O Pensamento Pessimista vivendo uma poesia
16 A Mulher com um Buraco Negro no Peito.
Um dia ela acordou sentindo-se vazia
Um copo quebradiço
Levantou aos cacos
E juntou seus pedaços que quebraram no dia anterior.
Ela olhou no espelho e chorou
Pouco se via do que antes era cheia
Agora, vazia, vê pouco de si
Talvez uma monotonia mórbida
Sangria por desaparecer em algum momento foi forte.
Mas não era o que queria agora...
Uma negação ao longo do dia servia seu interior
As lágrimas eram incômodo para outras pessoas
Pois era alguém fraco, uma mulher que não consegue lidar consigo
As pessoas se incomodavam
Ela sentia-se triste
Os monstros se incomodavam.
Talvez perderá o controle da carruagem
Talvez a tempestade tenha expelido suas raízes da terra
Ela perdida em um labirinto
Vendo tudo queimar
Sentindo vontade de se afogar
Era difícil...
E aos poucos ela se queimava
E gostava mais dessa sensação
Seus remendos já rasgavam novamente
Seus pedaços eram picados
E por um momento ela derreteu novamente
Caiu no próprio buraco negro e se dilacerou
Entendeu, repreendeu, desprendeu.
Agora ela se vê deformada
Ninguém oferece um pouco de frio
Ela ali, queimado, derretendo
Se afogando no mais íntimo de si
Agora perde a estabilidade
E morre
Engolida pelos próprios demônios que lutava para afastar...
Mas será que a luta acabou?
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