Sobre o erro, finquei meu coração
E na mente rabisquei mensagens de reprovação
Deixei que meu núcleo pulsasse sobre o solo venenoso
E fui me matando aos poucos.

No fundo eu respirava fumaça
De um ar poluído por magoas
Eu já não consigo mais encarar tudo a minha frente
Perdi a vontade
De pisar em cacos de vidros e me sentir forte.

Acordar se torna pesaroso
Dor e angustia
Quero me afastar de tudo
Beber de solo desértico
Águas que são areias
Deitar em sombra de sol quente
E fingir sorrir quando na verdade eu ser miragem.

Neste momento eu só quero sumir
Não me importo mais com quem se importa
Me tornar vazio
E deixar o vazio se esvaziar em mim.