O suor escorrendo da testa

Passando pelo rosto cansado

Gritando por mais um suspiro de força

Desejando mais um passo na longa estrada.

—

O último vácuo de ar

Subindo para a boca

O controle falhando

A voz pestanejando

Na ausência de vento

Na esperança de ecoar o som.

—

O machucado

Que prensa o ser contra a desistência

Porém perde força

Ao sofrer resistência

Do corpo que luta

Para viver

Para pulsar.

—

No silêncio há grito

No escuro há imaginação

Na fraqueza há compreensão

Na insistência existe perseverança

E tudo isso é o que alimenta a mente sã

Que se joga contra o ritmo contrário

Para evoluir mais

Diante das dificuldades.

—

Ao menos é o que vejo, mergulhado na corrente que me leva pra longe dessa razão.