Acordei, olhei para a janela
A luz transpassava pela fresta
Novamente alegre
Atrás de diversão fui, breve
E a luz brilhava.
—
Acordei, desejei a luz quente
Levantei mas sem nada em mente
Olhei para os pés, sapatos
Mochila nas costas, retratos
E a luz enfraquecia.
—
Acordei mas estava escuro
Por um momento, me admirei no obscuro
Chorei bastante, vivi e sofri
Ausência me abraçava ali
A luz se apagou.
—
Acordei e já vivi
Chorei mas ainda não morri
Aprendi correndo e corri atrás de sucesso
Mas percebi que na vida, tudo é progresso
Todos morrem sozinhos
A ausência não está no que não se faz presente
E sim em como você está se moldando
Aprendi, sorri, brinquei e a luz voltou a brilhar.
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