA NÉ, NINGUÉM QUER MUDAR ISSO, SÓ EU NÃO QUERO QUE VOCÊ VÁ PARA O INFERNO.

– Ninguém quer que ele vá Spencer. — falou Stefan, que parecia mais branco do que nunca.

– O que houve com você?

– Está sentindo esse cheiro Caroline?

– Blood.

– Stefan, STEFAN. — ele estava transtornado, parecia um vampiro novato querendo sangue. — O que há com ele?

– Ele não sai daqui a dias, acho que não anda se alimentando. — disse Sam.

– CAROLINE. — Carol tinha saído rapidamente do quarto.

Caroline e Stefan sumiram por algum tempo.

– Eu vou ir atrás deles.

– Ta maluca Spencer, o médico mandou você repousar.

– Desde quando você obedece ao médico Dean?

– Eu sou eu, você é você.

– Belas palavras, blá, blá, blá.

– Ok, você fica e eu vou! — quando Dean estava saindo do quarto, Stefan apareceu.

– Precisamos sair agora daqui.

– Por quê?

– O hospital está cheio de demônios.

– WHAT?

– O sangue que eu e a Caroline sentimos era de um dos demônios, Bobby estava lá em baixo com um corpo.

– Por que demorou tanto para voltar?

– Por que fomos esconder o corpo.

– E cadê a Caroline?

– Lá embaixo ajudando o Bobby com os demônios, vamos rápido precisamos sair daqui, pois é você Dean que eles querem.

– Então vou me entregar!

– Não está maluco, vamos sair daqui Dean. — eu já estava ficando braba.

– Ok Spencer.

Conseguimos passar pelos demônios, mas não lembro muito bem, pois passei mal, eu estava fraca, fazia três semanas que estava na cama, sem comer e andar, Stefan me ajudou. Quando chegamos a um hotel eu estava acabada, sem forças para nada.

– Spencer há um jeito de isso tudo passar.

– Como?

– Meu sangue.

– Não, Stefan não.

– Você está fraca, é preciso Spencer.

– Tenho medo.

– Nada vai te acontecer, eu prometo. — Ele mordeu o braço e devagar colocou em minha boca, a sensação foi a melhor impossível, meu corpo ficou todo alerta, com vida, um fluido parecia me possuir, mas em uma fração de segundos meu corpo parecia jorrar fluidos para todos os lados, todos os vidros daquele quarto explodiram. Depois que tudo passou, todos estavam me olhando com cara de apavorados.

– O que foi isso? — perguntei.

– Magia.