O Pequeno Diário Sobrenatural
16 A Visita as Duplicatas.
Legal — pensei — Sou irmã de uma vampira que se puder mata todo mundo e que já foi namorada do cara que eu amo, muito legal. — Saímos da casa da Cece e fomos para a casa do Stefan.
– Eu sou irmã da garota que você ama, então eu sou tua cunhada. Legal né Stefan? — Stefan parou o carro. — Por que parou?
– Por que você acha que eu ainda amo a Elena?
– O diário, o jeito que você fala dela, a casa onde está morando, as fotos com ela. O que tu acha que eu deveria achar?
–Você leu até o fim?
– Não.
– Então lê, e depois me diz se eu ainda amo ela.
– Por que está morando na casa dela?
– Por que ali é o único lugar que ela nunca entrou, nunca foi convidada para entrar.
– Mas ela está na tumba!
– É só um cuidado que temos, já aconteceram muitas coisas que nos deixaram ressabiados.
– Desculpa.
– Eu não ouvi o que você disse?
– Desculpa.
– Assim ta melhor. — ele riu. — Por que você veio até aqui Spencer?
– Para te dizer que eu te amo e que não aguento ficar longe de ti.
– Você me ama?
– Amo.
– Ama? — disse ele chegando bem pertinho.
– Amo, já disse.
– Spencer, você pode se machucar perto de mim.
– Eu não me importo, eu amo você e quero ficar com você, só com você, e daí se eu me machucar, já passei por muita coisa e não me importo com mais nada, só com você.
– Eu te amo Spencer. — ele chegou mais perto e me beijou. Sua boca suave tocava na minha, o beijo dele era tão bom, quente e picando, com gosto de quero mais.
– Acho melhor nós voltarmos Stefan.
– Também acho. — ele era tão lindo. — O que vai fazer agora?
– Não sei, acho que vou voltar para casa e não sei.
– Tem uma pessoa que gostaria de saber que você é parente.
– Quem?
– Jeremy.
– Eu sou parente dele?
– Sim, o seu pai é tio dele, então vocês são primos. Quase irmãos, é bom ele saber, a família toda dele se foi.
– Hm.
– E seus irmãos Spencer?
– Dean e Sam estão caçando com o Bob.
– Ah bom, eles sabem que você veio atrás de mim?
– Eu deixei uma carta.
– E a escola?
– Está inundada.
– Então durmam aqui essa noite e amanhã eu vou com vocês para Carolina do Norte.
– Eu queria conhecer uma pessoa.
– Quem?
– A Elena.
– Ta brincando?
– Não, nós vamos à tumba, mas ela não vai me ver, vou ficar escondida, por favor?
– Está bem, mas antes precisamos passar em casa.
– Ok. — fomos para a casa dele, Stefan sumiu para o quarto e eu fiquei contando tudo para a Carol e para a Bonnie.
– Estou pronto. — disse Stefan segurando uma bolsa.
– O que é isso?
– Sangue.
– Ah.
– A onde vocês vão? — disse Bonnie.
– Visitar minha querida irmã.
– Posso ir junto?
– Não. — disse Stefan. — Já é perigoso e com você junto mais ainda, você é uma bruxa.
– Uma bruxa que não sabe usar seus poderes.
– Ah deixa ir vai Stefan.
– Ok. Essas meninas, nanana.
– Eu também vou. — disse Caroline.
– Vão a onde? — perguntou Damon entrando em casa.
– Ver a Elena. — disse.
– Você está maluca Spencer?
– Eu sou irmã dela Damon, quero conhecê-la.
– Hã? Irmã?
– Sim.
– Ok, vamos todos. — disse Stefan.
Fomos todos nós para a tumba, eu fiquei escondida atrás de umas pedras, eu e a Bonnie, Damon e Stefan abriram a tumba e lá estavam elas, sentadas na porta, pareciam duas velhas, pois estavam sem sangue há muito tempo.
– O que fazem aqui? — perguntou uma delas, bem baixinho.
– Viemos ver o sofrimento de vocês. — disse Damon, Stefan tirou de dentro da bolsa duas garrafas de sangue e atirou para elas. — Fico maluco Stefan?
– É só uma cortesia. — elas beberam aquilo desesperadas, a pele foi voltando ao normal, elas eram lindas, davam para diferenciar só o modo do cabelo. Katherine tinha cabelos cacheados e bem pretos e Elena cabelos bem lisos e pretos.
– Estava com saudades de mim né Stefan? — perguntou Elena.
– Não.
– Claro que não Elena ele morre de saudades de mim. — disse Katherine.
– Não morro de saudades por nenhuma das duas.
– Ele já está até em outra se vocês querem saber. — disse Damon.
– O QUE? — disseram as duas juntas. — É verdade Stefan?
– Não é da conta de vocês e cala a boca Damon, por favor.
– Quando vai me tirar daqui? — perguntou Katherine. — Eu não tenho nada haver com essa idiota.
– Olha quem tu chamas de idiota. — disse Elena brava.
– Afinal, por que vocês estão aqui? — perguntou Katherine.
– Queríamos ver se vocês ainda estavam ai.
– Ah, que amores.
– Sabe Stefan, ainda vai chegar a hora de você vir pra cá comigo, quando ninguém mais te querer você vai me procurar, não se preocupa ainda vou estar aqui por você, mesmo você tendo me trocado. — disse Elena.
– Stefan NÃO. — gritei desesperada, se não fosse Damon e Caroline segurarem Stefan ele tinha entrado na tumba. Katherine e Elena ficaram paradas que nem umas estatuas me olhando, Stefan veio ligeiro até onde eu estava e ficou na minha frente. — Desculpa, fiquei com medo de você entrar lá.
– Por um segundo eu quase entrei, se não fosse Caroline, Damon e você eu estaria lá tentando matar ela. — Stefan me puxou mais para perto dele, me segurou firme e saiu dali, por uma fração de segundo estávamos parados na porta do carro. Não demorou muito e o resto do pessoal apareceu. — Está tudo bem Damon?
– Sim, mas elas queriam saber quem era a garota.
– E o que você disse?
– Que não era da conta delas.
– Elas me viram nitidamente? — perguntei.
– Não muito, foi só um rápido reflexo.
– Que bom. — voltamos para a casa do Stefan.
– Spencer, dorme aqui hoje e amanhã partimos cedo?
– Ah, Stefan.
– Por favor, vai.
– OK. — Stefan cozinhou para nós, jantamos e fomos para a sala, contei tudo ao Damon sobre a história de eu ser irmã da Elena.
– Meu Deus. — disse Damon. — Você teria sido bem útil se tivesse aparecido antes da Elena virar vampira.
– Damon. — disse Stefan.
– Foi só uma opinião, não está mais aqui quem falou.
– As camas estão prontas, Bonnie vem comigo para eu te mostrar o quarto. — disse Caroline, Bonnie a acompanhou. Tyler e Alaric chegaram.
– Spencer, que bom ver você. — disse Tyler vindo me abraçar.
– Olá Spencer.
– Oi gente. — abracei os dois.
– E cadê a Caroline?
– Estou aqui, demoraram ein. Vem Tyler vou arrumar algo pra você comer.
– Spencer você deve estar cansada vamos deitar? — disse Stefan.
– Ah, ahan. — Subimos as escadas e fomos até o quarto dele. — Espera ai eu vou dormir contigo?
– Sim.
– Ata então nós voltamos?
– Sim.
– Ah, podia ter me avisado né. — rimos.
– Para compensar eu vou te beijar, aqui. — ele beijou meu pescoço. — Aqui. — minha orelha. — Aqui. — minha bochecha. — E aqui. — ele beijou minha boca bem devagar, com delicadeza, o ritmo foi aumentando.
– Stefan. — interrompi o beijo. — calma.
– Ok, ok. — sentei na cama dele. — Vou ali tomar um banho e já volto ok?
– Claro, não vou fugir.
– Spencer, se quiser vir comigo?
– Não, está bem aqui.
– Ah.
Peguei o diário dele de dentro da minha bolsa e comecei a ler:
“Pensei que houvesse esperança, que em algum lugar bem no fundo, algo em Damon continuasse humano, normal. Mas estava errado. Não resta nada humano. Nenhuma bondade, nenhuma gentileza. Nenhum amor. Apenas um monstro que precisa ser exterminado.”
“O verdadeiro animal ainda está solto. Me esperando, me desafiando a lutar, a pará-lo. Mas como eu paro um monstro sem me tornar um também?”
– Sério que você está lendo isso?
– O que? Você me deu para ler. — ele pegou o diário da minha mão e colocou na bolsa novamente. — Melhor assim, não quero que pense “de novo” que ainda amo a Elena.
– Está bem. Vou tomar um banho se importa?
– Não, mas antes vai ter que fazer uma coisa.
– O que?
– Me dar um beijo. — eu o beijei e sai correndo para o banheiro, tomei meu banho, coloquei uma blusa dele, pois esqueci meu pijama. — Uau, você fica linda nela.
– Obrigada. — dormimos abraçadinhos.
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